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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Mais pinceladas

Apenas para não perder o costume de meter o bedelho em qualquer assunto tampouco deixar o hábito das postagens cair, seguem novas pinceladas sobre alguns assuntos que pipocaram por aí nessa semana:


SUPERCLÁSSICO DAS AMÉRICAS - Um grande mico da organização do clássico entre Brasil e Argentina. O campo acanhado num local fora dos grandes centros boleiros dos hermanos prometia se transformar num caldeirão capaz de apimentar esta bela rivalidade. No entanto, a queda de energia, por pior e mais injusto que seja o acaso, mostra a falta de comprometimento das Federações em providenciar planos B para infortúnios desta natureza. 

Mais bizarro ainda foi ouvir Andres Sanchez, diretor de Seleções, bradar que não haverá outro jogo motivo pelo qual o Brasil seria o campeão desta edição. Uma tosquice não se justifica com outra. Se a partida não se realizou por causa de a, b ou c, não é razoável apagar o histórico da competição. Ainda que em 2013, que se marque nova partida e decida o campeão em campo, onde os holofotes deveriam estar acesos.


ADRIANO - Quer dar a volta por cima, mas não se esforça um tiquinho. Tal como Jobson, acabou para o futebol. A cada falta ou desculpa esfarrapada o atacante se mostra mais doente e sem um pingo de respeito seja por quem for. Lamentável que outro grande jogador brasileiro tenha um final de carreira tão deprimente.


ATLÉTICO MINEIRO - Aquele pé atrás que todo torcedor tem com o Cuca cedo ou tarde aparece. Parece que o Galo teve um choque de realidade - ou apagão técnico - e parou de apresentar aquele futebol envolvente e arrasador que lhe valeu a ponta do Brasileirão por rodadas a fio. Agora, novamente um equipe dirigida pelo treinador sofre com a pressão dos momentos decisivos. Muito papo rolou há algumas rodadas, pactos foram feitos e tudo que se pode constatar é que o Atlético é o vice-líder 6 pontos atrás do Flu. Só falta vacilar e acabar perdendo a vaga na Libertadores...


ALEX - Ídolo no futebol turco, meia-esquerda de qualidade e talento indiscutíveis. Após colher os louros e uma boa grana na Turquia, novamente nos brindará com seu futebol. A tendência é que Coritiba, Cruzeiro ou Palmeiras levem o atleta pelo que desempenhou com essas camisas. Meu palpite é que Alex deve reforçar o Cruzeiro.


SCHUMACHER - Não precisava ter voltado à Formula 1. Porém, mais desnecessária ainda foi a forma como o ídolo foi tratado pela Mercedes. O anúncio da contratação de Hamilton para seu lugar deu clara impressão de que o ídolo foi enxotado da escuderia.


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Rapidinhas

Resolvi pegar uma nota aqui outra dali que pipocou na internet durante esses dois dias e comentar brevemente alguns assuntos:

- Onde o Palmeiras quer chegar com a contratação de Leandro "Bochecha"? Ok, a equipe precisa de um reserva para a lateral e se trata de um atleta experiente, vivido e com passagem de relativo sucesso pelo próprio Verdão. Contudo, se o Palmeiras está realmente desesperado e em busca de reforços para evitar o rebaixamento por não confiar inteiramente em seu elenco, que busque jogadores que irão fazer a diferença.

Repito: não acho o time do Palmeiras essa draga toda como gostam de pintar. Nem o time, nem os reservas principais. Apesar de ficar à mercê do departamento médico, creio que seria plenamente possível acertar a equipe e escapar da degola com relativa tranquilidade. Insisto na tese de que falta seriedade e comprometimento com o presente, em vez de seguir sonhando com a Libertadores-13.


- Gosto muito do Túlio Maravilha. Sério. O cara conhece a brincadeira e foi um matador de primeira. Agora, esse carnaval que está fazendo em busca do milésimo gol é um tanto humilhante diante de uma carreira tão rica. Porém, dou meu braço a torcer, se for verdade o que dizem a respeito de sua condição física, poderia reforçar o elenco profissional do Botafogo com um pé amarrado nas costas. 

O Fogão do dia para a noite perdeu Loco Abreu e Herrera. Ficou sem referência na área e não tinha um homem-gol à disposição. Elkesson é bom jogador, quebra um galho, mas é meia de origem. Então, por que não colocar o Túlio lá? O Botafogo já fez tanta coisa mais bizonha, como insistir no Jobson um punhado de vezes...


- Deivid foi contratado pelo Coritiba. De longe, é o melhor atacante do grupo. Vale lembrar que o Coxa foi castigado na final da Copa do Brasil 2011 por não saber aproveitar dignamente as chances ofensivas que teve. É uma equipe que cria muito, mas peca demais nas conclusões. Nem vale a pena entrar na discussão sobre a arbitragem da primeira partida. Os gols perdidos nos primeiros 30 minutos de jogo deveriam ser passíveis de treino extra no "paredão".


- Essa polêmica do MMA que circula sobre a sequência interminável de "arregadas", ao meu ver, não tem fundamento. Jon Jones fez certo ao recusar a luta contra Sonnen, já que o falastrão (para não dizer coisa pior) tomou dois coros do Anderson Silva na decisão dos médios. Então, não é razoável que tivesse uma chance de disputar outro cinturão logo de cara.

