Mostrando postagens com marcador Cruzeiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cruzeiro. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Botecadas Libertadoras

Ao término da segunda rodada da fase de grupos, analisar a tábua de classificação simplesmente queima a retina ao percebermos algumas coisas:

- É um tanto óbvio que o Atlético Paranaense vai brigar com o The Strongest pelo segundo lugar. Embora o Furacão tenha batido os bolivianos na primeira rodada, a derrota para o Vélez traz um choque de realidade. Encarar o orgulho ferido do Universitario em duas partidas seguidas, ter uma revanche com um Vélez em busca de uma das melhores campanhas gerais e decidir a vaga na apavorante altitude de La Paz. Sem contar administrar o fator Imperador no banco de reservas. Tortura à vista.

- Botafogo parece ter entendido a cartilha da Libertadores. Brigar, lutar, entregar-se e ganhar em casa e tentar um empate fora. 

- O Lanús, campeão da surreal Sul-Americana de 2013 tem apenas um ponto. O matreiro O'Higgins lidera com 4 pontos, Cerro Porteño e Deportivo Cali na cola com 3. Vislumbro candidatos a engraçadinhos.

- Persiste a sina do Atlético Mineiro em protagonizar gols salvadores após o 85º minuto de jogo. Os triunfos das duas primeiras rodadas vieram a menos de 5 minutos para o final. A sorte parece ter crédito ilimitado no Galo. Cuidado com isso, rivais! 

- O grupo mais legal e imprevisível é o do Cruzeiro. Todos com 3 pontos. A tendência é o avanço celeste e de mais um. Pode sobrar para a Universidad de Chile, ex-Barcelona da América do Sul. Olho no Defensor, está em segundo e, no momento, livrando a cara do futebol do Uruguai.

- O Grêmio dita as ordens no grupo da morte e logo deve assegurar vaga nas oitavas. Nacional simplesmente decepcionante, duas derrotas. Vai ser lindo ver os jogos restantes de Newell's e Atlético Nacional, ambos com 3 pontos. Após a goleada sobre o Nacional, os argentinos assumiram o 2º lugar. O Newell's demonstra possuir um time um tanto superior, mas tudo é possível na Libertadores.

- Flamengo teve 5 minutos de consciência e venceu o Emelec. Respirou fundo, acordou para a vida e somou seus primeiros 3 pontos. Entraram de vez no torneio.

- O futebol uruguaio também chora (todos nos solidarizamos, melhor dizendo) pelo Peñarol. Lamentável. Um ponto, apenas, tal como o Deportivo Anzoátegui. Arsenal de Sarandí tem 3 e o Santos Laguna lidera com 6.  

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Pela quina

Apesar de acreditar que alguma força cósmica há de evitar que o Brasil faça a quina na loteria continental, as classificações de Botafogo e Atlético Paranaense potencializam consideravelmente as chances de termos novamente um libertador brasileiro.

A começar pela ressurreição do Furacão que foi dado como morto por duas vezes e foi salvo pela maldita marca da cal em ambas vezes. O Sporting Cristal apegava-se ao 1 a 1 que lhe dava a vaga à fase grupos. Porém, um pênalti convertido por Éderson 50º minuto de jogo levou a decisão para as cobranças de pênaltis. 

Nos pênaltis, o Furacão precisava fazer seu gol e contar com a incompetência peruana em outras duas batidas. Isso para levar aos tiros alternados. E os deuses do futebol quiseram que assim fosse e muito mais. Era para o Atlético classificar e se unir a The Strongest, Universitario e Vélez no grupo 1 da Libertadores.

Enquanto o festival de surrealidades rolava solta na Vila Capanema, o Botafogo foi escoltado por 50 mil torcedores cientes do risco em ver algo que somente poderia acontecer com eles. Não há surpresa geral da nação ao dizer que os cariocas foram capazes de eliminar o modesto Deportivo Quito e ganhar o direito de disputar mais seis jogos internacionais.

