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segunda-feira, 26 de março de 2012

Caso Oscar: Uma verdade.

Relutei em comentar algo sobre o caso Oscar pois achava que já tinha muita coisa pipocando na rede a respeito. Contudo, meus dedos sentiram-se provocados a tecer algumas considerações após constatar que muitos torcedores podem estar fazendo uma leitura equivocada da situação, como o "Blog do Torcedor do Internacional", no portal Globo.com expressou recentemente.

Em seu post, o autor aduz que o São Paulo sacaneou Oscar. A postura de um torcedor justifica qualquer manifestação passional, "pacheca". No entanto, ao meu ver, a partir do ponto em que há o comprometimento por parte de uma pessoa em ser o porta-voz da torcida em um portal renomado que recebe alguns milhões de acessos todos os dias deveria existir um mínimo de senso crítico com as publicações ali disponibilizadas.

Ter o bom senso na hora de elogiar ou criticar o time quando necessário não é o bastante. Não é isso que o torna racional ou diferenciado. Mas ao abordar determinado conflito ou polêmica, ainda que envolvendo seu clube do coração, a imparcialidade e o respeito máximo à veracidade são imprescindíveis sob pena de desvirtuar completamente o teor da informação veiculada.

O Blog do Navarro faz um trabalho extremamente competente desde o início do 'caso Oscar'. Mesmo são-paulino, não elevou a postura do clube ao de dogma inquestionável. Tampouco limitou-se a malhar o Judas na figura do meia.

Ou seja, a transmissão da informação correta e expressar sua opinião a repeito é válido. Ao passo que distorcer fatos descompromissadamente fere sua condição de potencial formador de opinião.

Pois bem, como começou o caso Oscar?

Era uma vez o São Paulo que tinha uma jovem promessa em seu elenco. Aos 16 anos, de acordo com a Lei Pelé, o atleta pode firmar seu primeiro contrato profissional que deverá ter prazo máximo de 5 anos, conforme constam os arts. 29 e 30 da referida Lei. Porém, de acordo com a FIFA em seu Regulamento, menores de idade não poderiam firmar contratos cuja duração ultrapassasse 3 anos.

Foi quando o São Paulo teve a ideia "brilhante" de sugerir a emancipação de Oscar e assim firmar um contrato mais longo, como se maior de idade fosse. Evidente que não se passou de mera camaradagem. Uma boa parcela de luvas e aumentos periódicos foram estabelecidos. Em suma, o jogador recebeu "algum" para bancar a maracutaia e ter a certeza de que ficaria um bom tempo em um grande clube. Era só deixar o talento fluir.

Daí veio seu então empresário tumultuar e manipular o atleta para que este dedurasse o esquema. Provavelmente uma boa grana e uma promessa de ganhar mais em outros clubes - do Brasil ou não - deixaram Oscar tentado a entrar na Justiça alegando que foi forçado por dirigentes a proceder desta forma. Quer dizer que o cúmplice agora virou vítima?!

Conforme bem lembrado pelo jornalista Cosme Rímoli, o mesmo empresário também sondou outro atleta Tricolor em estratégia semelhante (ler aqui). Navarro também comentou o ocorrido (ler aqui). 

E onde entra o Inter nessa história? Bom, tão logo a Justiça deu uma liminar a Oscar declarando que seu contrato não teria validade o clube gaúcho correu atrás da promessa e fechou com ele. Bancou uma contratação de risco em razão de estar muito ciente do imbróglio que envolvia atleta e São Paulo. Logo, assumiu o risco de sua contratação. Então temos outro culpado aqui agora?! 

Fácil pegar o garoto de carinha dócil e que está jogando muita bola, colocar uma voz triste e dizer que foi coagido por dirigentes do São Paulo. Coitadinho. Tem como não se comover? Se aparecesse no programa da Sônia Abraão ia receber até doações.

Eis a resposta mais óbvia ao título proposto. A única verdade palpável na polêmica é a de que ninguém é santo. Todo mundo tem sua culpa no cartório. O São Paulo por buscar um mecanismo "dentro/fora da lei" para manter Oscar, o meia por dar de joão-sem-braço e se fazer de coitado quando a situação não mais lhe parecia favorável, e o dito-cujo do empresário.

O que menos me importa é como, quando ou onde a história vai terminar. Pode ser que o Inter recorra à FIFA, pode ser que as partes façam um acordo, pode ser, Pespi, ué. Nas mãos da Justiça certamente será dada razão ao menos errado. Mas o que realmente (me) importa são os fatos concretos e seus desdobramentos. Não os rótulos negligentes frutos da mera preguiça em se obter uma informação mais condizente à realidade.


domingo, 18 de março de 2012

O despertar tricolor por um voto de confiança.

