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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Quartas de meudeusdocéu

Sexta e sábado vão rolar as quartas-de-final da Copa. E aqui vão os meus pitacos sobre os jogos:


BRASIL X COLÔMBIA

O Brasil fez das tripas coração para estar aqui. Aquela ilusória goleada sobre Camarões não foi capaz de fazer a equipe se encontrar e engrenar e passar confiança rumo ao hexa e choro e emoção e aquela coisa toda que tudo mundo tá careca de saber. Passou um aperto danado contra o Chile vindo a classificar-se nos pênaltis. Sem Luiz Gustavo, a preocupação de Felipão é em como ajustar a defesa contra o veloz - e eficiente - ataque colombiano. A tendência é que Paulinho volte ao time e, juntamente com Fernandinho, corram o meio inteiro para acompanhar a correria cafetera e tentar uma transição mais rápida, explorando espaços deixados nas subidas de Cuadrado, Zuñiga, Armero, James Rodríguez e cia. Mas não está descartada a entrada de Dante na zaga para liberar David Luiz para avançar como volante e fechar como zagueiro. Ou colocar Henrique para fazer essa função e manter David onde está. Um Felipão cheio de dúvidas, Oscar, Fred, Hulk e Daniel Alves na mira da torcida, equipe com emocional à flor da pele e jogando muito aquém de seu potencial, completamente refém de Neymar resume a situação atual da equipe.

A Colômbia é a única seleção que sobrou até o momento. Sobrou na primeira fase e despachou o Uruguai por 2 a 0 sem maiores dificuldades. Como dito, é um time veloz de franca vocação ofensiva. Levaram apenas dois gols até aqui, mas isso não sugere que seja uma defesa tão eficiente já que não foi lá muito bem posta à prova. Sofreu um gol de Costa do Marfim e outro do Japão, pra se ter uma ideia. Contudo, joga um futebol regular, com James Rodríguez voando (atual artilheiro isolado com 5 gols), ofensivo até a tampa e atravessa grande fase. Tudo isso contrasta com a falta de tradição e camisa em Copas do Mundo.

Palpite: Tentado a apostar na zebra cafetera, me rendo ao peso da camisa que enverga varal: Brasil 2-1 Colômbia


FRANÇA X ALEMANHA

A França veio desacreditada. Aí mostrou que seu ataque vai muito bem, obrigado, mesmo sem Ribéry e Nasri. O meio-campo muito bem organizado por Deschamps tem Cabaye e Matuidi equilibrando a defesa e auxiliando com competência o ataque. Contra a Nigéria, a vitória por 2 a 0 veio depois de muito martelar o gol africano. Não foi uma partida fácil ou favas contadas como parece. Entendo que vem motivada mas não encarou um grande desafio. Sofrer para derrotar a Nigéria e aquele empate modorrento com o Equador dão sinais de que os bleus não são lá muito confiáveis.

Quem começa a ser vista com desconfiança é a Alemanha. Embora conte com bons nomes em todas as posições e, ao meu ver, seja uma equipe bastante regular, sofreu demais para vencer a aguerrida Argélia. O triunfo por 2 a 1 veio somente na prorrogação. Deu alguma sopa para o azar mas foi melhor e, fosse mais competente, teria matado o jogo no tempo normal. A Alemanha mostrou força ao golear Portugal (mesmo que a qualidade de Portugal seja discutível e que a expulsão tenha contribuído para o resultado final, 4-0 foi um exagero de bola) e soube lidar com a pressão no empate bem jogado contra Gana e em ter nervos no lugar para despachar a Argélia. 

Palpite: Alemanha 1-0 França


HOLANDA X COSTA RICA

Um duelo surreal. A eterna Laranja Mecânica passeou na primeira fase em um grupo muito forte. 3 boas vitórias com direito a goleada sobre a Espanha. Contudo, suou sangue para eliminar o México. Perdia até os 42 do segundo tempo, quando Sneijder lembrou que tava tendo Copa e empatou. Nos 48, Huntelaar converteu pênalti sofrido por Robben, outro que tá arrebentando esse Mundial. Virada e amplo favoritismo contra a Costa Rica.  

