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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Rapidinhas

Resolvi pegar uma nota aqui outra dali que pipocou na internet durante esses dois dias e comentar brevemente alguns assuntos:

- Onde o Palmeiras quer chegar com a contratação de Leandro "Bochecha"? Ok, a equipe precisa de um reserva para a lateral e se trata de um atleta experiente, vivido e com passagem de relativo sucesso pelo próprio Verdão. Contudo, se o Palmeiras está realmente desesperado e em busca de reforços para evitar o rebaixamento por não confiar inteiramente em seu elenco, que busque jogadores que irão fazer a diferença.

Repito: não acho o time do Palmeiras essa draga toda como gostam de pintar. Nem o time, nem os reservas principais. Apesar de ficar à mercê do departamento médico, creio que seria plenamente possível acertar a equipe e escapar da degola com relativa tranquilidade. Insisto na tese de que falta seriedade e comprometimento com o presente, em vez de seguir sonhando com a Libertadores-13.


- Gosto muito do Túlio Maravilha. Sério. O cara conhece a brincadeira e foi um matador de primeira. Agora, esse carnaval que está fazendo em busca do milésimo gol é um tanto humilhante diante de uma carreira tão rica. Porém, dou meu braço a torcer, se for verdade o que dizem a respeito de sua condição física, poderia reforçar o elenco profissional do Botafogo com um pé amarrado nas costas. 

O Fogão do dia para a noite perdeu Loco Abreu e Herrera. Ficou sem referência na área e não tinha um homem-gol à disposição. Elkesson é bom jogador, quebra um galho, mas é meia de origem. Então, por que não colocar o Túlio lá? O Botafogo já fez tanta coisa mais bizonha, como insistir no Jobson um punhado de vezes...


- Deivid foi contratado pelo Coritiba. De longe, é o melhor atacante do grupo. Vale lembrar que o Coxa foi castigado na final da Copa do Brasil 2011 por não saber aproveitar dignamente as chances ofensivas que teve. É uma equipe que cria muito, mas peca demais nas conclusões. Nem vale a pena entrar na discussão sobre a arbitragem da primeira partida. Os gols perdidos nos primeiros 30 minutos de jogo deveriam ser passíveis de treino extra no "paredão".


- Essa polêmica do MMA que circula sobre a sequência interminável de "arregadas", ao meu ver, não tem fundamento. Jon Jones fez certo ao recusar a luta contra Sonnen, já que o falastrão (para não dizer coisa pior) tomou dois coros do Anderson Silva na decisão dos médios. Então, não é razoável que tivesse uma chance de disputar outro cinturão logo de cara.

Machida e Shogun não abriram mão de seus descansos pós-combate e antecipar a preparação poderia acarretar riscos desnecessários aos atletas. Tanto de lesão como de preparo técnico. Afinal, Jones é um cara muito talentoso. Daí colocar Belfort ou seja lá quem fosse é um problema da organização e a escolha pelo brasileiro não me parece de todo mal. Boa jogada de Dana White, que aproveita a febre brasileira no esporte e vai arrecadar uns bons trocados.


- O problema do São Paulo é aquele sistema defensivo sofrível e a diretoria insiste em focar em reforços para o ataque. Ganso é um meia de talento indiscutível e de temperamento misterioso. Ou seja, pode ser uma grande contratação, mas, no momento, é desnecessária. Jadson, bem ou mal, vai acumulando assistências e subindo de produção pouco a pouco. Evidente que o meia santista e o atual camisa 10 tricolor podem jogar juntos. Porém, ao meu ver, seria um suicídio tático na parte defensiva, que já fica bastante exposta com dois volantes e um meia que mais fica do que vai.

Ney Franco teria que fazer um milagre para acertar o sistema defensivo sem prejudicar o rendimento da possível dupla de armadores. Ou provar que a melhor defesa é o ataque.


- Adriano, mais uma vez, vai decepcionando quem tanto apostou nele. Eu fico decepcionado com quem ainda aposta em sua recuperação.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Aprendamos com Deivid. Certos gols não merecem ser marcados

Bombou na rede o gol perdido por Deivid, atacante do Flamengo. Livre na pequena área, goleiro batido no lance, cara-a-cara com a meta, condição legal, jogo empatado, enfim, todos os ingredientes presentes para consagrar um atacante. E Deivid caprichosamente mandou na trave. 

A simples surreal discussão sobre como ele conseguiu fazer tal proeza me parece tola demais. Arrisco ir além: Certas jogadas nasceram para não serem concretizadas em tento, gol, explosão e alegria. Em outras palavras, tem gol que não pode sair.

Busco um exemplo supremo para ilustrar. O que seria daquele fantástico drible de corpo que Pelé aplicou no goleiro uruguaio na Copa de 70  culminasse no gol canarinho? E o popular "gol que nem Pelé conseguiu fazer"? O que dizer caso o chute do Rei fosse um pouco mais para a esquerda e encontrasse as redes adversárias? Gol que até Pelé fez?!

Exemplos de profissionais perdendo gols absurdos de fazer vergonha na várzea são bem fáceis e divertidos de assistir, basta gastar uns minutinhos no youtube. A audiência que uma bizarrice dessa gera só é preocupante à equipe prejudicada no lance e ao jogador, caso este tenha um mínimo de crítica pessoal. No mais, é prato cheio para a esculhambação imprensa adentro. Cria-se um ótimo álibi para qualquer revés, punição, afastamento, certo diretorias?

Contudo, entendo que o futebol não respira somente dos acertos e erros ordinários. É preciso olhar com mais carinho o papel da grosseria do finalizador. O que seriam das peladas com os amigos sem aquela furada insana? Aquele tropeço desengonçado? E o morrinho traiçoeiro que fulmina o domínio? Nada. Não haveria riso na cerveja depois do jogo tampouco piadinhas eternas sobre o lance.

Quanto aos erros, aliás, enquadro também as falhas e frangos engolidos pelos goleiros, claro. Contribuem para os "gols de devem sair", mas integram o folclore do futebol com a mesma força dos gols desperdiçados.

Os vacilos que levam torcidas ao delírio e ao desespero são o que movem a essência da paixão nacional. O gol faz toda a diferença. Logo, não fazer gol também tem a mesma sorte. Acirra disputa pela posição, deixa o olhar na tábua de classificação tranquilo ou apreensivo, dá ou tira um título, uma classificação...ou seja, tatua na memória do torcedor o extraordinário lance.

Por isso, Deivid, durma em paz. Às vezes, a bola simplesmente não pode entrar.