Contudo, os ouvidos ficam ouriçados ao saber que o Botafogo simplesmente destruiu os equatorianos com imponentes 4 a 0. E uma coincidência uniu os artilheiros da noite. 3 gols de Wallyson, atacante que nasceu para a competição (foi o artilheiro em 2011 quando caiu com o Cruzeiro de Cuca para o Once Caldas nas oitavas, com 7 gols), e outro de Henrique, ex-São Paulo, destaque no mundial sub-20 no mesmo ano.

Com isso, os seis brasileiros estarão lá. Ainda que o futebol só se resolva no campo, é óbvio que uns transparecem maior favoritismo que os demais, casos evidentes de Cruzeiro e Atlético Mineiro. Uma simulação feita no olhômetro indica que há real possibilidade de termos, no mínimo, duas equipes na semi-final (ou um finalista, como preferirem).

Para apimentar a teoria da conspiração: Após quatro títulos enfileirados do Independiente entre 72-75 a Argentina quase faturou a 5ª Copa consecutiva. Coube ao Cruzeiro bater o River Plate e quebrar a hegemonia hermana. Opa, um argentino na final.

Seja como for, é hora de colocar a estatística à prova.




quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Mais pinceladas

Apenas para não perder o costume de meter o bedelho em qualquer assunto tampouco deixar o hábito das postagens cair, seguem novas pinceladas sobre alguns assuntos que pipocaram por aí nessa semana:


SUPERCLÁSSICO DAS AMÉRICAS - Um grande mico da organização do clássico entre Brasil e Argentina. O campo acanhado num local fora dos grandes centros boleiros dos hermanos prometia se transformar num caldeirão capaz de apimentar esta bela rivalidade. No entanto, a queda de energia, por pior e mais injusto que seja o acaso, mostra a falta de comprometimento das Federações em providenciar planos B para infortúnios desta natureza. 

Mais bizarro ainda foi ouvir Andres Sanchez, diretor de Seleções, bradar que não haverá outro jogo motivo pelo qual o Brasil seria o campeão desta edição. Uma tosquice não se justifica com outra. Se a partida não se realizou por causa de a, b ou c, não é razoável apagar o histórico da competição. Ainda que em 2013, que se marque nova partida e decida o campeão em campo, onde os holofotes deveriam estar acesos.


ADRIANO - Quer dar a volta por cima, mas não se esforça um tiquinho. Tal como Jobson, acabou para o futebol. A cada falta ou desculpa esfarrapada o atacante se mostra mais doente e sem um pingo de respeito seja por quem for. Lamentável que outro grande jogador brasileiro tenha um final de carreira tão deprimente.


ATLÉTICO MINEIRO - Aquele pé atrás que todo torcedor tem com o Cuca cedo ou tarde aparece. Parece que o Galo teve um choque de realidade - ou apagão técnico - e parou de apresentar aquele futebol envolvente e arrasador que lhe valeu a ponta do Brasileirão por rodadas a fio. Agora, novamente um equipe dirigida pelo treinador sofre com a pressão dos momentos decisivos. Muito papo rolou há algumas rodadas, pactos foram feitos e tudo que se pode constatar é que o Atlético é o vice-líder 6 pontos atrás do Flu. Só falta vacilar e acabar perdendo a vaga na Libertadores...


ALEX - Ídolo no futebol turco, meia-esquerda de qualidade e talento indiscutíveis. Após colher os louros e uma boa grana na Turquia, novamente nos brindará com seu futebol. A tendência é que Coritiba, Cruzeiro ou Palmeiras levem o atleta pelo que desempenhou com essas camisas. Meu palpite é que Alex deve reforçar o Cruzeiro.


