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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Brasileirão-14 - Rodada #15

Como aperitivo da rodada do meio de semana, vamos aos destaques da rodada passada!


CERVEJA GELADA

CRUZEIRO e INTERNACIONAL - Rodada boa para os líderes do Brasileirão. Sábado, o Inter bateu o Goiás por 1 a 0 e dormiu na liderança. Mas no dia seguinte, o Cruzeiro recuperou-se dos dois jogos sem vitória com uma bela atuação diante do Santos: 3 a 0, retomando a ponta. Beneficiados pelos tropeços de Corinthians e Fluminense, a dupla consolidou-se na ponta.

SÃO PAULO - A sorte sorriu para o Tricolor. Mesmo não fazendo uma grande partida, venceu o Palmeiras por 2 a 1 e encostou no G-4, com os mesmos 26 pontos do Fluminense. 

FLAMENGO e BOTAFOGO - A dupla carioca tem motivos para comemorar. Ambos venceram partidas importantes e dormem fora do Z-4. O Fogão fez bonito e, apesar da crise que assola o clube, levou a melhor no clássico contra o Fluminense, 2 a 0. Já o Mengão derrotou o Coritiba, fora de casa, por 1 a 0. Os dois times contabilizam 16 pontos, 2 acima da zona da degola.


CERVEJA QUENTE

CORINTHIANS - O Corinthians ainda parece estar se adaptando à nova arena pois insiste em tropeçar em seus domínios. Desta vez, empatou 1 a 1 com o Bahia, agora vice-lanterna. O Timão ainda dorme no G-4 mas já dorme com o perigo de sair a qualquer momento.

CORITIBA - Perdeu em casa para o Flamengo. Lanterna com 12 pontos, exatos 3 abaixo do Vitória, 16º, primeiro fora da zona da degola. Precisa dizer mais?

VITÓRIA - Amargou um empate por 0 a 0 em casa contra a Chapecoense e vai ficar coladinho no Z-4, apenas 1 ponto à frente de Palmeiras, Figueirense e o rival Bahia.

PALMEIRAS - Não pela derrota no clássico, mas pela conjuntura. 9 jogos sem vencer. Perdeu o clássico que era mandante no Pacaembu. Teve a bola do jogo nos pés momentos antes do gol tricolor, mas Leandro e Henrique esbanjaram falta de tranquilidade na conclusão. Pra piorar, o gol da vitória foi marcado por Alan Kardec, ex-Verdão e pivô de uma famigerada saída conturbada. Sim, é possível ficar pior. O time cai para a 17ª posição e inaugura o Z-4. Pe-ri-go! 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Brasileirão-14 - Rodada #14

A metade do Brasileirão vai chegando e a coisa vai ficando cada vez melhor.
Nessa jornada, o líder Cruzeiro não venceu novamente e já vê a trupe do G-4 encostar. Tivemos clássicos, tumulto na tabela e mudanças no Z-4.

Que o papo furado fique pra depois. Tai os destaques:


CERVEJA GELADA

INTERNACIONAL - Vencer é bom. Vencer o Grêmio é melhor ainda. Na estreia de Felipão, então, nem se fala! Assumir a vice-liderança e ver o líder a apenas 2 pontos é incrível! Foi tudo isso que ocorreu ao Inter nessa rodada. Vitória por 2-0 sobre o inimigo histórico, pulou para segundo lugar, largou o rival lá pro meio da tabela e mostra que o Brasileirão tá aberto sim!

CORINTHIANS - Outro que venceu clássico sob circunstâncias parecidas. O Timão foi à Vila e bateu o Santos por 1 a 0, gol de Gil, na reestreia de Robinho com a camisa do Peixe. O triunfo valeu mais que a 3ª posição com 27 pontos (1 a menos que o Inter, 3 a menos que o Cruzeiro), mostrou também que o time sabe superar a retranquice de Mano Menezes e a presença de Guilherme Andrade na lateral-direita.

FIGUEIRENSE - Dava o Figueirense por morto, condenado à Série B-15. Porém, a estrela que Argel - Aquele - Fucks tem em reorganizar times fadados à desgraça começa a brilhar forte agora na casamata do Figueira. A vitória sobre a Chapecoense em plena Arena Condá por 1 a 0 não afasta o fantasma do rebaixamento, que promete atormentar o clube até as derradeiras rodadas, mas tira a equipe do Z-4 por um momento, embora contabilize os mesmos 13 pontos da maioria dos integrantes da Zona da Degola cujo lanterna, Coritiba, soma 12 pontos. 


CERVEJA QUENTE

FLUMINENSE - Não aproveitou o empate do Cruzeiro para repetir o feito do Internacional. Empatou no Maracanã com o Coritiba, novo lanterna do Brasileirão, por 1 a 1. Se serve de consolo, a equipe ainda figura no G-4, com 26 pontos.

GOIÁS - Segunda derrota consecutiva do Goiás faz o clube despencar para 10º lugar com 20 pontos. Dessa vez, ainda que tenha atuado fora de casa, o adversário era o instável e ameaçadíssimo Bahia. O revés por 1 a 0 deixa o G-4 seis pontos mais longe.

BOTAFOGO - O Botafogo foi derrotado pelo Atlético Paranaense por 2 a 0 na Arena da Baixada. Até aí nada muito grave. Mas o Fogão já computa 3 jogos sem vitória, estacionou na parte inferior da tabela e hoje, pelos critérios de desempate, inaugura o Z-4. Promessa de fortes emoções para o coração botafoguense. 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Brasileirão-14 - Rodada #7

Mais uma rodada que se vai! Vamos aos destaques!



CERVEJA GELADA


CRUZEIRO - Nem mesmo a queda nas quartas da Libertadores foi capaz de abater o bom elenco do Cruzeiro. Assumiu a liderança isolada do Brasileirão com 16 pontos após vencer o Internacional, em Caixas, por 3 a 1 com direito a virada! Grande início da Raposa franca candidata ao bicampeonato.

ATLÉTICO PARANAENSE - Venceu o clássico contra o Coritiba por 2 a 0 e sobe para a 10ª posição com 9 pontos. Ganha ânimo para as próximas duas rodadas pré-Copa.

CHAPECOENSE - Favorita ao descenso, a Chapecoense venceu seu primeiro jogo no Brasileirão. A vítima foi o Palmeiras, que caiu na Arena Condá por 2 a 0. A equipe catarinense permanece na zona da degola com 5 pontos, mas é uma vitória a ser celebrada. Sabe-se lá quando pode aparecer outra, né?



CERVEJA QUENTE


BOTAFOGO - Recebeu o Vitória no Moacryrzão e ficou no 1 a 1. Com 5 pontos conquistados e ostentando a 17ª posição, que abre o Z-4,, o Fogão já esboça os primeiros indícios de que vai brigar lá embaixo. 

FIGUEIRENSE - Segunda derrota seguida após aquela surreal vitória sobre o Corinthians. Dessa vez, perdeu em casa para o surpreendente Goiás por 1 a 0. Lanterna com 3 pontos somados em 21 disputados, precisa de um milagre para manter-se na elite.

ATLÉTICO MINEIRO - No Ipatingão, o Galo viu sua ascensão esbarrar no Criciúma. O empate por 0 a 0 não é de todo ruim, mas não deixa de ser frustrante. O Atlético passa a ocupar 9ª colocação com 11 pontos, 2 atrás do G-4. 



domingo, 11 de maio de 2014

Brasileirão-14 - Rodada #4

O Brasileirão começa a engrenar! 12 pontos já foram disputados e o sobe-e-desce na tabela começa a ser constante. 

Vejamos os destaques da 4ª rodada:


CERVEJA GELADA

INTERNACIONAL - No teste do Beira-Rio para a Copa, o Inter bateu o Atlético Paranaense por 2 a 1, de virada, e assumiu a ponta do Brasileirão. Marcos Guilherme abriu para o Furacão, enquanto D'Alessandro e Alan Patrick fizeram os gols da virada colorada que valeu a liderança isolada do campeonato com 10 pontos.

