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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Brasileirão-14 - Rodada #15

Como aperitivo da rodada do meio de semana, vamos aos destaques da rodada passada!


CERVEJA GELADA

CRUZEIRO e INTERNACIONAL - Rodada boa para os líderes do Brasileirão. Sábado, o Inter bateu o Goiás por 1 a 0 e dormiu na liderança. Mas no dia seguinte, o Cruzeiro recuperou-se dos dois jogos sem vitória com uma bela atuação diante do Santos: 3 a 0, retomando a ponta. Beneficiados pelos tropeços de Corinthians e Fluminense, a dupla consolidou-se na ponta.

SÃO PAULO - A sorte sorriu para o Tricolor. Mesmo não fazendo uma grande partida, venceu o Palmeiras por 2 a 1 e encostou no G-4, com os mesmos 26 pontos do Fluminense. 

FLAMENGO e BOTAFOGO - A dupla carioca tem motivos para comemorar. Ambos venceram partidas importantes e dormem fora do Z-4. O Fogão fez bonito e, apesar da crise que assola o clube, levou a melhor no clássico contra o Fluminense, 2 a 0. Já o Mengão derrotou o Coritiba, fora de casa, por 1 a 0. Os dois times contabilizam 16 pontos, 2 acima da zona da degola.


CERVEJA QUENTE

CORINTHIANS - O Corinthians ainda parece estar se adaptando à nova arena pois insiste em tropeçar em seus domínios. Desta vez, empatou 1 a 1 com o Bahia, agora vice-lanterna. O Timão ainda dorme no G-4 mas já dorme com o perigo de sair a qualquer momento.

CORITIBA - Perdeu em casa para o Flamengo. Lanterna com 12 pontos, exatos 3 abaixo do Vitória, 16º, primeiro fora da zona da degola. Precisa dizer mais?

VITÓRIA - Amargou um empate por 0 a 0 em casa contra a Chapecoense e vai ficar coladinho no Z-4, apenas 1 ponto à frente de Palmeiras, Figueirense e o rival Bahia.

PALMEIRAS - Não pela derrota no clássico, mas pela conjuntura. 9 jogos sem vencer. Perdeu o clássico que era mandante no Pacaembu. Teve a bola do jogo nos pés momentos antes do gol tricolor, mas Leandro e Henrique esbanjaram falta de tranquilidade na conclusão. Pra piorar, o gol da vitória foi marcado por Alan Kardec, ex-Verdão e pivô de uma famigerada saída conturbada. Sim, é possível ficar pior. O time cai para a 17ª posição e inaugura o Z-4. Pe-ri-go! 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Brasileirão-14 - Rodada #14

A metade do Brasileirão vai chegando e a coisa vai ficando cada vez melhor.
Nessa jornada, o líder Cruzeiro não venceu novamente e já vê a trupe do G-4 encostar. Tivemos clássicos, tumulto na tabela e mudanças no Z-4.

Que o papo furado fique pra depois. Tai os destaques:


CERVEJA GELADA

INTERNACIONAL - Vencer é bom. Vencer o Grêmio é melhor ainda. Na estreia de Felipão, então, nem se fala! Assumir a vice-liderança e ver o líder a apenas 2 pontos é incrível! Foi tudo isso que ocorreu ao Inter nessa rodada. Vitória por 2-0 sobre o inimigo histórico, pulou para segundo lugar, largou o rival lá pro meio da tabela e mostra que o Brasileirão tá aberto sim!

CORINTHIANS - Outro que venceu clássico sob circunstâncias parecidas. O Timão foi à Vila e bateu o Santos por 1 a 0, gol de Gil, na reestreia de Robinho com a camisa do Peixe. O triunfo valeu mais que a 3ª posição com 27 pontos (1 a menos que o Inter, 3 a menos que o Cruzeiro), mostrou também que o time sabe superar a retranquice de Mano Menezes e a presença de Guilherme Andrade na lateral-direita.

FIGUEIRENSE - Dava o Figueirense por morto, condenado à Série B-15. Porém, a estrela que Argel - Aquele - Fucks tem em reorganizar times fadados à desgraça começa a brilhar forte agora na casamata do Figueira. A vitória sobre a Chapecoense em plena Arena Condá por 1 a 0 não afasta o fantasma do rebaixamento, que promete atormentar o clube até as derradeiras rodadas, mas tira a equipe do Z-4 por um momento, embora contabilize os mesmos 13 pontos da maioria dos integrantes da Zona da Degola cujo lanterna, Coritiba, soma 12 pontos. 


CERVEJA QUENTE

FLUMINENSE - Não aproveitou o empate do Cruzeiro para repetir o feito do Internacional. Empatou no Maracanã com o Coritiba, novo lanterna do Brasileirão, por 1 a 1. Se serve de consolo, a equipe ainda figura no G-4, com 26 pontos.

GOIÁS - Segunda derrota consecutiva do Goiás faz o clube despencar para 10º lugar com 20 pontos. Dessa vez, ainda que tenha atuado fora de casa, o adversário era o instável e ameaçadíssimo Bahia. O revés por 1 a 0 deixa o G-4 seis pontos mais longe.

BOTAFOGO - O Botafogo foi derrotado pelo Atlético Paranaense por 2 a 0 na Arena da Baixada. Até aí nada muito grave. Mas o Fogão já computa 3 jogos sem vitória, estacionou na parte inferior da tabela e hoje, pelos critérios de desempate, inaugura o Z-4. Promessa de fortes emoções para o coração botafoguense. 

terça-feira, 29 de julho de 2014

Brasileirão-14 - Rodada #12

Outra rodada que se vai.

Desnecessário dizer que o Cruzeiro venceu de novo - uma goleada massacrante sobre o coitado do Figueirense por 5 a 0 - e continua sobrando no Brasileirão.

Um bom punhado de resultados interessantes mexeram bem com a zona próxima do G-4. Já o Z-4 pouco mudou.

Bora pros destaques:


CERVEJA GELADA 

CORINTHIANS - Venceu o dérbi contra o Palmeiras no primeiro clássico do Itaquerão. Incontestáveis 2 a 0 mantém o Timão na vice-liderança com 23 pontos, 5 a menos que o Cruzeiro. Os gols foram de Guerrero e Petros.

GOIÁS - Dá pinta de que vai brigar para ser um intruso no brigado G-4. Na imensidão do Serra Dourada, bateu o São Paulo por 2 a 1 e além de ultrapassar o Tricolor na tabela (goianos pulam para 20 pontos, 2 atrás do G-4 e 1 a frente do SPFC), jogou água no chope dos paulistas que celebravam a reestreia de Kaká, autor do gol de honra. 

VITÓRIA - Visitou o Criciúma e trouxe preciosos 3 pontos do hostil Herberto Hülse. O triunfo por 3 a 1 tira o Vitória do Z-4 e, para completar a "festa", empurrou um velho conhecido para a degola...


CERVEJA QUENTE

BAHIA - Um dos grandes perdedores da rodada. Derrotado em casa para o Inter por 1 a 0 graças a um frango terrível de Marcelo Lomba em chute de Wellington Silva. O revés custou caro ao Bahia. O Tricolor foi superado pelo rival Vitória e agora ocupa o Z-4 em seu lugar.

PALMEIRAS - Perder um clássico é normal. Mas um time como o Palmeiras acumular o 6º jogo sem vitória preocupa. Só para lembrar, o Z-4 está a apenas 3 pontos de distância.

GRÊMIO - Novamente o Grêmio falhou em casa. Embora Barcos tenha desencantado e marcado 2 gols, o Imortal viu Zé Love igualar o feito do Pirata e permitiu que o meia Alex, aos 48 do segundo tempo, virasse para o Coxa, que segue sob o risco da degola. 


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Brasileirão-14 - Rodada #10

A Copa do Mundo é igual aquela ex-namorada-amante-caso-o-que-for que aparece de tempos em tempos, rola uma recaída, a gente jura que não vai mais acontecer mesmo sabendo que vai e esperamos com uma certa expectativa esse dia.

