Mostrando postagens com marcador Jobson. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jobson. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Pá-pum.

Tiro curto sobre algumas coisas que senti vontade de dizer mas sem me alongar demais:


- KAKÁ NA SELEÇÃO - De volta à Seleção após a fatídica derrota para a Holanda, Kaká não devia ser convocado. Não devia porque não joga e ponto. É impossível acreditar que o meia não venha sendo escalado por birra de Mourinho. A grande verdade é que Kaká joga bem contra times medíocres mas não repete boas atuações contra equipes mais gabaritadas. Além disso, se realmente estivesse em uma forma aceitável, dificilmente seria banco de nomes como Özil e Modric.


- LEANDRO CASTÁN NA SELEÇÃO - Bom zagueiro. Se ainda estivesse no Corinthians mereceria uma convocação para o "Superclássico das Américas". Porém, não vejo tanta bola assim no beque que justifique seu chamado. Aliás, sua convocação somente após a transferência para a Roma é bem estranha, não?


- JOBSON - Volta ao Botafogo e deve ter seu aproveitamento avaliado novamente. Ridículo. Se reintegrado, podem começar a contagem regressiva para a próxima polêmica.


- CORINTHIANS NO MUNDIAL - O adversário do Timão sai do confronto entre o campeão da África e o vencedor de Auckland City x campeão japonês. Dizem que houve comemoração por não ter pela frente o Monterrey. Piada, né? Os mexicanos, embora tenham uma seleção de respeito e ótimo retrospecto recente contra o Brasil, não são um bicho-de-sete-cabeças. Muito mais perigosos são os times africanos - vide Mazembe - e eventual campeão asiático, que caiu na chave do Chelsea. São equipes mais fortes fisicamente e geralmente contam atletas mais rápidos, que podem surpreender.  


- FULECO, AMIJUBI, ZUZECO - Um desses será o nome do mascote da Copa do Mundo no Brasil em 2014. Todos feios, para dizer o minimo.


terça-feira, 10 de abril de 2012

Depois o Botafogo reclama...

"Tem coisas que só acontecem com o Botafogo". Quem nunca ouviu essa frase? Essa e outras tantas atribuídas ao Botafogo - e tão emblemáticas quanto a ora tomada de exemplo - fazem o leitor esboçar aquele sorriso leve, balançar suavemente a cabeça de maneira afirmativa como quem diz "é verdade...". Mas, espera.  O Botafogo reclama, esperneia, ("chora", de acordo com os rivais) mas, pô, pede para protagonizar uma situação "peculiar".

Não quero revirar resultados, derrotas ou coisas do tipo. Quero ir um pouco mais além. O assunto é batido porém creio ser o momento de dar um basta: Jobson. Ou o Botafogo gosta de sofrer e fazer papel de ridículo, ou não tem mais amor-próprio.

O referido atleta já foi tema de post aqui no blog (relembre aqui) e, novamente, ele aparece na mídia envolto a uma história "mal explicada". Desta vez, veicula-se que Jobson foi afastado após uma discussão com o fisiologista, na qual questionava o procedimento que, pelo que li, seria realizado por todo o grupo.

Vou repetir: veicula-se que Jobson foi afastado após uma discussão com o fisiologista, na qual questionava o procedimento que, pelo que li, seria realizado por todo o grupo. 

Bom, se o problema não foi atraso, não foram drogas, não foi tumulto e o atacante vai pagar o pato por uma "discussãozinha cotidiana". Ao meu ver, essa história está mal contada. Não quero aqui passar a mão na cabeça de Jobson e cultuar a insubordinação no ambiente de trabalho.

Entretanto, qualquer um sabe que jogador de futebol é profissionalmente diferenciado. Ou eles realmente merecem a mordomia toda que recebem?! Chama os envolvidos, dá o esporro e volta para o campo, ponto. 

Por outro lado, se esse episódio está mascarando alguma outra conduta ou evento que "passou despercebido", passou da hora do Botafogo agir. Desde a primeira passagem Jobson tem sido um jogador extremamente problemático, daí pergunto: insistir para quê?! 

A postura esquizofrênica dos clubes em insistirem em atletas descompromissados é insana, e o privilégio não é só do Botafogo. Adriano, Carlos Alberto, Jobson, peloamordedeus, vão atrás de alguém na várzea, na base, em escolinhas de futebol Brasil afora e tragam 500 jogadores no lugar deles. Um de qualidade eu garanto que encontram! Apostem em gente que VALHA A PENA ou que, pelo menos, VALORIZEM a oportunidade que tem.

