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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Um novo Libertador

Para nossa alegria, a Libertadores ganhou um ingrediente espetacular nesta edição. Todos os quatro semifinalistas jamais venceram a competição. Sequer à final chegaram. Sim, há um novo Libertador entre nós. Porém, como identificá-lo?

Nas últimas temporadas foi fácil perceber o campeão dar mostra de sua predestinação. Como esquecer a linda triscada de dedo que Cássio deu na bola de Diego Souza, ou mesmo o pênalti defendido por Victor nos acréscimos?  

Agora, diante de tantas coincidências cósmicas, fica impossível apontar quem é o escolhido. Sem contar o fator janela de transferências que pode roubar algum destaque pontual das equipes.

Eis os jogos de volta e os motivos que credenciam cada um ao tão sonhado título. E palpites.


ARSENAL DE SARANDÍ 0 x 0 NACIONAL - O Nacional Querido novamente elimina um time argentino em solo hermano. Depois de despachar o Vélez, os paraguaios fecharam a casinha e suportaram a pressão do Arsenal garantindo, assim, presença nas semifinais da Libertadores. Apesar do franco domínio argentino, Nacho Don fez boas defesas e brecou o ímpeto dos mandantes. A meia-cancha nacionalófila controlou bem o jogo e não houve maiores sustos. O copeirismo está em alta nesse time. Defende-se bem, tem traços de qualidade nos contra-ataques e quando joga em casa não se furta a atacar.


DEFENSOR 1 x 0 ATLÉTICO NACIONAL - Outra aula de contra-ataque do Defensor contra o Atlético Nacional. Precisando reverter o placar de 2 a 0, os colombianos desandaram a atacar e pressionar e fazer tudo quanto manda o protocolo, mas sempre batendo no muro violeta. Mesmo em casa, o Defensor não mostrava muito interesse em atacar e apostava nas escapadas de Gedoz para levar o caos aos cafeteros. O segundo tempo foi todo do Atlético. No entanto, a Libertadores-14 está fadada a ser de um novo Libertador. Nos 42 minutos, quando tudo era desespero e pouca tática, o Defensor encaixou um belo contragolpe nos desestruturados colombianos e coube, de novo, a Nico Olivera jogar a última pá de cal no atrevido Atlético. 

O Defensor é o mais engraçadinho dos times que restaram. Porque fazem tudo com capricho. A defesa funciona de modo exemplar e o ataque é muito competente. O contra-ataque pela esquerda com Gedoz ou Pais à direita, com o auxílio de De Arrascaeta pelo meio leva perigo constante ao adversário. 


CRUZEIRO 1 x 1 SAN LORENZO - A banda do Papa segue viva! Eliminou o bipolar Cruzeiro em pleno Mineirão. É o grande carrasco brasileiro nessa edição. Antes, bateu como quis no Botafogo e judiou do Grêmio ao eliminá-lo nos penais. Razoável considerar que o Ciclón chegou até aqui pela sua presença de espírito, digamos, iluminada. Penso que o Sumo Pontífice realiza uma novena especial durante os 90 minutos que o San Lorenzo entra em campo pela Copa. Os argentinos não tem lá um ataque muito bom mas tem uma eficácia bem pontual. Vide o gol no jogo de ida. Pois, agora, menos de 10 minutos no relógio e Piatti anota o primeiro. Pouco depois deu-se o luxo de perder outro cara-a-cara com Fábio. E o que mais pode explicar a partida estar ainda 0 a 0, Marcelo Moreno arrematar de canela, a bola sair de Torrico, carimbar as duas traves e sair? O gol de Bruno Rodrigo na parte final do jogo só serviu para iludir quem foi ao jogo. Estava claro como a água que a vaga seria do San Lorenzo desde o início.

O San Lorenzo parece um time tosco, mas tem seus trunfos. O goleiro Torrico vive grande fase. Provavelmente, efeito da bênção papal em suas luvas. Que seja. A defesa morde bem. Tem em Mercier e Piatti os pilares do meio-campo. É uma equipe iluminada e também organizada.


BOLÍVAR 1 x 0 LANÚS - A Bolívia emplaca um semifinalista pela primeira vez! O Lanús tentou o que pode, dentro de suas possibilidades. Veja, tinha Santiago Silva (isso, o El Tanque) no ataque e tal. Porém, quem brilhou foi Marchesín. O arqueiro argentino novamente fez excelentes defesas, contudo, não conseguiu evitar que Arce (família Aquele. Ex-Corinthians) fizesse o gol da redenção boliviana aos 43 do segundo tempo. Bom lembrar que Izquierdoz fez o favor de dificultar ainda mais a vida do Lanús aos 13 da segunda etapa ao ser expulso. Enfim, é Bolívar nas semi!

