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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Gripe madrilenha varre a Europa

Uma pandemia originária em Madrid foi a responsável por dizimar alemães, ingleses, italianos e também vitimou conterrâneos. Em Lisboa, local destinado a encerrar tal moléstia, conheceremos a última vítima. Ou, se preferirem, o campeão sobrevivente.

Esse mal avassalador ganhou destaque nesta semana pelos requintes de crueldade com o qual deu cabo de fortes alemães e aplicados ingleses.

O Real Madrid nem precisou considerar o suado empate obtido em casa para despachar a sensação Bayern de Munique. Na Alemanha, os merengues aplicaram sonoros 4 a 0 sobre os bávaros. Guardiola foi vencido pela velocidade e qualidade do contra-ataque madrilenho que precisou de meio tempo para acabar com o sonho alemão.

45 minutos jogados, dois gols de Sergio Ramos, ambos de cabeça, e outro de Cristiano Ronaldo eram mais que suficientes para o Real vingar-se do comandante rival, tantas vezes carrasco nos tempos de Barcelona. Porém, CR7 impiedosamente marcou seu segundo gol no jogo dando ares de humilhação à vitória conquistada no território rival.

Mas a fúria madrilenha não parou por aí. 

Mourinho atingia a semi-final pela 4ª vez consecutiva. Dessa vez, na casamata do Chelsea, levava os blues com estratégia semelhante àquela que consagrou a equipe londrina em 2012. Muita marcação e saída contida para o ataque, refém de contra-ataques.

No entanto, do outro lado havia o Atlético de Madrid, que faz uma temporada impressionante. Simeone não abriu mão da forte marcação. Tampouco de tratar a bola com decência quando tinha posse dela.

Embora fosse um jogo pegado, chances começaram a brotar. Numa delas, o fator casa pareceu sorrir para o Chelsea. Bola cruzada na área encontrou Fernando Torres. El Niño bate, agradece o desvio na zaga e abre a contagem para os ingleses.

Só que a alegria sequer durou até o intervalo. Jogando com inteligência e tranquilidade, o Atlético empatou com Adrián. Na volta do intervalo, o massacre. Eto'o mal entrava em campo e já cometia pênalti em Diego Costa. Ele mesmo bateu e ampliou a vantagem espanhola. 

Precisando da virada, o Chelsea lançou-se ao ataque. David Luiz carimbou a trave. Stamford Bridge à espera de um milagre. Mas não veio. Pouco depois, Arda Turan cabeceou, tabelou com a trave e empurrou livre para as redes. 3 a 1 ficou barato para Mourinho, morto pela 4ª vez na semi da Champions League.

O reencontro entre Real e Mourinho foi adiado. Ficou pra uma próxima oportunidade. A Champions ganha sua primeira final entre clubes da mesma cidade. Uma decisão apimentada pela rivalidade.

A busca do Real Madrid por La Décima nunca esteve tão perto. Carlo Ancelotti equilibrou a equipe. Pepe, Di María, Bale e Cristiano Ronaldo atravessam excelente fase. Ataque e contra-ataque praticamente infalíveis. Ora, como não apostar tudo nos merengues?

Do outro lado, Simeone armou um esquema de jogo no qual a equipe se defende com eficiência sem abdicar de trabalhar a bola com qualidade até o ataque. O grande destaque talvez seja o ótimo goleiro Courtois. E fico apenas nele pois seria impossível apontar apenas 3-4 grandes jogadores desse time que funciona incrivelmente bem como um todo. 

A excelente temporada de Cristiano Ronaldo, Bale e cia frente-a-frente com um velho inimigo detentor de um conjunto capaz de surpreender.

Minha torcida é pelo Atlético. Todavia, acredito que dê Real Madrid.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

A 90 minutos de qualquer coisa

Após eletrizantes quartas-de-final, muita expectativa se criou em torno das semi-finais da Champions League. Entretanto, as partidas de ida pouco animaram. Espera-se que seja mero acúmulo de emoções para os últimos 90 minutos de cada confronto.

