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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Emoção à européia

As fases finais da Champions League são sensacionais, não importa quem esteja lá. Grandes jogos, grandes equipes. O único ponto chato é que nos últimos anos é sempre a mesma patota a alcançar as semi-finais. Mas nem por isso a emoção fica comprometida. 

Que o diga o Real Madrid. Tranquilo após ter aberto 3 a 0 no jogo de ida, comeu o pão que o diabo amassou na Alemanha contra o Borussia Dortmund. Deu sopa para o azar, é verdade, quando desperdiçaram pênalti aos 15 minutos de jogo com Di María parando em Weidenfeller. Daí em diante, o rolo compressor amarelo foi acionado. Reus marcou duas vezes ainda no primeiro tempo e incendiou o confronto. O gol que levaria o duelo à prorrogação parecia iminente. Porém, toda pressão do mundo não foi suficiente para superar os espanhóis.

Toda pressão do mundo que deu resultado para o Chelsea. O Paris Saint-Germain resguardava-se na boa vitória conquistada na França por 3 a 1 fato que permitia uma derrota por até um gol. Contudo, os franceses não suportaram a tal pressão. Stamford Bridge e Mourinho trataram de classificar os blues com requintes de mágica e crueldade. Schurrle entrou no lugar de Hazard, machucado, e pouco depois abriu o placar, aos 31 do primeiro tempo. Enquanto a torcida fazia sua parte, Mourinho lançava Fernando Torres na vaga de Oscar e trocava Lampard por Demba Ba. E foi justamente o senegalês que anotou o tento da vitória aos 41 da segunda etapa.

Na Alemanha, o Bayern tinha um protocolo a cumprir diante do Manchester United. Chegou a assustar o universo quando levou um gol dos ingleses. Susto que não afetou o controle emocional dos bávaros, únicos a estabelecer um patamar mínimo para as brincadeiras de mal gosto. Prontamente ligou o modo demolição e atropelou os Diabos Vermelhos por 3 a 1. 

Por fim, o duelo mais esperado. Atlético de Madrid e Barcelona voltavam a se enfrentar após o empate por 1 a 1 na semana passada. E foi um massacre. Quem pensa que Messi, Neymar e cia. deitaram para cima dos colchoneros, muito se engana. Os comandados de Simeone mesmo desfalcados de Diego Costa e Arda Turam acadelaram o Barcelona. 5 minutos bastaram para abrirem o placar. Com 15 minutos, a trave catalã havia sido carimbada 3 vezes. Messi, bizarramente discreto, pouco ajudou. Limitou-se a uma cabeçada e só. O Atlético perdeu uma infinidade de gols e só passou apuros no placar apertado porque quis. No entanto, ao final selou-se a eliminação do Barça e o ingresso do estranho Atlético nas semi-finais.

Temos, pois, Real Madrid, Atlético de Madrid, Chelsea e Atlético de Madrid. O sorteio final reserva uma gama de duelos interessantíssimos. Pode rolar Mourinho x Real Madrid; o dérbi madrilenho entre Real e Atlético; o duelo dos milionários entre Bayern e Chelsea; uma revanche entre Real x Bayern que se pegaram nas semi da UCL de 2012, vencida pelo Chelsea. 

Sim, amigos, há emoção no Velho Continente.


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Vejamos no jogo de volta

Como se esperava, os duelos válidos pelas quartas-de-final da Champions League geraram certo ouriçamento graças às camisas envolvidas nos embates. Pra variar, algumas surpresas. Umas esperadas, outras nem tanto, mas tudo dentro de um senso comum protocolar que pondera com ar filosofal: "vejamos no jogo de volta...".

Iniciemos com quem fez o favor de estragar parte da graça em seu duelo. Tinha que ser o Real Madrid de novo! Para chegar à semi-final pela 4ª temporada seguida tinha pela frente o Borussia Dortmund, seu algoz ano passado. A vingança tardou mas não falhou. No Santiago Bernabéu, os merengues enfiaram 3 a 0 nos alemães, gols de Bale, Isco e, ele, Cristiano Ronaldo. Classificação encaminhada e justa. O Real está jogando muito bem, CR7 e Bale atravessam grande fase, e o Borussia perdeu algumas peças que o impedem de ser aquele time baderneiro da temporada passada.