Nosso amor de verão - ou inverno, para os mais meteorologicamente críticos - se foi e voltamos aos braços da nossa amada.

A 10ª rodada do Brasileirão foi boa e já causou certa bagunça na tabela logo de cara.

Eis os destaques:


CERVEJA GELADA

SPORT - Na Ilha do Retiro, o Sport bateu o Botafogo e manteve a equipe carioca flertando perigosamente com o rebaixamento. Mais que isso, os pernambucanos enfileiraram mais destaques! A começar pelo golaço de Neto Baiano. Pouco depois do meio-campo, fez o tal gol que o Pelé não fez. Encobriu o goleiro e fez o senhor gol da partida. E vai além. A vitória colocou o Sport no G-4, exatamente na 4ª posição, com 17 pontos.

CRICIÚMA - Às vésperas da Copa, o Criciúma perdeu 3 pontos no tapetão, sabiam? Pois é. Pela escalação irregular de Cristiano na derrota para o Goiás por 1 a 0 lá na segunda rodada. Mas, tudo bem, quem tem Paulo Baier pode dormir tranquilo. O Tigre recuperou com juros esses 3 pontos em grande atuação do interminável meia, autor de dois gols e uma assistência precisa na vitória por 3 a 2 sobre o Fluminense, em Santa Catarina. Os carvoeiros voltam aos 11 pontos, 4 à frente do Z-4, e vão para a 13ª posição.   

LÍDERES - O Cruzeiro segue nadando de braçada. Manteve sua vantagem de 3 pontos para os vice-líderes ao bater o Vitória por 3 a 1, no Mineirão. Ricardo Goulart guardou um, salvou meu cartola e assumuiu a liderança da artilharia com 6 gols. Fungando no cangote da Raposa chegam Corinthians e São Paulo, empatados com 19 pontos. O Timão finalmente venceu na sua nova Arena! 2 a 1 sobre o Internacional, que despencou para 8º. Já o Tricolor foi encarar o Bahia e trouxe 3 pontos da Nova Fonte (de gols) Nova. 2 a 0, com gols de Rogério Ceni, de pênalti, e outro do estreante Alan Kardec.

SANTOS - Menção honrosa ao Peixe! Venceu o clássico contra o Palmeiras na Vila Belmiro por 2 a 0, gols de Bruno Uvini e Alisson. O Santos encosta no G-4, em 5º, mesma pontuação de Sport. 



CERVEJA QUENTE

CORITIBA - Recebeu o Figueirense e deu uma força para o ex-lanterna do Brasileirão. Perdeu por 2 a 0 e ainda viu o ex-lanterna igualar os 7 pontos, mas ultrapassá-lo na tabela pelos critérios de desempate. Interessante que todos no G-4 possuem 7 pontos com somente 3 times à frente numa distância de menos de 3 pontos. Ou seja, nada está perdido e vem tumulto do bom por aí.

FLAMENGO - Nesse Brasileirão tudo indica que o Mengão será figurinha carimbada aqui no Cerveja Quente. Derrotado em casa para o Atlético Paranaense, 2 a 1. Perdeu Samir, autor do gol, machucado. Para piorar, assumiu a lanterna do campeonato! Nuvens negras na Gávea! O risco de rebaixamento começa a se mostrar razoável.

GRÊMIO - Empatou em casa por 0 a 0 com o Goiás. Nem a estreia de Giuliano ajudou o Tricolor Imortal a acompanhar a evolução na parte de cima da tabela. Essa oscilação já permite dizer que o G-4 será o céu gremista esta temporada.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Brasileirão-14 - Rodada #9

9 rodadas e 27 pontos disputados depois chegou a hora de dar um tempo no Brasileirão para respirar Copa do Mundo. Em homenagem ao melhor campeonato nacional da galáxia, um carregamento especial de cervejas geladas e quentes com o que aconteceu de melhor nessa rodada e no torneio até o momento.

Saquem só!


CERVEJA GELADA


CRUZEIRO - Vai descansar líder absoluto do Brasileirão. 19 pontos conquistados, 3 pontos a mais que os vices. Cartel de 6 vitórias, 1 empate e 2 derrotas, com 18 gols marcados, 10 sofridos, Ricardo Goulart e Marcelo Moreno dividem a artilharia com 5 gols cada. Neste fim de semana, precisou de somente 45 para debulhar o Flamengo por 3 a 0. Ou seja, a máquina cruzeirense tem grandes chances de revalidar o título esta temporada. 

SÃO PAULO - Venceu o Atlético Mineiro da maneira mais insólita possível. Aos 44 do segundo tempo, Pabón bateu falta de longe e o goleiro Giovanni aceitou. Um frangaço que valeu o triunfo tricolor por 2 a 1. O São Paulo entra novamente no G-4 e divide a virtual vice-liderança com Fluminense, Corinthians e Internacional, todos com 16 pontos.

SANTOS - Após muito empatar, o Peixe emplacou sua segunda vitória consecutiva e entra no bololô intermediário à espreita de uma chance de beliscar uma vaga no G-4. A vitória sossegada contra o Criciúma por 2 a 0 deixa o Santos na 9ª posição com 14 pontos mantendo vivo o sonho por alguma coisa nesse Brasileirão.

CAOS - O Brasileirão está interessante porque se organiza no caos. Em um intervalo de 3 pontos pode acontecer qualquer coisa. Consagrar um novo lider, mudar significativamente o Z-4 e até bagunçar legal a tábua de classificação. Com apenas uma vitória é possível subir, olha, brincando, brincando, umas 4 posições. Isso mostra que ainda não está exatamente claro onde está aquele corte que define quem briga lá em cima e lá embaixo.


CERVEJA QUENTE


CORINTHIANS - De novo. Outro evento teste lá no Itaquerão. Estava o Corinthians no seu lugar. Veio o Botafogo lhe fazer mal. O resto da música todo mundo já sabe de cor e salteado. O Timão anotou o primeiro tento na nova casa com Jadson. "Um baita gol, diga-se de passagem" NETO, "Craque". Mas daí o Corinthians entregou-se àquele acadelamento que lhe é peculiar e permitiu o empate do Botafogo. Amargo 1 a 1 em nova decepção no seu novo campo. Pelo menos ainda se segura lá no G-4 nessa parada para a Copa.

FIGUEIRENSE - É impossível não servir uma cerveja quente e não pensar no Figueirense. Mais uma derrota em casa. O baile no Orlando Scarpelli foi comandado por Douglas Coutinho, autor dos 3 gols da vitória do Atlético Paranaense por 3 a 1. Lanterna absoluto do Brasileirão com apenas 4 pontos, o Figueira já pode começar a pensar na Série B em 2015 porque tá na cara que vai cair.

GRÊMIO 0 x 0 PALMEIRAS - Foi um festival de finalizações grotescas. Pior que isso, só a arbitragem que anulou gol legal de Diogo. Pode ser que o árbitro tenha se assustado com o fato de Diogo estar fazendo um gol já que isso por si só configura um motivo razoável para encontrar alguma irregularidade no universo. Mas o gol era legal e o Verdão poderia estar melhor nesta segunda-feira. Assim como o Grêmio, que perdeu pontos preciosos em casa e vai ter que se contentar ficar na cola do Inter durante todo o recesso.

Z-4 - Vitória, Coritiba e Flamengo dividem os mesmos 7 pontos que lhe credenciariam a passagem para a Segundona ano que vem, caso o Brasileirão acabasse hoje. O Flamengo pediu para estar na zona da degola já que trocou Jayme de Almeida por Ney Franco no momento mais inadequado possível, posto que o treinador não leva culpa exclusiva pelo time carioca ser incrivelmente limitado. Coritiba e Vitória pagam o preço de seus times mais ou menos. Embora conte com Alex e um punhado de jogadores mais experimentados, o Coxa padece de Zé Love, Keirrison e um esforçado Julio Cesar no ataque e Celso Roth na casamata. Nada animador, portanto. Já o Vitória tem um time bem estranho. Faz jogo duro mas não vence. Ganhou apenas uma e empatou outras 4. Parece certo que vai brigar por aí durante todo o certame.