BOTAFOGO - Atropelou violentamente o Criciúma por inapeláveis 6 a 0. Emerson Sheik, duas vezes; Daniel, três vezes; e Wallyson deram a primeira vitória ao Botafogo na competição. Alma lavada!

FLUMINENSE - O Fluminense confirma o ótimo início no Brasileirão-14 com mais uma vitória. Os 3 pontos tiveram sabor especial já que foram conquistados sobre o rival Flamengo. Fred e Chiquinho anotaram os gols do triunfo tricolor por 2 a 0 que catapulta o clube para a vice-liderança com 9 pontos.


CERVEJA QUENTE

CORITIBA - Em casa, foi derrotado pelo Sport por 1 a 0, gol de Rithely. Os pernambucanos estão se mostrando um visitante bastante indesejável. 

CATARINENSES - Criciúma goleado no Maracanã no sábado. No domingo, Chapecoense e Figueirense foram derrotados em casa. Seus carrascos foram, respectivamente, Grêmio (2 a 1) e Santos (2 a 0). O trio consta no G-4 e já é certo que vão brigar até o fim contra a degola. Vale dizer que o Figueira não pontuou e não marcou um gol sequer.

FERNANDA COLOMBO - Uma linda bandeirinha. Gostosa e tudo o mais. Mas horrível na sua função. No meio de semana, abusou dos erros e minou uma série de jogadas do São Paulo em jogo válido pela Copa do Brasil. Neste domingo, assassinou impiedosamente um contra-ataque do Cruzeiro que poderia lhe valer o empate no clássico contra o Galo, que venceu por 2 a 1. Outro erro crasso em dois jogos seguidos. Quantos mais será preciso até que seja afastada?

sexta-feira, 11 de abril de 2014

A Morte despertou. Quem será o Libertador?

Vejo essa Libertadores revestida de uma dose a mais de emoção do que nos últimos anos. A Morte, uma das principais deusas do torneio, permitiu uma imensidão de possibilidades dentro de cada grupo prolongando a vida de muita gente até a derradeira rodada. Retardou sadicamente a definição dos grupos e teve que fazer hora extra para definir quem seria poupado de seu chamado. Com isso, a luta contra a foice divina e pela sobrevivência na Copa reservou grandes duelos, catapultou os índices de infartos esta semana e, finalmente, ungiu os 16 classificados às oitavas-de-final.


GRUPO 1 - O já classificado Vélez recebeu o Universitario e derrotou os peruanos por 1 a 0. Com 15 pontos, os argentinos confirmam o favoritismo e a sina de sempre fazerem uma fase de grupos soberba. Na outra partida, a Morte fez a primeira vítima brasileira. O Atlético Paranaense viu-se obrigado a não perder na altitude boliviana contra o The Strongest, aniversariante do dia. Saiu atrás no placar mesmo após intervenções milagrosas de Weverton e chegou a empatar com gol de Adriano, o Imperador. Sim, você não leu errado. Mas não fez um bom segundo tempo. Levou o segundo gol, pouco criou, sentiu demais a altitude e não conseguiu o gol da classificação. Destaco os bolivianos que esbanjaram copeirismo nessa primeira fase e terminaram com 10 pontos acumulados. Já o Vélez dispensa apresentações.


GRUPO 2 - Depois de ceifar o Furacão da Libertadores, a Morte foi dar cabo do Botafogo. Outrora favorito, o Fogão caiu em desgraça ao não fazer a lição de casa contra a Unión Española. Foi obrigado a decidir a vaga na Argentina contra o San Lorenzo do Papa. Os argentinos entraram em campo com a faca nos dentes sabendo que havia por ali alguma chance, ainda que remota, de avançarem às oitavas. Para isso, precisava vencer, torcer contra o Independiente Del Valle, ou golear o Botafogo para superar o saldo de gols dos equatorianos, caso eles vencessem. Isso sem esquecer da dose extra de preces que o Sr. Bergoglio teria que empenhar em favor do Ciclón. Assim, Papa e Morte entraram num acordo de cavalheiros. A Morte daria cabo do Botafogo e o Papa cuidaria do saldo de gols. Afinal, O San Lorenzo massacrou o Botafogo por inapeláveis 3 a 0, resultado que classificou os argentinos graças ao resultado surpreendentemente surreal de Unión Española e Independiente del Valle, no Chile. 5 a 4 para os equatorianos visitantes indesejáveis. Então, chilenos em primeiro com 9 pontos e argentinos em segundo com 8. Unión avança sob os olhos da descrença e da bipolaridade. San Lorenzo chega respeitado e, sobretudo, respaldado.


GRUPO 3 - No grupo mais imprevisível da Libertadores onde todos poderiam avançar, campo e camisa fizeram a diferença. O Cerro Porteño fez valer o fator casa para bater o Deportivo Cali em um eletrizante 3 a 2. Já o Lanús deve dar todo o bicho do jogo ao goleiro Marchesin. No Chile, o O'Higgins precisava vencer para avançar. Porém, o arqueiro do Lanús pegou pensamento e até um pênalti aos 41 minutos do segundo tempo garantindo o 0 a 0. Assim, o Cerro ficou na ponta com 10 pontos e Lanús em segundo com 8.


GRUPO 4 - O Atlético Mineiro sobrou no grupo mesmo apresentando um futebol bem abaixo daquele que o consagrou ano passado. Com Autuori na casamata, o Galo se transformou em um time mais pragmático e menos instintivo. A transição no comando técnico não atrapalhou a campanha da primeira fase: líder com 12 pontos (3 vitórias e 3 empates). O último triunfo (1 a 0, gol de Jô) custou a cabeça dos venezuelanos do Zamora já que o Nacional do Paraguai bateu o Independiente Santa Fé por 3 a 2. Assim, os queridos paraguaios conquistaram o 8º ponto, a 2ª posição e o direito de seguir sonhando com a Copa.


GRUPO 5 - O grupo 5 ficou marcado pela ressurreição do Cruzeiro na competição. E tal ressurgimento passa pelo fraquejo da Universidad de Chile. La U liderava ao término da 4ª rodada, mas veio o Cruzeiro lhe fazer mal. O Cruzeiro na La U e o Defensor a liderar. Última jornada obrigava os chilenos a buscarem a vitória Andes abaixo, contra os serelepes uruguaios do Defensor lá na região da Plata, que tinham ainda o benefício de empatar a peleja. Era certo que o Cruzeiro iria golear o Real Garcilaso e roubar uma vaga, então, a vitória era obrigatória pelo lado chileno. Contudo, os uruguaios aproveitaram o fator regulamento, amarraram o 1 a 1 que lhes assegurava a liderança com 11 pontos e assim foi. Coube, então, aos brasileiros cobrirem o Garcilaso de gols. 3 a 0 foi mais que o suficiente para deixar a Raposa na confortável segunda posição com 10 pontos. O Cruzeiro ganha novo ânimo, mas demonstrou que não é essa Brastemp toda. E atenção à dupla Arrascaeta e Gedoz do Defensor. A zoeira parece não ter limites para esses dois.


GRUPO 6 - Seguindo seu ritual macabro, a Morte fez uma parada em seu terreno, a famigerada casa 6. Sabia-se que, sabe-se lá por que motivo, poupou o Grêmio de qualquer penitência antecipada. Assim como degolou o Nacional do Uruguai logo no sorteio da chave. Foi esse confronto entre o já classificado e o já morto que fechou a chave. Nova vitória do Grêmio por 1 a 0 que lhe valeu a segunda melhor campanha geral com 14 pontos. Na Argentina, o confronto que valia a vida. O Newell's Old Boys entrou em campo podendo empatar com o Atlético Nacional. Mas a noite era cafetera. Vitória incontestável dos colombianos por 3 a 1 em atuação desgraçada da zaga argentina. O Nacional toma a vaga dos leprosos e mostram força, principalmente fora de casa como pode se ver.