Agora os três jogos que ainda tem traços de emoção à mostra.

A França não vê o título desde o controverso triunfo do Olympique de Marseille em 93. Sendo assim, a pressão sob os ombros do Paris Saint-Germain era proporcional à injeção financeira aplicada na equipe nas últimas temporadas. O adversário também era um nobre endinheirado, o Chelsea. Pois os franceses mostraram a que vieram e venceram por 3 a 1. Lavezzi, David Luiz (contra) e Pastore mantém o sonho da Champions vivo pelos lados da Cidade Luz. Hazard descontou para os ingleses. Graças a este tento fora de casa, os blues precisam de uma vitória por 2 gols para avançar. Possível. Pois o PSG perdeu Ibrahimovic por contusão. E principalmente por contar com Mourinho no banco. 

Premiado com o Bayern de Munique, o Manchester United precisava mostrar um futebol que ainda não mostrou nesta temporada. Em Old Trafford, os ingleses foram dominados pela tortura alemã comandada por Pep Guardiola, porém não saíram em completo prejuízo. O empate por 1 a 1 deixa o Bayern confortável para seguir com sua cartilha de como se dominar uma partida e sufocar o adversário a seu bel prazer. Entretanto, há de se considerar que do outro lado temos um Manchester United com orgulho ferido e em busca de alguma redenção neste final de temporada. 

Por fim, o duelo espanhol entre Barcelona e Atlético de Madrid. Quem queria ver Messi e Diego Costa teve que se contentar com Neymar e Diego-que-não-é-o-Costa. Os ex-Meninos da Vila roubaram a cena no clássico ao anotar os gols do confronto. Em que pese a dominância de praxe da parte catalã, foram os colchoneros quem abriram o placar com o meia predestinado. Com a contusão de Diego Costa, Diego saiu do banco para disparar um tirambaço do meio da rua direto na gaveta de Pinto, calando o Camp Nou. Daí o que dominância virou pressão propriamente dita. Messi, discreto, viu Iniesta furar o ferrolho dos visitantes e encontrar Neymar entrando em diagonal pela esquerda para fuzilar Courtois. Após a igualdade, o goleiro belga ainda protagonizou uma série de grandes intervenções. E foi isso. Atlético foi bem, tem sido um adversário duríssimo e joga pelo 0 a 0 em seus domínios mas possivelmente sem Diego Costa. O Barça tem o super-trunfo Messi, Neymar, Iniesta, e tudo aquilo que sabemos de cor e salteado. Na torcida pelos colchoneros, embora a classificação do Barça seja a aposta mais certeira.


quarta-feira, 19 de março de 2014

Fator Manchester tumultua quartas da Champions League

Nas fases finais da Champions League, via de regra, só tem partidas aprazíveis de se acompanhar. Confrontos que valem dar aquele migué no trampo para encostar no boteco e ver o que vai sair das peladas europeias. Após as classificações de Barcelona, Bayern, PSG e Atlético de Madrid, hoje conhecemos os outros classificados. Graças ao fator Manchester, o sorteio da próxima sexta-feira não vai livrar ninguém de um confronto indesejável.

O universo sabia que o Real Madrid já estava classificado. Mesmo assim deu mais um sacode no coitado do Schalke 04 por 3 a 1. A mesma certeza se extraía do Borussia. Depois de golear o Zenit por 4 a 2, deu-se o luxo de perder para os russos por 2 a 1 e seguir viagem Europa adentro.

Era também esperado que o Chelsea classificasse. Levou para Londres um protocolar empate por 1 a 1 contra o Galatasaray com intuito de deixar o mando de campo dar cabo da classificação. E assim foi. Sem sustos, vitória por 2 a 0 e fé no bi. 