Atlético de Madrid e Chelsea fizeram um jogo bem modorrento. Truncado, com poucas chances, terrível. Os colchoneros abusaram dos chuveirinhos na área abrindo mão de arriscar arremates de fora da área. Pelo lado inglês, Mourinho posicionou cerca de 87 jogadores atrás da linha da bola e travou as investidas espanholas.

Por mais que o Atlético tenha realmente se esforçado e jogado um tanto melhor, o Chelsea fez um trabalho espetacular defensivamente. Inclusive, foi premiado com a benevolência da arbitragem ao não expulsar o meia Lampard. O juiz entendeu que o meia teria colocado o braço propositalmente na bola e deixou de dar o segundo amarelo. 

O empate sem gols não foi de todo mal para nenhum dos dois. Óbvio que o Chelsea leva alguma vantagem por decidir em sua cancha. Contudo, aos colchoneros basta um empate com gols. E se no zero ficar, prorrogação, pênaltis e por aí vai.

Na Espanha, o Real Madrid recebeu o Bayern de Munique. Como se espera de qualquer amontoado de jogadores treinados por Pep Guardiola, houve controle integral do jogo pelos alemães. Porém, os madrilenhos fizeram um bom papel lá atrás e esbanjaram qualidade no contra-ataque.

Em um deles, Cristiano Ronaldo ligou Coentrão na esquerda, que passeava ali como um ponta, cruzando na medida para Benzema empurrar. Foi o único gol do jogo, mas os merengues perderam, no mínimo, outras duas grandes chances de ampliar o marcador.

Na segunda etapa o Bayern bem que melhorou mas não foi suficiente para superar a boa jornada da zaga espanhola e de Casillas. 

Bom, não é um placar de outro mundo para ser revertido. É praticamente certo que o Bayern fará pelo menos um gol. É quase impossível esse time passar dois jogos consecutivos em branco. Resta saber se o mesmo acontecerá com Cristiano Ronaldo.

A torcida é por uma final espanhola. Mas cravo meu palpite no reencontro entre Mourinho e Real Madrid.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Emoção à européia

As fases finais da Champions League são sensacionais, não importa quem esteja lá. Grandes jogos, grandes equipes. O único ponto chato é que nos últimos anos é sempre a mesma patota a alcançar as semi-finais. Mas nem por isso a emoção fica comprometida. 

Que o diga o Real Madrid. Tranquilo após ter aberto 3 a 0 no jogo de ida, comeu o pão que o diabo amassou na Alemanha contra o Borussia Dortmund. Deu sopa para o azar, é verdade, quando desperdiçaram pênalti aos 15 minutos de jogo com Di María parando em Weidenfeller. Daí em diante, o rolo compressor amarelo foi acionado. Reus marcou duas vezes ainda no primeiro tempo e incendiou o confronto. O gol que levaria o duelo à prorrogação parecia iminente. Porém, toda pressão do mundo não foi suficiente para superar os espanhóis.

Toda pressão do mundo que deu resultado para o Chelsea. O Paris Saint-Germain resguardava-se na boa vitória conquistada na França por 3 a 1 fato que permitia uma derrota por até um gol. Contudo, os franceses não suportaram a tal pressão. Stamford Bridge e Mourinho trataram de classificar os blues com requintes de mágica e crueldade. Schurrle entrou no lugar de Hazard, machucado, e pouco depois abriu o placar, aos 31 do primeiro tempo. Enquanto a torcida fazia sua parte, Mourinho lançava Fernando Torres na vaga de Oscar e trocava Lampard por Demba Ba. E foi justamente o senegalês que anotou o tento da vitória aos 41 da segunda etapa.

Na Alemanha, o Bayern tinha um protocolo a cumprir diante do Manchester United. Chegou a assustar o universo quando levou um gol dos ingleses. Susto que não afetou o controle emocional dos bávaros, únicos a estabelecer um patamar mínimo para as brincadeiras de mal gosto. Prontamente ligou o modo demolição e atropelou os Diabos Vermelhos por 3 a 1. 