GRUPO 7 - Como dito, a Morte estava com tudo e muita prosa. Para encerrar seus trabalhos nesta fase, optou por dizimar outro brasileiro da Copa. Ao Flamengo bastava encher o Maracanã e bater o León para avançar. Porém, os rubro-negros sabem bem o que significa decidir uma vaga em casa contra um time mexicano. Conta-se que havia um pouco de Cabañas em cada jogador do León no triunfo mexicano por 3 a 2 no mesmo Maraca abarrotado. Na outra partida do bloco, o Bolívar também explorou a altitude para vencer o Emelec por 2 a 1 e surpreendentemente terminar em 1º do grupo com 11 pontos, um a mais que o León.


GRUPO 8 - Por estas bandas, a Morte já havia dado seu recado. Todavia, evitou que o Santos Laguna ostentasse a melhor de todas as campanhas. Os mexicanos foram até a Argentina encarar o Arsenal e os hermanos venceram por 3 a 0. Nada que mudasse suas posições. Santos Laguna em primeiro com 13 pontos e Arsenal em segundo com 12. Um melancólio Peñarol ficou no 1 a 1 com o Deportivo Anzoátegui e nada mais merece ser comentado a respeito disso.




OITAVAS-DE-FINAL

Trabalho feito, a Morte assim dispôs os duelos na seguinte ordem da tábua de mata-mata:


Nacional x Vélez Sarsfield                                      
 x                                                                              
Arsenal de Sarandí x Unión Española                      

 X                                                                            

Atlético Nacional x Atlético Mineiro                
 x                                                                        
The Strongest x Defensor                                  
________________________________

San Lorenzo x Grêmio
 x
Cruzeiro x Cerro Porteño

X

Lanús x Santos Laguna
 x
León x Bolívar






sexta-feira, 4 de abril de 2014

Salve-se quem puder.

Encerrada a 5ª rodada Libertadores. Conhecidos os primeiros classificados às oitavas-de-final, ratificou-se algumas decepções anunciadas. Agora, há apenas 3 pontos em jogo para cada equipe. O caos e o deus-nos-acuda ditarão as regras dos últimos 90 minutos de fase de grupos que assim ficaram:


GRUPO 1 - A rodada promoveu uma bela zoeira aqui que nem saberia por onde começar. Só sei que o The Strongest deu uma aula prática de copeirice e como se jogar uma Libertadores. Tudo começou com a vitória do Vélez sobre o Atlético Paranaense que garantiu os argentinos nas oitavas. O Furacão desperdiçou seu último jogo em casa e manteve 9 pontos. Daí os bolivianos foram enfrentar os morimbundos do Universitario. Surrealmente os peruanos abriram 3 a 1. Mas, mais surrealmente ainda, o The Strongest buscou o empate aos 44 do segundo tempo que lhe valeu o 7º ponto. Eis que na última rodada, o Furacão vai subir os milhões de metros de altitude precisando simplesmente não perder para o tinhoso Strongest de Escobar, aquele paraguaio que já perambulou pelo interior de São Paulo.


GRUPO 2 - Não há dúvida. Aqui o critério de desempate será as orações do Papa. A Morte saiu do grupo 6 para entregar seu cartão aos integrantes do bloco 2. Tudo começou pela via crucis do San Lorenzo ao purgatório. A sorte sorria aos argentinos até os acréscimos da partida contra o Independiente del Valle, no Equador. Venciam até o surgimento de um pênalti convertido pelos mandantes que tirou 2 preciosos pontos dos argentinos. O empate deixou ambas equipes com 5 pontos. Ah, o lanterna é justamente o San Lorenzo que, graças ao Botafogo, ainda pode sonhar com a classificação.

Aproximadamente 40 mil pessoas testemunharam a tragédia que se passou com o Botafogo na noite de quarta no Maracanã. Era receber o Unión Española, vencer, carimbar vaga para as oitavas e relaxar na última rodada. Todavia, o Fogão não conseguiu superar a retranca chilena, tampouco a limitação patológica de Henrique no comando de ataque, em que pese ter dominado 100% da partida. Para piorar, em uma das raras aparições no ataque, os visitantes acharam um pênalti que resultou no gol da classificação dos comandados de Sierra (Aquele). 

Na última rodada, os classificados chilenos receberão um esperançoso e também vivo Independiente. Por seu turno, o San Lorenzo receberá o Botafogo com a obrigação de vencer, além de rezar pelo Unión. Os brasileiros jogam pelo empate desde que o Independiente não vença por 3 gols de diferença. 


GRUPO 3 - Uma reviravolta espetacular que mantém os 4 integrantes com chances palpáveis de avançar. O Lanús, então lanterna até os idos da 3ª jornada, renasceu e além de vencer o Cerro Porteño, tomou-lhe a liderança com 7 pontos (saldo de gol +1), embora os paraguaios estejam em segundo com a mesma pontuação e zero gols de saldo. Deportivo Cali e O'Higgins ficaram no 1 a 1. Os cafeteros igualaram os 7 pontos dos líderes, mas tem saldo de 1 gol negativo. E os chilenos contam 6 pontos. Na derradeira rodada, O'Higgins recebe o Lanús, que só precisa empatar para seguir. E o Cerro recebe o Deportivo. Ambos precisam da vitória, óbvio. Mas os paraguaios podem avançar com um empate desde o Lanús faça sua parte.


GRUPO 4 - Esperava-se que o Atlético Mineiro sobrasse no grupo a ponto de ficar com uma das duas melhores campanhas gerais, no mínimo. Nem mesmo os altos e baixos do Galo o impediu de classificar-se antecipadamente. Segurou um suado empate contra o Independiente Santa Fé, na Colômbia, atingiu 9 pontos e novamente participará da roleta russa das oitavas-de-final. O Zamora derrotou o Nacional e ocupa o segundo lugar com 7 pontos. Paraguaios e colombianos ficam com 5 e sonham com a próxima fase.

A derradeira jornada reserva algumas possibilidades interessantes. Atlético x Zamora e Nacional x Independiente. Bem, um empate pode classificar o Zamora, desde que o vencedor do outro jogo seja o Nacional e que este não vença por mais de 3 gols de diferença. Aliás, os venezuelanos podem avançar até se perderem, caso paraguaios e colombianos empatem. No mais, vitória do Galo carimba o passaporte de quem vencer a outra partida.

GRUPO 5 - A Morte também aproveitou a rodada de passeio para fazer uma visitinha ao grupo 5 e resolveu dar sua contribuição maligna para o duelo final entre Defensor e La U, no Uruguai. Uruguaios lideram a patota com 10 pontos após a vitória sobre o Real Garcilaso lá na altitude peruana. A Universidad de Chile ainda sustenta bravamente a segunda colocação (9 pontos), mas entrou para o seleto grupo de risco da Libertadores, ou seja, aqueles times que precisam se coçar na última rodada se quiserem permanecer vivos na Copa.

Isso porque sucumbiu novamente diante do Cruzeiro. A traulitada tomada no Mineirão por 5 a 1 não foi tão traumática quanto os 2 a 0 sofridos no Estádio Nacional. Vendeu caro sua classificação antecipada e trouxe o Cruzeiro de volta à briga. Os mineiros foram a 7 pontos e, na última rodada, terão pela frente o já eliminado Real Garcilaso, no Mineirão. De se esperar a classificação da Raposa em virtude do clima de revanche vingança pelo incidente racista com Tinga e pela derrota logo na estreia do torneio, fatores que, aliados à qualidade cruzeirense e ao clima de decisão criam certa expectativa em torno de uma goleada sobre os peruanos. Porém, de bom tom ressaltar as combinações:

O negócio é o seguinte: Defensor (+6 gols de saldo) joga pelo empate. Caso o Defensor perca por um gol, o Cruzeiro (+3) terá que vencer por pelo menos 2 gols para igualar o saldo e eventualmente tomar-lhe a vaga. Se uruguaios e chilenos empatarem, La U só avança se o Cruzeiro não vencer pois tem 3 gols negativos na conta.