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Brasileirão-14 - Rodada #8

Lá se vai a 8ª rodada! Para o bem do campeonato, o Brasileirão não abriu um abismo entre o bloco de cima e o de baixo. Ainda não está exatamente claro quem briga pelo que posto que 3 pontos são mais que suficientes para promover uma verdadeira algazarra na tabela. 

Então, chega de blablabla e vamos aos destaques dessa jornada:


CERVEJA GELADA


CORINTHIANS - Depois de amargar a quentura da breja aqui no blog por algumas vezes é hora de gelar a guela! No Canindé, vitória magra, apertada, chorada contra o Cruzeiro, vulgo líder do Brasileirão. Guerrero soltou a bota de longe. A bola foi quicando, quicando e Fábio aceitou. Ou seja, um gol 100% Peru. O trifunfo protocolar recoloca o Timão na zona do agrião, também conhecido por G-4, com 15 pontos, um atrás da Raposa, ainda líder isolada.

INTERNACIONAL - Cerveja gelada não pelo resultado em si, posto que vencer a Chapecoense em casa por 2 a 0 não é nada mais que obrigação. Mas a vitória valeu o 15º ponto, o G-4 e ver a liderança mais perto graças à derrota do Cruzeiro.

ATLÉTICO MINEIRO - Bela vitória do Galo por 2 a 0 sobre o Fluminense. O Atlético vai a 14 pontos, cafunga no cangote do G-4 que conta com o próprio Fluminense (15 pontos). Dátolo, em grande fase, e Tardelli balançaram as redes.



CERVEJA QUENTE


FLAMENGO - Mandou a partida contra o ex-lanterna Figueirense no Morumbi. E os catarinenses são ex-lanternas porque surpreenderam os cariocas e marcaram seu segundo gol no campeonato que valeu o empate por 1 a 1. O Flamengo cai para a 17ª posição e abre o Z-4 com 7 pontos.

CORITIBA - O Brasileirão tem um novo lanterna! O Coxa tem incríveis 0 vitórias em 8 jogos e foi promovido à condição de lanterna do campeonato. Com apenas 4 empates, perde para o Figueirense nos critérios de desempate (os catarinenses ganharam uma). Nessa rodada, derrota para o Criciúma por 1 a 0, em Santa Catarina.

PALMEIRAS - Pouco tempo de preparação para o jogo contra o Botafogo em razão do clima no Sul do país. Partida disputada na longínqua Presidente Prudente. Wesley expulso. Enfim, um belo cenário para um dia infeliz para o Verdão que culminou com a derrota por 2 a 0 para o Botafogo. 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Brasileirão-14 - Rodada #6

Mais uma rodada que se vai. Agora restam apenas 3 jornadas até a parada para a Copa do Mundo. Vamos ver quem se deu bem e mal desta vez:

CERVEJA GELADA


FLUMINENSE - O grande nome da rodada, com certeza! No duelo de tricolores no Maraca, virada com direito a goleada para cima do São Paulo! Voltou para o segundo tempo perdendo por 2 a 1 mas a noite era de Walter. O gordinho deitou e rolou, literalmente! Fez dois gols! Wagner, Sóbis e o zagueiro Lucão (contra) fecharam o caixão: 5 a 2, fora o baile. Rogério Ceni e Pato descontaram para os paulistas.

CRUZEIRO e GRÊMIO - Já curados da queda na Libertadores, Cruzeiro e Grêmio venceram e dividem a liderança com 13 pontos. A Raposa derrotou o Sport por 2 a 0, enquanto o Tricolor gaúcho bateu o Botafogo por 2 a 1, de virada.

CRICIÚMA - Importante vitória do Criciúma sobre a Chapecoense no duelo catarinense. O triunfo por 1 a 0 catapulta os carvoeiros para a 12ª colocação com 7 pontos. 



CERVEJA QUENTE


CORINTHIANS - Novamente o Timão é destaque negativo. Mais uma decepção em seus domínios. No Canindé, o Corinthians ficou no 1 a 1 com o Atlético Paranaense. Com isso, a equipe paulista já soma 3 jogos sem vitória. Olho aberto enquanto o G-4 ainda está a 3 pontos.

FLAMENGO - Outro mandante que decepcionou novamente. O Mengão já havia perdido em casa na rodada passada para o São Paulo. Agora, amargou um empate por 1 a 1 com o Bahia, gol sofrido aos 46 do segundo tempo. E saiu barato, pois o Tricolor foi muito superior. Para piorar, o rubro-negro carioca conta somente 5 pontos, ou seja, apenas 1 de vantagem para o Z-4.

VITÓRIA - Para fechar, outro mandante que dançou. O Vitória perdeu em casa para o Atlético Mineiro por 3 a 2. Segunda derrota seguida dos baianos em sua cancha. Estacionou nos 5 pontos e também vê o Z-4 mais perto.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Brasileirão-14 - Rodada #5

5 rodadas e 15 pontos disputados depois a tabela começa a esboçar quem vai brigar pelo que.
Vejamos então os destaques desta 5ª rodada:


CERVEJA GELADA


GOIÁS - Era meu favorito a Z-4. Porém, faz um belo início de Brasileirão. Encarou o Botafogo praticamente em campo neutro (Juiz de Fora-MG) e venceu por 2 a 0, gols de Ramon e Danilo, ambos na segunda etapa. O clube esmeraldino dorme no G-4 com 10 pontos. 

GRÊMIO - Outro clube de também vai a 10 pontos e entra na zona da Libertadores é o Grêmio. Em casa, o Tricolor Gaúcho penou para vencer o Fluminense por 1 a 0, gol de Rodriguinho. 

PALMEIRAS - Perdeu Kardec, demitiu Kleina, não sabe quem virá e não vive seus melhores dias. Mesmo em meio a tanta tormenta o Verdão venceu. 3 preciosos pontos trazidos de Salvador contra o Vitória graças ao gol de Marquinhos Gabriel e às excelentes intervenções de Fábio, novo titular da meta palestrina. Palmeiras sobe para 9 pontos e entra na bagunça lá cima.



CERVEJA QUENTE


CORINTHIANS - Inauguração do Itaquerão. Festa. Empolgação. Time lá em cima na tabela e tal. Expectativa em torno de quem faria o primeiro gol, aquela coisa toda. Pois é. Só esqueceram de avisar o Figueirense. O ex-pior time do campeonato surpreendeu. Após 4 jogos sem vitória e sequer ter o gosto de gritar gol, o Figueirense bateu o Timão em sua nova casa. Água no chope corintiano servido por Giovanni Augusto, autor do único gol do jogo.

SANTOS - O mando de jogo era seu e cada um faz o que quer com seu mando, certo? Dito isso, o Santos recebeu o Atlético Mineiro na Arena Pantanal. E tudo ia bem. Vencia por 1 a 0, gol de Cícero. Só que foi vitimado por um ex-santista. André comandou a virada do Galo pra cima do Peixe: 2 a 1. Início decepcionante do time paulista que mais prometeu pelo desempenho no Paulistão.

ATLÉTICO PARANAENSE - Tudo bem que encarar a Chapecoense aparentemente está virando sinônimo de jogo ruim pela frente. Mas empatar em casa com os catarinenses é assinar um atestado de quem não quer ir muito longe nesse Brasileirão. Tanto que a diretoria do Furacão acaba de anunciar a demissão do técnico Miguel Ángel Portugal. Dias de tormenta por aí...

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Bat-Corinthians

Terceiro colocado do Brasileirão com 8 pontos, em 12 disputados. Duas vitórias e dois empates. Boa campanha, considerando-se que o líder está apenas dois pontos à frente. Para manter-se favorito ao título e ao G-4, Mano Menezes aposta em uma tática muito simples, tão eficaz quanto perigosa: o amorcegamento.

O time fica lá atrás, esperando. Acadelado no seu campo de defesa à espera do adversário. Ele vem. O Corinthians arma seu ferrolho, rouba a bola e sai para o contra-ataque. Se não encaixar, paciência. Roda a bola um punhado de vezes até que alguém tenha um insight sobre como criar uma jogada capaz de levar perigo ao outro time.