SCHUMACHER - Não precisava ter voltado à Formula 1. Porém, mais desnecessária ainda foi a forma como o ídolo foi tratado pela Mercedes. O anúncio da contratação de Hamilton para seu lugar deu clara impressão de que o ídolo foi enxotado da escuderia.


segunda-feira, 19 de março de 2012

Análise de Elenco - Cruzeiro

O 7º clube na mesa d'O Boteco Esportivo é o Cruzeiro. O lado azul de Minas Gerais foi campeão da Taça Brasil em 66, campeão do primeiro Brasileirão sob a fórmula dos pontos corridos em 2003 e fez um campanha desastrosa ano passado.

Escapou da degola somente na última rodada do Brasileirão em grande estilo e em grande polêmica. Após um segundo turno pífio, massacrou o rival Atlético-MG por nada mais nada menos que 6 a 1. A goleada renderam os 3 misericordiosos pontos que salvaram a Raposa da guilhotina. No entanto, muito se fofoca a respeito de um suposto acerto das equipes, algo que envolveria a ação do patrocinador de ambos. Enfim, não sei. Quem sabe?

Vejamos o que a Raposa traz para que 2012 seja melhor e menos torturante:


GOLEIROS - Fabio, Rafael, Axel - Fabio é ótimo. Alto, firme na saída de gol, líder, reflexos apurados, é um dos melhores em atividade no país. Apesar de sua indiscutível qualidade, vejo com ressalvas quem defende sua integração ao trio de goleiros da Seleção Brasileira. Porém, sem alongar a questão, fato é que o gol celeste está bem protegido. O problema está na ausência de Fabio. Rafael não inspira a mesma confiança e, quando jogou, não fez nada de extraordinário. Axel, garoto da base, compõe o elenco, nada além disso. Sem constar no site oficial, Gabriel, destaque das categorias de base da Seleção parece muito mais goleiro que os reservas imediatos.

ZAGUEIROS - Victorino, Léo, Cribari, Thiago Carvalho, Mateus - Bons nomes. O uruguaio Victorino é nome certo em muitas convocações de sua seleção. Bastante técnico e rápido para um zagueiro, não demorou a se firmar na equipe. A briga pela vaga ao lado de Victorino, no momento, é de Léo. Léo foi bem no Grêmio, passagem mediana pelo Palmeiras e está em boa forma no Cruzeiro. Uma lesão aqui, outra ali, mas sempre atuando com muita raça e disposição. Posicionamento e cabeceio também em bom nível. Mateus fez uma boa temporada 2011 na zaga da Barcelusa. Resta acompanhar eventuais chances e checar se pode manter o nível na Série A. Thiago Carvalho, ex-Boa Esporte, também terá que superar a desconfiança de ter atuado somente em equipes menores. Cribari chegou ano passado com status de ótima contratação. No entanto, demorou a pegar ritmo de jogo, não se adaptou bem e gerou desconfiança. Mas é experiente e fez carreira no futebol italiano, então, deve ter um 2012 melhor.

LATERAIS - Diego Renan, Gilson, Marcos, Jackson - Assusta. À exceção de Diego Renan, lateral-esquerdo rápido, habilidoso e de boa chegada no ataque, os demais não inspiram confiança. Gilson, seu reserva, passou apagado pelo Grêmio e sem muito destaque pelo América-MG. Do lado direito, Marcos, que surgiu no próprio Cruzeiro, não fez uma má temporada pelo Bahia ano passado. Porém não fez nada de encher os olhos. Enquanto Jackson é cria do São Paulo e não chegou a ser efetivamente aproveitado no elenco profissional. Colecionou empréstimos por clubes paulistas, jogou no Dallas FC até desembarcar no Cruzeiro. A princípio, não vai resolver eventual carência na posição.