Por fim, o duelo mais esperado. Atlético de Madrid e Barcelona voltavam a se enfrentar após o empate por 1 a 1 na semana passada. E foi um massacre. Quem pensa que Messi, Neymar e cia. deitaram para cima dos colchoneros, muito se engana. Os comandados de Simeone mesmo desfalcados de Diego Costa e Arda Turam acadelaram o Barcelona. 5 minutos bastaram para abrirem o placar. Com 15 minutos, a trave catalã havia sido carimbada 3 vezes. Messi, bizarramente discreto, pouco ajudou. Limitou-se a uma cabeçada e só. O Atlético perdeu uma infinidade de gols e só passou apuros no placar apertado porque quis. No entanto, ao final selou-se a eliminação do Barça e o ingresso do estranho Atlético nas semi-finais.

Temos, pois, Real Madrid, Atlético de Madrid, Chelsea e Atlético de Madrid. O sorteio final reserva uma gama de duelos interessantíssimos. Pode rolar Mourinho x Real Madrid; o dérbi madrilenho entre Real e Atlético; o duelo dos milionários entre Bayern e Chelsea; uma revanche entre Real x Bayern que se pegaram nas semi da UCL de 2012, vencida pelo Chelsea. 

Sim, amigos, há emoção no Velho Continente.


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Vejamos no jogo de volta

Como se esperava, os duelos válidos pelas quartas-de-final da Champions League geraram certo ouriçamento graças às camisas envolvidas nos embates. Pra variar, algumas surpresas. Umas esperadas, outras nem tanto, mas tudo dentro de um senso comum protocolar que pondera com ar filosofal: "vejamos no jogo de volta...".

Iniciemos com quem fez o favor de estragar parte da graça em seu duelo. Tinha que ser o Real Madrid de novo! Para chegar à semi-final pela 4ª temporada seguida tinha pela frente o Borussia Dortmund, seu algoz ano passado. A vingança tardou mas não falhou. No Santiago Bernabéu, os merengues enfiaram 3 a 0 nos alemães, gols de Bale, Isco e, ele, Cristiano Ronaldo. Classificação encaminhada e justa. O Real está jogando muito bem, CR7 e Bale atravessam grande fase, e o Borussia perdeu algumas peças que o impedem de ser aquele time baderneiro da temporada passada.

Agora os três jogos que ainda tem traços de emoção à mostra.

A França não vê o título desde o controverso triunfo do Olympique de Marseille em 93. Sendo assim, a pressão sob os ombros do Paris Saint-Germain era proporcional à injeção financeira aplicada na equipe nas últimas temporadas. O adversário também era um nobre endinheirado, o Chelsea. Pois os franceses mostraram a que vieram e venceram por 3 a 1. Lavezzi, David Luiz (contra) e Pastore mantém o sonho da Champions vivo pelos lados da Cidade Luz. Hazard descontou para os ingleses. Graças a este tento fora de casa, os blues precisam de uma vitória por 2 gols para avançar. Possível. Pois o PSG perdeu Ibrahimovic por contusão. E principalmente por contar com Mourinho no banco. 

Premiado com o Bayern de Munique, o Manchester United precisava mostrar um futebol que ainda não mostrou nesta temporada. Em Old Trafford, os ingleses foram dominados pela tortura alemã comandada por Pep Guardiola, porém não saíram em completo prejuízo. O empate por 1 a 1 deixa o Bayern confortável para seguir com sua cartilha de como se dominar uma partida e sufocar o adversário a seu bel prazer. Entretanto, há de se considerar que do outro lado temos um Manchester United com orgulho ferido e em busca de alguma redenção neste final de temporada. 