GRUPO 6 - O Grêmio foi encarar o Atlético Nacional sabendo que o Newell's havia dizimado o Nacional por 4 a 2 e alcançado a virtual liderança da chave com seus mesmos 8 pontos. Também sabia que os colombianos precisavam desesperadamente da vitória pois, além de ostentarem 7 pontos, terão o Newell's pela frente lá na Argentina. No entanto, o Tricolor Imortal mostrou que não veio nessa Libertadores a passeio. Mesmo fora de casa, venceu os cafeteros por 2 a 0 e garantiu presença nas oitavas, além de dar uma baita ajuda aos argentinos. Enquanto o Grêmio fará um duelo de compadres contra o finado Nacional, o Newell's joga em casa e com o direito de empatar com o Atlético Nacional. 


GRUPO 7 - Um tumulto muito interessante acá. De cara se percebe o nível de surrealidade do grupo quando nos deparamos com o Bolívar a capitanear o bloco com 8 pontos. Isso depois de, sabe-se-lá-como, vencer o León, lá no México. Os mexicanos caíram para segundo, estagnados nos 7 pontos. Mas eis que surge um companheiro para o León. O Flamengo derrotou o Emelec, no Equador, por 2 a 1. Alecsandro, de pênalti, abriu o placar. No segundo tempo, os mandantes igualaram. Então, Negueba recebe livre na esquerda e descola lançamento primoroso para Paulinho, aos 47 do segundo tempo, deixar o Mengão a uma vitória simples diante do León para seguir adiante na Liberta. Ainda que os brasileiros joguem em casa, são os mexicanos quem trazem a vantagem do empate. Na outra partida, cabe ao Emelec a missão ingrata de ter que derrubar o Bolívar do alto daqueles infinitos pés de altitude. Só a vitória pode classificar os equatorianos. 


GRUPO 8 - Eis o primeiro grupo que sabemos os dois classificados. O Santos Laguna tratou de por termo à primavera que o Peñarol ensaiava e, com um sonoro 4 a 1, assegurou a 1ª posição. Por sua vez, o Arsenal foi à Venezuela garantir sua classificação com um triunfo sobre o Deportivo Anzoátegui por 3 a 1.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Formigam as mãos

Finalizada a 4ª jornada da fase de grupos da Libertadores, muitas mãos iniciaram o processo de formigamento. Em breve virá a falta de ar e um certo desconforto no peito. Não, não é um ataque cardíaco. É a Libertadores a duas rodadas de definir seus classificados às oitavas-de-final.


GRUPO 1 - Atlético Paranaense e Vélez Sarfield assumiram a ponta com 9 pontos. Enquanto o Furacão deitou o porrete no Universitario novamente, os argentinos devolveram a derrota para os bolivianos e deixaram o The Strongest lá 3 pontos atrás. O Atlético não está garantido, mas a vantagem conforta. Bom que se lembre: agora recebe o Vélez e depois vai encarar a altitude. 

GRUPO 2 - Sofrimento e Botafogo, como separá-los? Impossível. A vitória apertada por 1 a 0 deixou os brasileiros na ponta com 7 pontos. Só que o Unión Española resolveu trollar o Sumo Pontífice. Os chilenos venceram o San Lorenzo por 1 a 0, subiram para segundo (6 pontos) e jogaram os argentinos para a lanterna fazendo certamente o Papa cometer alguns pecados verbais e outros tantos em pensamento. Tanto o San Lorenzo como o Independiente Del Valle somam 4 pontos e, sim, permanecem vivos. Obs: Se o Fogão derrotar os chilenos na próxima rodada carimba passaporte para as oitavas! Oremos.

GRUPO 3 - Qualquer coisa pode sair daqui. Em meio à confusão, o Cerro Porteño bateu o O'Higgins por 2 a 1, foi a 7 pontos e tomou a liderança. Já o Lanús lembrou que a Libertadores já havia começado e conquistou sua primeira vitória. Bateu o Deportivo Cali por 2 a 0 e ameaça postular uma vaga nas oitavas. Os colombianos permanecem na vice-liderança com 6, os chilenos ainda sustentam a terceira colocação com 5 e daí encostam os argentinos com 4. 

GRUPO 4 - O Atlético Mineiro segue tranquilo na liderança em que pese ter empatado em casa com o Nacional, do Paraguai. Os oito pontos dos mineiros contrastam os 5 dos paraguaios, que são vigiados de perto por Independiente Santa Fé e Zamora. Ambos empataram e foram a 4 pontos. 

GRUPO 5 - Aqui encontramos um brasileiro refém da Libertadores. Bom, inicia-se com a vitória da Universidad de Chile sobre o Real Garcilaso, lanterna com os mesmos 3 pontos desde a primeira rodada quando derrotou o Cruzeiro. O resultado fez os chilenos ostentarem 9 pontos e a liderança absoluta do bloco. Coube ao Defensor fazer as vezes de time uruguaio copeiro que se preze e botar a faca no pescoço dos brasileiros. Não bastasse a vitória na semana passada, os uruguaios assombraram o Mineirão na noite de ontem. Estava 2 a 0 para o Cruzeiro e tudo encaminhava para um término de jogo razoável para a Raposa. Mas o guri Gedoz e Zeballos, este no último suspiro de jogo, igualaram o marcador e deixou o Defensor com 3 preciosos pontos de vantagem. Defensor 7 x 4 Cruzeiro. O amargo empate sob vaias da torcida ao apito final pode sabotar a moral cruzeirense. Na próxima rodada, os mineiros vão visitar a La U, equipe goleada no Mineirão e certamente sedenta de vingança, enquanto os uruguaios vão até as alturas de Cusco. Vexame tupiniquim à vista.

GRUPO 6 - A morte parece estar planejando algum tipo de entrada triunfal na última rodada deste grupo. Isso porque o Tricolor Gaúcho achou um surreal empate na Argentina contra o Newell's aos 47 do segundo tempo e simplesmente tirou a ceifadora de cena neste momento. Contudo, como dito, ela virá cedo ou tarde. Os gaúchos, com 8 pontos, vão visitar o serelepe Atlético Nacional, vice-líder com 7 depois de impor mais uma derrota nas costas de um irreconhecível Nacional que soma um mísero ponto. O Newell's possui 5 pontos e respira. Uma vitória põe o Grêmio nas oitavas. Só uma hecatombe pode tirar o Grêmio das oitavas. É isso.

GRUPO 7 - Outro brasileiro sob risco. O Flamengo desgraçou-se. Semana passada jogou fora dois pontos contra o Bolívar. Agora, derrota para os bolivianos. Para piorar, os brasileiros assumiram a lanterna com 4 pontos e catapultaram o Bolívar para a terceira posição que acumula 5 pontos, além muita ambição. Lá em cima, o León devolveu a derrota para o Emelec e roubou a liderança dos equatorianos. 7 pontos para os mexicanos contra 6 do Emelec. Situação delicada do Mengão que terá que somar pontos fora de casa para continuar sonhando com o mata-mata.

GRUPO 8 - Enfim uma novidade! É verdade que o Santos Laguna atropelou o pobre Deportivo Anzoátegui por 3 a 0 consolidando-se como melhor time da Libertadores até o momento com (in)expressivos 10 pontos. Todavia, o Peñarol resolveu dar o ar da graça! Venceu o Arsenal, de virada, e soma 4 pontos sendo apenas 2 atrás dos argentinos vice-líderes. Se a camiseta mandou certo o recado, a morte deve passar por aqui também. 



sexta-feira, 14 de março de 2014

A América pulsa

Finda a 3ª rodada da Libertadores e o panorama que se apresenta não é nada alentador a brasileiros, exceção feita a Atlético Mineiro.