VOLANTES - Leandro Guerreiro, Diego Arias, Everton, Amaral, Rudnei, Marcelo Oliveira - Gosto do Leandro Guerreiro. Como o apelido aduz, é incansável na marcação e compõe muito bem defensivamente. Diego Arias foi outro que chegou cheio de pompa mas ainda tem muito a provar. Fazer parte da Seleção Colombiana não quer dizer muito hoje em dia. Amaral fez um bom Brasileirão-11 no América-MG, apesar do rebaixamento. Mostrou bom condicionamento físico e muita força na marcação. Everton, rápido, faz bem a transição entre a defesa e o ataque, mas deixa a desejar na contenção. Pode jogar mais adiantado ou ser improvisado na lateral-esquerda. Marcelo Oliveira cresceu no Corinthians e viveu o título de 2005 e o rebaixamento em 2007. Capacidade técnica bastante duvidosa, até porque nunca chegou a ser unanimidade no Timão. 

MEIAS - Roger, Montillo, Elber - Poucos articuladores. Vamos aos principais: Montillo é o cara. Habilidoso, decisivo, bola parada perigosa, rápido, visão de jogo apurada. É um dos melhores meias-armadores do Brasil disparado. Roger "chinelinho" alterna grandes jogos com grandes hibernações. No geral, não tem feito mau trabalho no Cruzeiro. Distribui e cadencia bem o jogo, além de ser outro talento na bola parada. Ao meu ver, parece muito com o Douglas. Talentoso mas meio relapso. 

ATACANTES - Wellington Paulista, Anselmo Ramon, Keirrison, Bobô, Wallyson, Fabio Lopes, Walter - O melhor e o pior do time. Pelos nomes, boas opções. Contudo, o rendimento invariavelmente fica abaixo do esperado. Wellington Paulista é aquilo que todos já viram no Juventus, no Santos, no Palmeiras e agora no Cruzeiro. Pouca mobilidade, pivôzão, tabelas curtas e referência na área. Gol aqui, perde outro ali, dá nos nervos acolá. Bobô saiu pela porta dos fundos do Corinthians. Virou ídolo na Turquia e até agora nada. Outro centroavante limitado mas que, na teoria, deveria fazer o feijão-com-arroz na área. Walter apareceu bem no Inter, foi para o Porto, deu uma sumida, e busca retomar o rumo da carreira em Minas. Dos centroavantes é o mais lúcido, em que pese ser jovem e não ter ido tão bem em Portugal. Wallyson e Anselmo Ramon são os responsáveis por dar velocidade ao ataque e o fazem muito bem. Além disso, finalizam com qualidade, melhor que muito segundo-atacante por ai. Por fim, Keirrison. Eu particularmente ainda acredito nele. Mesmo com tantos fracassos, com um pouquinho de esforço, se ele se dedicar um tiquinho mais pode até figurar mais vezes no time principal. Se o Adriano que é o Adriano tem tantas chances, por que não tentar mais uma vez com Keirrison? 

TÉCNICO - Vagner Mancini - Fraco. Apareceu no Paulista de Jundiaí em 2005 ao conquistar a Copa do Brasil sobre o Fluminense. No mesmo ano, fez a final do Paulistão contra o São Caetano. Perdeu. Então a carreira promissora começou a degringolar. Uma média de dois clubes por ano desde 2009 mostra que o trabalho do treinador é irregular. Demora a dar um padrão tático estável. Não transmite pulso firme, segurança aos jogadores e, sobretudo, à torcida. Salvou o Cruzeiro do rebaixamento ano passado sabe-se-lá-como, põe essa na conta dos deuses do futebol. Em suma: fraco.

ANÁLISE GERAL - O elenco do Cruzeiro é bom. Mas o time já foi visto com mais respeito. A zaga é boa, mas as laterais são deficientes, meio capengas. Montillo não tem um reserva à altura. Os atacantes renomados custam a render o que a projeção dos seus nomes supostamente indicam. Para que possa crescer é necessário o dedo de um treinador mais vivido e com vocação ofensiva. Mancini deixa muito a desejar na organização da equipe e acaba comprometendo o desempenho como um todo.

RESULTADO - Não imagino outro sufoco para a torcida celeste. Porém, também não vejo um Cruzeiro forte a ponto de brigar pelo título. Pode até sonhar com Libertadores mas, ao meu ver, o destino celeste nesta temporada é novamente ficar pela zona intermediária.