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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Botecadas

JADSON 2 x 0 PATO - Jadson abriu o placar na disputa com Pato sobre quem se deu melhor na troca de clube. Mal chegou, o meia fez uma boa partida no empate com o Palmeiras último domingo e foi determinante na virada do Corinthians sobre o Oeste. Depois de rasgar elogios ao apoio diferenciado da torcida, deu lindo passe para a conclusão de Romarinho e fez um belo gol em petardo de fora da área. Enquanto isso, Pato fez um discurso protocolar em sua apresentação e só entra em campo mês que vem. A ver...


ILUMINADO E INVICTO - Vitória, vitória, vitória, empate, empate, vitória. O Palmeiras ainda não sabe o que é perder em 2014. Ontem, coube ao espirituoso Alan Kardec marcar outro tento para garantir o triunfo verde contra o Ituano no Pacaembu. No mais, Felipão tinha o dever cívico de chamá-lo para um teste. Assim como Hernane Brocador e Walter Gordinho. Atacante vive de gol e não existe gol feio. Feio é não fazer gol. 


BARÇA SEMPRE BARÇA - O badalado Manchester City recebeu o Barcelona no primeiro confronto válido pelas oitavas-de-final da Champions League. E, novamente, o Barça foi Barça. Ainda que se discuta o pênalti em - e convertido por -  Messi (milimetricamente fora da área, ao meu ver), os 2 a 0 fora de casa praticamente carimba a classificação catalã. Vale lembrar: Neymar entrou no segundo tempo e deu passe para Daniel Alves anotar o segundo já no apagar das luzes. Não será dessa vez que os citizens alcançarão a glória máxima, que ainda vivem seus dias de Chelsea. 


BI À VISTA - O futebol alemão até o ano passado vivia uma era pipoqueira ao extremo.Desgraça iniciada em 2002, na final que todos os brasileiros lembram saudosamente. Tanto a seleção como os clubes simplesmente desaprenderam a erguer troféus. Depois de tanta pancada, a escrita parece ter sido quebrada com o Bayern de Munique. Atual campeão da Champions, o clube alemão luta para chegar a sua terceira final consecutiva. Importante destacar que, caso avance até a final, seria a quarta decisão em cinco edições. E é possível! O Bayern foi até Londres despachar o Arsenal por 2 a 0 e, tal como o Barcelona, também deixou a classificação bem encaminhada. 


COLCHONEROS MANDAM RECADO - No duelo entre um Milan em busca de identidade contra um empolgado Atlético de Madrid, eu acreditava que o peso da camisa e o histórico italiano na competição fariam a diferença, ainda que o virtual favoritismo pendesse para o lado espanhol. Ledo engano. Diego Costa calou o San Siro e deixou os colchoneros próximos das quartas. O confronto segue aberto, mas a tendência é a presença do aguerrido Atlético.



domingo, 9 de fevereiro de 2014

Troca de risco

Tudo na vida envolve um certo tipo de risco. Mudar de emprego, comprar um carro usado, ter uma amante, investir na bolsa. Tudo. No futebol não é diferente. A contratação de atletas desconhecidos ou velhos figurões trazem os riscos naturais de qualquer negociação e até a influência da profissão em si, afinal, futebol se resolve no campo. Com a devida ciência dos riscos, Corinthians e São Paulo estão prestes a selar a troca mais polêmica dos últimos anos: Jadson (meia tricolor) por Alexandre Pato (dispensa comentários).

Antes de dar a minha opinião sobre o negócio em si é necessário pontuar algumas coisas que antecederam a troca: 

- Jadson tinha apenas mais um ano de contrato e já sinalizava que não iria renovar com o São Paulo. O Tricolor precisa de opções de qualidade para o ataque já que Ademílson e Osvaldo não suficientemente capazes de jogar bem regularmente

- Luís Fabiano precisa de uma sombra posto que passará dias lesionado, suspenso, poupado, dentre outros impedimentos quaisquer.

- O Corinthians investiu mais de 40 milhões de reais em Pato, sem contar os salários de um ano de contrato, e acumulou decepções com o jogador. (lembram-se da cavadinha contra o Grêmio? Precisa mais?)

- Sem Douglas (foi para o Vasco), o time está refém de Danilo na armação já que Renato Augusto virou pensionista do departamento médico. No mais, Romarinho, Rodriguinho e -inhos diversos são velocistas e não tem característica própria de municiar o ataque com a devida competência.