Porém, ninguém contava com a intromissão do Manchester United na farra do boi dos grandes. Claro, em condições normais, os Diabos Vermelhos não precisariam de convite formal. No entanto, é de sabença geral a draga maldita que o lado vermelho de Manchester vive nesta temporada, fato que não motivou o clubinho a esperar pela presença do velho companheiro de guerra. 

Pois bem, o Olympiacos ousou bater nos ingleses por 2 a 0 e entrar no Reino Unido podendo empatar ou ser derrotado por um gol de diferença, ou até por dois caso quisesse estabelecer o pandemônio na cidade anotando um tento em Old Trafford.

Subitamente o Manchester United acordou para a vida, ignorou a campanha tosca no Inglesão e resolveu limpar sua honra pelo continente. Sobrou para os gregos. Van Persie marca três vezes e coloca o Manchester nas quartas-de-final.

Significa dizer que ninguém mais vai esfregas as mãos feliz e contente quando a bolinha indicar os gregos como rival. Agora, além de um caminho tortuoso até Lisboa, palco da final, o sorteio só vai colocar adversário indigesto a todos. 

O bom futebol apresentado pelos colchoneros, a presença da camisa de United no bando das quartas  e a ausência de limitações geográficas no sorteio asseguram quatro grandes jogos, sem dúvida nenhuma. 

Aguardemos as peripécias das bolinhas na sexta.


quinta-feira, 13 de março de 2014

Botecadas

NA CONTA DO CHÁ - Palmeiras e São Paulo estrearam com vitória na Copa do Brasil mas não conseguiram eliminar o jogo de volta. Ambos derrotaram Vilhena e CSA, respectivamente, por 1 a 0. Era mais obrigação do Verdão sair com a vitória por mais de dois gols pela fragilidade óbvia do adversário. Coube a Leandro superar a insalubridade do local de jogo e a truculência exagerada dos mandantes para anotar o tento da vitória a 3 minutos do fim. Embora o CSA tenha lá seu renome e tendo no currículo a eliminação do Santos, em plena Vila Belmiro nos idos de 2009 e Neymar engatinhando, o São Paulo não jogou o suficiente a ponto de fazer jus ao 2º gol, em que pese a boa participação de Pato, que iniciou a jogada do gol de Osvaldo. Os jogos de volta estão previstos no meio da semana entre as duas finais do Paulistão. Ou seja, desgaste à vista.


SEM SURPRESAS, SEM SUSTOS - Barcelona, Paris Saint-Germain e Bayern de Munique confirmaram a vantagem obtida nos jogos de ida e carimbaram passaporte para as quartas-de-final da UEFA Champions League. O Manchester City, mesmo com investimentos infinitos e uma ótima equipe, mais uma vez, não foi longe. Após duas quedas na primeira fase, os citizens morrem nas oitavas para um ainda ótimo Barcelona. PSG bateu o Leverkusen por 2 a 1 e o insano Bayern amarrou um empate com o Arsenal por 1 a 1. 


COM SURPRESA, COM HUMILHAÇÃO - O Atlético de Madri havia batido o Milan, no San Siro, por 1 a 0. Em seus domínios protagonizou um verdadeiro massacre sobre os comandados de Seedorf. Estrondosos 4 a 1, com dois gols de Diego Costa. Os colchoneros seguem muito vivos na Champions e revela-se um adversário complicado para qualquer endinheirado que apareça. Kaká fez o de honra para o Milan.


APRENDE, BRASIL! - O presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness, foi condenado a 3 anos e meio de prisão por sonegar aproximadamente 27 milhões de euros. Sentença cabe recurso, tal, mas a justiça alemã já deu exemplos de que não é de aliviar a barra de figurões tão facilmente. Breno, zagueiro ex-São Paulo, botou fogo na casa e foi para o xilindró sem choro nem vela. Mais um exemplo que o Brasil não vai seguir.



