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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Pontos de vista

Os duelos de Corinthians, Santos e Vasco pela Libertadores abrem margem para um pensamento óbvio, porém, intrigante. Para tudo na vida podemos olhar pelo lado otimista e pessimista. Na Libertadores, isso não é diferente. Os grupos dos brasileiros em questão, sob uma análise fria, podem variar do tranquilo a uma cilada numa fração de segundo.

O Timão passou sérios apuros contra o então inofensivo Deportivo Tachira. Fora de casa é verdade. Porém, da mesma forma que foi surpreendido pelo perigosíssimo futebol venezuelano, é possível perder alguns preciosos pontos em casa para o indigesto futebol mexicano, por exemplo. O Cruz Azul, frise-se, estreou com vitória sobre o Nacional do Paraguai jogando fora de casa. Considerando que o pobre Nacional está com a faca no pescoço tal qual o Tachira, que também não tem nada a perder, o grupo ganhou emoção e tensão.

Por outro lado, Corinthians é Corinthians. Tem a força do Pacaembu, uma equipe compacta (ainda que dê alguns sustos defensivamente, principalmente nas frágeis laterais) e tradicionalmente não passa apuros na fase de grupos. A neura que fique para o mata-mata. Até lá, céu azul e sonho vivo.

Quem pode ter entrado em verdadeiras sinucas de bico foram Santos e Vasco. O Peixe jogou fora três pontos ao perder para o poderosíssimo The Strongest. Seu grupo ainda conta com Internacional e Juan Aurich. O Inter tem um ótimo time, tal como o Santos. Tropeço tanto lá como cá não será surpresa. E ai? Na pior das hipóteses sobram 3 jogos para conquistar 3 vitórias e sonhar com a classificação. 

Se o The Strongest tiver tanta sorte como teve contra o Peixe, pode pregar mais peças. Aí o grupo vai ficando cada vez mais embolado...embolado...até acharmos "normal" constatar que Santos ou Inter podem morrer logo nesta primeira fase...

O lado pessimista assusta, né?

E o Vasco, então? Perdeu em casa para o Nacional, do Uruguai, tradicional tricampeão da América. Time copeiro que sempre figura nas fases decisivas. Ainda terá pela frente o Libertad, bom time paraguaio, que também sempre aparece longe na Libertadores. Sem contar que é a equipe de coração de Nicolás Leóz, presidente da Conmebol. Ou seja, a arbitragem pode favorecer os paraguaios neste ponto do torneio. E o Alianza Lima, do Peru, teoricamente inofensivo.

A sorte vascaína é que o Libertad tomou a dianteira e venceu seu segundo jogo (bateu o Nacional no Uruguai por 2 a 1). Se derrotar o Alianza, em São Januário, alivia a péssima estreia e iguala pontos com o segundo colocado. Contudo, a tabela é a vilã dos cariocas. O Vasco decidirá seus dois últimos jogos fora de casa...

Flamengo e Fluminense estão em chaves razoáveis. Os rubro-negros tem Emelec, Olimpia e Lanús. Aliás, contra este último, empatou jogando na Argentina. Sinceramente, nem forçando a barra consigo ver dificuldade para o Mengo nesta fase. 

Já o Fluminense, apesar da vitória em casa contra o Arsenal, argentino, ainda reencontrará o Boca Juniors. Dois hermanos no grupo deixa o sinal amarelo ligado, pelo menos até a terceira rodada, SE tudo der certo. Entretanto, também vislumbro o Tricolor nas oitavas.

Bom, resumindo, na minha opinião, o Vasco é o único brasileiro que não se classifica. Agora, na pior hipótese pessimista, Corinthians, Santos e Inter tiram no palitinho quem vai ser o outro vacilão para dar adeus ao sonho do título.


domingo, 12 de fevereiro de 2012

Pitacos do Majestoso

Neste domingo, Corinthians e São Paulo escreveram mais um capítulo da história do clássico Majestoso. Sem Alex, Liedson e Emerson poupados para a Libertadores, o Timão buscava a vitória para continuar na liderança. E o São Paulo, sem Rogério e sem Luís Fabiano, precisava vencer para manter o 1º lugar geral.

Todo clássico é movido por forças extra-campo. No caso de Corinthians x São Paulo as farpas das diretorias, as provocações entre as torcidas, e a freguesia tricolor são ingredientes que tornam o clássico bastante tenso emocionalmente. 