A campanha do Bolívar é sublime e, sim, é candidata ao título. Foi líder do grupo que degolou o Flamengo. Nas oitavas, bateu o León, outro rival de grupo, com dois empates. Detalhe: 2 a 2 fora de casa e 1 a 1 em casa. Agora, elimina um time argentino e atual campeão da Sul-americana. É uma equipe que, óbvio, conta com a altitude como principal aliada. Todavia, fora de casa, também faz seus golzinhos e não é essa moleza toda que estamos costumados a pensar dos bolivianos.


DUELOS:

NACIONAL QUERIDO x DEFENSOR 
PALPITE: DEFENSOR 

SAN LORENZO x BOLÍVAR
PALPITE: SAN LORENZO (mas torcida pelo Bolívar)

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Libertadores Vorazes

Venho falar da Libertadores. Das batalhas travadas pelos campos espalhados pela América do Sul não se tira nenhuma conclusão após o término desses primeiros 90 minutos, senão uma: é uma Libertadores especial.

Já havíamos alertado quanto à edição sui generis desse ano, todavia, é certo que depois dos jogos de ida desta semana aumenta-se a expectativa em relação a termos uma semi-final com representantes de países que há muito não lembram o que é erguer La Copa.

Há, sim, certa efervescência sobre a concreta possibilidade de paraguaios, uruguaios e até bolivianos conquistarem o título.

Observem:


NACIONAL 1 x 0 ARSENAL DE SARANDÍ - O Nacional Querido ficou todo assanhado com a primeira participação nos mata-matas da Libertadores! Em casa, bateu o Arsenal, também debutante nessa guerra campal pós-grupos por 1 a 0, gol de Orué. Um placar magro para ambos. Os paraguaios mereciam melhor sorte, uma vitória mais elástica. Criaram um bom punhado de oportunidades tendo inclusive desperdiçado um pênalti. Pelo lado argentino houve também um bocado de investidas nos contra-ataques que poderiam ter culminado no providencial empate. A partida de volta na Argentina será outra prova de fogo ao copeirismo de ambos. Enquanto o Nacional Querido resguarda-se na vantagem do empate, Martín Palermo terá de ministrar uma aula magna de Libertadores para que seu Arsenal siga vivo na Copa e não seja outra vítima paraguaia, né, Vélez?


ATLÉTICO NACIONAL 0 x 2 DEFENSOR - O jogo mais alucinante e atraente das quartas-de-final teve um resultado improvável. Mais que improvável, implacável. A Libertadores tem dessas coisas. Em uma partida que o Atlético Nacional atacou impiedosamente, foi vitimado por dois contra-ataques mortais que podem ter que custado a eliminação. Era sabido que são dois times leves, com dois-três jogadores de frente que tratam a redonda com o devido respeito. Pelo lado cafetero, Cárdenas, Cardona e Duque espezinharam o quanto puderam a defesa uruguaia. Fechadinho, o ferrolho uruguaio só ameaçou no primeiro tempo em dois tiros perigosos do brasileiro Gedoz. De Arrascaeta não estava em um dia inspirado. Já a segunda etapa foi toda colombiana. A trave foi sua maior traiçoeira impedindo dois tentos. E em duas escapadas, o ataque violeta foi letal. Pais, de cabeça, e Olivera (depois de receber, tropeçar, cair, levantar e chutar) deram ao Defensor o privilégio de até perder o jogo de volta em casa por um gol de diferença.


SAN LORENZO 1 x 0 CRUZEIRO - Na conta do chá, Los de Papa venceram o Cruzeiro por 1 a 0. Novamente é possível colocar o triunfo na conta da benção papal ou no fator casa, pois o ataque propriamente dito não merece predicados de destaque. Apesar de controlarem boa parte do jogo, pouco ameaçaram Fábio. Nas três grandes chances, uma entrou e as outras duas pararam no arqueiro da Raposa. Bipolar como de praxe, o Cruzeiro dá outra dose cavalar de sopa para o azar. Pouco incisivo e alterando os seguidos erros em cada contra-ataque com alguma frouxidão na marcação. O placar é reversível. Contudo, cautela. Assim também era para o Grêmio.