Outro domingo de sol, calor e clássico em São Paulo. Nesta 14ª rodada tivemos no Morumbi um San-São de tirar o fôlego. A vitória do São Paulo por 3 a 2 com um jogador a menos e confirmada somente depois do gol chorado de Lucas aos 41 minutos do 2º tempo, e graças à excelente defesa de Denis em falta batida por Elano aos 47 selam um pacto de união entre equipe e torcida.

O primeiro tempo foi inteiro Tricolor. Há muito não se via um São Paulo tão envolvente e dominante em um clássico. Não tardou a abrir o placar com Casemiro logo aos 8 minutos de jogo. O tiro de canhota de fora da área desviou na cabeça de Edu Dracena e estufou as redes do Peixe. Casemiro e Cícero ainda perderam grandes oportunidades de ampliar o placar. 1 a 0 foi pouco em razão de tantas boas jogadas criadas.

Mas veio a segunda etapa para mudar tudo que se tinha visto até então. Muricy sacou Ibson e colocou Elano, que sempre faz grandes jogos contra o São Paulo. Foram precisos menos de 10 minutos para a partida ganhar emoção e contornos dramáticos. Aos 5, Elano bateu escanteio, Denis, que fazia um bom e seguro jogo, espalmou fraco e a bola encontrou Edu Dracena sozinho na linha do gol para igualar o marcador.

No lance seguinte, Rodrigo Caio, então suposto lateral-direito e carrapato de Neymar, tomou o segundo amarelo e foi para o chuveiro. Uma perda considerável pois fazia uma ótima partida na marcação da Joia. Muricy logo tirou Adriano para colocar Felipe Anderson. E a expulsão fez Leão trocar Jadson, discreto para variar, por Piris. Pior que deu certo.

Quando tudo parecia questão de tempo para o Santos construir sua vitória, o São Paulo achou um gol. Em ótimo contra-ataque orquestrado pela dupla Lucas-Luís Fabiano, a tabelinha resultou em passe longo do meia para a área. Ao chegar na bola, Fabuloso põe na frente e é derrubado por Rafael. A imprudência e a afobação do goleiro no lance resultaram na penalidade convertida por Luís Fabiano: 2 a 1 com 25 minutos ainda a serem jogados.

Dez minutos mais tarde e Alan Kardec, que entrou no lugar do lateral Paulo Henrique Soares, encontrou Neymar sozinho no meio da zaga tricolor. O atacante recebeu, limpou Denis e mandou para o gol. Tudo igual no placar e maré para Peixe!

Assustado, Leão substitui Luís Fabiano pelo zagueiro Edson Silva. 

Talvez fosse mera questão de tempo para a partida terminar empatada ou o Santos virar o jogo. Porém, o mais improvável aconteceu. Aos 41, Lucas recebeu na direita, invadiu a área e viu Cortez livre. O cruzamento rasteiro veio na perna 'ruim' do lateral e de direita carimbou a trave. No rebote, a sorte. A bola cai nos pés de Lucas e deles para o gol. 

Ainda deu tempo para Elano bater falta frontal ao gol de Denis. O chute vem baixo e o goleiro faz ótima intervenção para se redimir da falha no 1º tento santista e segurar o placar. São Paulo 3 x 2 Santos.

Era a vitória que a torcida do São Paulo tanto queria. A equipe finalmente mostrou um mínimo de garra e disposição em buscar reverter um quadro desfavorável. Houve superação e entrega. Com isso, finalmente, o time mostra aos adeptos que merecem um voto de confiança. Inclusive Lucas, que começava a ser visto com certa desconfiança pelo desempenho mostrado até aqui e pelos recentes atritos com o treinador Emerson Leão. 

A derrota, na prática, não faz a menor diferença para o Peixe. Contudo, ao meu ver, expõe que não é um time imbatível. A facilidade como o Santos foi dominado na primeira etapa é algo raro de se ver. Um pouquinho de organização tática e disciplina na marcação podem anular Neymar e Ganso. Por outro lado, prova que, quando quer, o time vai lá e complica. O revés pode até entrar na conta do azar. Mas a displicência não passou longe não.