O primeiro tempo foi inteiro do Corinthians. Logo aos 11 minutos, Jorge Henrique abre na esquerda para Fabio Santos, que rola para Danilo bater cruzado e Denis espalmar bonito para escanteio. Dez minutos depois, a superioridade do Timão aparece no placar. Jorge Henrique bate escanteio, e o criticado Danilo, ex-São Paulo, de cabeça inaugura o marcador. 

A jogada expõe a fragilidade da defesa do São Paulo, que já não era lá essas coisas pelo chão, mesmo com a chegada de reforços. Além disso, vale destacar que Danilo ganhou de Casemiro e João Filipe no lance. 

Mal taticamente e jogando fora de casa, o São Paulo era um morto vivo em campo. Lucas buscava jogo do seu jeito. Nem sempre conseguia produzir uma jogada perigosa. Jadson, discretíssimo, aparecia mais nas bolas paradas. O Tricolor errava muitos passes pelo meio, com Casemiro e Cícero praticamente sumidos. Willian José só apareceu na escalação e impedido. Cortez, mais uma vez, era a válvula de escape pelo lado esquerdo.

E o Timão administrava. Tocava bem a bola, explorava com velocidade os contra-ataques que, invariavelmente, terminavam com chuveirinho na área. A solidez do meio-campo impedia o São Paulo de criar jogadas de perigo.

Aos 36, quase o Timão amplia. Fabio Santos bate cruzado, Denis espalma para o meio da pequena área, caprichosamente a bola desvia de Elton e Cortez afasta. 

Aos 43, finalmente, a primeira jogada de perigo do São Paulo. Jadson bate escanteio, Rhodolfo cabeceia e Ralf salva em cima da linha. No rebote, Cortez dribla Alessandro em velocidade, é derrubado e o juiz assinala o pênalti. Sem Luís Fabiano e Rogério Ceni, sobrou para Jadson. A contratação que chegou cheio de pompa, um meia de seleção, vencedor no emergente futebol ucraniano (e europeu, pois venceu a Liga Europa), foi para a cobrança e ISOLOU.

Sinceramente? Jogador profissional seguramente chuta uma bola desde uns 5-6 anos de idade. O gol tem, aproximadamente, 7,32 metros de largura por 2,44 de altura. Em outras palavras, na minha opinião, o profissional tem OBRIGAÇÃO de converter a cobrança. Pênalti não é nem nunca será uma loteria. É COMPETÊNCIA. Mais inadmissível ainda é isolar a cobrança!

Ainda deu tempo para Leandro Castan carimbar a trave esquerda de Denis e quase matar a partida ainda no primeiro tempo.

Na segunda etapa o jogo permaneceu o mesmo. O Corinthians mandava no jogo com propriedade, dando um quê de jogo-treino ao clássico. Ralf e Paulinho anulavam o meio de criação do São Paulo. Fabio Santos e Jorge Henrique infernizavam a zaga tricolor e Julio Cesar era mero espectador. Somente Cortez incomodava Alessandro, mas nada grave.

Pouco menos de 15 minutos e Leão faz suas apostas: saíram: Jadson, Casemiro e Willian José. Entraram Fernandinho, Maicon e Osvaldo. Menos de DEZ SEGUNDOS após as substituições e João Filipe assina sua carta de dispensa do time do São Paulo. Entrada desnecessária em Jorge Henrique no meio-campo e rua. Expulso direto, sem choro nem vela.

Leão, que apostou na sua improvisação na lateral-direita, já se arrependia pela segunda chance. Sem contar que já via o zagueiro com ressalvas desde a partida contra o Bahia, na virada sofrida, quando o beque pediu para sair alegando cansaço, depois de correr sem propósito durante boa parte daquele jogo.

Desesperado, o São Paulo saiu para o ataque de qualquer jeito. E Tite colocou seu time para jogar como gosta. Fechadinho e subindo na boa. Tanto que, além de bloquear a criação do adversário, deu-se o luxo de substituir "seis por meia dúzia", como Willian, apagado, por Gilsinho. 

Aos 25 minutos, quase o Timão amplia. Alessandro aparece na direita, cruza rasteiro, a bola atravessa a área e a bola passa por Jorge Henrique. Aos 28, Paulinho limpa a marcação e bate ao lado do gol de Denis.