Machida e Shogun não abriram mão de seus descansos pós-combate e antecipar a preparação poderia acarretar riscos desnecessários aos atletas. Tanto de lesão como de preparo técnico. Afinal, Jones é um cara muito talentoso. Daí colocar Belfort ou seja lá quem fosse é um problema da organização e a escolha pelo brasileiro não me parece de todo mal. Boa jogada de Dana White, que aproveita a febre brasileira no esporte e vai arrecadar uns bons trocados.


- O problema do São Paulo é aquele sistema defensivo sofrível e a diretoria insiste em focar em reforços para o ataque. Ganso é um meia de talento indiscutível e de temperamento misterioso. Ou seja, pode ser uma grande contratação, mas, no momento, é desnecessária. Jadson, bem ou mal, vai acumulando assistências e subindo de produção pouco a pouco. Evidente que o meia santista e o atual camisa 10 tricolor podem jogar juntos. Porém, ao meu ver, seria um suicídio tático na parte defensiva, que já fica bastante exposta com dois volantes e um meia que mais fica do que vai.

Ney Franco teria que fazer um milagre para acertar o sistema defensivo sem prejudicar o rendimento da possível dupla de armadores. Ou provar que a melhor defesa é o ataque.


- Adriano, mais uma vez, vai decepcionando quem tanto apostou nele. Eu fico decepcionado com quem ainda aposta em sua recuperação.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Onde erramos?

Adriano marcado pela torcida do Timão. Botafogo faz da vida de Jobson um verdadeiro BBB. O futebol-negócio e o marketing esportivo justificam o risco de contratações como essas?

O Imperador não joga algo minimamente próximo de futebol desde o título do Flamengo em 2009. E Jobson colocou a carreira em risco ao se envolver com drogas e dar seguidos exemplos de irresponsabilidade profissional. Diante do histórico das figuras mencionadas, o clube realmente pensa antes de contratá-los?

Creio que o futebol brasileiro extrapola a caridade nesse lance de "dar uma segunda chance". Parece que escolhem a dedo qual é o jogador mais problemático, polêmico e talentoso para confiar. Na boa? Isso tá errado. Maldita mania de achar que os 15 minutos de fama duram 15 séculos.

Mesmo em 09, Adriano esteve sempre fora de forma e sempre envolvido em algum caso extracampo. Algo frequente desde a época de Imperador na Inter de Milão. Nem foi tão decisivo assim para o caneco. O que faz o Corinthians? Dá a mão. Jobson perdeu a chance de ir para o Cruzeiro, criou caso no próprio Botafogo, no Atlético-MG, "causou" até no Bahia! E vai o Botafogo apostar novamente no camarada! É piada, não pode ser.

Evidentemente são jogadores que podem fazer a diferença em seus clubes, desde que em forma e focados. Só que por boa parte de sua vida profissional eles não respeitaram essas duas regrinhas básicas e, agora, com todo carinho da nova diretoria que os acolhe vai ser diferente? Claro que não!

Olha aí o Carlos Alberto que não deixa mentir. 20 e tantos anos, habilidoso, rodado, e virou ícone do bando de displicentes. Chega a ser desnecessário ditar o currículo do meia, pois todos já sabem de cor e salteado.

Milagre. É nisso que as diretorias depositam sua fé ao assinar contrato com jogadores deste nível. A fé no milagre. Torcida? Ela que legitima todos os passos. Quem não queria um Adriano no time? "Ah, se ele estiver em forma, se ele estiver inteiro, se ele isso, se ele aquilo...sim!" Diante de tanto "se", o clube atrai os holofotes da mídia para si e aposta na fé da massa. Mesmo que seja só para ser mais um na conturbada vida do atleta, fazer o que.

Com um pouquinho mais de engenharia financeira e intelectual, não compensaria mais investir no retorno de um medalhão ou em alguma jovem promessa? Já imaginaram SE ela estoura? A visibilidade, as receitas, a futura venda...Ganha-se mais com que tipo de risco, hein?

Fato é que não se fazem mais bad boys como antigamente. Antes, por mais barulho que se fizesse, o cara tinha que entrar em campo e salvar o dele. Fazer gol, dar assistência, dar carrinho, o que fosse. Disposição não podia faltar. A ideia era evitar dar motivo para que as críticas iniciassem. Hoje, há preguiça até para ficar no banco de reservas. Não há vontade em querer calar a boca, dar a volta por cima. Fica para o próximo discurso de apresentação.

Até aceito que a indisciplina possa ficar mascarada quando o jogador realmente cumpre seu papel dentro das quatro linhas, na hora do "vamos-ver". Ao render o que se espera, tudo é relevado. Essa tradição é seguida por inúmeros esportes. Ora, são os ossos do ofício. Porém, o que se vê é justamente o contrário. Jogadores simplesmente relaxados, no pior sentido que a palavra possa ter.

Portanto, se for para contratar jogador polêmico o ideal é privilegiar aqueles que realmente se garantem no campo. Mas se é só para chamar a atenção, agremiações do meu Brasil, invistam em atletas que realmente possam contribuir com seu crescimento, ainda que às custas de uma projeção um tiquinho maior.