Por fim, um destaque negativo: a arbitragem. Foi desproporcional. Amarelou a defesa inteira do Santos (6 cartões amarelos ao todo) e distribuiu 3 para o São Paulo, sendo 2 para Rodrigo Caio, expulso, e um para Cicero. Não que o Tricolor não merecesse outros tantos. Mas o zagueiro Durval e o goleiro Rafael escaparam de um merecido cartão vermelho. Durval acertou um carrinho feio em Lucas, que partia rumo ao gol. E Rafael era o último homem no pênalti em Luís Fabiano. Puniria lá pela violência e cá pela clara oportunidade de gol. 






quinta-feira, 15 de março de 2012

5 vitórias consecutivas, 1 gol sofrido e 1 dívida.

Vencer o Independente do Pará é obrigação para qualquer time das Séries A e B. OBRIGAÇÃO, nada mais que isso. Quando o São Paulo derrotou a equipe em questão semana passada lá no Norte por simbólicos 1 a 0, cumpriu seu papel. Mal, mas cumpriu.

Nesta quarta-feira, ao golear o mesmo Independente no Morumbi, o único destaque que realmente merece tal denominação é Luís Fabiano, autor dos 4 gols do triunfo tricolor. E vamos combinar que, tirando aquele no qual Fabuloso recebe, dribla o goleiro e manda para as redes, os outros 3 gols foram verdadeiras bizarrices da tosca zaga do atual campeão paraense. Sim, acredite se quiser, eu disse "campeão".

Após empatar com o Palmeiras na 10ª rodada, o São Paulo acumula 5 vitórias: Independente (2x), Guaratinguetá, XV de Piracicaba e Portuguesa. Sofreu um gol apenas. Justamente para a equipe melhorzinha, a Lusa. E, mesmo diante deste favorável histórico recente, não consigo aceitar numa boa a ideia de que houve uma baita evolução no plano de jogo tricolor.

Apesar de ter sido vazado somente uma vez em 5 partidas, o meio-campo ainda não inspira confiança. Tanto que o gol sofrido foi logo para um time atualmente mediano. Fosse a Barcelusa-11 e eu queria ver como terminaria aquele jogo. Há muitos buracos, muito espaço para o adversário chegar. O sistema defensivo sobrevive graças à muita reza e secadas da arquibancada. Já do meio para frente, tudo maravilha. Poxa, ilusão é achar que o futebol se limita a fazer gols. Evitá-los também faz parte do jogo, caramba! Se é para defender, que defenda direito!


Ao meu ver, acompanhar um jogo do São Paulo hoje é alternar da euforia à raiva em poucos instantes. Enquanto o ataque faz seu papel, o sistema defensivo prega susto atrás de susto. Aquele lado direito com Piris e Paulo Miranda é de chorar de desespero. Improvisar um volante da base não vai tranquilizar. A ausência de um camisa 5 à frente da zaga com cara de mau para distribuir uns pontapés, roubar a bola e proteger efetivamente o time contribui para a falta de credibilidade/combatividade da meia-cancha tricolor.


Entretanto, o que mais falta a este São Paulo é uma grande partida. Por mais que os números soem animadores, falta aquele jogo que traga o torcedor para perto, que o faça vibrar, ter orgulho, que o faça acreditar. Poderia ser contra o Corinthians, mas perdeu. Contra o Palmeiras, um jogaço, mas empatou. Contra o Santos, no domingo? Só se vierem com os titulares. Do contrário, nem de parâmetro deve servir.

Em vez de cobrar publicamente seus jogadores, Leão deveria conscientizar cada atleta do seu elenco disso. "Estamos devendo, não necessariamente evoluindo". Afinal, nos jogos que "realmente valiam" o São Paulo deixou a desejar, fato. 

Infelizmente, num Paulistão repleto de times abaixo da crítica, sobram os clássicos para medir a equipe. No mais, a Copa do Brasil faria esse papel, porém, nesta primeira fase não colocou o potencial do time à prova. Resta esperar para acompanhar o desempenho nos mata-matas do Estadual.

Parece fácil receber tudo isso que acabo de despejar acima como uma simples cornetada. Só que é muito mais difícil reconhecer uma dívida.


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Um autêntico CHOQUE-Rei.

Mais um domingo de sol, calor e clássico no Campeonato Paulista. Na senegalesca Presidente Prudente, Palmeiras e São Paulo disputaram um eletrizante Choque-Rei.

Com Lucas, que rendeu uma baita dor de cabeça à Juvenal Juvêncio nos últimos dias para liberá-lo, o Tricolor buscava reabilitação após a derrota no clássico contra o Corinthians. Aliás, jogar clássico tem sido motivo de muita preocupação no Morumbi. Nos últimos dois anos, poucas vitórias e uma série de atuações desastrosas.