 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Botecadas

JADSON 2 x 0 PATO - Jadson abriu o placar na disputa com Pato sobre quem se deu melhor na troca de clube. Mal chegou, o meia fez uma boa partida no empate com o Palmeiras último domingo e foi determinante na virada do Corinthians sobre o Oeste. Depois de rasgar elogios ao apoio diferenciado da torcida, deu lindo passe para a conclusão de Romarinho e fez um belo gol em petardo de fora da área. Enquanto isso, Pato fez um discurso protocolar em sua apresentação e só entra em campo mês que vem. A ver...


ILUMINADO E INVICTO - Vitória, vitória, vitória, empate, empate, vitória. O Palmeiras ainda não sabe o que é perder em 2014. Ontem, coube ao espirituoso Alan Kardec marcar outro tento para garantir o triunfo verde contra o Ituano no Pacaembu. No mais, Felipão tinha o dever cívico de chamá-lo para um teste. Assim como Hernane Brocador e Walter Gordinho. Atacante vive de gol e não existe gol feio. Feio é não fazer gol. 


BARÇA SEMPRE BARÇA - O badalado Manchester City recebeu o Barcelona no primeiro confronto válido pelas oitavas-de-final da Champions League. E, novamente, o Barça foi Barça. Ainda que se discuta o pênalti em - e convertido por -  Messi (milimetricamente fora da área, ao meu ver), os 2 a 0 fora de casa praticamente carimba a classificação catalã. Vale lembrar: Neymar entrou no segundo tempo e deu passe para Daniel Alves anotar o segundo já no apagar das luzes. Não será dessa vez que os citizens alcançarão a glória máxima, que ainda vivem seus dias de Chelsea. 


BI À VISTA - O futebol alemão até o ano passado vivia uma era pipoqueira ao extremo.Desgraça iniciada em 2002, na final que todos os brasileiros lembram saudosamente. Tanto a seleção como os clubes simplesmente desaprenderam a erguer troféus. Depois de tanta pancada, a escrita parece ter sido quebrada com o Bayern de Munique. Atual campeão da Champions, o clube alemão luta para chegar a sua terceira final consecutiva. Importante destacar que, caso avance até a final, seria a quarta decisão em cinco edições. E é possível! O Bayern foi até Londres despachar o Arsenal por 2 a 0 e, tal como o Barcelona, também deixou a classificação bem encaminhada. 


COLCHONEROS MANDAM RECADO - No duelo entre um Milan em busca de identidade contra um empolgado Atlético de Madrid, eu acreditava que o peso da camisa e o histórico italiano na competição fariam a diferença, ainda que o virtual favoritismo pendesse para o lado espanhol. Ledo engano. Diego Costa calou o San Siro e deixou os colchoneros próximos das quartas. O confronto segue aberto, mas a tendência é a presença do aguerrido Atlético.



domingo, 7 de outubro de 2012

Messi 2 x 2 Cristiano Ronaldo

Barcelona e Real Madrid. Em qualquer lista de grandes times da atualidade, os eternos rivais sempre encabeçam qualquer início de resposta. Com relação aos melhores jogadores, algo semelhante ocorre. Messi, indiscutívelmente em primeiro, e logo depois Cristiano Ronaldo. Aí vem Xavi, Iniesta, Benzema, Di María e por aí vai. No clássico espanhol de hoje, ambos fizeram jus aos holofotes que recebem.

Nem sempre o equilíbrio prevalece nas partidas entre Barça e Real. A história recente mostra uma superioridade avassaladora dos catalães sobre os merengues. No entanto, nota-se que nos últimos duelos o Real Madrid tem conseguido ao menos equilibrar forças com o rival. 

Na partida de hoje, ficou provado porque se diz "o Barcelona de Messi" e o "Real Madrid de Cristiano Ronaldo". Ambos projetam seu futebol de uma forma esplêndida. No Camp Nou, empate por 2 a 2 com gols somente marcados pelos craques. 

São espetaculares. Provavelmente, Messi é o melhor jogador que já vi. Melhor que Ronaldo ou Romário. Ainda que eu defenda algum tipo de critério objetivo para determinar quem são os melhores de todos os tempos como se pudesse existir uma espécie de escala, Messi é incrível. Suas arrancadas, passes e arremates precisos seja com a bola rolando ou parada desafiam leis físicas e metafísicas.

