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terça-feira, 29 de abril de 2014

Todos queríamos ser Kardec

A surreal especulação virou interesse e transformou-se em negociação (praticamente) concreta. Alan Kardec deixa o Palmeiras e pula o muro para defender o São Paulo. Do discurso dos presidentes de ambos clubes em suas coletivas nas quais esbanjaram cavalheirismo com troca mútua de gentilezas e congratulações pelo negócio nota-se a inteligência de todos os envolvidos, inclusive e principalmente Kardec.

Comecemos pelo mandatário do Verdão, Paulo Nobre. Ele mais do que ninguém sabe a pindaíba que assola o clube. Ao anunciar que Alan Kardec não mais atuaria pelo Palmeiras - e tendo revelado o acerto do atacante com o São Paulo - Nobre posa de mártir. 

Paulo Nobre vem a público e expõe sua versão: estava otimista com o acerto pois os valores estavam próximos dos pretendidos pelo atacante e pelo fato de ter até o final de maio para resolver a questão. Foi quando teria sido surpreendido pelo pai - e representante - do atacante de que já havia acertado sua transferência para o São Paulo.

O presidente disparou contra o Tricolor, diz que foram sujos, antiéticos, isso e aquilo, mas, veja. Prestemos atenção em um detalhe: Nobre diz que os valores estavam próximos. Ora, se os valores estavam tão próximos assim, por que o pai de Kardec resolveu colocar o atacante no mercado? Que motivação teria para trocar de clube, principalmente um rival da mesma cidade, vizinho de centro de treinamento, se os valores estavam próximos daqueles pretendidos pelo atacante?

Para justificar a saída de seu goleador, Paulo Nobre puxa os holofotes para sua administração. Diz que tem zelo com as finanças do clube e defende com unhas e dentes o contrato de produtividade por uma questão de justiça. Tudo bem que não venham títulos, mas se quer ganhar tanto, dedique-se e esteja em campo. Lindo só na teoria.

Realmente me parece bem claro que os valores não estavam lá tão próximos assim. Tanto que vem o pai de Kardec dizer que só colocou o filho no mercado depois de ver o Palmeiras modificar um ponto já acertado anteriormente. Uma diferença de 5 mil reais. 

Sim, 5 mil reais é, de fato, um valor próximo. Contudo, foi uma diferença de cinco mil após outros tantos mil que Kardec teria aberto mão. E, para que se entre na discussão ética da coisa, tal valor foi reduzido após as partes terem chegado a um denominador comum. Algo como: beleza, fechamos em 10. Daí você vem e me aparece com 5. Não foi o combinado. E isso fez com que Kardec pai negociasse com quem bem entendesse.

A intransigência de Kardec pai passa pelo momento e importância do filho no Palmeiras. Valdívia não tem contrato por produtividade. Joga quando quer, joga bem quando consegue ou tem disposição para (embora esteja fazendo um aceitável 2014) e ganha incrivelmente bem. Alan Kardec entra em campo, come grama, marca gols de tudo quanto é jeito e não merece uma valorização à altura? É revoltante, sim!

Por mais que as finanças não permitissem, Kardec tinha que se impor e exigir uma efetiva valorização. Trocando em miúdos, reconhecimento travestido de dinheiro. Fazer valer sua importância para o clube. E, ao que consta, fez sua parte. Fez concessões, permitiu-se negociar para permanecer onde teve destaque, onde é ídolo (não é?). Mas foi seduzido pelos 350 mil reais mensais (sem contar luvas, não reveladas) oferecidos pelo São Paulo, que desembolsará 4,5 milhões de euros pelo atacante.

Ciente de que deus e o mundo queriam o centroavante, o São Paulo tomou a frente, acertou valores com o jogador, com o Benfica (dono do "passe" do atacante) e ponto. Teve de vir à público somente para passar um recibo que todos já sabiam.