Pelo lado palestrino, uma vitória poderia coroar a evolução do trabalho de Felipão, que ainda molda o Palmeiras à espera de Valdívia, Roman e, provavelmente, Wesley. Embalado com o triunfo sobre o Peixe no mesmo estádio, o Verdão contava com a bola parada e Barcos para surpreender.

E foi a bola parada, tão temida pelo instável São Paulo, que inaugurou o placar logo aos 5 minutos. Para variar, o Palmeiras alcança o gol valendo-se deste expediente. Já o Tricolor aproveitou a oportunidade para sofrer mais um gol desta modalidade. Falta na entrada da área pelo lado direito. Assunção e Daniel Carvalho no lance. Denis arma a barreira para cobrir o seu canto esquerdo. Daniel vem na bola, bate por fora da barreira, rasteiro e a bola morre no canto defendido por Denis.

Presumo existirem duas regras básicas universais para goleiros: 1-) bola na pequena área é dele; e 2-) tomar gol de falta no canto que você opta defender é falha estúpida. Denis falhou e comprometeu o início de jogo do São Paulo. Leão deve ter esboçado ligeiro sorriso. Explico já já.

Até a parada técnica, com uns 20 minutos de bola rolando aproximadamente, o jogo ficou meio morno. Na volta, o Tricolor melhorou. Lucas era o principal nome do time, embora jogasse praticamente sozinho. Jadson e Cícero estavam mais sumidos. Casemiro aparecia bem na frente com arremates de fora da área.

Aos 30 minutos, o São Paulo iguala o marcador. Casemiro avança pela esquerda e cruza para Cícero completar. A fase artilheira do meia contrasta com seu rendimento contestável na meia cancha. Contudo, novamente o Tricolor voltou a vacilar.

Pouco depois do gol, 7 minutos para ser mais exato, Barcos recebe na área. Paulo Miranda escorrega, Piris entra seco na jogada acreditando que o atacante chutaria. Ledo engano. Leve corte para a esquerda e chute firme para as redes: Verdão 2 x 1 Tricolor. Então, Leão deve ter feito uma cara de "não disse"? Agora explico o motivo para tais reações.

Vale lembrar que o treinador já se manifestou sobre a necessidade de querer mais uma opção para a lateral-direita e andou dizendo que gostaria de contar com mais um goleiro. Pois é. A diretoria foi atrás do promissor Douglas, detalhe: mesmo lesionado. Contudo, resolveu bancar Denis, reserva imediato de Ceni, que até o momento não havia demonstrado insegurança.

Porém, após dois jogos com falhas da dupla, a torcida reza para que o Reffis não falhe novamente e coloque Douglas em campo o mais rápido possível. Enquanto isso, a paciência com Denis vai se esgotando na medida em que a volta de Rogério parece cada vez mais distante. Entretanto, antes de crucificar o arqueiro é preciso calma. Sempre que entrou o arqueiro não comprometeu. Fez, inclusive, boas atuações. Pode ser apenas uma fase ruim, não pode?

Questionamentos à parte, Leão sacou Jadson, discretíssimo, e voltou com Fernandinho para o segundo tempo. Novamente o camisa 10 Tricolor deixou a desejar e, sinceramente, começo a desconfiar do seu potencial. Felipão manteve a formação vencedora e já que tinha o placar favorável, era só administrar.

O São Paulo melhorou um pouco. O Palmeiras trabalhava a bola à busca do contra-ataque perfeito e rondava a área, sem muito perigo. Errava passes ou se afobava e acabava perdendo a bola. E olha que Denilson à frente da área do São Paulo não era um cão-de-guarda que impunha medo.

Mas logo aos 10 minutos, a jogada que deixou o jogo realmente emocionante. Cortez recebe na esquerda, tenta o drible e Cicinho deixa o braço no lateral tricolor. Pênalti discutível, mas infantil. Por mais que o movimento do palestrino tenha sido meramente para girar o corpo, o braço denuncia a irregularidade. Willian José pegou a bola e não decepcionou. Bateu firme e igualou o marcador: 2 a 2.

Seis minutos mais tarde, Cícero, de falta, carimba o travessão de Deola. Na resposta, Maikon Leite isola tiro da entrada da área. Até a parada técnica, o São Paulo foi melhor, teve mais controle da bola e volume de jogo. Quando o Palmeiras chegou no ataque, tropeçava nas próprias pernas. Não era difícil rodear a área adversária, no entanto, as finalizações e os passes deixavam a desejar.

Leão trocou Casemiro por Rodrigo Caio. Felipão tirou Daniel Carvalho e colocou Patrik. 

