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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Soberanamente incontrolável

Não é novidade alguma que o São Paulo atravessa um péssimo momento. A crise parece ter encontrado no Morumbi a estabilidade que precisava para trabalhar tranquilamente, pois consegue impor ao clube a instabilidade e a irregularidade que lhe compete sem se ver ameaçada. Além disso, coloca em xeque o rendimento de um dos seus principais artilheiros, faz com que seu ídolo maior falhe bizonhamente e escancara os erros cometidos pela diretoria ao longo desses 4 anos de jejum. Porém, ao meu ver, um grave equívoco é o principal responsável pelo rendimento pífio do São Paulo dentro do campo: por incrível que pareça, sim, é o comando técnico.

Na minha opinião, o pior erro da diretoria foi a demissão do técnico Muricy Ramalho. De longe foi a maior cagada de Juvenal e sua trupe de conselheiros cornetas que o cerca. A soberba soberana não podia permitir que o São Paulo continuasse sob comando de um técnico que insistia em cair na Libertadores para rivais nacionais. Quanta ironia ser eliminado pelo Internacional em 2010 sem o rabugento treinador no comando...

Ao dispensar Muricy, o São Paulo não pensou em ser diferenciado. Preferiu cair na vala comum. Em vez de criar um mito sobre o treinador, que tem notória identificação com o clube desde os tempos de jogador, transformá-lo numa espécie de Ferguson brasileiro e dar sequência a uma era que, de cara, rendeu três títulos nacionais consecutivos, o Tricolor optou por renovar. Taí o que o "renovar" rendeu.

O São Paulo começou a se perder quando achou que a estrutura ditaria o rumo do time independente de quem se postasse ao lado do campo. Esse foi o principal erro do São Paulo, que passou a contratar uma série de treinadores medianos para administrar um elenco bom, mas sem entrosamento capaz de construir uma boa equipe.

Por baixo, o Tricolor passou por duas grandes reformulações no elenco. Uma cacetada de jogadores foram contratados. Até um bendito camisa 10 que a torcida esperava desde Danilo. Na mesma proporção, outra leva de treinadores mais ou menos deram as caras no Morumbi. Essa irregularidade do time não impressiona, é apenas reflexo do comando técnico.

É possível contar nos dedos os bons treinadores que temos em solo nacional. BONS. Muricy, Felipão e, graças à Libertadores, Tite. Dorival e Luxemburgo dos que sobram se sobressaem. O resto é resto, ponto. Não consigo entender como a diretoria do São Paulo consegue ficar satisfeita em conseguir tirar um treinador mediano da comissão técnica da Seleção Brasileira sub-qualquer coisa.

Técnico bom ganha jogo e campeonato. Olha o que o Felipão fez com o Palmeiras. De desacreditado a copeiro. No Corinthians, Tite ganhou o grupo, manteve um padrão tático, treinou à exaustão e foi premiado com a América. Só o São Paulo acha que com um punhado de atletas renomados e de qualidade aliados a uma boa estrutura pode se dar o luxo de contratar qualquer cara para figurar como treinador.

Repito: não consigo achar o elenco do São Paulo essencialmente ruim. Tem suas limitações, óbvio. No entanto, é possível fazer um time minimamente competitivo, coisa que nem Ney Franco e tampouco seus antecessores conseguiram. Não é crível que o Cortez nem chute ao gol, nem cruze. O sistema defensivo sem pegada no meio campo não se deve somente a uma mera vocação ofensiva de alguns meias. A falta de capricho na organização das tramas ofensivas não pode ser vista somente como algo circunstancial. Tudo isso se resume a uma coisa: falta de treino adequado.

Pelo andar da carruagem, a cada partida fica mais evidente o quanto Ney Franco é limitado. Na humilhação sofrida frente o Náutico há pouco, o treinador teve a "coragem" de substituir João Filipe com 10 minutos de jogo depois do zagueiro ter tomado um cartão amarelo. Por mais cautela que se tenha em poupar a equipe de uma expulsão tosca, dez minutos é muito pouco e tem cara de arrependimento na escolha da formação ideal.