Coube a Carlos Miguel Aidar limitar-e a escancarar a incompetência negocial do Palmeiras em segurar seu principal jogador, explicou que só foi atrás do atacante quando ouviu o brado do pai de Kardec que seu filho tava na pista para negócio e mostrou-se confortável em explicar o ganha-e-perde no mundo dos negócios do futebol. Inclusive, lembrou as saídas de Cafu e Antônio Carlos que pararam no próprio Palmeiras e até Dagoberto. 

Dessa algazarra toda, não dá para entender por que o São Paulo queria tanto Kardec, se o ataque não é sua principal deficiência. Vai se dar ao luxo de não precisar mais de Ademílson, quem sabe. Mais complicado ainda buscar explicações por que gastar tanto com um bom jogador, ponto. Nada além disso. Nada de extraordinário. Por esse valor - ou até menos - talvez fosse possível um atacante tão bom quanto, um volante para acertar a meia-cancha, um zagueiro, ou simplesmente alguém que valha esse furdúncio todo.

Um insano reconhecimento financeiro para um bom funcionário. Quem não queria ser Kardec?



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Botecadas

JADSON 2 x 0 PATO - Jadson abriu o placar na disputa com Pato sobre quem se deu melhor na troca de clube. Mal chegou, o meia fez uma boa partida no empate com o Palmeiras último domingo e foi determinante na virada do Corinthians sobre o Oeste. Depois de rasgar elogios ao apoio diferenciado da torcida, deu lindo passe para a conclusão de Romarinho e fez um belo gol em petardo de fora da área. Enquanto isso, Pato fez um discurso protocolar em sua apresentação e só entra em campo mês que vem. A ver...


ILUMINADO E INVICTO - Vitória, vitória, vitória, empate, empate, vitória. O Palmeiras ainda não sabe o que é perder em 2014. Ontem, coube ao espirituoso Alan Kardec marcar outro tento para garantir o triunfo verde contra o Ituano no Pacaembu. No mais, Felipão tinha o dever cívico de chamá-lo para um teste. Assim como Hernane Brocador e Walter Gordinho. Atacante vive de gol e não existe gol feio. Feio é não fazer gol. 


BARÇA SEMPRE BARÇA - O badalado Manchester City recebeu o Barcelona no primeiro confronto válido pelas oitavas-de-final da Champions League. E, novamente, o Barça foi Barça. Ainda que se discuta o pênalti em - e convertido por -  Messi (milimetricamente fora da área, ao meu ver), os 2 a 0 fora de casa praticamente carimba a classificação catalã. Vale lembrar: Neymar entrou no segundo tempo e deu passe para Daniel Alves anotar o segundo já no apagar das luzes. Não será dessa vez que os citizens alcançarão a glória máxima, que ainda vivem seus dias de Chelsea. 


BI À VISTA - O futebol alemão até o ano passado vivia uma era pipoqueira ao extremo.Desgraça iniciada em 2002, na final que todos os brasileiros lembram saudosamente. Tanto a seleção como os clubes simplesmente desaprenderam a erguer troféus. Depois de tanta pancada, a escrita parece ter sido quebrada com o Bayern de Munique. Atual campeão da Champions, o clube alemão luta para chegar a sua terceira final consecutiva. Importante destacar que, caso avance até a final, seria a quarta decisão em cinco edições. E é possível! O Bayern foi até Londres despachar o Arsenal por 2 a 0 e, tal como o Barcelona, também deixou a classificação bem encaminhada. 


COLCHONEROS MANDAM RECADO - No duelo entre um Milan em busca de identidade contra um empolgado Atlético de Madrid, eu acreditava que o peso da camisa e o histórico italiano na competição fariam a diferença, ainda que o virtual favoritismo pendesse para o lado espanhol. Ledo engano. Diego Costa calou o San Siro e deixou os colchoneros próximos das quartas. O confronto segue aberto, mas a tendência é a presença do aguerrido Atlético.