Então Willian José protagonizou o 3º gol palmeirense. Não, não foi contra. 25 minutos da segunda etapa, Lucas escapa pela direita e encontra o centroavante livre. Era dominar, avançar e bater. Mas o autor do 2º gol tricolor errou o tempo da bola, o domínio e sua equipe pagou com o placar. No minuto seguinte, bola alçada na área, pane na alta zaga do São Paulo e a bola encontra o matador Barcos. Segundo dele no jogo e Verdão na frente: 3 a 2. 

Os Deuses do Futebol estavam impossíveis esta tarde e operaram um milagre. O canhoto Fernandinho, notório jogador de velocidade e corte seco, aquele que eu canso de dizer que é habilidoso, rápido e pouco inteligente, recebeu na esquerda, avançou e soltou a bomba de perna direita. A bola viajou firme no canto esquerdo de Deola. Belo gol Tricolor e tudo igual no placar: 3 a 3. 

A resposta palestrina não tardou. Marcos Assunção cobrou falta perigosa para boa intervenção de Denis. Cada descida era motivo de esperança e agonia para ambas torcidas. Deola fez duas boas defesas em falta cobrada por Lucas e cabeceio de Paulo Miranda. Felipão substituiu João Vitor por Chico e Maikon Leite por Ricardo Bueno. Com pouco menos de 5 minutos para o final, qualquer coisa podia acontecer.

Contudo, não aconteceu. A igualdade prevaleceu em um clássico realmente muito bom. Jamais um 3 a 3 será tosco. A partida refletiu o melhor da bola parada e cruzamentos palestrinos e do rendimento ofensivo tricolor. Por outro lado, confirma a péssima fase defensiva do São Paulo. Um meio-campo sem pegada e uma zaga em frangalhos com sérios problemas nas bolas aéreas preocupam demais.

No Verdão, entre reclamações sobre o pênalti e lamentações pelo gol espírita de Fernandinho, a zaga cochilou no gol de Cícero e o meio-campo precisa de acertos. Wesley pode ser a peça que falta para equilibrar a marcação e melhorar a qualidade do passe no setor, resta torcer por sua contratação. Entre mortos e feridos, se serve de consolo, o resultado manteve a invencibilidade da equipe no Paulistão.




domingo, 12 de fevereiro de 2012

Pitacos do Majestoso

Neste domingo, Corinthians e São Paulo escreveram mais um capítulo da história do clássico Majestoso. Sem Alex, Liedson e Emerson poupados para a Libertadores, o Timão buscava a vitória para continuar na liderança. E o São Paulo, sem Rogério e sem Luís Fabiano, precisava vencer para manter o 1º lugar geral.

Todo clássico é movido por forças extra-campo. No caso de Corinthians x São Paulo as farpas das diretorias, as provocações entre as torcidas, e a freguesia tricolor são ingredientes que tornam o clássico bastante tenso emocionalmente. 

O primeiro tempo foi inteiro do Corinthians. Logo aos 11 minutos, Jorge Henrique abre na esquerda para Fabio Santos, que rola para Danilo bater cruzado e Denis espalmar bonito para escanteio. Dez minutos depois, a superioridade do Timão aparece no placar. Jorge Henrique bate escanteio, e o criticado Danilo, ex-São Paulo, de cabeça inaugura o marcador. 

A jogada expõe a fragilidade da defesa do São Paulo, que já não era lá essas coisas pelo chão, mesmo com a chegada de reforços. Além disso, vale destacar que Danilo ganhou de Casemiro e João Filipe no lance. 

Mal taticamente e jogando fora de casa, o São Paulo era um morto vivo em campo. Lucas buscava jogo do seu jeito. Nem sempre conseguia produzir uma jogada perigosa. Jadson, discretíssimo, aparecia mais nas bolas paradas. O Tricolor errava muitos passes pelo meio, com Casemiro e Cícero praticamente sumidos. Willian José só apareceu na escalação e impedido. Cortez, mais uma vez, era a válvula de escape pelo lado esquerdo.

E o Timão administrava. Tocava bem a bola, explorava com velocidade os contra-ataques que, invariavelmente, terminavam com chuveirinho na área. A solidez do meio-campo impedia o São Paulo de criar jogadas de perigo.

Aos 36, quase o Timão amplia. Fabio Santos bate cruzado, Denis espalma para o meio da pequena área, caprichosamente a bola desvia de Elton e Cortez afasta. 