Contudo, se com Jadson a criação já não é lá essas coisas, sem fica pior ainda. Mano Menezes abraça seu pragmatismo ainda que custe seu cargo. O desempenho do time no Majestoso de domingo foi um retrato do dérbi contra o Palmeiras no início do ano.

A equipe simplesmente não consegue sair para o ataque com desenvoltura. Parece preso por alguma força cósmica. Lá atrás, fica se fingindo de morto para enganar o coveiro. Foi o que deu certo e errado no clássico de ontem.

O São Paulo dominou boa parte da partida. Entretanto, houve momentos em que o Corinthians conseguiu acertar bons contra-ataques e pensar as tramas ofensivas com um traço de esperteza. Foi assim que saiu o gol no início do segundo tempo.

Porém, aí vem o principal defeito do time, reflexo de seu treinador. A vocação defensiva é tamanha que passou a acreditar na vitória parcial. Após o gol, o Timão absteve-se de atacar e, como um imã, atraiu o Tricolor para seu campo.

Sem sucesso nos contra-ataques, foi engolido pelo volume de jogo tricolor em que pese o bom trabalho do sistema defensivo. Só que o amorcegamento em turno integral tem um preço. Exige concentração e competência em grau máximo. Num vacilo desses, Ganso achou Luis Fabiano na área, Cássio demorou a sair, Cléber não quebrou a bola acreditando que o goleiro chegaria e o resto é história: carrinho do atacante e o empate no placar.

O meio-campo obreiro e obediente do Corinthians credencia o time ao G-4. Com a chegada do motor Elias, a transição tende a ganhar velocidade e, sobretudo, objetividade. Vai seguir favorito, claro. No entanto, é preciso que Mano e Corinthians encerrem a incessante vontade de empatar jogos, pior vilão do amorcegamento nos pontos corridos.


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Brasileirão-14 - Rodada #3

Ah, o Brasileirão.

Mal começou e já gera todo tipo de revolta e euforia.

Foi uma rodada bem interessante pois deu uma bagunçada legal na tábua de classificação.

Chega de blábláblá, vamos aos destaques:


CERVEJA GELADA

CORINTHIANS - Venceu a Chapecoense, na Arena Condá, por 1 a 0 graças a um gol pra lá de duvidoso de Guerrero. Polêmicas à parte e 3 pontos no bolso, o Timão pula para a liderança virtual do Brasileirão com 7 pontos., seguido por um batalhão de outros três times com a mesma pontuação.

CRUZEIRO - A força do elenco do Cruzeiro não se limita ao papel. Jogando em território neutro - estádio Mané Garrincha, na longínqua Brasília - os reservas da Raposa deram cabo do Atlético Paranaense. O triunfo por 3 a 2 sobre o Furacão mantém os mineiros no G-4 com 7 pontos. E quarta tem titulares na Liberta contra Los de Papa.

FLAMENGO - Virada com direito a goleada sobre o Palmeiras! O Verdão abriu o placar com Wesley. Paulinho igualou para o Mengão. Henrique, estreante, colocou o Palestra na frente. Daí em diante, só deu Flamengo. O segundo tempo foi todo carioca. Márcio Araújo - o próprio - empatou, comemorou etc e tal. A revolta palmeirense foi ainda maior após Alecsandro anotar duas vezes e fechar a conta: 4 a 2. Flamengo contabiliza seu 4º ponto enquanto o Palmeiras estacionou nos 3 pontos.


CERVEJA QUENTE

SANTOS - O vice do Campeonato Paulista ainda ecoa no Peixe. Apesar de ter sido a sensação do Estadual, o Santos simplesmente não engrenou. Em 3 rodadas, 3 empates e apenas um gol marcado.  

FLUMINENSE - Derrotado em pleno Maracanã pelo Vitória, por 2 a 1. Não só perdeu a liderança como deixou o G-4. 

FIGUEIRENSE - 3 jogos, 0 gols marcados, 0 pontos conquistados. É o lanterna isolado do Brasileirão. Para piorar, o carrasco desta rodada foi outro catarinense: o Criciúma, que venceu por 1 a 0, gol de Silvinho.

ATLÉTICO MINEIRO - Excepcionalmente, uma quarta opção aqui no Cerveja Quente pelo conjunto da obra. Eliminado da Libertadores no meio de semana, o Galo caiu novamente no Horto. Derrota para o Goiás, 1 a 0. Além do revés, viu Jô sair machucado ainda no primeiro tempo. Tempos nebulosos por aí.




segunda-feira, 28 de abril de 2014

Brasileirão-14 - Rodada #2

Sem delongas, eis os destaques da segunda rodada do Brasileirão-14:


CERVEJA GELADA


FLUMINENSE - De rebaixado a líder, o Fluminense está mudado. Cristóvão Borges mal chegou e seu trabalho na casamata tricolor já rende frutos. Lidera isoladamente o certame já que foi a única equipe a vencer os dois compromissos até o momento. Rafael Sóbis, prestigiado com o novo comandante, fez o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras, em pleno Pacaembu.

GRÊMIO - No duelo entre dois brasileiros ainda vivos (mas respirando por aparelhos) na Libertadores, melhor para o Grêmio. O Tricolor gaúcho escalou seus reservas no duelo diante do Atlético Mineiro e venceu por 2 a 1, gols de Alan Ruiz e Lucas Coelho. Fernandinho descontou para o Galo, que não poupou ninguém.

CORINTHIANS - Em sua provável despedida do Pacaembu como mandante, o Timão bateu o Flamengo com tranquilidade por 2 a 0. Guilherme e Gil marcaram os gols do triunfo sobre o Mengo, que perdeu o lateral Léo Moura por expulsão ainda na primeira etapa.  


CERVEJA QUENTE


CRUZEIRO - Até os 46 minutos do segundo tempo, tudo ia bem e valia a pena. Também com o pensamento na América, o Cruzeiro ignorou o fato de decidir sua classificação para as quartas-de-final no Paraguai na próxima quarta-feira e colocou time completo em campo para receber o São Paulo. Em cobrança de falta, Júlio Baptista abriu o placar. De se destacar a paralisação súbita que acometeu Rogério no lance. A bola veio sem curva e foi praticamente no meio do gol. Frango. Mas no finalzinho, Osvaldo alçou na área e Antônio Carlos (sempre ele) desviou de cabeça e empatou o jogo.

INTERNACIONAL - Foi até o RJ encarar o Botafogo. Abriu 2 a 0 com dois gols de Rafael Moura, vulgo He-Man. Porém, permitiu o empate carioca com Emerson Sheik, que estreava, e Zeballos. 

FIGUEIRENSE - Em casa, foi derrotado pelo Bahia por 2 a 0. Amarga a lanterna com zero gols marcados e cinco sofridos.  

segunda-feira, 17 de março de 2014

Grafite, in memoriam

Craque e ídolo são termos cruelmente banalizados atualmente, principalmente o primeiro. No entanto, para ser ídolo não é preciso talento igual ao de um craque. Basta ser raçudo. Ou sortudo. Ou oportunista. Ou eficiente. Ou engraçado. Ou grosso. Ou gordinho. Não importa, há infinitas variantes. Mas, infelizmente, tão importante quanto ser ídolo é não ser o vilão, o judas, o Grafite.

2004. Paulistão. O Corinthians jogava sua permanência na elite do futebol paulista dependendo somente de si. Recebeu a Portuguesa Santista e perdeu. Ao mesmo tempo, orava para que o São Paulo não perdesse para o Juventus. Do contrário, seria rebaixado. O Tricolor venceu o Moleque Travesso com dois gols de Grafite e salvou o rival. 

O atacante sofreu certa perseguição por ter demonstrado aplicação acima do normal em uma partida tão especial para a torcida. A chance de rebaixar o rival e impor tal humilhação contagiava a todos os demais rivais em conjunto. Grafite foi profissional, guardou seus gols, fez seu papel e somente veio a reencontrar a paz com as arquibancadas após muitos outros gols e boas atuações.