Por fim, o duelo espanhol entre Barcelona e Atlético de Madrid. Quem queria ver Messi e Diego Costa teve que se contentar com Neymar e Diego-que-não-é-o-Costa. Os ex-Meninos da Vila roubaram a cena no clássico ao anotar os gols do confronto. Em que pese a dominância de praxe da parte catalã, foram os colchoneros quem abriram o placar com o meia predestinado. Com a contusão de Diego Costa, Diego saiu do banco para disparar um tirambaço do meio da rua direto na gaveta de Pinto, calando o Camp Nou. Daí o que dominância virou pressão propriamente dita. Messi, discreto, viu Iniesta furar o ferrolho dos visitantes e encontrar Neymar entrando em diagonal pela esquerda para fuzilar Courtois. Após a igualdade, o goleiro belga ainda protagonizou uma série de grandes intervenções. E foi isso. Atlético foi bem, tem sido um adversário duríssimo e joga pelo 0 a 0 em seus domínios mas possivelmente sem Diego Costa. O Barça tem o super-trunfo Messi, Neymar, Iniesta, e tudo aquilo que sabemos de cor e salteado. Na torcida pelos colchoneros, embora a classificação do Barça seja a aposta mais certeira.


quarta-feira, 19 de março de 2014

Fator Manchester tumultua quartas da Champions League

Nas fases finais da Champions League, via de regra, só tem partidas aprazíveis de se acompanhar. Confrontos que valem dar aquele migué no trampo para encostar no boteco e ver o que vai sair das peladas europeias. Após as classificações de Barcelona, Bayern, PSG e Atlético de Madrid, hoje conhecemos os outros classificados. Graças ao fator Manchester, o sorteio da próxima sexta-feira não vai livrar ninguém de um confronto indesejável.

O universo sabia que o Real Madrid já estava classificado. Mesmo assim deu mais um sacode no coitado do Schalke 04 por 3 a 1. A mesma certeza se extraía do Borussia. Depois de golear o Zenit por 4 a 2, deu-se o luxo de perder para os russos por 2 a 1 e seguir viagem Europa adentro.

Era também esperado que o Chelsea classificasse. Levou para Londres um protocolar empate por 1 a 1 contra o Galatasaray com intuito de deixar o mando de campo dar cabo da classificação. E assim foi. Sem sustos, vitória por 2 a 0 e fé no bi. 

Porém, ninguém contava com a intromissão do Manchester United na farra do boi dos grandes. Claro, em condições normais, os Diabos Vermelhos não precisariam de convite formal. No entanto, é de sabença geral a draga maldita que o lado vermelho de Manchester vive nesta temporada, fato que não motivou o clubinho a esperar pela presença do velho companheiro de guerra. 

Pois bem, o Olympiacos ousou bater nos ingleses por 2 a 0 e entrar no Reino Unido podendo empatar ou ser derrotado por um gol de diferença, ou até por dois caso quisesse estabelecer o pandemônio na cidade anotando um tento em Old Trafford.

Subitamente o Manchester United acordou para a vida, ignorou a campanha tosca no Inglesão e resolveu limpar sua honra pelo continente. Sobrou para os gregos. Van Persie marca três vezes e coloca o Manchester nas quartas-de-final.

Significa dizer que ninguém mais vai esfregas as mãos feliz e contente quando a bolinha indicar os gregos como rival. Agora, além de um caminho tortuoso até Lisboa, palco da final, o sorteio só vai colocar adversário indigesto a todos. 

O bom futebol apresentado pelos colchoneros, a presença da camisa de United no bando das quartas  e a ausência de limitações geográficas no sorteio asseguram quatro grandes jogos, sem dúvida nenhuma. 

Aguardemos as peripécias das bolinhas na sexta.


quinta-feira, 13 de março de 2014

Botecadas

NA CONTA DO CHÁ - Palmeiras e São Paulo estrearam com vitória na Copa do Brasil mas não conseguiram eliminar o jogo de volta. Ambos derrotaram Vilhena e CSA, respectivamente, por 1 a 0. Era mais obrigação do Verdão sair com a vitória por mais de dois gols pela fragilidade óbvia do adversário. Coube a Leandro superar a insalubridade do local de jogo e a truculência exagerada dos mandantes para anotar o tento da vitória a 3 minutos do fim. Embora o CSA tenha lá seu renome e tendo no currículo a eliminação do Santos, em plena Vila Belmiro nos idos de 2009 e Neymar engatinhando, o São Paulo não jogou o suficiente a ponto de fazer jus ao 2º gol, em que pese a boa participação de Pato, que iniciou a jogada do gol de Osvaldo. Os jogos de volta estão previstos no meio da semana entre as duas finais do Paulistão. Ou seja, desgaste à vista.