Maior surpresa dessa Copa - mais até que a tal Melhor Geração Belga - a Costa Rica foi a foice do grupo da Morte, por mais surreal que isso pareça. Venceu Uruguai, Itália, amarrou um 0-0 com a Inglaterra e deu-se o luxo de testar o coração de seu torcedor. Ganhava da Grécia até os 45 do segundo tempo por 1 a 0, quando levou o empate. Com um a menos durante boa parte do segundo tempo, a Costa Rica segurou-se bem e eliminou os gregos nos pênaltis (5-3). Deu aulas magnas nessa Copa de organização, respeito, oportunismo e até cobrança de pênaltis. 

Palpite: A Melhor Geração Costarriquenha que me perdoe, mas eu não consigo imaginar essa zebra indo mais além. Holanda 3-0 Costa Rica.


ARGENTINA X BÉLGICA

Seguindo a filosofia do sofrer para avançar, a Argentina também empenhou parte da alma para classificar-se sem as penalidades. A vitória por 1 a 0 sobre a Suíça saiu dos pés de Di María aos 12 do segundo tempo da prorrogação. A Argentina ainda viu sua trave balançar no último lance de jogo. Ao longo dessa Copa a Argentina não foi a Argentina que se esperava. Em que pese as 4 vitórias, a dependência de Messi e os constantes sustos defensivos e apagões de Higuaín levantam a sobrancelha de todos para essa equipe.

A famigerada melhor geração belga chegou até onde se esperava. Mesmo com bons talentos individuais, não é um time empolgante, fica a sensação de que muito se falou e pouco se viu essa equipe fazer. Até fez uma boa partida contra os EUA mas também sofreu um tanto para avançar. Howard pegou até pensamento, porém não conseguiu evitar a queda americana por 2 a 1, todos os gols na prorrogação. 

Palpite: Argentina 2-1 Bélgica

quarta-feira, 4 de junho de 2014

GRUPO D - Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália

Grupo D. O autêntico Grupo da Morte. Aqui é onde o filho chora e o Mundo inteiro vê. A composição desse grupo leva três seleções que já foram campeãs da Copa. A parte mais interessante vem agora: Daqui possivelmente sairá o adversário do Brasil nas quartas-de-final.

Há o choque entre seleções tradicionais, duras na queda e detentoras de 7 títulos ao todo. Serão partidas muito interessantes e todos tem o dever cívico de acompanhar esse grupo de perto.

A primeira regra para definir quem vai às oitavas passa pela moribunda Costa Rica. Quem realmente quiser seguir vivo na Copa tem a obrigação de vencer seu duelo com essa seleção. A explicação é simples: a Costa Rica perto dessas outras tem nível parecido de um time participante da Copa Kaiser (tradicional torneio de futebol amador).

É um tanto óbvio que quem conseguir a proeza de não vencer a Costa Rica, vai acabar eliminado. Mas há outro detalhe: o saldo de gols. Não basta ganhar da Costa Rica. Tem que enfiar uma tonelada de gols. 5, 6, 8, infinitos gols. Afinal, dada a dificuldade que Itália, Inglaterra e Uruguai terão nos confrontos entre si, o saldo de gols pode ser determinante para classificar às oitavas.

O Uruguai, protagonista do tal Maracanazzo em 1950 que lhe valeu seu segundo título, tem um time extremamente encardido. O espírito aguerrido não se confunde com seguidos chutões e botinadas. Basta lembrar que a Celeste terminou em 4º lugar na Copa em 2010 e conquistou a Copa América em 2011.

Falemos da qualidade dessa equipe. Sobra experiência já que o Uruguai manteve parte considerável do elenco participante das campanhas mencionadas acima. Qualidade também não falta. Óscar Tabárez montou uma equipe bem equilibrada que se defende com decência e trata a pelota com respeito na frente.