Cristiano Ronaldo é veloz, habilidoso e, ao meu ver, tem um quê mais matador que o argentino. Gosto do seu estilo, embora não o veja melhor que a dupla brasileira mencionada. Por explorar demais sua imagem, ostentar alguma soberba, ganha a antipatia de alguns críticos. Mas é inegável que joga muita bola. Enquanto o português traduz seu talento em gols, gols e mais gols, eventualmente um passe aqui, uma jogada ali, Messi faz do conjunto da obra sua maior propaganda.

Não quero levantar aqui a bandeira em prol de um em detrimento de outro. Pode-se preferir um ao outro, sugerir que um esteja um patamar acima. Como eu mesmo acho que Messi realmente é "mais craque" que Cristiano Ronaldo. Contudo, amar um não implica em odiar o concorrente. 

Essa pressão da imprensa em idolatrar Messi e, invariavelmente, desmerecer o futebol do português sob um tosco argumento de que o gajo seria mais um "fruto do marketing" do que do futebol me parece um tanto injusta uma vez que Cristiano Ronaldo é o principal nome de uma das principais equipes do Mundo e justifica tal investimento.

Nesta tarde, o futebol me brindou com 90 minutos de uma rivalidade de excelente nível técnico. De equipes, de atletas e até de ideologias. Vi dois dos melhores jogadores que já acompanhei mostrarem do que são capazes. A única coisa que espero depois disso tudo é que continue assim e, se possível, com ambos em campo por muito tempo.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Chelsea, o "competente".

Horas após o apito final e ainda tenho dificuldades em compreender exatamente o que significou a eliminação do Barcelona da Champions League. Quando o universo conspirava por uma final espanhola - eu inclusive - tinha um Chelsea no meio do caminho. 

Seria cômodo adotar o discurso piegas que os defensores do futebol-arte vão bradar daqui até o próximo título do Barcelona: "A eliminação não foi do Barça. Foi do futebol". Balela! Como se futebol ficasse restrito àquele praticado pela escola de Telê Santana, Santos de Pelé, dentre outros. Parreira e o tetracampeonato mandaram um abraço.

Voltando ao ocorrido desta tarde, esclareço que minha torcida para o Barcelona limitava-se a querer ver uma final Real x Barça. Esse jogo lindo e perfeito que os catalães praticam por vezes fere meus olhos, tão acostumados a ver pragmáticas equipes brasileiras (como o Corinthians de Tite e o São Paulo de Muricy) ou o truncado e limitado futebol sul-americano. 

Por natureza, sempre fui um defensor do futebol de resultado. Aquele sublime futebol que conquista suas vitórias (entenda-se títulos) seja na base do show, seja na base da burocracia. Não importa o modo. O importante é caneco na prateleira, foto no pôster do jornal, faixa na parede do quarto. 

E mais. Justiça é bola na rede. Competência decorre do resultado do placar. Se relevarmos a cada jogo o conceito de "merecimento", se as discussões cada vez mais recaírem sobre quem merecia ganhar, acabemos com os placares. Simples. Perde-se a essência do jogo que é determinar o vencedor pelo maior número de bolas que conseguir guardar nas redes do adversário.

Pô, eu fiquei pasmo de TENTAR contar quantas chances CLARAS de gol o Barcelona teve ao longo dos fatídicos 180 minutos. Principalmente na partida de ida na Inglaterra. Fosse aqui no Brasil, o ataque inteiro seria ameaçado de agressão por organizada, ia passar o resto da temporada treinando finalização, treinador seria degolado, viraria polêmica em programa esportivo durante a semana toda. 

Que o Chelsea venceu por seus próprios méritos isso é cristalino. Com um a menos, não se afobou. Encontrou, verdade seja dita, o gol de Ramires quando tudo indicava que sairia o terceiro do Barça, e defendeu-se incrivelmente bem até o apagar das luzes quando Fernando Torres recebeu uma bola espírita e transformou no tento que coroaria a vaga.