Quantos brasileiros não sonham em calçar umas chuteiras, vestir a camisa de qualquer clube e batalhar o pão no campo? Eu me sinto ofendido no lugar desses caras. Ver que gente, ora talentosa, simplesmente abre mão do privilégio que a vida lhes trouxe.

Não gostaria de retomar esse assunto novamente. No entanto, também não posso simplesmente ignorá-lo, pois me revolta ver clubes sendo coniventes com maus profissionais. Uma vez que o esporte reflete diretamente na sociedade, que exemplo times de futebol dão ao permitir tamanha anarquia? Esqueceram que o futebol é um elemento social brasileiro. Lá residem o lazer, a paixão e o sonho de muitos cidadãos. 

Pensem nisso, ok?


(Botafoguense - e a quem interessar- confira também a Análise de Elenco do Fogão e qual nosso palpite para o futuro da Estrela Solitária para o Brasileirão-12 clicando aqui)

(Sobre as frases que mencionei no início do post, aqui há outros exemplos)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Onde erramos?

Adriano marcado pela torcida do Timão. Botafogo faz da vida de Jobson um verdadeiro BBB. O futebol-negócio e o marketing esportivo justificam o risco de contratações como essas?

O Imperador não joga algo minimamente próximo de futebol desde o título do Flamengo em 2009. E Jobson colocou a carreira em risco ao se envolver com drogas e dar seguidos exemplos de irresponsabilidade profissional. Diante do histórico das figuras mencionadas, o clube realmente pensa antes de contratá-los?

Creio que o futebol brasileiro extrapola a caridade nesse lance de "dar uma segunda chance". Parece que escolhem a dedo qual é o jogador mais problemático, polêmico e talentoso para confiar. Na boa? Isso tá errado. Maldita mania de achar que os 15 minutos de fama duram 15 séculos.

Mesmo em 09, Adriano esteve sempre fora de forma e sempre envolvido em algum caso extracampo. Algo frequente desde a época de Imperador na Inter de Milão. Nem foi tão decisivo assim para o caneco. O que faz o Corinthians? Dá a mão. Jobson perdeu a chance de ir para o Cruzeiro, criou caso no próprio Botafogo, no Atlético-MG, "causou" até no Bahia! E vai o Botafogo apostar novamente no camarada! É piada, não pode ser.

Evidentemente são jogadores que podem fazer a diferença em seus clubes, desde que em forma e focados. Só que por boa parte de sua vida profissional eles não respeitaram essas duas regrinhas básicas e, agora, com todo carinho da nova diretoria que os acolhe vai ser diferente? Claro que não!

Olha aí o Carlos Alberto que não deixa mentir. 20 e tantos anos, habilidoso, rodado, e virou ícone do bando de displicentes. Chega a ser desnecessário ditar o currículo do meia, pois todos já sabem de cor e salteado.

Milagre. É nisso que as diretorias depositam sua fé ao assinar contrato com jogadores deste nível. A fé no milagre. Torcida? Ela que legitima todos os passos. Quem não queria um Adriano no time? "Ah, se ele estiver em forma, se ele estiver inteiro, se ele isso, se ele aquilo...sim!" Diante de tanto "se", o clube atrai os holofotes da mídia para si e aposta na fé da massa. Mesmo que seja só para ser mais um na conturbada vida do atleta, fazer o que.

Com um pouquinho mais de engenharia financeira e intelectual, não compensaria mais investir no retorno de um medalhão ou em alguma jovem promessa? Já imaginaram SE ela estoura? A visibilidade, as receitas, a futura venda...Ganha-se mais com que tipo de risco, hein?

Fato é que não se fazem mais bad boys como antigamente. Antes, por mais barulho que se fizesse, o cara tinha que entrar em campo e salvar o dele. Fazer gol, dar assistência, dar carrinho, o que fosse. Disposição não podia faltar. A ideia era evitar dar motivo para que as críticas iniciassem. Hoje, há preguiça até para ficar no banco de reservas. Não há vontade em querer calar a boca, dar a volta por cima. Fica para o próximo discurso de apresentação.

Até aceito que a indisciplina possa ficar mascarada quando o jogador realmente cumpre seu papel dentro das quatro linhas, na hora do "vamos-ver". Ao render o que se espera, tudo é relevado. Essa tradição é seguida por inúmeros esportes. Ora, são os ossos do ofício. Porém, o que se vê é justamente o contrário. Jogadores simplesmente relaxados, no pior sentido que a palavra possa ter.

Portanto, se for para contratar jogador polêmico o ideal é privilegiar aqueles que realmente se garantem no campo. Mas se é só para chamar a atenção, agremiações do meu Brasil, invistam em atletas que realmente possam contribuir com seu crescimento, ainda que às custas de uma projeção um tiquinho maior.