SEM SURPRESAS, SEM SUSTOS - Barcelona, Paris Saint-Germain e Bayern de Munique confirmaram a vantagem obtida nos jogos de ida e carimbaram passaporte para as quartas-de-final da UEFA Champions League. O Manchester City, mesmo com investimentos infinitos e uma ótima equipe, mais uma vez, não foi longe. Após duas quedas na primeira fase, os citizens morrem nas oitavas para um ainda ótimo Barcelona. PSG bateu o Leverkusen por 2 a 1 e o insano Bayern amarrou um empate com o Arsenal por 1 a 1. 


COM SURPRESA, COM HUMILHAÇÃO - O Atlético de Madri havia batido o Milan, no San Siro, por 1 a 0. Em seus domínios protagonizou um verdadeiro massacre sobre os comandados de Seedorf. Estrondosos 4 a 1, com dois gols de Diego Costa. Os colchoneros seguem muito vivos na Champions e revela-se um adversário complicado para qualquer endinheirado que apareça. Kaká fez o de honra para o Milan.


APRENDE, BRASIL! - O presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness, foi condenado a 3 anos e meio de prisão por sonegar aproximadamente 27 milhões de euros. Sentença cabe recurso, tal, mas a justiça alemã já deu exemplos de que não é de aliviar a barra de figurões tão facilmente. Breno, zagueiro ex-São Paulo, botou fogo na casa e foi para o xilindró sem choro nem vela. Mais um exemplo que o Brasil não vai seguir.



 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Botecadas

JADSON 2 x 0 PATO - Jadson abriu o placar na disputa com Pato sobre quem se deu melhor na troca de clube. Mal chegou, o meia fez uma boa partida no empate com o Palmeiras último domingo e foi determinante na virada do Corinthians sobre o Oeste. Depois de rasgar elogios ao apoio diferenciado da torcida, deu lindo passe para a conclusão de Romarinho e fez um belo gol em petardo de fora da área. Enquanto isso, Pato fez um discurso protocolar em sua apresentação e só entra em campo mês que vem. A ver...


ILUMINADO E INVICTO - Vitória, vitória, vitória, empate, empate, vitória. O Palmeiras ainda não sabe o que é perder em 2014. Ontem, coube ao espirituoso Alan Kardec marcar outro tento para garantir o triunfo verde contra o Ituano no Pacaembu. No mais, Felipão tinha o dever cívico de chamá-lo para um teste. Assim como Hernane Brocador e Walter Gordinho. Atacante vive de gol e não existe gol feio. Feio é não fazer gol. 


BARÇA SEMPRE BARÇA - O badalado Manchester City recebeu o Barcelona no primeiro confronto válido pelas oitavas-de-final da Champions League. E, novamente, o Barça foi Barça. Ainda que se discuta o pênalti em - e convertido por -  Messi (milimetricamente fora da área, ao meu ver), os 2 a 0 fora de casa praticamente carimba a classificação catalã. Vale lembrar: Neymar entrou no segundo tempo e deu passe para Daniel Alves anotar o segundo já no apagar das luzes. Não será dessa vez que os citizens alcançarão a glória máxima, que ainda vivem seus dias de Chelsea. 


BI À VISTA - O futebol alemão até o ano passado vivia uma era pipoqueira ao extremo.Desgraça iniciada em 2002, na final que todos os brasileiros lembram saudosamente. Tanto a seleção como os clubes simplesmente desaprenderam a erguer troféus. Depois de tanta pancada, a escrita parece ter sido quebrada com o Bayern de Munique. Atual campeão da Champions, o clube alemão luta para chegar a sua terceira final consecutiva. Importante destacar que, caso avance até a final, seria a quarta decisão em cinco edições. E é possível! O Bayern foi até Londres despachar o Arsenal por 2 a 0 e, tal como o Barcelona, também deixou a classificação bem encaminhada. 