Sem organização, a torcida tricolor rezava por uma bola espírita e uma jogada iluminada de Fernandinho ou Osvaldo. Aos 30, o primeiro chute perigoso do São Paulo com Fernandinho para boa intervenção de Julio Cesar. O troco veio em seguida. Ralf dispara sozinho, se atrapalha com a bola e Paulo Miranda manda para escanteio.

Com pouco menos de 10 minutos para o final, o maestro Douglas reestreou pelo Timão e entrou no lugar de Danilo. O São Paulo, entregue e sem um pingo de organização das tramas ofensivas, parecia satisfeito com a derrota mínima. As substituições não surtiram o menor efeito, principalmente Fernandinho, que fazia o mesmo "o melhor e o pior" de sempre. Muita velocidade, muita habilidade, pouca objetividade, e utilização cerebral nula.

E foi isso. Vitória esmagadora do Timão por 1 a 0. 

O resultado mostra o dedo de Tite, que mostra seu foco em montar um time espelhado no padrão de jogo da Libertadores. Uma equipe com muita pegada no meio-campo e que sabe aproveitar bem as oportunidades de gol. Com Alex, Emerson e Liedson, o rendimento tende a ser maior e credencia o Timão ao título da Libertadores.

E expõe a fragilidade do São Paulo. Muito bom no papel mas, no campo, sem organização e sem render o mínimo esperado. Além disso, prova a dependência de Luís Fabiano no ataque e da liderança de Rogério Ceni. 

Agora, enquanto o Timão sonha tranquilo e começa a jornada rumo à América, o Tricolor dorme de cabeça quente e sonhando com Nilmar, atacante que poderia mudar a cara desse previsível ataque são-paulino.



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Clássicos marcantes de São Paulo

Hoje é aniversário da Cidade de São Paulo. Para celebrar seu 458º ano de vida, seleciono os clássicos mais marcantes que acompanhei envolvendo seus três principais clubes.


PALMEIRAS x CORINTHIANS: 
Palmeiras 3 (5) x (4) 2 Corinthians - Semi-final da Copa Libertadores de 2000. Simplesmente impossível não mencionar. Na partida de ida, vitória do Timão por eletrizantes 4 a 3. Na volta, o Verdão deu o troco e, pela igualdade no saldo de gols, o jogo foi para os pênaltis. E aí o mito de São Marcos começou a surgir. Na última cobrança, Marcos defende o tiro de Marcelinho e classifica o Palmeiras para a decisão.   

Corinthians 2 x 2 Palmeiras - Final do Campeonato Paulista de 1999 - Outro jogo marcado na história pelas "embaixadinhas do Edílson". No primeiro jogo, Timão passeia por 3 a 0. Na finalíssima, o empate garantia o título, quando Edílson teve a "brilhante" ideia de fazer umas embaixadinhas na lateral e colocar a bola atrás do pescoço. Confusão generalizada e taça para o Timão.


SÃO PAULO x CORINTHIANS: 
São Paulo 3 x 1 Corinthians - Final do Campeonato Paulista de 1998 - O São Paulo havia perdido o primeiro jogo por 2 a 1. Para a partida de volta, contou com o retorno de Raí, que mal treinou com o time e foi para o campo. Resultado: vitória tricolor com dois gols do meia.

Corinthians 3 x 2 São Paulo - Semi-final do Campeonato Brasileiro de 1999 - No primeiro jogo das semi-finais do Brasileirão-99, o Timão se vinga de Raí. Dida defende dois pênaltis batidos pelo eterno camisa 10 do Morumbi. Na partida seguinte, um empate selou a classificação do Timão, futuro campeão.


PALMEIRAS x SÃO PAULO
São Paulo 2 x 1 Palmeiras - Oitavas-de-final da Copa Libertadores de 2006 - O São Paulo vencia a partida por 1 a 0 e encaminhava sua classificação, pois empatou o primeiro jogo por 1 a 1. Contudo, o Verdão igualou e cresceu no jogo com a expulsão de Leandro (SPFC). Só que o improvável aconteceu. Foi marcado um pênalti para o São Paulo que foi convertido por Rogério Ceni. Detalhe: teve que cobrar duas vezes por causa de uma paradinha.