Entretanto, ao meu ver, neste caso especificamente, a competência inglesa decorre diretamente do desleixo catalão. O excesso de capricho nas tramas ofensivas e a falta de pontaria na finalização trouxeram a classificação do Chelsea numa bandeja. Vou colocar as bolas na trave e o pênalti perdido na conta do azar porque foram lances isolados perto de tantos gols perdidos. Também não pretendo minimizar as ótimas intervenções de Cech, excepcional goleiro.

Mas simplesmente estou inconformado com a facilidade na qual o Barcelona constrói suas jogadas e é capaz de destruí-las com um arremate mal calculado, mal pensado, pensado demais, seja como for. É uma semi-final de Champions League, caramba! Aqui, por muito menos, se crucifica duas ou três chances perdidas numa partida besta qualquer! Duas-três eles perderam em 10-15 minutos de jogo! Por isso eu não consigo aceitar tranquilamente que "o Chelsea foi melhor" ou que "o Barça merecia ganhar". O escambau! Põe o pé na forma, desgraça! 

Bom, repito: O Chelsea mereceu, sim. O desempenho defensivo e o placar agregado provam que, durante as duas partidas, foi melhor. Ocorre que o diferencial é a bola no barbante, não há como fugir disso. Só que sirva de lição para todo e qualquer time envolvido num mata-mata. Calibrem seus malditos pés para não chorarem depois.





terça-feira, 17 de abril de 2012

A final está traçada.

Nesta terça tivemos o primeiro duelo das semi-finais da Champions League 11-12. Bayern de Munique e Real Madrid se enfrentaram no palco da decisão e os mandantes se deram melhor: 2-1. 

Por certo é o placar ideal para alimentar todas as expectativas possíveis para o jogo da volta. Enquanto os alemães jogam pelo empate, os merengues fizeram um golzinho precioso fora de casa o que permite avançar caso vença por um simples 1 a 0. 

Mourinho optou por um time mais conservador. Marcelo, infinitamente melhor que Coentrão, ficou no banco e entrou no lugar de Özil. Não colocou Kaká. E só colocou Higuaín na troca por Benzema. Sofreu o gol da derrota nos instantes finais, após uma pane geral da marcação e da defesa. 

Já o Bayern apostou no que tem de melhor. O meio compacto e a velocidade infernal de Robben e Ribéry deixaram o espanhóis no lucro após o revés por somente um gol de diferença. 

Sem ficar no muro, aposto em Real Madrid na final. E mais: contra o Barcelona.

Ao meu ver, Mourinho superestimou o Bayern. Não que não mereçam respeito. Óbvio que se trata de um grande time e conta com destaques da Seleção Alemã. Entendo que escalou bem, mas equivocou-se nas alterações e deu azar ao sofrer o gol no final. Pelas circunstâncias da partida, dificilmente vai errar novamente nas trocas. A começar por Marcelo titular.

Há de ressaltar ainda o leque ofensivo que Mourinho tem às mãos: Benzema, Cristiano Ronaldo, Dí Maria, Higuaín, Kaká, Özil. Um gol vai sair. Dois gols também não são nenhum absurdo. Ou seja, o fator casa pode garantir a força do ataque. Um ajuste aqui, outro ali, um pouco mais de competência acolá e basta a defesa cumprir minimamente seu papel que a viagem à Munique está garantida.

Contudo, baseio meu palpite em algo maior. Uma força "extra campo" que, infelizmente, pode interferir na disputa dentro das quatro linhas: o peso de uma final Barcelona x Real Madrid. 

O apelo de se ter uma final entre Bayern, que atuaria em casa, contra Barça ou Chelsea não teria o mesmo peso do clássico espanhol. Essa rivalidade anda tão à flor da pele ultimamente que o mundo anseia por esta final. O embate supremo entre o extraordinário Barcelona contra os eternos galáticos do Real Madrid. Quem não quer ver este jogo?