Isto posto, o Timão foi atrás de Jadson para solucionar o problema de seu meio-campo. Daí surgiu a possibilidade de incluir Pato na negociação e o resto todo mundo sabe. 

O UOL fez uma matéria interessante com pormenores contratuais que vale a pena uma passada de olhos (ver aqui). Embora eu tenha cá minhas dúvidas se não há mais detalhes contratuais que passaram batido ou não tenham sido divulgados, fato é que a troca é interessante para ambos.

Com Pato, o São Paulo ganha um atacante experiente, rápido, técnico e capaz. Sim, está em má fase, não é um guerreiro dentro de campo, mas é inegável que é diferenciado. Pode agregar e pode estourar, desde que queira, óbvio. Caso vá bem, tem totais condições de ser negociado novamente com o exterior e deixar definitivamente o Brasil e fugir de toda pressão que aqui tem passado.

Já o Timão ganha um meia inteligente, experiente, de bom passe e boa qualidade na bola parada e que pode reorganizar a meia-cancha alvinegra de acordo com as instruções de Mano Menezes, técnico que convocou Jadson para a Seleção.

Porém, na prática, a teoria é outra. Ambos jogadores estão em uma fase desgraçada profissionalmente. Jadson nunca foi o meia que o São Paulo quis. Teve seus bons momentos, principalmente em 2012 quando o Tricolor levou a Sul-Americana. Mas sempre alternou demais, nunca foi constante. Com a chegada de Ganso, amargou o banco e não se empenhou tanto em sair dele.

E Pato, mesmo tendo sido vice-artilheiro do Timão ano passado, não justificou o investimento insano. Simplesmente não houve retorno. O atacante não adequou seu estilo à filosofia do bando de loucos e pouco a pouco sabotou seu futebol. Limitou-se a peregrinar pelo campo à espera da bola ou do passe perfeito e, com isso, finalizações e gols rarearam. Não por isso foi presença constante no banco e, quando chamado, foi pouco eficaz.

Para recuperar o bom futebol tem-se, então, que a troca, futebolisticamente falando, é boa para todo mundo, clubes e jogadores. Todavia, o negócio, ao meu ver, favorece o Timão.

Isso porque o Corinthians receberá o meia em definitivo. Vai emprestar Pato até o final de 2015 e seu contrato somente vence no final de 2016. Ou seja, terá mais um ano para resolver o que fazer com ele. É verdade que terá que arcar com 50% de seus vencimentos. E pagar Jadson integralmente. Mas está recebendo um jogador e repassando outro por empréstimo! Em princípio, é lógica.

Não é só. Vamos supor que Pato vá ao Morumbi e volte a ser aquele ótimo atacante e receba uma proposta irrecusável. O Timão vai poder vender! E o São Paulo só vai receber uma porcentagem do lucro que eventualmente o Corinthians tenha. Isso se receber, pois caso essa proposta do além venha até julho, o atacante sai na hora. Ora, Pato vai ter que comer grama e fazer o milagre da multiplicação dos gols no São Paulo para, quem sabe, trazer algum lucro ao Tricolor.

O São Paulo aposta alto na recuperação de Pato e na possibilidade de formar um ataque avassalador com Luís Fabiano e Pabón para retomar o caminho dos títulos. E o Timão recebe um meia rodado, disposto a ganhar uma nova sequência como titular sob comando de um treinador que confia em seu potencial. Tudo pode dar muito certo ou muito errado, ora.

Todos cantam em verso e prosa o prejuízo que o Corinthians teve - e ainda terá pois arcará com parte do empréstimo de Pato - mas o negócio é potencialmente ótimo para o Timão que tem condições reais de, no mínimo, reduzir seu déficit. Se o investimento não está trazendo o retorno necessário, deve-se criar alternativas para salvar o negócio, é business. 

A melhor das hipóteses indica que Pato vai jogar muito bem no São Paulo, receber uma boa proposta, ser vendido e adeus. Ele sai, o São Paulo fica desfalcado, o Corinthians enche o bolso e ainda fica com um meia. Isso se os times não fazerem um novo negócio da China que resulte na compra do atacante pelo Tricolor, a depender de seu desempenho. Vai saber.

Há, entretanto, um fator determinante para que isso aconteça: Pato.