Pelo bem da competição a maioria dos grupos buscaram manter uma organização semelhante à de uma suruba no escuro. Tentemos visualizar como a balbúrdia se apresenta no momento:


GRUPO 1 - 3 times repartem a liderança com 6 pontos. Bullying desumano sobre o Universitario, único time da Libertadores a não conseguir somar um maldito ponto sequer. Em primeiro, o The Strongest com 2 gols pró e somente mais um jogo na altitude de La Paz (justamente o último contra o Atlético Paranaense). Nesta rodada, enfiou 2 a 0 no segundo colocado, o sempre perigoso Vélez, que contabiliza 1 gol na conta e 2 jogos pendentes em sua cancha. E na espreita está o Furacão. Saldo zerado graças à vitória por 1 a 0 sobre o Universitario lá no Peru. Porém, terá os dois próximos jogos em casa. Si se puede.  

GRUPO 2 - O Botafogo foi apresentado à derrota pelo Independiente del Valle, no Equador. Por essas coisas que só acontecem ao Botafogo, a derrota por 2 a 1 não tirou a ponta do grupo dos cariocas. Porém, agora tem dupla companhia: os mesmos 4 pontos são contabilizados por equatorianos e pelo abençoado San Lorenzo, que empatou em casa contra a Unión Española e desperdiçou a chance de tomar a liderança do grupo. O caos está instaurado pois os lanternas chilenos somam 3 pontos. Para o Fogão só interessa vencer os dois próximos duelos consecutivos em casa para chegar confortável para a última rodada contra os argentinos em território hermano.

GRUPO 3 - Bater o olho na tábua de classificação do grupo 3 é achar curioso o Lanús ostentar a lanterna com 1 ponto conquistado. Não é surpreendente o Deportivo Cali ter imposto a segunda derrota seguida aos argentinos e assumido a liderança soberana com 6 pontos. Em segundo lugar vem o chileno O'Higgins que vacilou feio esta rodada. Vencia o famigerado Cerro Porteño por 2 a 0 mas permitiu o empate paraguaio. Agora, os chilenos tem 5 e paraguaios 4 pontos. 

GRUPO 4 - Nadando de braçada, o Atlético Mineiro lidera com 7 pontos e está seguro na primeira posição. É infinitamente superior aos rivais e já está virtualmente classificado. Trouxe do Paraguai um ponto contra o Nacional Querido e abriu 4 de vantagem para os últimos do grupo. O dito empate elevou o Nacional ao segundo lugar (4 pontos) superando o Independiente Santa Fé, que foi derrotado pelo Zamora e trouxe os venezuelanos de volta à Libertadores. Essa briga pela segunda vaga há de ser bem interessante.

GRUPO 5 - Para alegria do Galo, o Cruzeiro está em maus lençóis e corre risco de ficar fora. Por mais que tenha dois duelos em casa dos três restantes, importante considerar que, hoje, a Raposa estaria eliminada. Eis aqui um grupo no qual a classificação provavelmente virá pela análise do saldo de gols. Defensor e Universidad de Chile dividem a liderança com 6 pontos. Uruguaios em vantagem com 4 gols pró de saldo. A goleada sofrida ante o Cruzeiro deixa La U com preocupantes -2 gols em conta. Na rabeira, mineiros (+1) e Real Garcilaso (-3) com 3 pontos.

GRUPO 6 - O Grêmio só não está tão bem quanto o Atlético Mineiro posto habitar o grupo de morte e as circunstâncias o obrigarem a dormir com um olho fechado e outro bem aberto. Empatou em casa com o Newell's consolidando-se na ponta com 7 pontos. Nada mau. Só que os argentinos estão em segundo com 4 pontos e 3 gols na carteira. E o engraçadinho Atlético Nacional também tem 4 pontos embora esteja devendo dois gols. Eis que o Grêmio terá agora 2 jogos fora justamente contra os famintos rivais que distam protocolares 3 pontos ou, como preferirem, uma vitória. E o Nacional jogou fora dois pontos e a chance de iniciar uma revolução no grupo. Vencia os cafeteros lá na Colômbia por 2 a 0. Os mandantes jogaram toda a partida com um jogador a menos - graças a uma expulsão relâmpago - mas reagiram e Bocanegra fez os dois tentos que valeram o suado empate.

GRUPO 7 - O Flamengo parece ser o brasileiro em situação mais delicada. Empatou com o Bolívar no Maracanã. Lá, já havia vencido o Emelec. Portanto, 4 pontos em dois jogos em casa. Resta apenas um em três, logo, vai ter que buscar pontos América afora. (Ah, isso significa ter que capinar pontos na altitude). No mais, aquela derrota pouco pesou ao Emelec porque os equatorianos fizeram a lição de casa duas vezes e lideram com 6 pontos. Com os mesmos 4 pontos do Flamengo vem o León. No entanto, os mexicanos terão 2 duelos em casa dos três a serem feitos. E o Bolívar conquista seu 2º ponto sustentando a utopia de conseguir uma vaga.

GRUPO 8 - Por fim, o grupo mais chato da Libertadores. Santos Laguna lidera com 7 pontos. O Arsenal de Sarandí na cola com 6 pontos. Anos-luz atrás, Deportivo Anzoátegui tem 2 pontos e, pausa. O Nacional estar comendo o pão que o diabo amassou desde o sorteio pode ser consideravelmente aceitável. Entretanto, o Peñarol em um grupo desse ter somado apenas um ponto é a grande decepção da competição.  

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Botecadas Libertadoras

Ao término da segunda rodada da fase de grupos, analisar a tábua de classificação simplesmente queima a retina ao percebermos algumas coisas:

- É um tanto óbvio que o Atlético Paranaense vai brigar com o The Strongest pelo segundo lugar. Embora o Furacão tenha batido os bolivianos na primeira rodada, a derrota para o Vélez traz um choque de realidade. Encarar o orgulho ferido do Universitario em duas partidas seguidas, ter uma revanche com um Vélez em busca de uma das melhores campanhas gerais e decidir a vaga na apavorante altitude de La Paz. Sem contar administrar o fator Imperador no banco de reservas. Tortura à vista.

- Botafogo parece ter entendido a cartilha da Libertadores. Brigar, lutar, entregar-se e ganhar em casa e tentar um empate fora. 

- O Lanús, campeão da surreal Sul-Americana de 2013 tem apenas um ponto. O matreiro O'Higgins lidera com 4 pontos, Cerro Porteño e Deportivo Cali na cola com 3. Vislumbro candidatos a engraçadinhos.

- Persiste a sina do Atlético Mineiro em protagonizar gols salvadores após o 85º minuto de jogo. Os triunfos das duas primeiras rodadas vieram a menos de 5 minutos para o final. A sorte parece ter crédito ilimitado no Galo. Cuidado com isso, rivais! 

- O grupo mais legal e imprevisível é o do Cruzeiro. Todos com 3 pontos. A tendência é o avanço celeste e de mais um. Pode sobrar para a Universidad de Chile, ex-Barcelona da América do Sul. Olho no Defensor, está em segundo e, no momento, livrando a cara do futebol do Uruguai.

- O Grêmio dita as ordens no grupo da morte e logo deve assegurar vaga nas oitavas. Nacional simplesmente decepcionante, duas derrotas. Vai ser lindo ver os jogos restantes de Newell's e Atlético Nacional, ambos com 3 pontos. Após a goleada sobre o Nacional, os argentinos assumiram o 2º lugar. O Newell's demonstra possuir um time um tanto superior, mas tudo é possível na Libertadores.

- Flamengo teve 5 minutos de consciência e venceu o Emelec. Respirou fundo, acordou para a vida e somou seus primeiros 3 pontos. Entraram de vez no torneio.