LANÚS 1 x 1 BOLÍVAR - Catarse na Bolívia. O Lanús, sob a batuta de Schelotto, começou em cima dos visitantes ciente de que teria que vencer para não ter que passar por maiores infortúnios na altitude de La Paz. Abriram o placar logo aos 7 minutos com Benítez, mas pararam por aí. O Bolívar foi se soltando e novamente mostrou qualidade no desenrolar do jogo. Sofreu alguma pressão, porém administrou com a sabedoria de quem sabe que pode reverter o prejuízo em sua casa, alguns milhões de pés acima do nível do mar. Lá pelos quarenta e acréscimos, sabe-se-lá-o-que passou pela cabeça do meia Ferreira. Pegou a bola e, provavelmente com intuito de isolá-la longe o bastante para que o árbitro encerrasse logo a peleja depois do tiro de meta, mandou um canudo de longe. O tirambaço foi certeiro no gol. Marchesín, bom goleiro, ainda chega a tocá-la sem nada interferir seu destino. Sim, amigos, a Bolívia está perto de emplacar um dos seus entre os 4 melhores do continente.


Pelo panorama apresentado, o Brasil (leia-se Cruzeiro) não merece levar o título mais uma vez, ainda que isso custe um feito inédito na história da competição. Nosso representante sequer merece persistir na competição pelo que se prontificou a jogar ao longo do torneio. 

A invasão argentina nas quartas, com 3 times, tem entre eles o San Lorenzo. Seria bacana ver banda do Papa libertadora da América. Porém, foram os hermanos os últimos a erguerem o trofeu antes da hegemonia brasileira (Estudiantes, 2009).

Os últimos triunfos de Paraguai e Uruguai vieram, respectivamente, com o Olímpia em 2002 e Nacional no longínquo ano de 1988. Colombianos ainda se recordam do feito do Once Caldas em 2004. Bolivianos? Zero conquistas.

Finalmente uma Libertadores realmente imprevisível!

Semana que vem saem os semifinalistas. Depois disso, parada para a Copa do Mundo. Que pena.

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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Era uma vez na América

2014. Há pouco perdemos Luciano do Valle. E a Morte parece ter retornado de sua hibernação disposta a ceifar mais algumas vidas pelos campos da América Latina. Como vimos, Lanús x Bolívar já estavam certos nas quartas-de-final. Mas ainda restavam pelejas a serem disputadas América Latina adentro.

Sem Boca, sem River, mas 3 argentinos nas quartas. Apenas 2 campeões dentre os 8 classificados, as quatro melhores campanhas da primeira fase já eliminadas, somente um brasileiro. Não tem jeito: essa Libertadores é a mais imprevisível e surreal dos últimos anos.

VÉLEZ SARSFIELD 2 x 2 NACIONAL - Debutante na segunda fase da Libertadores, o Nacional Querido plagiou La Puente Negra e protagonizou a maior zebra dessa edição. A magra vitória conquistada no Paraguai permitia que o Nacional jogasse pelo empate em solo hermano. E assim foi. O Vélez pressionou de todas as formas, mas esbarrou no bem postado time paraguaio. Defendia com garra e buscava prender a bola no ataque para gastar o precioso tempo. Nos quinze minutos finais o jogo pegou fogo. Os argentinos abrem o placar aos 29. Quatro minutos depois, o Nacional iguala de pênalti. Com um jogador a menos, o Vélez anota o segundo e ainda precisava de outro para avançar. Porém, no último lance, com outro atleta expulso e o goleiro no ataque para buscar o gol da classificação, os argentinos sofrem um contra-ataque letal que culminou no empate paraguaio e em mais uma eliminação precoce e, de certo modo, vexatória.


UNIÓN ESPAÑOLA 0 x 1 ARSENAL DE SARANDÍ - Unión Española e Arsenal fizeram um jogo bastante parelho. Um duelo muito interessante, principalmente pelos treinadores envolvidos. Sierra montou um time bem chato pelo lado chileno, só que não soube superar a própria bipolaridade tampouco explorar dignamente o fator casa. Já os argentinos esbanjaram raça e disposição, ou seja, o mínimo que se espera de uma equipe que tenha Martín Palermo na casamata. Braghieri, aos 21 da segunda etapa, fez um gol à feição dos bons tempos de seu treinador e garantiu a classificação argentina às quartas.


ATLÉTICO MINEIRO 1 x 1 ATLÉTICO NACIONAL - No confronto mais atrativo dessa fase em nossa análise, o Galo caiu no próprio Horto. Precisou de apenas 20 minutos para Fernandinho abrir o placar. Havia tempo de sobra para buscar reverter o marcador. Entretanto, faltou sorte e tranquilidade para superar os cafeteros que assustaram e obrigaram Victor a intervenções importantes novamente. Quando tudo parecia levar aos pênaltis ou ao segundo gol do Galo, no 43º minuto do segundo tempo, Cardona cruzou, Victor espalmou mal, para o meio, e deixou a bola na medida para Duque chegar empurrando para as redes e encerrar o sonho do bicampeonato. Tardelli, substituído, reclamou bastante de ter sido substituído. Levir sacou Fernandinho quando este fazia uma partida aceitável. Bom, parece claro que o técnico já inicia seu trabalho no Galo em crise e sob a desconfiança geral após tal atrito e eliminação.