Aos 43, finalmente, a primeira jogada de perigo do São Paulo. Jadson bate escanteio, Rhodolfo cabeceia e Ralf salva em cima da linha. No rebote, Cortez dribla Alessandro em velocidade, é derrubado e o juiz assinala o pênalti. Sem Luís Fabiano e Rogério Ceni, sobrou para Jadson. A contratação que chegou cheio de pompa, um meia de seleção, vencedor no emergente futebol ucraniano (e europeu, pois venceu a Liga Europa), foi para a cobrança e ISOLOU.

Sinceramente? Jogador profissional seguramente chuta uma bola desde uns 5-6 anos de idade. O gol tem, aproximadamente, 7,32 metros de largura por 2,44 de altura. Em outras palavras, na minha opinião, o profissional tem OBRIGAÇÃO de converter a cobrança. Pênalti não é nem nunca será uma loteria. É COMPETÊNCIA. Mais inadmissível ainda é isolar a cobrança!

Ainda deu tempo para Leandro Castan carimbar a trave esquerda de Denis e quase matar a partida ainda no primeiro tempo.

Na segunda etapa o jogo permaneceu o mesmo. O Corinthians mandava no jogo com propriedade, dando um quê de jogo-treino ao clássico. Ralf e Paulinho anulavam o meio de criação do São Paulo. Fabio Santos e Jorge Henrique infernizavam a zaga tricolor e Julio Cesar era mero espectador. Somente Cortez incomodava Alessandro, mas nada grave.

Pouco menos de 15 minutos e Leão faz suas apostas: saíram: Jadson, Casemiro e Willian José. Entraram Fernandinho, Maicon e Osvaldo. Menos de DEZ SEGUNDOS após as substituições e João Filipe assina sua carta de dispensa do time do São Paulo. Entrada desnecessária em Jorge Henrique no meio-campo e rua. Expulso direto, sem choro nem vela.

Leão, que apostou na sua improvisação na lateral-direita, já se arrependia pela segunda chance. Sem contar que já via o zagueiro com ressalvas desde a partida contra o Bahia, na virada sofrida, quando o beque pediu para sair alegando cansaço, depois de correr sem propósito durante boa parte daquele jogo.

Desesperado, o São Paulo saiu para o ataque de qualquer jeito. E Tite colocou seu time para jogar como gosta. Fechadinho e subindo na boa. Tanto que, além de bloquear a criação do adversário, deu-se o luxo de substituir "seis por meia dúzia", como Willian, apagado, por Gilsinho. 

Aos 25 minutos, quase o Timão amplia. Alessandro aparece na direita, cruza rasteiro, a bola atravessa a área e a bola passa por Jorge Henrique. Aos 28, Paulinho limpa a marcação e bate ao lado do gol de Denis.

Sem organização, a torcida tricolor rezava por uma bola espírita e uma jogada iluminada de Fernandinho ou Osvaldo. Aos 30, o primeiro chute perigoso do São Paulo com Fernandinho para boa intervenção de Julio Cesar. O troco veio em seguida. Ralf dispara sozinho, se atrapalha com a bola e Paulo Miranda manda para escanteio.

Com pouco menos de 10 minutos para o final, o maestro Douglas reestreou pelo Timão e entrou no lugar de Danilo. O São Paulo, entregue e sem um pingo de organização das tramas ofensivas, parecia satisfeito com a derrota mínima. As substituições não surtiram o menor efeito, principalmente Fernandinho, que fazia o mesmo "o melhor e o pior" de sempre. Muita velocidade, muita habilidade, pouca objetividade, e utilização cerebral nula.

E foi isso. Vitória esmagadora do Timão por 1 a 0. 

O resultado mostra o dedo de Tite, que mostra seu foco em montar um time espelhado no padrão de jogo da Libertadores. Uma equipe com muita pegada no meio-campo e que sabe aproveitar bem as oportunidades de gol. Com Alex, Emerson e Liedson, o rendimento tende a ser maior e credencia o Timão ao título da Libertadores.

E expõe a fragilidade do São Paulo. Muito bom no papel mas, no campo, sem organização e sem render o mínimo esperado. Além disso, prova a dependência de Luís Fabiano no ataque e da liderança de Rogério Ceni. 

Agora, enquanto o Timão sonha tranquilo e começa a jornada rumo à América, o Tricolor dorme de cabeça quente e sonhando com Nilmar, atacante que poderia mudar a cara desse previsível ataque são-paulino.



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O São Paulo e a dificuldade em evoluir.

Quando o São Paulo anunciou Leão como treinador tinha um pensamento básico em mente: tirar os jogadores da zona de conforto. Banir aquele clima de resort dos treinos, acirrar a briga pela titularidade e renovar o brio de uma equipe, digamos, insensível.