- O futebol uruguaio também chora (todos nos solidarizamos, melhor dizendo) pelo Peñarol. Lamentável. Um ponto, apenas, tal como o Deportivo Anzoátegui. Arsenal de Sarandí tem 3 e o Santos Laguna lidera com 6.  

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Botecadas

DIEGO COSTA - O atacante naturalizado espanhol só foi lembrado por Felipão quando a Espanha lhe ofereceu uma vaga no ataque da Fúria. É um ótimo jogador. É melhor que Fred e infinitamente superior à Jô e Damião e qualquer outro centroavante brasileiro em atividade. Mas sua convocação lá tem a concorrência de Fernando Torres (fase ridícula), Negredo (fase excelente), Pedro (queridinho da geral), Llorente e o experiente Villa. Deu azar de ter se machucado quando de sua primeira convocação oficial no final de 2013. Agora, vejo sua convocação em risco pois não foi testado na Seleção. Aliás, Marcos Senna foi campeão da Euro em 2008 na própria seleção espanhola e ficou fora do Mundial dois anos depois. Como toda escolha há um risco, Diego Costa pode ter jogado fora a presença na Copa deste ano. Se tivesse continuado "brasileiro" certamente estaria nos 23 escolhidos.

SAMPA SEM LIBERTADORES - Uma pena a Globo não brindar o Estado de São Paulo com a Libertadores, em que pese a ausência de paulistas no certame continental. Quem quiser acompanhar a saga de Flamengo, Botafogo, Atlético Paranaense, Atlético Mineiro, Cruzeiro e Grêmio (grupo mais legal dessa edição cujos jogos começam amanhã, quinta) terá de recorrer à tv por assinatura. 

OS 23 - Concordo com o Gian Oddi, da ESPN, quando ele diz que já é possível definir quem não vai à Copa e esboça uma lista. Minhas apostas e divergências dos nomes propostos pelo blogueiro: 
3º goleiro - Victor.
4º zagueiro - Réver
Centroavantes - Fred e Jô
Meia/Atacante - Vejo Hernanes dentro. Willian está com um pé na Copa mas tem duas sombras: Kaká e Robinho. Se Felipão quiser um meia ou um atacante mais experimentado e rodagem europeia, Willian pode dançar nessa.

BOTAFOGO LIBERTADOR - O Fogão recebeu o San Lorenzo na sua estreia na fase de grupos. Mas nem mesmo o apoio papal ajudou os argentinos na empreitada ingrata de encarar o Botafogo no Maraca. Ferreyra e Wallyson (óbvio, sempre ele, bug da Liberta) fizeram os gols da vitória por 2 a 0. Assim, a Estrela Solitária começa a desafiar o além. Se for para acontecer algo, que seja finalmente a glória máxima! (Oremos). O Fogão está se mostrando um time muito guerreiro, organizado e letal. Tudo indica que deve ir longe, quartas-de-final no mínimo.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Pela quina

Apesar de acreditar que alguma força cósmica há de evitar que o Brasil faça a quina na loteria continental, as classificações de Botafogo e Atlético Paranaense potencializam consideravelmente as chances de termos novamente um libertador brasileiro.

A começar pela ressurreição do Furacão que foi dado como morto por duas vezes e foi salvo pela maldita marca da cal em ambas vezes. O Sporting Cristal apegava-se ao 1 a 1 que lhe dava a vaga à fase grupos. Porém, um pênalti convertido por Éderson 50º minuto de jogo levou a decisão para as cobranças de pênaltis. 

Nos pênaltis, o Furacão precisava fazer seu gol e contar com a incompetência peruana em outras duas batidas. Isso para levar aos tiros alternados. E os deuses do futebol quiseram que assim fosse e muito mais. Era para o Atlético classificar e se unir a The Strongest, Universitario e Vélez no grupo 1 da Libertadores.

Enquanto o festival de surrealidades rolava solta na Vila Capanema, o Botafogo foi escoltado por 50 mil torcedores cientes do risco em ver algo que somente poderia acontecer com eles. Não há surpresa geral da nação ao dizer que os cariocas foram capazes de eliminar o modesto Deportivo Quito e ganhar o direito de disputar mais seis jogos internacionais.

Contudo, os ouvidos ficam ouriçados ao saber que o Botafogo simplesmente destruiu os equatorianos com imponentes 4 a 0. E uma coincidência uniu os artilheiros da noite. 3 gols de Wallyson, atacante que nasceu para a competição (foi o artilheiro em 2011 quando caiu com o Cruzeiro de Cuca para o Once Caldas nas oitavas, com 7 gols), e outro de Henrique, ex-São Paulo, destaque no mundial sub-20 no mesmo ano.

Com isso, os seis brasileiros estarão lá. Ainda que o futebol só se resolva no campo, é óbvio que uns transparecem maior favoritismo que os demais, casos evidentes de Cruzeiro e Atlético Mineiro. Uma simulação feita no olhômetro indica que há real possibilidade de termos, no mínimo, duas equipes na semi-final (ou um finalista, como preferirem).

Para apimentar a teoria da conspiração: Após quatro títulos enfileirados do Independiente entre 72-75 a Argentina quase faturou a 5ª Copa consecutiva. Coube ao Cruzeiro bater o River Plate e quebrar a hegemonia hermana. Opa, um argentino na final.

Seja como for, é hora de colocar a estatística à prova.




sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A Natural Libertadores

Libertadores. Não tem campeonato no universo que tenha um nome mais imponente. Deixem a Champions League, os astros e suas pompas organizacionais de fora. Falo de Libertadores. O campeonato dos campos acanhados, da pressão, da catimba, do suor, do sangue, das lágrimas. La Copa não é jogada. É conquistada. E logo nos primeiros jogos de sua primeira fase já deixou botafoguenses e atleticanos com o coração na boca.

As derrotas brasileiras seguiram o script da Conmebol, partidas pegadas e placares com diferença mínima de gols. O Botafogo perdeu para o Deportivo Quito por 1 a 0 e o Atlético Paranaense foi derrotado pelo Sporting Cristal por 2 a 1. Semana que vem, no Brasil, ambos saberão quem continuará suas batalhas América Latina adentro.

Um pouco de mais do mesmo: o placar está aberto e tanto Atlético, abençoado pelo gol marcado fora de casa, como Botafogo tem totais condições de evitarem o efeito Tolima. 

Porém, não será tarefa fácil. Culpa da própria Libertadores e seu processo de brasileirização que iniciou nos anos 90. Agora, há mais ou menos 10 anos, a Conmebol adotou uma política democrata permitindo triunfos de equipes que jamais tinham tido o privilégio de desbravar o continente, casos de Once Caldas, Internacional, LDU, Corinthians, Atlético Mineiro.

Acredito que após 4 conquistas consecutivas dificilmente o libertador deste ano será brasileiro. Ainda que nossas equipes, no papel (sempre bom lembrar), sejam mais interessantes que as dos nossos vizinhos. É possível que o Big Brother perceba nossa audácia e resolva agir contra nosso futebol.

Conspirações à parte, espera-se que a foice da arbitragem chicana só cante a partir das oitavas-de-final em diante. Até lá, Darwin será o responsável por consagrar quem segue na guerra. 

Por fim, palpites. Um brasileiro deve cair. Quero acreditar na superação do bom time do Botafogo, mas algo me diz que vai acontecer uma daquelas coisas que só acontecem com o Botafogo. Já o Furacão, a menos que algo dê errado na sua controversa maneira de iniciar uma temporada, deve avançar. 

Mas deixemos que Darwin trabalhe em paz.  

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Ah, Botafogo...

Para mim, o Botafogo é o time mais emblemático do Brasil. No papel, um time muito interessante, embora sofra de séria deficiência defensiva. Do meio para a frente, uma equipe insinuante, rápida. Mas não tem jeito. Ou as coisas cismam em acontecer ao Botafogo, ou o Botafogo quer que as coisas aconteçam com ele.