Se Pato estiver disposto a recuperar seu espaço no futebol, na Seleção ou simplesmente querer se vingar de todas as críticas que vem recebendo, ele vai jogar bem no São Paulo a ponto de reconquistar a confiança dos europeus, dos russos, dos chineses, dos árabes e fugir dessa panela de pressão de cobranças justas.

É um risco, não dá pra saber o que vai ser. 

É o mesmo risco que o Corinthians corre com Jadson, mas em menor escala. Pode ser que o meia, tão low profile quanto Pato, continue a oscilar demais. Entretanto, é bem mais provável que Jadson tenha mais confiança e tranquilidade para voltar a jogar bem do que Pato, já criticado pela torcida do São Paulo sem nem ao menos ter sido apresentado oficialmente.

Qualquer tipo de manifestação contrária à troca e ofensiva a qualquer dos jogadores é bobagem. É indispensável esperar alguns jogos para dar início às críticas. São bons jogadores em péssima fase e merecem acolhida das torcidas pois, para reconstruírem suas carreiras, dependem de ajudar seus respectivos times. Por seu turno, a torcida deveria, no mínimo, apoiar primeiro e cobrar depois.

Por mais que seja uma questão de risco negocial, entendo que os times e jogadores podem se dar muito bem nos novos lares. Ainda que Pato tenha que superar uma desconfiança maior dos novos adeptos e Jadson possa receber uma dose a mais de tolerância. Só que eu não consigo não vislumbrar certa vantagem do Timão nesse negócio todo.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Eu gosto do Pato

Eu gosto do Pato. Jovem, rápido, ótimo arremate, experiente. Minha simpatia pelo atacante pode explicada por critérios friamente objetivos, não necessariamente tão pretéritos assim. Ele foi o vice-artilheiro do Corinthians em 2013 com 17 gols. O primeiro? Guerrero, com 18 tentos. Então, calma. A princípio, peguemos leve nas críticas.

Da ascensão meteórica no Internacional às seguidas lesões no Milan, Pato sempre se mostrou um atacante de excelente nível técnico. O estilo meninão de ser e tendo como únicas preocupações táticas correr, puxar contra-ataques, abrir espaços e finalizar fizeram o atacante ter bons momentos e acumular algumas convocações mas, por oscilar demais, jamais se firmou na Seleção.

Assim, surgiu o Corinthians como trampolim para o sucesso de Pato. O Timão precisava de um reforço de impacto na busca pelo bicampeonato da América e o atacante via no clube a chance de voltar a jogar bem e conseguir uma vaga no elenco que disputará a Copa do Mundo.

A euforia deu lugar às críticas. O jeito despreocupado, um tanto displicente, descompromissado de Pato não combinava com o Corinthians. Foi para o banco. Nessa eterna alternância, o desempenho do ataque alvinegro continuava pífio. Mas o alvo fixo das críticas era Pato. Romarinho é isso, Sheik aquilo, mas o Pato...ah, o Pato...

Vá lá que a torcida não quis enxergar o óbvio. Que Pato jamais faria o tipo "vida loca" no campo. Porém, o ápice da crise veio no pênalti batido contra o Grêmio. A maldita cavadinha que eliminou a equipe da Copa do Brasil. Instaurou-se o inferno.

Tite saiu. 2013 acabou. Veio Mano e o promissor 2014. Pato no banco. Lá, quieto. Nesse fim de semana, Mano testa o atacante. Ao seu lado, Sheik. E mais uma atuação discreta. Carimbou a trave, ouviu vaias, saiu para a entrada de Romarinho, mais vaias.

O Paulistão é o campeonato estadual menos pior do país. Mesmo assim tem uns times bizonhos na primeira divisão. Teoricamente, é obrigação ir bem todos os jogos e deixar as atuações mais controversas para os clássicos. Só que o problema do Corinthians está no ataque, não em Pato. Concentrar as críticas é errado, mas cada um que assuma sua responsabilidade.

Se Pato abandonasse só um pouco o estilo pop star e mostrasse algum traço de garra no campo, já aliviaria metade do peso que colocam em suas costas. E sua luta seria sua melhor defesa, independente da (in)competência do meio-campo ou do número de chances criadas. Romarinho ou Pato? Sheik ou Pato? Quem você escolhe? Disposto a se entregar minimamente em prol do time, Pato faria uma dupla explosiva com Guerrero.

Está nas mãos de Pato a escolha. Pode reagir, mostrar ter sangue nas veias ou se contentar a ser um Adriano da vida. Mais um a maltratar o futebol e a viver do nome ou do que foi um dia.