O Tricolor fechou o ano com a sensação de que com uma boa pré-temporada poderia entrar nos eixos. Começa o Paulistão e o time alavanca 3 vitórias. Em termos de resultado, não quer dizer muito. Afinal, é o Paulistão, oras.

Mas o empate com o Guarani nesta 4ª rodada escancara alguns problemas que Leão terá que sanar - e rápido - para que o time possa dar um passo à frente e efetivamente credenciar-se aos títulos que disputar:

Liderança: Sem Rogério e sem Luís Fabiano não havia um líder. Ou melhor, alguém para agitar a equipe e deixá-la com perfil um pouco mais aguerrido. 

Zaga: Na partida de hoje, deu muitos sustos. Principalmente o estreante Paulo Miranda. No primeiro lance do jogo, gol do Guarani em falha generalizada do setor da direita à esquerda. Cortez salvou a noite ruim por ter participado efetivamente das tramas ofensivas. 

Meio: Wellington é ótimo marcador e tem um fôlego impressionante. Contudo, NÃO ACERTA UM PASSE. Como se sabe, é impossível ter um bom meio campo sem volantes que desarmem bem e saibam minimamente passar/distribuir a bola. Cícero alterna bons jogos com participações nulas. Casemiro idem. Denílson idem. Maicon entrou pouco, não quero tirar conclusões precipitadas. 

Neste caso, o torcedor respira aliviado ao lembrar que Fabrício e Jadson vão entrar no time. E Lucas é diferenciado, fato.

Ataque: O setor mais emblemático. Sinceramente, sem Luís Fabiano, é um dos piores dentre os times grandes. Hoje, Fernandinho deu demonstrações das suas três maiores virtudes: habilidade, velocidade e déficit intelectual. A capacidade que tem em passar pelos adversários e estragar contra-ataques, jogadas, desperdiçar finalizações é preocupante para quem é o virtual titular ao lado de Fabuloso. Osvaldo, ao meu ver, não é tão melhor que Fernandinho. Willian desencantou mas também não é um bom substituto. 

Observações: Ademílson é jovem, tem lá sua qualidade mas não merece ser avaliado tão a fundo quanto os demais do elenco. Rafinha entrou hoje e foi mal. Errou passes, perdeu bolas bobas...enfim, uma noite terrível para o São Paulo que, literalmente, achou o empate.

Leão: Sim, o próprio treinador precisa tomar cuidado em algumas alterações, especialmente quando se trata de um time desfalcado de suas principais peças. Contra o Bugre, mexeu mal. Sacou Willian e perdeu referência na frente. Depois tirou Fernandinho, que bem ou mal, era quem ditava o rumo do ataque. Enfim, comprometeu a reação da equipe e sobrou o empate. Uma leitura equivocada na Copa do Brasil pode custar classificação ou título...

Enfim, essas são minhas considerações sobre o São Paulo após o jogo contra o Guarani. No papel, um belo time, um ótimo elenco. Na realidade, um aproveitamento discutível, duvidoso e ilusório até certo ponto. 

No próximo post, como de praxe, os prêmios Cerveja Gelada e Cerveja Quente serão devidamente entregues.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Clássicos marcantes de São Paulo

Hoje é aniversário da Cidade de São Paulo. Para celebrar seu 458º ano de vida, seleciono os clássicos mais marcantes que acompanhei envolvendo seus três principais clubes.


PALMEIRAS x CORINTHIANS: 
Palmeiras 3 (5) x (4) 2 Corinthians - Semi-final da Copa Libertadores de 2000. Simplesmente impossível não mencionar. Na partida de ida, vitória do Timão por eletrizantes 4 a 3. Na volta, o Verdão deu o troco e, pela igualdade no saldo de gols, o jogo foi para os pênaltis. E aí o mito de São Marcos começou a surgir. Na última cobrança, Marcos defende o tiro de Marcelinho e classifica o Palmeiras para a decisão.   

Corinthians 2 x 2 Palmeiras - Final do Campeonato Paulista de 1999 - Outro jogo marcado na história pelas "embaixadinhas do Edílson". No primeiro jogo, Timão passeia por 3 a 0. Na finalíssima, o empate garantia o título, quando Edílson teve a "brilhante" ideia de fazer umas embaixadinhas na lateral e colocar a bola atrás do pescoço. Confusão generalizada e taça para o Timão.