DEFENSOR 2 x 0 THE STRONGEST - nos pênaltis: 4 a 2 para o Defensor. - A dupla De Arrascaeta e Gedoz segue impossível e ganhou um aliado na expedição pela América: Oliveira. Tinham uma missão ingrata de reverter a derrota por dois gols na altitude boliviana. Foi na segunda etapa que tudo aconteceu. De Arrascaeta recebeu, invadiu a área, driblou o goleiro e mandou para as redes. Menos de 5 minutos depois, Oliveira acertou belo chute de fora da área e igualou o placar agregado. Nas penalidades, 4 a 2 para os uruguaios e fim do sonho boliviano de ter outro representante nas quartas-de-final.


GRÊMIO 1 x 0 SAN LORENZO - nos pênaltis: 4 a 2 para o San Lorenzo - Só há um responsável pela classificação do San Lorenzo e esse alguém é Mario Bergoglio, vulgo Papa. O Grêmio foi muito superior, criou chances infinitas, pressionou, perdeu gols (Barcos, em noite terrível, perdeu duas grandes chances) e batia de frente na barreira invisível erguida pelo Sumo Pontífice alguns mil quilômetros pra lá do oceano. Em um momento de vacilo papal, Rodriguinho cruzou e a bola encontrou a cabeça de Dudu. Gol do Grêmio a pouco menos de 10 minutos do fim. Foi inevitável a decisão do destino de ambos parar na marca da cal. E aí, brilhou fé hermana. Barcos e Maxi Rodríguez pararam em Torrico, os argentinos converteram todos os tiros e avançam às quartas.

CERRO PORTEÑO 0 x 2 CRUZEIRO - Chiqui Arce flertou forte com as quartas. Muito forte. Uma pena que do outro lado estava o Cruzeiro. Ao longo da Libertadores, a Raposa se mostrou extremamente bipolar. Nessa fase não foi diferente. Não restava outra escolha ao Cruzeiro senão atacar. E ao Cerro, travar o jogo ao seu bel prazer. Lá pelos 32 do segundo tempo, os gandulas já gozando licença prêmio e tal, Bruno Rodrigo é expulso. Armou-se o cenário para mais um paraguaio nas quartas. Eis que a sorte resolve sorrir e solucionar o transtorno maldito que inexplicavelmente acomete o clube mineiro. Dedé, 3 minutos depois, acha um gol de cabeça e tumultua o final do jogo. O jogo de gato e rato havia se invertido a 10 minutos do fim. Então, devidamente atordoados e precisando do gol que levaria a disputa para os pênaltis, o Cerro se lançou ao ataque. Não apenas fracassou como viu Dagoberto dar o golpe de misericórdia aos 48 minutos e manter a Raposa no torneio.


QUARTAS DE FINAL:

DUELO: NACIONAL x ARSENAL DE SARANDÍ - O Nacional Querido surpreendeu pela luta e aplicação em campo. Defende-se com dedicação e o modo simplório como avança é revestido de alguma eficiência. O Arsenal é todo entrega e disposição. Longe de ser um time de primor técnico, aposta no principal ingrediente para triunfar na Copa: raça. 

PALPITE: ARSENAL

DUELO: ATLÉTICO NACIONAL x DEFENSOR - Disparado o melhor jogo dessas quartas-de-final. De um lado, Cardona e Cárdenas. Do outro, De Arrascaeta e o brasileiro Gedoz. Times que jogam para frente. Jogam e deixam jogar. Os meias trabalham bem, em que pese o ataque em si pecar constantemente nas finalizações. 

PALPITE: ATLÉTICO NACIONAL

DUELO: SAN LORENZO x CRUZEIRO - O instável e longe de ser confiável Cruzeiro sobrevive. Terá pela frente a dura parada de encarar um time literalmente abençoado. Óbvio que o time brasileiro é superior no elenco, na técnica, no papel, no tudo. Mas a Libertadores não admite tamanha bipolaridade com picos preocupantes de apatia. Se tiver aprendido a lição da fase de grupos e do susto das oitavas, avança. Não sei se será o bastante para brecar o poder da fé.

PALPITE: SAN LORENZO

DUELO: LANÚS x BOLÍVAR - Último boliviano vivo tem um time enjoado. Explora a altitude com competência e se mostra abusado fora dela. Foi líder do grupo do Flamengo, só pra lembrar. Tem pela frente o atual campeão da Sul-Americana que foi se encontrando no decorrer da competição. 

PALPITE: LANÚS