4 vitórias, 1 empate e 5 derrotas. Creio eu que Juvenal e sua trupe não queria esse nível de aproveitamento para seu novíssimo treinador (ou melhor chamar de "aposta"?). E, a julgar pelo início "arrasador", tudo indica que Ney Franco deve durar mais 4, 5, 8 rodadas. E a pergunta que fica é: quem virá depois?






terça-feira, 17 de julho de 2012

Próxima vítima: Ney Franco

Esperei o clássico de domingo para comentar qualquer coisa sobre a nova aquisição do São Paulo: o técnico Ney Franco. Não por comodismo, mas somente para checar meus pré-conceitos com relação ao novo comandante tricolor. Bem, posso dizer que meus achismos não mudaram e arrisco prever o futuro do treinador. Sim, cedo ou tarde, vai terminar como Muricy Ramalho, Ricardo Gomes, Adilson Batista, Sergio Baresi, Carpegiani e Leão.

A apatia do São Paulo transformou-se numa doença crônica mais ou menos em 2010, quando caiu para o Inter na semi-final da Libertadores. Foi a última vez que o Tricolor mostrou algo parecido com disposição dentro do campo. 

Já que os resultados (entenda-se títulos) não aparecem, o reino de Juvenal Juvêncio começa a caça às bruxas e incia uma era de terror para o comando técnico. Sem dó, a guilhotina tricolor canta alto fracasso após fracasso.

Hoje, fica a impressão que o São Paulo é um time de peladeiros organizados. Um time forte, até. Só que de peladeiros, ora. Reina a displicência partida após partida. Jogam sem apetite, meio que por hobby. 

Preocupado com o clima de resort, JJ promove uma senhora reformulação no elenco para a temporada 2012. O descompromisso segue no ar e os "resultados" insistem em não vir. Para piorar, até o desempenho nos clássicos cai consideravelmente. Neste cenário, razoável imputar ao técnico a culpa por um novo fracasso, não é?

Então, chega Ney Franco. Comentaristas não se cansam de elogiar o treinador, sua postura, seu trabalho, seu trato com jovens promessas, engrandecem o título mundial com a Seleção Sub-20, dizem que o São Paulo acertou em cheio e vai entrar nos eixos. Aham.

Na minha opinião, Ney Franco é um técnico médio. Tão médio quanto Carpegiani, Ricardo Gomes e Leão. Logo, por que o São Paulo buscou uma solução média, se eram os médios que não davam resultado?

Ney Franco é mediano inclusive nos resultados. Fez trabalhos razoáveis por onde passou e suas conquistas se resumem a três Estaduais, uma Série B e uma Copa do Brasil. Não me venham dizer que são torneios difíceis, pois muito técnico meia-boca já ganhou esses campeonatos. E mais, entendo que torneio mundial sub-20 não engrandece currículo de ninguém.

Logo em sua estreia, o treinador mostra toda sua, digamos, falta de sorte. Vencia por 1 a 0 e tomava pressão do Palmeiras. Mérito verde, incontestável. Nem mesmo a defesa de Denis no pênalti de Valdívia livrou o treinador de sofrer o empate. Detalhe: com um jogador a mais. Nem para manter a fórmula mágica, hein, professor? 

Supostamente a troca no comando técnico deveria motivar os jogadores, ventilar novos ânimos. Balela! No São Paulo, a farra não tem fim. Troca elenco, troca técnico, não adianta. A soberba e a crença de que Instituição e camisa jogam por si só parecem incrustadas nas mentes soberanas dos conselheiros e nas paredes do Morumbi.

Afinal de contas, o clube é tão diferenciado que, em tempos de crise, se dá até o luxo de esnobar uma proposta de 38-40 milhões de euros por sua maior promessa que em dois anos de profissional nada conquistou e ainda perdeu espaço na Seleção para a outra prata-da-casa que saiu do clube pela porta dos fundos. 

Mas já saquei qual é a de Juvenal Juvêncio, expoente do futebol. Seu negócio é ter sempre munição para fazer o que mais entende: Substituir jogadores e, seu alvo predileto, o técnico.