Posso estar errado? Sim. O Bayern pode vir e bater no Real novamente? Claro. O Chelsea pode se vingar da eliminação nas semi-finais de 2009, ora. Porém, vejo os astros - e os bastidores - ao lado do Real. E do Barça também.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Real Madrid Campeão Espanhol 11-12 com 16 rodadas de antecedência.

Estamos na 22ª rodada do Campeonato Espanhol. No sábado, o Barcelona perdeu para o Osasuna por 3 a 2. Resultado anormal, lógico. O mando de campo é irrelevante quando se trata de Barcelona. No domingo, no Santiago Bernabéu, o Real Madrid derrotou o Levante por 4 a 2. Grande coisa, né? Não. A 'grande coisa' está na tabela. Restando 16 rodadas para o final do campeonato, o Real Madrid abre 10 pontos de diferença para o vice-líder Barcelona. Ou seja, é o virtual campeão.

Pode parecer temerária tal afirmação mas, em se tratando de Campeonato Espanhol, não é. Qualquer um sabe que na Espanha o torneio é disputado por Real e Barça ano a ano. Ora se alternam, ora vencem alguns consecutivos. Um ano aqui outro ali vai ter um time Zé Graça para quebrar o protocolo (hoje, leia-se e entenda-se Valencia).

Uma breve pesquisa no Google-Wikipédia demonstra este fato. O último título de um time que não era Real ou Barça foi em 03-04 com o Valencia, ou seja, 8 anos/temporadas atrás. Aliás, o Valencia venceu também na temporada 01-02. O La Coruña aprontou na temporada 99-00. Antes disso, o Atletico de Madrid levou a taça na temporada 95-96. Estão vendo os lapsos temporais? Até este título do Atletico, a última equipe a levar a Liga foi o Athletic Bilbao em 83-84!

Outro ponto: o nível dos inimigos mortais. Merengues e catalães possuem duas das melhores equipes do Mundo. Eu disse MUNDO. Embora o Barcelona tenha um time, um conjunto melhor, vejo o Real com um elenco mais interessante, com mais peças de reposição de alto nível. Se dá o luxo de ter Kaká na reserva "absoluta", Benzema e Higuaín se revesando na titularidade, Coentrão e Marcelo para a lateral-esquerda. Enfim, é uma discussão eterna na qual a única conclusão é: ambos tem times fantásticos.

Enquanto isso, os adversários estão uma escada abaixo de ambos.

Villarreal, Sevilla, Atlético de Madrid e Valencia, os "melhorzinhos" não conseguem impor resistência. Em outras palavras, quatro ou cinco tropeços dos Merengues são improváveis mesmo diante dos times menos piores. Sem contar que o Barcelona teria que contar com rodadas perfeitas, vencendo praticamente todas as suas partidas até o final do campeonato.

Aliás, os times espanhóis pequenos e médios são verdadeiras lástimas. Aqui, Portuguesa, Sport, Coritiba não devem nada para Levante, Osasuna, Mallorca. Isso só comprova quão difícil é o Brasileirão. Sempre um Atlético Goianiense da vida tira pontos preciosos de Flamengo, Cruzeiro, Palmeiras...

E atesta a falta de atrativo no Campeonato Espanhol. Vale a pena somente para ver Cristiano Ronaldo e Messi darem seus shows em equipes que parecem terem saído direto da várzea. Não há equilíbrio. As surpresas são raras. Exceção da exceção é essa série de tropeços surreais do Barça que fulminaram o sonho do tetra consecutivo.

Diante de adversários que mal funcionam como sparrings, os dez pontos de vantagem dão ao Real Madrid uma margem segura para direcionar esforços na conquista da Champions League. Por seu turno, resta ao Barcelona somente a defesa do título europeu. Afinal, a Inês espanhola já é morta.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Chega né?

Árdua foi a batalha para conseguir ver o grande clássico Real Madrid x Barcelona. De um lado, um fanático por futebol. Do outro, uma conexão de internet duvidosa e transmissões de qualidade discutível (ah, maldito streaming!). Mesmo assim foi possível ver boa parte do jogo. Reclamações à parte, vamos "directo al grano", como diriam na minha terra.

