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terça-feira, 9 de outubro de 2012

A conta vai fechar?

Faltam exatamente 10 rodadas para acabar o Brasileirão e a apreensão já toma conta da turma da degola. Se para Figueirense e Atlético Goianiense tudo indica que só um milagre pode livrar as equipes da rebaixamento, torcedores do Sport e do Palmeiras pegam calculadoras e renovam as esperanças para seguir na divisão principal do Brasileirão.

O Coritiba (32 pontos) está 5 pontos acima do Sport e 6 de vantagem sobre o Palmeiras. Ou seja, duas rodadas perfeitas podem livrar tanto o Leão como o Verdão. No entanto, para quem teve um desempenho bastante insatisfatório ao longo do campeonato torna-se uma missão impossível alcançar alguma regularidade em alto nível na reta final do torneio. 

De fato, 5-6 pontos dentro de 30 a serem disputados não parecem tanto. Porém, sempre bom lembrar que todos os times, principalmente a galera ameaçada, irão oscilar. Resumo da ópera, quem hoje olha a tabela e sonha com duas rodadas perfeitas, amanhã corre o risco de acordar e ter que torcer para duas ou três combinações favoráveis restando bem menos campeonato pela frente.

Claro que o fantasma do rebaixamento pode trazer companhia. Como a Ponte Preta, por exemplo, apenas 2 pontos a mais que o Coxa. Ou até a Lusa, hoje com 36 pontos. Mas para deixar a postagem mais enxuta, vou focar no trio e julgar que apenas um escapará. 

Abaixo, simulei minha reta final desses três times:


CORITIBA - perde do Palmeiras (fora), ganha do Bahia (casa), ganha do Náutico (casa), perde do Grêmio (fora), perde do Fluminense (fora), empata com o Atlético-MG (casa), perde do Corinthians (fora), empata com o Vasco (casa), perde do Cruzeiro (fora), ganha do Figueirense (casa). TOTAL: 11 pontos em 10 jogos.

SPORT - empata com Grêmio (casa), perde do Atlético-MG (fora), ganha da Ponte Preta (casa), empata com o Atlético-GO (fora), empata com o São Paulo (casa), perde do Vasco (fora), perde do Figueirense (fora), empata com o Botafogo (casa), perde do Fluminense (casa), perde do Náutico (fora). TOTAL: 7 pontos em 10 jogos.

PALMEIRAS - ganha do Coritiba (casa), empata com Náutico (fora), empata com Bahia (fora), empata com Cruzeiro (casa), perde do Inter (fora), ganha do Botafogo (casa), perde do Fluminense (casa), empata com Flamengo (fora), ganha do Atlético-GO (casa), perde do Santos (fora). TOTAL: 13 pontos em 10 jogos.


Assim, meu final de Brasileirão teria Coritiba com 43 pontos, Sport com 34 pontos e Palmeiras com 39 pontos.

Pelo menos futebol não é conta exata. Como sua conta fecha?

sábado, 22 de setembro de 2012

ENTREVISTA: Ademir da Guia, o Divino, responde:

Tive a oportunidade de participar de um evento no qual esteve presente Ademir da Guia, o Divino, candidato a vereador no município de São Paulo.

Entre fotos e autógrafos, pedi que Ademir respondesse uma única pergunta. Simples, direta e, talvez, aquela que todos (palmeirenses ou não) estejam se fazendo rodada após rodada.


- Divino, na sua opinião, o Palmeiras cai?


No áudio abaixo, a resposta:





sábado, 1 de setembro de 2012

Abra os olhos, Palmeiras!

Há dez anos o filme se repetia. Lembro de ver um Palmeiras com alguma qualidade individual, jogadores renomados, consagrados, mas uma equipe que não conseguia deslanchar. Vieram derrotas, empates, as vitórias passaram a se tornar artigos de luxo e então, quando as rodadas finais do Brasileirão 2002 se aproximavam, logo bradavam: "cai nada!" "olha a camisa!" "Palmeiras! Uma hora ganha!" Só que não ganhou. 

Para essa geração mais recente, na qual me incluo, a queda do Palmeiras foi um grande marco para o futebol, pois mostrava que um clube grande tem totais condições de ser rebaixado caso não apresente minimamente os fundamentos básicos em campo.

Adeus para aquela balela de que a camisa pesa. Vale lembrar que naquele mesmo campeonato o Botafogo caiu junto com o Verdão. Pior, foi o lanterna, e ficou a 3 pontos de sair. (quatro, se levarmos em conta critérios de desempate). O Palmeiras? Antepenúltimo, 1 ponto atrás do Paraná, 22º colocado.

Bacana notar que nos anos seguintes houve uma reação em cadeia com o rebaixamento de outros times de expressão, como: Grêmio, Atlético Mineiro, Corinthians e Vasco.

E o Palmeiras 2012 lembra alguma coisa do Palmeiras 2002. Não era um time exatamente ruim. Ninguém acreditava piamente que o Verdão seria rebaixado assim, sem mais nem menos. Mas, como diz Muricy Ramalho, a bola pune.

Se falta seriedade no trabalho, se os atletas já estão se imaginando na Libertadores-13 curtindo a extensa ressaca do título da Copa do Brasil, se o grupo está rachado, não importa. O ponto crítico é reconhecer já que o Palmeiras é candidato forte ao rebaixamento.

Quanto antes o Palmeiras acordar e perceber que está a 4 pontos do Bahia, 16º colocado e primeiro fora da zona da degola, melhor. O equilíbrio e a dificuldade do Brasileirão mostram que não é simples fazer acontecer uma arrancada excepcional como o Fluminense conseguiu em 2009.

Aliás, depois do Bahia, o Coritiba está mais dois pontos à frente. Ou seja, não basta simplesmente escapar da 17ª posição, é distanciar da zona ou passar mais 18 rodadas com o fantasma do rebaixamento na cola.

Agora, Palmeiras, não há fórmula ou esquema tático para resolver tal problema. Há coração.



(OBS: 2002 foi o último campeonato do formato híbrido. Primeira fase de pontos corridos em turno único e mata-mata envolvendo os 8 melhores colocados. Inclusive, o campeonato contava com 26 equipes. Hoje, o Brasileirão conta com somente 20 clubes.)