A defesa conta com Godín, ótimo zagueiro e parceiro do Miranda no Atlético de Madrid, além de Lugano. Há também jogadores versáteis que podem auxiliar a volância como Maxi Pereira e Álvaro Pereira. Entretanto, os principais destaques dessa equipe não vivem grande momento. O trio formado por Forlán, Suárez e Cavani preocupa. Forlán, veterano, não está no seus melhores dias. Suárez fez uma temporada espetacular com o Liverpool mas ainda se recupera de lesão. Já Cavani foi bem na França embora tenha vivido à sombra de Ibrahimovic no Paris Saint-Germain. 

Bom, se todos estiverem 100%, o Uruguai tem boas chances de fazer um belo fuzuê nesse grupo.

Enquanto isso, a Itália chega para essa Copa em uma eterna reformulação e ainda em busca de reencontrar sua identidade perdida em 2006, ano do seu tetracampeonato. Em 2010, conseguiu ser eliminada ainda na fase de grupos. Detalhe: não era um grupo com dificuldade semelhante a este. Sucumbiu diante de Paraguai, Nova Zelândia e Eslovênia. Simplesmente ridículo.

Mas chegou 2014. Ano novo, Copa nova e alguns velhos conhecidos. Um repertório de veteranos e demais jogadores na casa dos 30 vem ao Brasil tentar recolocar a Itália nos eixos neste Mundial. No gol, Buffon segue titular absoluto. A defesa conta com uma trinca de zagueiros da Juventus: Barzagli, Bonucci e Chiellini. A meia-cancha terá os marcadores De Rossi e Thiago Motta (brasileiro naturalizado italiano) e Pirlo para organizar o rodízio de pancadas e distribuir a redonda pelo campo, além de ser peça fundamental na bola parada. No ataque, a esperança se resume a Balotelli. 

Resumindo, a Itália sempre leva pra Copa um time experiente que joga um futebol mais pegado, de marcação mais firme. Só que esse ano a Azzurra está refém de seus volantes. Não há um meia como era Totti, que fazia o elo com o ataque decentemente. Sequer há um segundo atacante mais espertinho que quebre um galho e ajude na armação. Fato é que o setor ofensivo italiano vive uma entressafra. Não há nessa geração atletas que podem gerar alguma euforia na torcida e preocupação nos adversários.

Portanto, a Itália chega com camisa, tradição, marcação, Balotelli e pronta para um deus-nos-acuda miserável para não repetir o vexame da Copa passada.

Para apimentar o caldeirão do bloco D, temos a Inglaterra.

O futebol inglês rivaliza com o espanhol qual é o mais bacana de ser ver no momento. A Terra da Rainha proporciona uma rivalidade e uma concentração financeira que deixa a Premier League mais interessante. Em La Liga, tudo acaba se resumindo a Barcelona e Real Madrid, salvo uma ou duas vezes na década quando surge um Atlético de Madrid da vida a mudar esse cenário previsível.

Mas vamos ao que interessa. A Inglaterra tem um time muito bom e muito equilibrado. Há alguma deficiência nos flancos e alguma incerteza com relação à zaga. No entanto, do meio pra frente é um time a se observar com carinho.

Os veteranos e excelentes meias Gerrard e Lampard terão a ajuda de uma meninada bem disposta na organização do meio-campo, como Wilshere e Milner. O ataque fica sob responsabilidade de Rooney, claro. Felizmente, dessa vez o dublê de Shrek terá Sterling e Sturridge, dupla de avantes do Liverpool, para auxiliá-lo com a devida competência.

O English Team certamente será um páreo duro como sempre foi. Um time bem consciente na ocupação dos espaços com saída rápida para o ataque. 

Levo em conta uma série de pequenos fatores para dar meu palpite. Não creio que o Uruguai vá repetir a excelente forma que apresentou 4 anos atrás. Além disso, a condição física duvidosa de Forlán e Suárez e a qualidade questionável de seus suplentes não me fazem crer que a Celeste tumultuará as bancas de apostas. Também duvido que a Itália repetirá o desempenho medonho da última Copa. Um fracasso retumbante é perdoável, já o segundo em sequência me soa demasiado surreal. Por fim, a Inglaterra tem um time mais arredondado, um ataque explosivo e costuma ser figurinha carimbada nos mata-matas.


PALPITE
1º - Inglaterra
2º - Itália

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