Restando 4 rodadas para o final do turno, o Fogão deu mostras de ser um time capaz de grandes vitórias, viradas espetaculares e refugar em jogos-chave ou perder pontos para equipes mais modestas. Em suma, quando se acha que vai, não vai. 

Culpar o frágil miolo de zaga ou a limitação dos laterais, bem como do sistema defensivo, parece simplório demais. Crucificar o treinador beira o extremismo. No entanto, são evidentes as brechas que a equipe deixa ao adversário. Sem contar que a responsabilidade pelo baixo aproveitamento nas partidas decisivas merece ser dividida com a comissão técnica.

Contudo, como dito, de nada adianta montar um quarteto, um quinteto ou sexteto fantástico e continuar com uma zaga que, com todo respeito ao Fabio Ferreira e ao Antonio Carlos, beira a mediocridade. Já que a dupla vive exposta, o que o Botafogo espera para ajustar o sistema defensivo? Realmente se crê piamente que o ataque é a melhor defesa ou a desorganização na retaguarda é mantida para justificar a fama sofredora da torcida?

Por mais que o objetivo do jogo seja o gol e quem marca mais ganha a partida, hoje, não sofrer gols tem sido a estratégia adotada para se sonhar mais alto. Estão aí Chelsea e Corinthians que não nos deixa mentir. 

Ver o Renato, ótimo volante que apareceu no Santos de Robinho e Diego, carregando piano sem um parceiro minimamente capaz de auxiliá-lo no trabalho sujo é lamentável. 

Acompanhar o Botafogo virou missão ingrata diante de tanta instabilidade que o clube insiste em atrair. Viradas, vitórias espetaculares e surpreendentes ficam em segundo plano após cada tropeço em casa ou derrotas em "jogos de 6 pontos".

A derrota para o Palmeiras expõe bem essa dualidade da Estrela Solitária. Jogou para frente, para vencer e esqueceu de que a partida é disputada por duas equipes. Bem postado, o Verdão não encontrou dificuldades em fazer o resultado nem mesmo com a pressão sofrida em determinados momentos do jogo.

Apagão após apagão, o Botafogo assume publicamente sua condição de coadjuvante e de cavalo paraguaio que não condiz com sua história. Por outro lado, a sina de levar o sofrimento aos seus torcedores se apresenta mais forte a cada ano. 

terça-feira, 10 de abril de 2012

Depois o Botafogo reclama...

"Tem coisas que só acontecem com o Botafogo". Quem nunca ouviu essa frase? Essa e outras tantas atribuídas ao Botafogo - e tão emblemáticas quanto a ora tomada de exemplo - fazem o leitor esboçar aquele sorriso leve, balançar suavemente a cabeça de maneira afirmativa como quem diz "é verdade...". Mas, espera.  O Botafogo reclama, esperneia, ("chora", de acordo com os rivais) mas, pô, pede para protagonizar uma situação "peculiar".

Não quero revirar resultados, derrotas ou coisas do tipo. Quero ir um pouco mais além. O assunto é batido porém creio ser o momento de dar um basta: Jobson. Ou o Botafogo gosta de sofrer e fazer papel de ridículo, ou não tem mais amor-próprio.

O referido atleta já foi tema de post aqui no blog (relembre aqui) e, novamente, ele aparece na mídia envolto a uma história "mal explicada". Desta vez, veicula-se que Jobson foi afastado após uma discussão com o fisiologista, na qual questionava o procedimento que, pelo que li, seria realizado por todo o grupo.

Vou repetir: veicula-se que Jobson foi afastado após uma discussão com o fisiologista, na qual questionava o procedimento que, pelo que li, seria realizado por todo o grupo. 

Bom, se o problema não foi atraso, não foram drogas, não foi tumulto e o atacante vai pagar o pato por uma "discussãozinha cotidiana". Ao meu ver, essa história está mal contada. Não quero aqui passar a mão na cabeça de Jobson e cultuar a insubordinação no ambiente de trabalho.

Entretanto, qualquer um sabe que jogador de futebol é profissionalmente diferenciado. Ou eles realmente merecem a mordomia toda que recebem?! Chama os envolvidos, dá o esporro e volta para o campo, ponto. 

Por outro lado, se esse episódio está mascarando alguma outra conduta ou evento que "passou despercebido", passou da hora do Botafogo agir. Desde a primeira passagem Jobson tem sido um jogador extremamente problemático, daí pergunto: insistir para quê?! 

A postura esquizofrênica dos clubes em insistirem em atletas descompromissados é insana, e o privilégio não é só do Botafogo. Adriano, Carlos Alberto, Jobson, peloamordedeus, vão atrás de alguém na várzea, na base, em escolinhas de futebol Brasil afora e tragam 500 jogadores no lugar deles. Um de qualidade eu garanto que encontram! Apostem em gente que VALHA A PENA ou que, pelo menos, VALORIZEM a oportunidade que tem.

Quantos brasileiros não sonham em calçar umas chuteiras, vestir a camisa de qualquer clube e batalhar o pão no campo? Eu me sinto ofendido no lugar desses caras. Ver que gente, ora talentosa, simplesmente abre mão do privilégio que a vida lhes trouxe.

Não gostaria de retomar esse assunto novamente. No entanto, também não posso simplesmente ignorá-lo, pois me revolta ver clubes sendo coniventes com maus profissionais. Uma vez que o esporte reflete diretamente na sociedade, que exemplo times de futebol dão ao permitir tamanha anarquia? Esqueceram que o futebol é um elemento social brasileiro. Lá residem o lazer, a paixão e o sonho de muitos cidadãos. 

Pensem nisso, ok?


(Botafoguense - e a quem interessar- confira também a Análise de Elenco do Fogão e qual nosso palpite para o futuro da Estrela Solitária para o Brasileirão-12 clicando aqui)

(Sobre as frases que mencionei no início do post, aqui há outros exemplos)

sábado, 3 de março de 2012

Análise de Elenco - Botafogo

O próximo time a chegar na mesa do Boteco é o Botafogo de Futebol e Regatas. Tradicional clube carioca, o Fogão tenta abandonar a fama de cavalo paraguaio, aquele que vem bem durante todo o campeonato mas pipoca ao final. A frase "tem coisas que só acontecem com o Botafogo" é verdadeira e justifica toda a 'zica' que toma conta do time em determinadas situações. 

Derrotado na semi-final da Taça Guanabara nos pênaltis contra o futuro campeão Fluminense, o Botafogo vai atrás de recuperação no Campeonato Carioca. Paralelamente, como qualquer outro time grande, aposta suas fichas na Copa do Brasil, atalho para a Copa Libertadores. Bem, sem mais delongas, eis o que o Botafogo traz para o Brasileirão:


GOLEIROS - Jefferson, Renan, Milton, Andrey - Jefferson é o paredão. O 'Homem de Gelo' inclusive computa algumas convocações para a Seleção Brasileira. Não digo que não mereça, mas não apoio sua titularidade no gol do Brasil. Contudo, é ótimo goleiro. Frio e de reflexos apurados, Jefferson é incontestavelmente um ótimo goleiro. Renan, reserva imediato, é jovem e também experiente. Não costuma deixar a desejar quando Jefferson não possui condições de jogo. Aqui, o Fogão está bem servido.

LATERAIS - Renan, Lucas, Marcio Azevedo - Carente, mas de qualidade. Lucas é um bom lateral-direito. Não compromete e auxilia bem no ataque. Marcio Azevedo assumiu a titularidade com a saída de Cortez para o São Paulo. É bom jogador, na minha opinião. Rápido, apoia muito bem, embora peque um pouco na marcação. Renan, garoto da base do clube, eventualmente deve aparecer caso pinte alguma oportunidade, sem maiores considerações sobre o lateral.