COLCHONEROS MANDAM RECADO - No duelo entre um Milan em busca de identidade contra um empolgado Atlético de Madrid, eu acreditava que o peso da camisa e o histórico italiano na competição fariam a diferença, ainda que o virtual favoritismo pendesse para o lado espanhol. Ledo engano. Diego Costa calou o San Siro e deixou os colchoneros próximos das quartas. O confronto segue aberto, mas a tendência é a presença do aguerrido Atlético.



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Pipoca, Who?

Dias depois da final da UEFA Champions League ainda busco algo interessante a dizer sobre a partida. É difícil encontrar palavras ou pontos cruciais que culminaram no título do Chelsea sobre o virtual favorito Bayern de Munique. E, mesmo depois de muito pensar, a única coisa que me vem à tona é uma sigela pergunta: Quem é o pipoca agora?

O Chelsea era um chato coadjuvante até a aparição de Roman Abramovich em sua vida. Comprou o clube em 2003 e transformou o Blues em uma das grandes potências do futebol mundial. Entretanto, em que pese sempre ter formado esquadrões respeitáveis, as conquistas ainda ficavam restritas à Inglaterra. Por incontáveis vezes colecionou eliminações. Na temporada 07-08 o título escorreu pelos seus pés ao perder para o Manchester United nos pênaltis.

Quando o universo conspirava contra o Chelsea e sua eterna sina de amarelão no âmbito internacional, a sorte lhe sorriu. A temporada irregular culminou com a demissão de André Villas-Boas. Roberto di Matteo assume com a ingrata missão de reverter dolorosos 3 a 1 sofridos contra o Napoli, no jogo de ida pelas oitavas-de-final.

Veio a superação. Virada sobre os italianos por 4 a 1. Daí em diante despacharam o Benfica e o poderoso Barcelona. O estilo pragmático do futebol de resultado, de muita marcação, contra-ataques e bolas paradas eram a receita básica e primitiva da equipe.

Na final, o Bayern. Dono do palco da final, do ataque mais insinuante, das grandes promessas do futebol alemão, da velocidade, da precisão. No duelo dos desfalques, o Chelsea realmente acabou com sua zaga seriamente comprometida. Sem contar perder Ramires, o motorzinho da meia-cancha. O Bayern nem tanto, mas o ataque sempre foi seu diferencial.

A partida foi exatamente o que todos esperavam: ataque x defesa. E os goleiros, Cech e Neuer, foram do céu ao inferno. Quando Müller abriu o placar aos 38 minutos para o Bayern, os discursos e rótulos de pipoca estavam prontos a serem distribuídos. Cech errou o tempo da bola, da defesa e aceitou a cabeçada de Müller. Para o chão, a bola quica e encobre o monstro tcheco de 1,97.

Terry, que perdeu o pênalti que poderia ter dado o título em 2008, vacilou feio e foi expulso contra o Barcelona. Quase sabotou a classificação para a final e, por estar fora do duelo, sua parcela de culpa também estava reservada. E Drogba? Perdeu pênaltis decisivos pela Costa do Marfim e fazia uma partida discreta até os 44 do segundo tempo, quando resolveu se tornar o grande protagonista de decisão.

Escanteio certeiro, cabeçada certeira e Neuer, com a mão um tanto mole, não consegue defender o tiro do atacante. Empate dramático e o filme da pipoca continua. A briga pelo indesejável troféu segue acirrada. Disputa estranha.

Na prorrogação, Drogba roubou a cena novamente: comete pênalti infantil em Ribéry. Robben foi para a bola com o peso de já ter convertido contra o Real. E ter perdido outros tantos decisivos. Como contra o Borussia ou contra o Liverpool quando vestia a camisa do Chelsea. Pois é, o holandês partiu e Cech  redimiu-se da falha no gol de Müller e defendeu. Drogba curtiu isso.