No entanto, seu feito jamais foi esquecido. Lembrar seu nome traz à tona o surreal episódio, muito mais marcante que sua convocação para a Copa do Mundo em 2010.

2014. Paulistão. Corinthians faz campanha irregular e precisa vencer seus dois duelos e torcer por pelo menos um tropeço do Ituano. Foi encarar a já classificada Penapolense e empatou. Ao mesmo tempo, torcia para o São Paulo segurar o Ituano para que pudesse sonhar com a classificação. Eis que o Tricolor perdeu em casa e o Timão está eliminado do Paulistão.

Por mais que sejam atiradas pedras nos bizarros regulamentos do Paulistão, gostei desta fórmula. A divisão por grupos sem que os seus integrantes joguem entre si acirra a briga pela classificação de maneira saudável. Evitando-se os confrontos diretos, cabe à própria equipe cumprir seu papel se quiser seguir na competição. Já para efeitos de rebaixamento, as 4 piores no geral que sejam despachadas para a A-2. Justo o bastante, convenhamos.

Se o intuito era que as melhores campanhas gerais fossem às quartas-de-final não haveria por que estabelecer a divisão por grupos. É um tanto óbvio. Pois bem.

Nesse contexto, é bom que se diga que o Corinthians foi garimpando sua eliminação ao longo do Paulistão. Não se esqueça que o Timão precisava vencer e não venceu. Convém refrescar a memória: o Corinthians ficou 6 rodadas sem vencer tendo conquistado irrisórios 2 empates. Daí transferir a culpa para quem quer que seja é o cúmulo da irresponsabilidade. 

E o São Paulo? Bem, é verdade no futebol tudo é possível. Toda sorte de teorias conspiratórias são válidas para que torcedores, dirigentes, jogadores e treinadores depositem sua crença e tirem parte da culpa que carregam.

Também é certo que o São Paulo tinha tanto apetite em vencer esse jogo quanto Walter tem por frutas e verduras. Mas a oscilação é uma marca registrada desse São Paulo bipolar. Capaz de vencer o próprio Corinthians e fazer jogo duro com o Santos, porém, ser dominado pelo Palmeiras e encontrar extrema dificuldade cognitiva contra adversários da estirpe de um São Bernardo.

Pode-se exaltar a postura de jogo do Ituano, culpar a chuva, a limitação patológica de Ademílson no trato com a bola, a irregularidade de Ganso, a fragilidade do sistema defensivo, a hilária apresentação de Luis Ricardo como boneco de posto. Estão aqui presentes um mar de justificativas para perceber que o São Paulo não venceria o Ituano por mais que quisesse.

Muito será dito. Acusações variadas serão feitas. Debates intermináveis e inconclusivos serão realizados. Ficará no ar o "se". Se o São Paulo vencesse ou empatasse, ainda haveria tempo para uma reviravolta na última rodada, e mais isso, e mais aquilo, patati, patatá. 

Disso tudo, creio que apenas uma coisa seja certa: não existirão mais Grafites.



segunda-feira, 10 de março de 2014

Apenas um grande jogo

Corinthians 2 x 3 São Paulo. Cinco gols em um clássico sugerem um jogão digno da grandeza dos envolvidos. E, de fato, foi uma grande partida. Com requintes surreais do início ao fim, quando o árbitro encerrou o jogo a única certeza que ali se extraía era que o triunfo tricolor colocava ponto final a um jejum de mais de um ano sem vitórias em clássicos. Só e nada além disso.

A pane tricolor nos 10 minutos iniciais culminou com um golaço contra do zagueiro Antonio Carlos. De letra, o beque completou cruzamento de Luciano e inaugurou a atividade paranormal da tarde.

O gol fez o São Paulo sair para o jogo e dominar a posse de bola. Porém, quanto mais a bola rodava no ataque, menos objetividade havia nas conclusões. Isso muito se deve porque o Timão abdicou de explorar os contra-ataques para direcionar seus esforços exclusivamente no âmbito defensivo.

Foi quando no 38º minuto de jogo foi possível ver uma fenda no céu que distorceu o tempo e o espaço a ponto de mudar a ordem então vigente dentro das quatro linhas. A bola encontrou Ganso na entrada da área. Subitamente, desafiando as leis da obviedade, Ganso desfere um tiro de canhota. O trajeto cruzado encontra o ângulo e iguala o clássico.

Ao final do primeiro tempo, Mano Menezes conseguiu ser expulso por ter exagerado nas reclamações com o árbitro, com seu time que teria que voltar a atacar, com a falta de sorte em sofrer um gol de um meia que nunca chuta a gol, com a ausência de Jadson, dentre outras frustrações quaisquer. 

O festival de surrealidades persistiu na segunda etapa. 

Logo aos 5 minutos, Douglas, simplesmente o recordista histórico de cornetadas de seus próprios adeptos, tira dois jogadores do Timão da jogada, liga Pabón na direita que cruza para Luis Fabiano completar. Virada tricolor!

Sem Mano no banco e atrás no placar, o Corinthians arregaçou as mangas e foi lá se assanhar no ataque. No minuto seguinte, quase Luciano iguala o marcador. Mas aos 14 minutos não teve jeito. Guerrero, que entrou no lugar de Renato Augusto, invadiu a área pela esquerda, bateu para o meio e, de novo ele, Antonio Carlos, amaldiçoado da tarde, tira de Rogério e empata para o Timão.

Faltando 30 minutos para o final era de se prever uma pressão dos mandantes em fazer valer o tabu e impor mais uma derrota ao rival, freguês histórico. Contudo, a partida curtiu bons momentos de um lá e cá bem interessante que deixava a torcida crente estar diante de um possível gol, embora o Tricolor se postasse de uma maneira um pouco mais segura que o habitual.

E o gol saiu. Dos pés rápidos e tortos de Osvaldo que tantas vezes sacrificaram boas oportunidades de gol saiu um cruzamento da esquerda que atravessou a grande área para encontrar a cabeça de um improvável Rodrigo Caio no bico da pequena área, à sombra de Uendel. O cabeceio cruzado vence os 4,85m de Cássio e salva o companheiro de zaga do linchamento pós-Majestoso. 

Quinze minutos protocolares depois, o fim de uma grande partida que terminou nem tão saborosa para um e nem tão amarga para outro.

Dois pontos separam Ituano e Corinthians. Entre esses dois pontos, o São Paulo. Domingo que vem o Tricolor recebe o Ituano. E o Corinthians vai visitar o Penapolense. Dificilmente o Tricolor vai tropeçar em casa novamente, especialmente diante de uma circunstância dessa. Em prol das relações cordiais que foram retomadas com a troca Jadson x Pato, é de se esperar um novo "efeito Grafite" que culmine na classificação do Timão. Claro, desde que o Corinthians faça sua parte - o que deve ocorrer.

Com isso, pelo lado do São Paulo há de ser celebrado o fim do jejum e o empenho da equipe em um clássico mesmo nas condições mais adversas. No mais, se não fosse o tropeço do Ituano contra o quase rebaixado Atlético Sorocaba (1x1, em Itu) certamente o resultado do Majestoso teria implicações bem mais traumáticas ao Timão.






quinta-feira, 6 de março de 2014

Domingo no Pacaembu

Na guerra travada em todos os campeonatos o pior inimigo e o principal aliado vem das arquibancadas. Geralmente os duelos entre clube e torcida são travados com alguma parcimônia durante o primeiro semestre reservando uma generosa dose de truculência para os meses finais do ano, quando nada mais resta senão o rancor pela acumulação de maus resultados. Quis o destino que a 3 rodadas do término da primeira fase do Paulistão, Corinthians e São Paulo se enfrentassem com possibilidade concreta de negociar com seus adeptos um dos pactos mais importantes que as partes podem selar: um voto de confiança.

Domingo no Pacaembu. Tricolor bipolar, ê, José. Timão em ascensão, ê, João. Tricolor já tá lá, ê, José. E o Timão ainda não, ê João. 

Não é necessário criar mais versinhos para saber que o desenlace da história tende a ser trágico, tal como a canção. É só olhar a tabela, ver os jogos que faltam, fazer as contas e perceber onde o desejo da torcida repousa.