"Dirigentes do Real cogitam pedir a proibição da posse de bola do Barcelona no clássico"

É uma boa manchete, não? Certamente isso deve passar pela cabeça de muitos madridistas. 2x1 para o Barça (e poderia ter sido muito mais).

Mourinho tentou montar uma equipe baseada totalmente no contra-ataque, com pelo menos 8 jogadores esperando o adversário no campo de defesa. Tática perigosa, pois demanda um esforço físico muito grande e, consequentemente, o desgaste aparece.

Não deu outra: no primeiro tempo os merengues conseguiram abrir o placar em bela jogada de Cristiano Ronaldo (único jogador que tentou algo ofensivamente pelo seu time). No segundo tempo, aos 9 minutos, Puyol conseguiu empatar o jogo de cabeça (grande calcanhar de Aquiles do Real, há algum tempo), numa falha clamorosa de Pepe.  Aos 30, Messi (que estava discreto - para os padrões dele, claro) deu um passe magistral para Abidal selar a vitória do time que foi infinitamente superior ao seu rival na etapa final.

Ficou claro também que a equipe de Madrid não sabe perder. Pepe foi o símbolo disso. Bateu o jogo inteiro e teve a covardia de pisar na mão de Messi enquanto ele estava no chão. O árbitro fez que não viu e o zagueiro saiu no lucro. Tais atitudes são equivalentes a de uma criança birrenta, dona da bola, que a leva embora quando a situação não é favorável. Claro que os caras devem estar cheios de aguentar esse insuportável time catalão, mas nada justifica isso.


Não resta outra alternativa ao Real a não ser continuar tentando. Condições de vencer existem. Se pararem de assumir o clássico como uma batalha contra um inimigo mortal, fica mais fácil.


Fotógrafo flagrou o momento em que Pepe chegava ao vestiário.


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Temporada 2012: Novos tempos?

Eis que começa a temporada de futebol no Brasil. Aparentemente temos um janeiro como outro qualquer, mas sinto algo diferente no ar. A derrota do Santos para o Barcelona na final do Mundial de Clubes ainda é uma ferida aberta no cerne da paixão nacional.

O grande esquadrão brasileiro de 2011 foi simplesmente esmagado pelo melhor time do mundo. A derrota era esperada, mas do jeito que foi? O Santos mais parecia um Zaragoza ou um Albacete.

                                           Foto: Leandro Amaral/AE


Acho que a discussão mais importante a ser feita não é o porquê de um resultado como esse, mas o que ele pode (ou deve) acarretar para o futuro do futebol brasileiro.

Isso talvez pareça óbvio para alguns, mas deixo o recado aos pachecos de plantão: o Brasil não possui mais o melhor futebol do mundo. Essa é uma realidade aparente já há alguns anos. Exemplo disso é a premiação do melhor jogador do mundo da FIFA 2011. Além de não haver nenhum brasileiro entre os três primeiros (fato frequente nas últimas temporadas), no time dos melhores da temporada havia apenas um brasileiro, Daniel Alves, que é lateral direito.

Mas vamos ao que interessa: nosso país pode voltar a ser a potência máxima do esporte bretão?

Pode e, pra ser sincero, nem é tão difícil assim. A solução é simples e mais do que evidente: trabalho de base. Esse é o grande segredo do poderosíssimo Barcelona.

Pé-de-obra é o que não falta por aqui. Só nas peneiras de Corinthians e Flamengo há milhares de garotos ansiosos por uma única chance de mostrar suas habilidades. Um pouco de organização e visão de futuro das administrações dos clubes seria suficiente para pelo menos subir um pouco o nível de jogo na Terra Brasilis.


Será que peço demais? É provável que esse seja mais um janeiro qualquer...

Eis o Pacheco, personagem criado pela Gillete e que aparecia em comerciais da marca durante a Copa de 82.