ZAGUEIROS - Antonio Carlos, Fabio Ferreira, Brinner, Matheus - Considero Antonio Carlos um bom zagueiro. Não é um Dedé, mas está longe de ser um beque meia-boca. No mais, a zaga é fraca. Fabio Ferreira cresceu, porém, é fraco. Não inspira confiança. Matheus também está longe de ser um reserva confiável. Brinner veio do Paraná sem mostrar muito a que veio até o momento. São poucas opções e nenhuma de qualidade indiscutível.

VOLANTES - Renato, Marcelo Mattos, Lucas Zen, Elber, Gabriel - A dupla Marcelo Mattos e Renato fazem inveja a muitos times grandes da Série A. Mattos é bom marcador, líder e esbanja raça em campo. Renato, ex-Santos e ex-Sevilha, é outro meia de forte marcação com razoável participação ofensiva. Toca bem a bola, organiza bem o jogo e também tem experiência de sobra. Lucas Zen costuma entrar um jogo aqui outro ali e não faz feio. Elber e Gabriel fecham o grupo 

MEIAS - Maicosuel, Elkeson, Felipe Menezes, Andrezinho, Jeferson, Cidinho e Fellype Gabriel - Melhor e mais perigoso setor do time. Maicosuel e Elkeson formam uma dupla de muita qualidade no trato da bola e chegam no ataque sempre com muito perigo. Andrezinho, para mim, é um ótimo meia. Cerebral, cadencia o jogo e colabora na marcação com mesmo bom nível. Fellype Gabriel retorna com status de velha promessa.  Entre idas e vindas nunca foi unanimidade nem se firmou incondicionalmente. Talentoso, pode agregar mais valia ao grupo. Jeferson, Cidinho e Felipe Menezes brigarão pelas eventuais oportunidades em partidas menos importantes e figuração no banco de reservas.

ATACANTES - Loco Abreu, Herrera, Caio, Jobson, Willian e Vitinho - Loco Abreu é o único diferenciado. Seu estilo brigador e matador comandam o sempre perigoso ataque botafoguense. O esforçado e raçudo Herrera, dependendo do esquema tático, é seu companheiro de ataque ou primeira opção de banco para o ataque. É limitado, compensa com disposição, mas só força de vontade não ganha jogo. Caio, o talismã, entre altos e baixos é um bom reserva. Costuma responder bem aos chamados. Willian e Vitinho, sinceramente, não tenho condições de analisar mais a fundo. Outro que novamente vai atrair os holofotes para General Severiano é Jobson, que em breve voltará ao gramados. Quando apareceu, foi "a" revelação. Rápido, ágil e com uma finalização apuradíssima, Jobson caiu em desgraça com os escândalos acerca do doping. Suas passagens por Atlético-MG, Bahia e até no próprio Botafogo foram tumultuadas. Em forma e focado, Jobson coloca Herrera no chinelo e toma vaga do hermano na equipe. Contudo, é impossível saber como ele voltará. 

TÉCNICO - Oswaldo de Oliveira - Ao meu ver, é ruim. Uma mescla de pé-frio com banana. Surgiu no Corinthians campeão mundial de 2000, quando pegou a equipe montada por Luxemburgo. Fracassou no São Paulo em 2002 quando tinha Kaká, Ricardinho, Reinaldo e Luis Fabiano. Sumiu. Foi bem no futebol japonês e agora, tal como Caio Junior, tenta redescobrir a vida em solo tupiniquim. Seus times não inspiram confiança tampouco metem medo. Não ousa. Contido demais. Limitado, enfim.

ANÁLISE GERAL - O meio-campo é o trunfo do Botafogo, que pode ganhar o jogo se dominar o setor durante os 90 minutos. Com Mattos, Renato, Andrezinho, Maicosuel e Elkeson, é possível fazer um meio-campo forte na marcação e fulminante ofensivamente com a presença categórica de Abreu. Entretanto, a zaga é fraca, embora o goleiro seja muito bom. A falta de equilíbrio entre defesa e ataque pode prejudicar, principalmente diante da falta de boas opções de banco para a defesa.

RESULTADO - O fato de ter Oswaldo de Oliveira no banco, na minha opinião, reduz drasticamente as chances de sucesso de qualquer equipe do mundo. Um técnico desse calibre aliada à velha síndrome que afeta o Botafogo na metade final do campeonato não me fazem crer que a equipe irá surpreender. Portanto, é outra equipe a ficar pela Zona Intermediária.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Onde erramos?

Adriano marcado pela torcida do Timão. Botafogo faz da vida de Jobson um verdadeiro BBB. O futebol-negócio e o marketing esportivo justificam o risco de contratações como essas?

O Imperador não joga algo minimamente próximo de futebol desde o título do Flamengo em 2009. E Jobson colocou a carreira em risco ao se envolver com drogas e dar seguidos exemplos de irresponsabilidade profissional. Diante do histórico das figuras mencionadas, o clube realmente pensa antes de contratá-los?

Creio que o futebol brasileiro extrapola a caridade nesse lance de "dar uma segunda chance". Parece que escolhem a dedo qual é o jogador mais problemático, polêmico e talentoso para confiar. Na boa? Isso tá errado. Maldita mania de achar que os 15 minutos de fama duram 15 séculos.

Mesmo em 09, Adriano esteve sempre fora de forma e sempre envolvido em algum caso extracampo. Algo frequente desde a época de Imperador na Inter de Milão. Nem foi tão decisivo assim para o caneco. O que faz o Corinthians? Dá a mão. Jobson perdeu a chance de ir para o Cruzeiro, criou caso no próprio Botafogo, no Atlético-MG, "causou" até no Bahia! E vai o Botafogo apostar novamente no camarada! É piada, não pode ser.

Evidentemente são jogadores que podem fazer a diferença em seus clubes, desde que em forma e focados. Só que por boa parte de sua vida profissional eles não respeitaram essas duas regrinhas básicas e, agora, com todo carinho da nova diretoria que os acolhe vai ser diferente? Claro que não!

Olha aí o Carlos Alberto que não deixa mentir. 20 e tantos anos, habilidoso, rodado, e virou ícone do bando de displicentes. Chega a ser desnecessário ditar o currículo do meia, pois todos já sabem de cor e salteado.

Milagre. É nisso que as diretorias depositam sua fé ao assinar contrato com jogadores deste nível. A fé no milagre. Torcida? Ela que legitima todos os passos. Quem não queria um Adriano no time? "Ah, se ele estiver em forma, se ele estiver inteiro, se ele isso, se ele aquilo...sim!" Diante de tanto "se", o clube atrai os holofotes da mídia para si e aposta na fé da massa. Mesmo que seja só para ser mais um na conturbada vida do atleta, fazer o que.

Com um pouquinho mais de engenharia financeira e intelectual, não compensaria mais investir no retorno de um medalhão ou em alguma jovem promessa? Já imaginaram SE ela estoura? A visibilidade, as receitas, a futura venda...Ganha-se mais com que tipo de risco, hein?

Fato é que não se fazem mais bad boys como antigamente. Antes, por mais barulho que se fizesse, o cara tinha que entrar em campo e salvar o dele. Fazer gol, dar assistência, dar carrinho, o que fosse. Disposição não podia faltar. A ideia era evitar dar motivo para que as críticas iniciassem. Hoje, há preguiça até para ficar no banco de reservas. Não há vontade em querer calar a boca, dar a volta por cima. Fica para o próximo discurso de apresentação.

Até aceito que a indisciplina possa ficar mascarada quando o jogador realmente cumpre seu papel dentro das quatro linhas, na hora do "vamos-ver". Ao render o que se espera, tudo é relevado. Essa tradição é seguida por inúmeros esportes. Ora, são os ossos do ofício. Porém, o que se vê é justamente o contrário. Jogadores simplesmente relaxados, no pior sentido que a palavra possa ter.

Portanto, se for para contratar jogador polêmico o ideal é privilegiar aqueles que realmente se garantem no campo. Mas se é só para chamar a atenção, agremiações do meu Brasil, invistam em atletas que realmente possam contribuir com seu crescimento, ainda que às custas de uma projeção um tiquinho maior.