Animado e em ascensão, o Corinthians parece ter engolido seco o mau começo de Paulistão, a invasão e as polêmicas extra-campo para se reinventar e lutar por um espaço nas quartas-de-final. Para tanto, precisa vencer e torcer por tropeços de Botafogo e, principalmente, do Ituano para beliscar uma vaga.  

Jadson azeitou a meia-cancha, Luciano mostrou estrela e Bruno Henrique reparte o serviço sujo com Ralf e Guilherme, Cléber deu estabilidade à zaga. Embora Jadson não entre em campo como parte da bizarra negociação que envolveu a troca do meia e Pato é inegável que o Timão tem um conjunto mais harmonioso. Por mais bagunçado que esteja o ambiente é possível ver algum equilíbrio nesse grupo.

Tem uns buracos nos flancos, pois é. Só que também tem alternativas, como: Sheik, Renato Augusto, Romarinho, Danilo. Enfim, até dá para seguir no embalo dos bons resultados, derrotar o São Paulo e fungar mais fundo no cangote do Ituano. Mano sabe que vai ter que deixar de lado o retranqueirismo dos clássicos porque precisa desesperadamente dessa vitória.

Já o São Paulo vive de um bipolarismo irritante. Está classificado mas não tem o primeiro lugar garantido. Ataque e defesa batem cabeça constantemente. Parece que não conseguem funcionar bem simultaneamente. Entretanto, o que mais aflige sua torcida - à parte o futebol de oscilação - é o pífio desempenho nos clássicos e jogos decisivos.

A última vez que o Tricolor venceu um clássico foi em 2012, justamente contra o Corinthians, naquela que seria a última vez que o Ganso fez um grande jogo. Daí em diante acumularam-se derrotas e empates modorrentos. Acrescente a eliminação na semi da Sul-Americana para a Ponte e, pronto, tem-se um caldeirão de insatisfação curtida rodada após rodada.

É bem verdade que a volância tricolor não cumpre dignamente seu papel defensivo e não colabora na evolução da equipe até o ataque. No entanto, surge uma oportunidade de fazer as pazes com a torcida. Luis Fabiano aparentemente bem fisicamente e reencontrando as redes com frequência, Pabón encaixou bem no ataque, Álvaro Pereira agregou à transição e a motivação extra: é possível eliminar o Corinthians. 

Caso o Tricolor vença o Majestoso e perca seu jogo seguinte, coincidentemente contra o Ituano, que está rigorosamente um ponto na frente do Timão, elimina o alvinegro do Paulistão.

Se tem uma coisa que pode acalmar os ânimos da torcida são-paulina é levar o caos ao rival. Se tem uma coisa que pode acalmar a Fiel é uma vitória seguida da classificação. A definição da cota de confiança ou tolerância a ser administrada até o final da temporada pelas torcidas tem data para ser conhecida: Domingo no Pacaembu. 





quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Botecadas

JADSON 2 x 0 PATO - Jadson abriu o placar na disputa com Pato sobre quem se deu melhor na troca de clube. Mal chegou, o meia fez uma boa partida no empate com o Palmeiras último domingo e foi determinante na virada do Corinthians sobre o Oeste. Depois de rasgar elogios ao apoio diferenciado da torcida, deu lindo passe para a conclusão de Romarinho e fez um belo gol em petardo de fora da área. Enquanto isso, Pato fez um discurso protocolar em sua apresentação e só entra em campo mês que vem. A ver...


ILUMINADO E INVICTO - Vitória, vitória, vitória, empate, empate, vitória. O Palmeiras ainda não sabe o que é perder em 2014. Ontem, coube ao espirituoso Alan Kardec marcar outro tento para garantir o triunfo verde contra o Ituano no Pacaembu. No mais, Felipão tinha o dever cívico de chamá-lo para um teste. Assim como Hernane Brocador e Walter Gordinho. Atacante vive de gol e não existe gol feio. Feio é não fazer gol. 


BARÇA SEMPRE BARÇA - O badalado Manchester City recebeu o Barcelona no primeiro confronto válido pelas oitavas-de-final da Champions League. E, novamente, o Barça foi Barça. Ainda que se discuta o pênalti em - e convertido por -  Messi (milimetricamente fora da área, ao meu ver), os 2 a 0 fora de casa praticamente carimba a classificação catalã. Vale lembrar: Neymar entrou no segundo tempo e deu passe para Daniel Alves anotar o segundo já no apagar das luzes. Não será dessa vez que os citizens alcançarão a glória máxima, que ainda vivem seus dias de Chelsea. 


BI À VISTA - O futebol alemão até o ano passado vivia uma era pipoqueira ao extremo.Desgraça iniciada em 2002, na final que todos os brasileiros lembram saudosamente. Tanto a seleção como os clubes simplesmente desaprenderam a erguer troféus. Depois de tanta pancada, a escrita parece ter sido quebrada com o Bayern de Munique. Atual campeão da Champions, o clube alemão luta para chegar a sua terceira final consecutiva. Importante destacar que, caso avance até a final, seria a quarta decisão em cinco edições. E é possível! O Bayern foi até Londres despachar o Arsenal por 2 a 0 e, tal como o Barcelona, também deixou a classificação bem encaminhada. 


COLCHONEROS MANDAM RECADO - No duelo entre um Milan em busca de identidade contra um empolgado Atlético de Madrid, eu acreditava que o peso da camisa e o histórico italiano na competição fariam a diferença, ainda que o virtual favoritismo pendesse para o lado espanhol. Ledo engano. Diego Costa calou o San Siro e deixou os colchoneros próximos das quartas. O confronto segue aberto, mas a tendência é a presença do aguerrido Atlético.



domingo, 16 de fevereiro de 2014

Quites

O Palmeiras tinha uma chance de ouro. Era só vencer o rival e deixar o clima lá ainda um pouco mais insuportável. Mas, do outro lado, o Timão contava com o retorno de jogadores importantes e poderia bater o Verdão para ganhar uma semana de sossego e uma pitada de paz para colocar as coisas nos eixos devidos. Só que no duelo do que queria ganhar contra o que não podia perder, não deu outra: empate.

Bem que o Corinthians tentou. Tentou mesmo. Foi até ligeiramente superior que o Palmeiras. Ou a pontaria falhou (né, Guerrero?) ou esbarrou em Prass diversas vezes. Jadson fez o que se esperava dele. Deu uns passes, tentou se movimentar e manteve a mesma discrição dos tempos de São Paulo. Bruno Henrique foi mais competente na marcação e distribuição da redonda. Até Cássio fez intervenções pontuais sem sustos. 

Enquanto o Timão ia na inércia da torcida, o Palmeiras respondia como dava, ainda que isso custasse alguns hectares de campo livre para o contra-ataque alvinegro. 

Foi no segundo tempo que o jogo realmente começou. O Timão organizou uma blitz baseada naquela boa e velha estratégia do "cada um pega o seu e seja o que deus quiser" com tanta competência que foi premiado com o gol de Romarinho (quem mais seria?) aos 15 minutos. Era para ser o terceiro já que o autor do gol e seu amigo peruano desperdiçaram duas chances clamorosas (CARSUGHI, Claudio).

Na jogada, Fagner tabelou com Guilherme e a zaga do Palmeiras para cruzar certeiro para Romarinho, que aproveitou a sesta da defesa palestrina para invadir a pequena área e desviar para as redes de Prass. 

Isso bastou para que incentivar Kleina a tentar reorganizar o Palestra e tentar responder na base do "perdido por um, perdido por 2 ou 3, não mais que isso". O talismã Marquinhos Gabriel, Mendieta e o insosso Diogo foram os sorteados para mudar o destino do jogo. 

Vendo o panorama favorável e também um tanto traiçoeiro, Mano Menezes não resistiu àquela vontade louca que lhe dá em trancar o time para assegurar aquele resultado benéfico por algumas horas mais. Porém, quando se pretende reforçar o sistema defensivo com Cachito Ramirez e Jocinei, desculpa, cara, mas você tá fazendo isso errado.