O futebol alemão que sofre sucessivas derrotas desde 2002, inclusive com o próprio Bayern na final da Liga em 2010, apagou. Vieram os pênaltis. Neuer fez sua parte. Defendeu o tiro de Mata e converteu uma cobrança. Cech defendeu a cobrança de Olic e viu Schweinsteiger mandar na trave. Então, quis o destino que Drogba, perdedor de tantos pênaltis decisivos, acertasse um tiro seco no canto para dar ao Chelsea o tão sonhado título europeu.

Resumo da ópera, o Chelsea perde a virgindade e conquista sua primeira Champions League. A vitória do pragmatismo sobre o show. Uma lição de futebol principalmente no âmbito tático. Finda o estigma de pipoqueiro e, definitivamente, começa a ser respeitado internacionalmente.

Sobrou para o Bayern e para o futebol alemão a dor de mais uma perda. Mais uma. Bayer Leverkusen em 2002, Bayern em 2010 e 2012, Seleção Alemã vice no Mundial de 02 e 3º em 06 e 2010. Vice da Euro-08. Por mais tradicional que seja, a frieza abandonou a Alemanha, crucificada em tantas decisões.  

A Euro-12 e a Copa do Mundo no Brasil em 2014 são os próximos desafios. Sinceramente? Por já ter chegado tão perto tantas vezes, creio que o azar deve bater mais cedo ainda em sua porta e amargar um jejum ainda maior. É, Alemanha...quem te viu, quem te vê...

sábado, 19 de maio de 2012

Botequeiros falam sobre Libertadores, Copa do Brasil e Champions League

Fala Galera!!!!

Gravamos um podcast especial com os botequeiros de plantão Gabriel Casaqui e Luis Cesar para falarmos dos campeonatos nacionais e internacionais que rolaram durante a semana e os nossos palpites sobre Bayern e Chelsea. Será que alguém acertou no "chutometro" quem iria vencer a partida e conquistar o título???? Essa edição também contou com a participação especial da nossa orientadora no curso de locução do Senac Santana, Fabianna Ribeiro, locutora e apresentadora da Jovem Pan FM.

Entrem e ouçam os nossos comentários. Vocês concordam com o que falamos durante o nosso podcast??? Participe conosco e deixem seus comentários....


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Bayern joga contra lógica e para salvar o futebol alemão.

Tudo que o mundo clamava não acontecerá. Não bastasse a justa eliminação do Barcelona ontem para o Chelsea e hoje o Real Madrid também sucumbiu diante do Bayern de Munique. A vitória merengue por 2 a 1 levou a decisão para os pênaltis, após a insistência do placar durante a prorrogação. Porém, os galáticos falharam nas cobranças, pararam em Neuer, e também dão adeus ao torneio.

Cristiano Ronaldo, autor dos gols merengues, deu sua contribuição para a eliminação ao desperdiçar sua cobrança. Kaká, que entrou no segundo tempo, provou porque é banco no time e é ignorado por Mano Menezes. Detalhe: também errou seu pênalti. Sérgio Ramos imitou Elano e isolou. O festival de pênaltis perdidos também teve duas cobranças alemãs.

Não vou repetir o quanto eu considero ridículo perder pênalti. Prefiro focar no fato de que no final o Bayern foi mais competente. Neuer, um verdadeiro paredão, credencia-se a ser um novo Oliver Kahn. A forma como defendeu os tiros de CR7 e Kaká mostram muito talento, frieza, reflexo. 

Importa dizer que tal como Chelsea, o Bayern não se abalou - mesmo dois gols atrás - fez seu golzinho precioso com Robben e seguiu brigando de igual para igual. Por vezes foi até superior. 

A chance que o Bayern tem nas mãos é única, rara. É uma oportunidade não só de novamente erguer o título mais cobiçado da Europa, mas de lavar a honra do futebol alemão. 

Desde 2002 a Alemanha coleciona alguns fracassos consideráveis. É elogiada, paparicada, endeusada pelo futebol apresentado, qualidade do time, isso e aquilo e, na hora do vamos-ver, pipocava. Vice na Copa 2002, 3º lugar nas Copas 2006 (em casa) e 2010. Vice da Eurocopa 2008. O próprio Bayern perdeu a Champions League 09-10 para a Inter de Milão.