Palmeiras 2 x 0 São Paulo - Semi-final do Campeonato Paulista de 2008 - Uma semi-final bastante farta em detalhes surreais. No primeiro jogo, vitória do São Paulo por 2 a 1, com um gol de Adriano. Tudo normal não fosse o detalhe que foi de mão. Precisando reverter o quadro, o Verdão fez o resultado, eliminou o Tricolor e seguiu firme na campanha do título. No intervalo deste jogo, um misterioso gás teria sido espalhado no vestiário do São Paulo, atrapalhando o desempenho dos atletas na segunda etapa. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Obsessão

A Copa Libertadores é a febre de todos os clubes sul-americanos. No entanto, a cobiça é tanta que muitos clubes depositam nela sua razão de viver. Reconquistá-la remete ao prazer único de ser o dono da América Latina, de ir ao Mundial medir forças com o campeão europeu, à soberba no papo de bar. Um sentimento doce e sublime de uma glória que perdura ao longo dos tempos. Conquistá-la é o objetivo de quem busca conhecer essa sensação. E na obsessão pela glória eterna, perdem a cabeça. O Corinthians se encaixa justamente aqui.

O Timão sofre a sina de ser o único time grande de São Paulo que ainda não conquistou o campeonato mais importante da América. Com isso, a cada participação do clube no torneio, aumentam as expectativas em torno daquilo que pode ser o maior marco em sua história. Feito mais marcante, talvez, que o título paulista de 77, para os saudosistas. E a cada fracasso aumenta o desejo em tê-lo.

Após a eliminação para o Flamengo em 2010, em pleno Pacaembu, e o "Tolimazzo" em 2011, novamente o Corinthians está classificado para a sonhada Copa. Para tentar realizar o sonho do título, manteve a base campeã brasileira e não trouxe nenhum reforço de peso. Estratégia ousada.

Porém, não acredito que 2012 seja o ano da redenção corinthiana no torneio. E baseio minha opinião em três linhas básicas de argumentação: concorrência/elenco, vivência do clube e ansiedade. 

Sabe-se que a Libertadores é um torneio bastante atípico que permite o time mais aguerrido bater a equipe mais técnica, até aí nenhuma novidade. Porém, não vejo o conjunto do Corinthians melhor que os demais postulantes brasileiros ao título. Em comparação com Fluminense, Santos e Inter, vejo o Timão um degrau abaixo, mesmo tendo um time muito bom.

Notem que eu utilizei a expressão "time" e não "elenco". Não considero o elenco do Corinthians essa maravilha como gostam de pintar. Considero apenas o ataque um diferencial. No mais, elenco numeroso que tem lá sua qualidade, mas nada de espetacular. Ou Morais, Moradei e Vitor Júnior são ótimo reservas que seriam titulares em qualquer equipe do país? Nenhum deles substitui Alex, Danilo, Willian ou quem quer que seja à altura. O rendimento do time sempre cai consideravelmente quando perde uns dois titulares, disparidade que não deveria ficar tão evidente. 

A partir do elenco faço o gancho com a ansiedade. Embora conte com jogadores vividos, somente três jogadores do atual grupo sabem o que é conquistar a América: Alex, Danilo e Fabio Santos. Ou seja, por mais experientes que sejam, a ansiedade pode tomar conta de quem não venceu o torneio ou não está habituado a disputá-lo.

E quando digo "vivência do clube" é a forma como a equipe disputa a Libertadores. Da atual edição, Santos e Inter realmente respiram a alma da Copa, da postura em campo até o apoio da torcida. Vasco e Flamengo já a conquistaram e esperam reacender a chama do torneio em seus adeptos. Já Fluminense e Corinthians se desesperam a cada edição seja em campo, seja nas arquibancadas. Sequer é incomum as manifestações impacientes da torcida logo no intervalo. 

Por mais que a Libertadores exija atenção diferenciada, não pode ser tratada como o anel do "Senhor dos Anéis". Pregar aqui a tranquilidade seria dizer o cúmulo do óbvio. Não se trata de calma. É ter em mente que disposição e atenção são as chaves para o sucesso. Nunca que uma Libertadores será tranquila. "Libertar" a América é guerra. Cruzar a América Latina requer nervos de aço contra todo tipo de adversário: estádios precários, torcida rente ao campo, juízes pressionados, pedradas no ônibus...