Então a bola cai com Diogo. O atacante caminha, olha, aperta os olhos como se não acreditasse em tanto espaço e tantas possibilidades de arriscar uma jogada que opta pela mais ousada: alça a bola na área. O esperto Alan Kardec percebe que o cruzamento veio na medida, deixou Felipe brincando sozinho na marca do pênalti e cabeceou sem chances para Cássio.

Um empate justo. O Corinthians mereceria a vitória se não pagasse com dois pontos o receio em excesso de seu comandante. E, como eu gosto de dizer, merecimento é bola na rede. Assim, méritos a Kleina, a Kardec, a Diogo e a Prass, claro, pelo resultado providencial.

 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Tensa tradição

Há quase cem anos é assim. A cidade para, o Estado todo volta sua atenção para o campo onde Corinthians e Palmeiras uma vez mais medirão forças e até o Brasil observa de soslaio o que vai sair daquele furdunço todo. É o que move o mundo. O futebol é feito desses grandes duelos entre rivais históricos. Amanhã não será diferente.

Parte da pimenta do primeiro dérbi de 2014, ano do centenário da ala verde do clássico, reside justamente na ascensão meteórica palestrina que escalou a Série B de bondinho e abre a temporada com 6 vitórias e 1 empate no Paulistão.

Verdade seja dita, o Palmeiras até agora só empurrou o bebum da ladeira. Até o Choque-Rei foi vencido com segurança digna de jogo treino. Mas é um time que prova a cada jogo que veio perturbar a paz dos rivais espalhados pelo território nacional.

Ainda sem contar com Bruno César, o Palmeiras vem com aqueles 11 rapazes que estão dando ao torcedor algum motivo para sorrir e sonhar. A fase é boa, a confiança está lá em cima e isso é completamente irrelevante quando a bola começar a rolar.

Principalmente porque do outro lado está o maior rival e, para piorar, em fase assumidamente desgraçada.

O Corinthians é a grande decepção do Paulistão até agora. Conseguiu a proeza de ostentar a última posição no seu grupo.O poderoso Botafogo de Ribeirão Preto perdeu dois jogos e lidera com honrosos 16 pontos. O Ituano chega em segundo com 12, enquanto XV de Piracicaba e o ousado Audax somam 10 pontos. Aí vem o Timão com SETE.

Não bastasse o terror no futebol, a torcida resolveu se organizar e ir ao CT fazer uma roda de oração e ministrar uma palestra de auto-ajuda. O resultado veio logo em seguida. Paulo André foi para a China e Pato trocado por Jadson. Sem contar Ibson que foi para a Itália e o Vasco que acolheu Douglas. Mas o bom futebol ainda não deu as caras.

São 5 jogos sem vitória. Sou daqueles que acreditam em ação dos astros às avessas. Creio naquelas máximas do tipo: "quanto mais se perde, mais próximo da vitória se está". É por isso que há uma razoável possibilidade de vitória alvinegra no dérbi.

É! Veja, Romarinho é carrasco do Palmeiras, Bruno Henrique e Jadson devem jogar. Guilherme vive bom momento, Ralf é um monstro na marcação. Até o Renato Augusto vai deixar o departamento médico por meia hora pra ajudar em campo! Si se puede! 

Bom, é amanhã. Possíveis consequências: 

- Um empate não vai manchar o bom retrospecto do Palmeiras, que será observado - e cobrado - bem de perto pelo universo inteiro esse ano. No mais, não deixará o Corinthians em estado pior ao que já se encontra.

- Vitória do Palmeiras: Palestrinos em êxtase embora cautelosos pois é só a primeira fase de um Paulistão momentaneamente modorrento, bando de loucos em desgraça.

- Vitória do Corinthians: Início da superação do Timão, bota a quinta marcha até o mata-mata e seja o que deus quiser. Palmeiras em retiro espiritual para contestar o que estava dando certo até 90 minutos antes.

Deve ser isso. Há uma grande expectativa de que tudo aconteça. Inclusive nada. 





domingo, 9 de fevereiro de 2014

Troca de risco

Tudo na vida envolve um certo tipo de risco. Mudar de emprego, comprar um carro usado, ter uma amante, investir na bolsa. Tudo. No futebol não é diferente. A contratação de atletas desconhecidos ou velhos figurões trazem os riscos naturais de qualquer negociação e até a influência da profissão em si, afinal, futebol se resolve no campo. Com a devida ciência dos riscos, Corinthians e São Paulo estão prestes a selar a troca mais polêmica dos últimos anos: Jadson (meia tricolor) por Alexandre Pato (dispensa comentários).

Antes de dar a minha opinião sobre o negócio em si é necessário pontuar algumas coisas que antecederam a troca: 

- Jadson tinha apenas mais um ano de contrato e já sinalizava que não iria renovar com o São Paulo. O Tricolor precisa de opções de qualidade para o ataque já que Ademílson e Osvaldo não suficientemente capazes de jogar bem regularmente

- Luís Fabiano precisa de uma sombra posto que passará dias lesionado, suspenso, poupado, dentre outros impedimentos quaisquer.

- O Corinthians investiu mais de 40 milhões de reais em Pato, sem contar os salários de um ano de contrato, e acumulou decepções com o jogador. (lembram-se da cavadinha contra o Grêmio? Precisa mais?)

- Sem Douglas (foi para o Vasco), o time está refém de Danilo na armação já que Renato Augusto virou pensionista do departamento médico. No mais, Romarinho, Rodriguinho e -inhos diversos são velocistas e não tem característica própria de municiar o ataque com a devida competência.

Isto posto, o Timão foi atrás de Jadson para solucionar o problema de seu meio-campo. Daí surgiu a possibilidade de incluir Pato na negociação e o resto todo mundo sabe. 

O UOL fez uma matéria interessante com pormenores contratuais que vale a pena uma passada de olhos (ver aqui). Embora eu tenha cá minhas dúvidas se não há mais detalhes contratuais que passaram batido ou não tenham sido divulgados, fato é que a troca é interessante para ambos.

Com Pato, o São Paulo ganha um atacante experiente, rápido, técnico e capaz. Sim, está em má fase, não é um guerreiro dentro de campo, mas é inegável que é diferenciado. Pode agregar e pode estourar, desde que queira, óbvio. Caso vá bem, tem totais condições de ser negociado novamente com o exterior e deixar definitivamente o Brasil e fugir de toda pressão que aqui tem passado.

Já o Timão ganha um meia inteligente, experiente, de bom passe e boa qualidade na bola parada e que pode reorganizar a meia-cancha alvinegra de acordo com as instruções de Mano Menezes, técnico que convocou Jadson para a Seleção.

Porém, na prática, a teoria é outra. Ambos jogadores estão em uma fase desgraçada profissionalmente. Jadson nunca foi o meia que o São Paulo quis. Teve seus bons momentos, principalmente em 2012 quando o Tricolor levou a Sul-Americana. Mas sempre alternou demais, nunca foi constante. Com a chegada de Ganso, amargou o banco e não se empenhou tanto em sair dele.

E Pato, mesmo tendo sido vice-artilheiro do Timão ano passado, não justificou o investimento insano. Simplesmente não houve retorno. O atacante não adequou seu estilo à filosofia do bando de loucos e pouco a pouco sabotou seu futebol. Limitou-se a peregrinar pelo campo à espera da bola ou do passe perfeito e, com isso, finalizações e gols rarearam. Não por isso foi presença constante no banco e, quando chamado, foi pouco eficaz.

Para recuperar o bom futebol tem-se, então, que a troca, futebolisticamente falando, é boa para todo mundo, clubes e jogadores. Todavia, o negócio, ao meu ver, favorece o Timão.

Isso porque o Corinthians receberá o meia em definitivo. Vai emprestar Pato até o final de 2015 e seu contrato somente vence no final de 2016. Ou seja, terá mais um ano para resolver o que fazer com ele. É verdade que terá que arcar com 50% de seus vencimentos. E pagar Jadson integralmente. Mas está recebendo um jogador e repassando outro por empréstimo! Em princípio, é lógica.