Ou seja, novamente o futebol alemão terá uma chance de se projetar no cenário mundial e tirar parte dos holofotes que insistem em apontar para a Espanha. E com isso não quero focar somente em Real Madrid e Barcelona. Basta dar uma olhadinha na Liga Europa e ver quais clubes estão nas semi-finais.

Quanto à final, vislumbro um duelo semelhante ao de 2010 contra a Inter. Enquanto os italianos, dirigidos por Mourinho, jogavam fechadinho e exploravam o contra-ataque, o Chelsea deve seguir a estratégia usada contra Benfica e Barcelona. Os 4 a 1 sobre o Napoli nas oitavas-de-final fogem à regra pelas circunstâncias. Os ingleses precisavam reverter 1-3 no placar. Além disso, terá 4 desfalques importantes para a decisão: Ivanovic, Terry, Ramires e Raul Meireles. 

O Bayern também terá desfalques: Alaba, Badstuber e o bom Luiz Gustavo. No entanto, contará com campo, torcida, apoio...óbvio que o favoritismo é todo alemão. Diria até que o Bayern tem a obrigação cívica de ser campeão. Uma análise fria induz a essa estranha lógica.

Mas como enxergar o virtual campeão quando ele sequer estaria na final, não é mesmo?





terça-feira, 17 de abril de 2012

A final está traçada.

Nesta terça tivemos o primeiro duelo das semi-finais da Champions League 11-12. Bayern de Munique e Real Madrid se enfrentaram no palco da decisão e os mandantes se deram melhor: 2-1. 

Por certo é o placar ideal para alimentar todas as expectativas possíveis para o jogo da volta. Enquanto os alemães jogam pelo empate, os merengues fizeram um golzinho precioso fora de casa o que permite avançar caso vença por um simples 1 a 0. 

Mourinho optou por um time mais conservador. Marcelo, infinitamente melhor que Coentrão, ficou no banco e entrou no lugar de Özil. Não colocou Kaká. E só colocou Higuaín na troca por Benzema. Sofreu o gol da derrota nos instantes finais, após uma pane geral da marcação e da defesa. 

Já o Bayern apostou no que tem de melhor. O meio compacto e a velocidade infernal de Robben e Ribéry deixaram o espanhóis no lucro após o revés por somente um gol de diferença. 

Sem ficar no muro, aposto em Real Madrid na final. E mais: contra o Barcelona.

Ao meu ver, Mourinho superestimou o Bayern. Não que não mereçam respeito. Óbvio que se trata de um grande time e conta com destaques da Seleção Alemã. Entendo que escalou bem, mas equivocou-se nas alterações e deu azar ao sofrer o gol no final. Pelas circunstâncias da partida, dificilmente vai errar novamente nas trocas. A começar por Marcelo titular.

Há de ressaltar ainda o leque ofensivo que Mourinho tem às mãos: Benzema, Cristiano Ronaldo, Dí Maria, Higuaín, Kaká, Özil. Um gol vai sair. Dois gols também não são nenhum absurdo. Ou seja, o fator casa pode garantir a força do ataque. Um ajuste aqui, outro ali, um pouco mais de competência acolá e basta a defesa cumprir minimamente seu papel que a viagem à Munique está garantida.

Contudo, baseio meu palpite em algo maior. Uma força "extra campo" que, infelizmente, pode interferir na disputa dentro das quatro linhas: o peso de uma final Barcelona x Real Madrid. 

O apelo de se ter uma final entre Bayern, que atuaria em casa, contra Barça ou Chelsea não teria o mesmo peso do clássico espanhol. Essa rivalidade anda tão à flor da pele ultimamente que o mundo anseia por esta final. O embate supremo entre o extraordinário Barcelona contra os eternos galáticos do Real Madrid. Quem não quer ver este jogo?

Posso estar errado? Sim. O Bayern pode vir e bater no Real novamente? Claro. O Chelsea pode se vingar da eliminação nas semi-finais de 2009, ora. Porém, vejo os astros - e os bastidores - ao lado do Real. E do Barça também.