Para mim, o segredo para suportar tudo isso é simples: manter o foco, a atenção. Reverter o nervosismo da situação em oportunidades de gol e marcar bem o adversário. Em todas as eliminações do Corinthians, principalmente as derrotas no Pacaembu, ou o nervosismo tomou conta ou faltou atenção. Tô mentindo? Resta esperar para saber se o Timão finalmente aprendeu a lição.






quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Onde erramos?

Adriano marcado pela torcida do Timão. Botafogo faz da vida de Jobson um verdadeiro BBB. O futebol-negócio e o marketing esportivo justificam o risco de contratações como essas?

O Imperador não joga algo minimamente próximo de futebol desde o título do Flamengo em 2009. E Jobson colocou a carreira em risco ao se envolver com drogas e dar seguidos exemplos de irresponsabilidade profissional. Diante do histórico das figuras mencionadas, o clube realmente pensa antes de contratá-los?

Creio que o futebol brasileiro extrapola a caridade nesse lance de "dar uma segunda chance". Parece que escolhem a dedo qual é o jogador mais problemático, polêmico e talentoso para confiar. Na boa? Isso tá errado. Maldita mania de achar que os 15 minutos de fama duram 15 séculos.

Mesmo em 09, Adriano esteve sempre fora de forma e sempre envolvido em algum caso extracampo. Algo frequente desde a época de Imperador na Inter de Milão. Nem foi tão decisivo assim para o caneco. O que faz o Corinthians? Dá a mão. Jobson perdeu a chance de ir para o Cruzeiro, criou caso no próprio Botafogo, no Atlético-MG, "causou" até no Bahia! E vai o Botafogo apostar novamente no camarada! É piada, não pode ser.

Evidentemente são jogadores que podem fazer a diferença em seus clubes, desde que em forma e focados. Só que por boa parte de sua vida profissional eles não respeitaram essas duas regrinhas básicas e, agora, com todo carinho da nova diretoria que os acolhe vai ser diferente? Claro que não!

Olha aí o Carlos Alberto que não deixa mentir. 20 e tantos anos, habilidoso, rodado, e virou ícone do bando de displicentes. Chega a ser desnecessário ditar o currículo do meia, pois todos já sabem de cor e salteado.

Milagre. É nisso que as diretorias depositam sua fé ao assinar contrato com jogadores deste nível. A fé no milagre. Torcida? Ela que legitima todos os passos. Quem não queria um Adriano no time? "Ah, se ele estiver em forma, se ele estiver inteiro, se ele isso, se ele aquilo...sim!" Diante de tanto "se", o clube atrai os holofotes da mídia para si e aposta na fé da massa. Mesmo que seja só para ser mais um na conturbada vida do atleta, fazer o que.

Com um pouquinho mais de engenharia financeira e intelectual, não compensaria mais investir no retorno de um medalhão ou em alguma jovem promessa? Já imaginaram SE ela estoura? A visibilidade, as receitas, a futura venda...Ganha-se mais com que tipo de risco, hein?

Fato é que não se fazem mais bad boys como antigamente. Antes, por mais barulho que se fizesse, o cara tinha que entrar em campo e salvar o dele. Fazer gol, dar assistência, dar carrinho, o que fosse. Disposição não podia faltar. A ideia era evitar dar motivo para que as críticas iniciassem. Hoje, há preguiça até para ficar no banco de reservas. Não há vontade em querer calar a boca, dar a volta por cima. Fica para o próximo discurso de apresentação.

Até aceito que a indisciplina possa ficar mascarada quando o jogador realmente cumpre seu papel dentro das quatro linhas, na hora do "vamos-ver". Ao render o que se espera, tudo é relevado. Essa tradição é seguida por inúmeros esportes. Ora, são os ossos do ofício. Porém, o que se vê é justamente o contrário. Jogadores simplesmente relaxados, no pior sentido que a palavra possa ter.

Portanto, se for para contratar jogador polêmico o ideal é privilegiar aqueles que realmente se garantem no campo. Mas se é só para chamar a atenção, agremiações do meu Brasil, invistam em atletas que realmente possam contribuir com seu crescimento, ainda que às custas de uma projeção um tiquinho maior.