Não é só. Vamos supor que Pato vá ao Morumbi e volte a ser aquele ótimo atacante e receba uma proposta irrecusável. O Timão vai poder vender! E o São Paulo só vai receber uma porcentagem do lucro que eventualmente o Corinthians tenha. Isso se receber, pois caso essa proposta do além venha até julho, o atacante sai na hora. Ora, Pato vai ter que comer grama e fazer o milagre da multiplicação dos gols no São Paulo para, quem sabe, trazer algum lucro ao Tricolor.

O São Paulo aposta alto na recuperação de Pato e na possibilidade de formar um ataque avassalador com Luís Fabiano e Pabón para retomar o caminho dos títulos. E o Timão recebe um meia rodado, disposto a ganhar uma nova sequência como titular sob comando de um treinador que confia em seu potencial. Tudo pode dar muito certo ou muito errado, ora.

Todos cantam em verso e prosa o prejuízo que o Corinthians teve - e ainda terá pois arcará com parte do empréstimo de Pato - mas o negócio é potencialmente ótimo para o Timão que tem condições reais de, no mínimo, reduzir seu déficit. Se o investimento não está trazendo o retorno necessário, deve-se criar alternativas para salvar o negócio, é business. 

A melhor das hipóteses indica que Pato vai jogar muito bem no São Paulo, receber uma boa proposta, ser vendido e adeus. Ele sai, o São Paulo fica desfalcado, o Corinthians enche o bolso e ainda fica com um meia. Isso se os times não fazerem um novo negócio da China que resulte na compra do atacante pelo Tricolor, a depender de seu desempenho. Vai saber.

Há, entretanto, um fator determinante para que isso aconteça: Pato.

Se Pato estiver disposto a recuperar seu espaço no futebol, na Seleção ou simplesmente querer se vingar de todas as críticas que vem recebendo, ele vai jogar bem no São Paulo a ponto de reconquistar a confiança dos europeus, dos russos, dos chineses, dos árabes e fugir dessa panela de pressão de cobranças justas.

É um risco, não dá pra saber o que vai ser. 

É o mesmo risco que o Corinthians corre com Jadson, mas em menor escala. Pode ser que o meia, tão low profile quanto Pato, continue a oscilar demais. Entretanto, é bem mais provável que Jadson tenha mais confiança e tranquilidade para voltar a jogar bem do que Pato, já criticado pela torcida do São Paulo sem nem ao menos ter sido apresentado oficialmente.

Qualquer tipo de manifestação contrária à troca e ofensiva a qualquer dos jogadores é bobagem. É indispensável esperar alguns jogos para dar início às críticas. São bons jogadores em péssima fase e merecem acolhida das torcidas pois, para reconstruírem suas carreiras, dependem de ajudar seus respectivos times. Por seu turno, a torcida deveria, no mínimo, apoiar primeiro e cobrar depois.

Por mais que seja uma questão de risco negocial, entendo que os times e jogadores podem se dar muito bem nos novos lares. Ainda que Pato tenha que superar uma desconfiança maior dos novos adeptos e Jadson possa receber uma dose a mais de tolerância. Só que eu não consigo não vislumbrar certa vantagem do Timão nesse negócio todo.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

#vemproct

Ontem, sábado, o CT do Corinthians foi invadido por pouco mais 100 torcedores que foram lá cobrar o desempenho insatisfatório da equipe neste começo de ano. Na ressaca da goleada para o Santos, a fúria da torcida não ficou restrita a Pato e Sheik. Depredação, roubo de celulares e agressão a uma funcionária e a Guerrero. Para mim, só há um culpado nessa história: o próprio Corinthians.

Longe de defender a ação de marginais criminosos, mas a culpa é do Corinthians que jamais se preocupou em cortar o vínculo com suas principais organizadas. Pior, sempre adotou uma postura conivente com os "rolezinhos" promovidos pela torcida em seu CT para passar seu recado a técnico e jogadores.

É o cúmulo ter seu local de trabalho invadido por pessoas que se julgam no direito de te dar uma prensa como se fosse seu chefe imediato. Embora cobrar seja uma função legítima da torcida, este ato deve ficar restrito às arquibancadas. Quando muito, ir à porta do CT, gritar, espernear, colocar faixa, chamar carro de som, trio elétrico e o escambau de Madureira. Mas praticar atos de vandalismo e violência deságuam no crime. 

Não serão boletins de ocorrência que vão trazer paz a jogadores e comissão técnica. Cobra-se uma mudança de postura da diretoria do Timão em tomar medidas drásticas contra esse tipo de atitude. Que a segurança seja reforçada, que os benefícios sejam cortados, que haja empenho em enquadrar os bandidos tal como se apresentam. Algo deve ser feito e tal recado não é exclusivo para o Corinthians.

Cara, foram enquadrar o Guerrero! Até ontem era ídolo, artilheiro, autor do gol do bicampeonato mundial e hoje vai ser tratado como um qualquer? Aliás, nesse elenco aí o peruano ainda se mostra diferenciado e cumpre seu papel com louvor. É titular absoluto, anota seus gols e serviu de bode expiatório injustamente. 

Hoje a equipe vai entrar em campo contra a Ponte Preta, em Campinas. Com que psicológico? Com a obrigação de acertar cada passe, chute, desarme e, sobretudo, sair de campo com os 3 pontos. É mole?

Agora, o Corinthians que se vire para manter o elenco focado, motivado e, se possível, blindado. Porque ficou claro na "manifestação" que não é só por 40 milhões. Parece óbvio que só um título vai fazer o "gigante" dormir. Fácil, né?


(ATUALIZAÇÃO: Fim de jogo em Campinas. Ponte Preta 2 x 1 Corinthians. O Timão conseguiu empatar mas se perdeu completamente após sofrer o segundo gol. Guerrero deu lugar a Pato que sequer tocou na bola. Sem criação no meio e perdido no desespero, viu Paulo André e Gil tomarem cartão vermelho. Essa derrota vai na conta da torcida...)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Guerrero errou

Prefiro interpretar a goleada aplicada pelo Santos sobre o Corinthians por 5 a 1 de outra forma. Exaltar méritos de um time e elencar trocentos erros do adversário não me parece justo o bastante para a construção de um placar que, via de regra, é composto por uma noite atípica de ambos lados. A questão é não se deixar enganar pelas circunstâncias e ser realista quanto à qualidade de cada time.

Até a página dois é possível concordar quando Guerrero afirma que o Corinthians tem o melhor time de São Paulo. Para mim, é um tanto evidente. No papel, o Corinthians tem um bom time, equilibrado e com peças interessantes de reposição. Porém, o atacante faz a ressalva "mas temos de demonstrar no campo". (a matéria tá aqui)

Pato atravessa um momento terrível, Sheik já se procura uma árvore para morrer tranquilo, Romarinho, Douglas e Rodriguinho tem qualidade mas não empolgam como antes. Diego Macedo e Uendel não são laterais fora-de-série. Sobra a soberba. O que no papel é bom precisa de treino, disposição e dedicação para se tornar o melhor no campo.

Eis o segredo do Santos. Um elenco repleto de jovens, um treinador esbanjando motivação e fome. Uma equipe que reconhece sua condição e dela tira sua motivação para superar-se dentro quatro linhas. Bruno Peres é o novo Roberto Carlos? O Geuvânio virou a solução para o lado direito do ataque da seleção depois de nos refrescar a memória quanto ao que era um drible da vaca? Não e não. 

Futebol é para ser jogado e quem decide não é a equipe que tiver mais jogadores renomados. Daí decorre o principal erro de Guerrero no clássico de ontem. Ao receber de Romarinho, achou uma boa ideia fazer uma caminhada com a bola até a área, ganhar um tranco e sofrer um pênalti. Antes tivesse dominado direito para finalizar ou chutado direto, pois o desarme de Gustavo Henrique (puta zagueiro!) foi preciso.

O Corinthians não é o pior, o Santos não é o melhor. Não há motivo para maiores empolgações ou decepções. É um sinal dos deuses do futebol que, invariavelmente, fazem todos os prognósticos errarem.