SÃO PAULO x CORINTHIANS: 
São Paulo 3 x 1 Corinthians - Final do Campeonato Paulista de 1998 - O São Paulo havia perdido o primeiro jogo por 2 a 1. Para a partida de volta, contou com o retorno de Raí, que mal treinou com o time e foi para o campo. Resultado: vitória tricolor com dois gols do meia.

Corinthians 3 x 2 São Paulo - Semi-final do Campeonato Brasileiro de 1999 - No primeiro jogo das semi-finais do Brasileirão-99, o Timão se vinga de Raí. Dida defende dois pênaltis batidos pelo eterno camisa 10 do Morumbi. Na partida seguinte, um empate selou a classificação do Timão, futuro campeão.


PALMEIRAS x SÃO PAULO
São Paulo 2 x 1 Palmeiras - Oitavas-de-final da Copa Libertadores de 2006 - O São Paulo vencia a partida por 1 a 0 e encaminhava sua classificação, pois empatou o primeiro jogo por 1 a 1. Contudo, o Verdão igualou e cresceu no jogo com a expulsão de Leandro (SPFC). Só que o improvável aconteceu. Foi marcado um pênalti para o São Paulo que foi convertido por Rogério Ceni. Detalhe: teve que cobrar duas vezes por causa de uma paradinha.

Palmeiras 2 x 0 São Paulo - Semi-final do Campeonato Paulista de 2008 - Uma semi-final bastante farta em detalhes surreais. No primeiro jogo, vitória do São Paulo por 2 a 1, com um gol de Adriano. Tudo normal não fosse o detalhe que foi de mão. Precisando reverter o quadro, o Verdão fez o resultado, eliminou o Tricolor e seguiu firme na campanha do título. No intervalo deste jogo, um misterioso gás teria sido espalhado no vestiário do São Paulo, atrapalhando o desempenho dos atletas na segunda etapa. 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Se o duelo Rogério Ceni x Emerson Leão existe, o vencedor pode ser o SPFC.

O post de 23.01.12 do Blog do Perrone aborda algo que já foi ventilado internet adentro: uma rixa subliminar envolvendo o treinador Emerson Leão e o goleiro Rogério Ceni. Aliás, há quem diga que ela vem desde 2004-2005.

De cara, vou descartar a possibilidade de que tenha sido uma matéria sensacionalista, tumultuadora. Como em qualquer ambiente de trabalho, divergências acontecem. A mídia toma uma situação, dá a devida roupagem e faz dela seu ganha-pão. Por isso, não há motivo para fazer tempestade em copo d'água toda vez que jogador, treinador ou dirigente baterem de frente em suas declarações.

Contudo, creio ser importante observar mais atentamente alguns pontos dos envolvidos:

Leão estava na geladeira há um bom tempo. Carrega a fama de ultrapassado, técnico que faz seu trabalho a curto prazo pautado na motivação, sem variações táticas complexas, impondo seu rigor militar aos atletas. No final de 2011, o São Paulo lhe estendeu a mão. Precisava do seu estilo pulso-firme para combater a acomodação do elenco Tricolor. Apostou no técnico que criou a mentalidade vencedora do esquadrão campeão da América e do Mundo em 2005.

2012 começa com reforços bem ao seu estilo: os tais "cascudos". Jogadores sem muita grife, que se destacam por fazer do feijão-com-arroz a fórmula para seu sucesso. Negociados os "acomodados", Leão agora tem que traduzir em títulos a confiança depositada. Experiente, sabe como lidar nos bastidores do futebol e, em se tratando de São Paulo Futebol Clube, isso significa "ter o apoio de Rogério Ceni".

Dotado de personalidade tão forte quanto a do comandante, Rogério Ceni é o São Paulo. O estilo workaholic e perfeccionista engrandece ainda mais o ídolo máximo do clube. Contudo, como jogador, por mais experiente que seja - e mereça ser ouvido mais de perto - ainda deve um mínimo de subordinação sem fazer disso uma picuinha pessoal.

Os exemplos dados pelo Blog do Perrone permeiam a partida entre Vasco x São Paulo pelo Brasileirão-11. Leão teria vetado o retorno de Ceni por considerar precipitado. Ok. Cadê o problema? Denis fez uma partida espetacular, diga-se. Logo em seguida, Ceni retorna e pronto. Leão não é burro, por mais cretino que o trocadilho soe, e sabe que o posto é de Rogério e de mais ninguém. 

Entretanto, por mais ídolo que seja, Rogério sempre será menor que o São Paulo. Neste aspecto, Leão não faz nada mais que sua obrigação: preservar os interesses do time e da instituição. A essa altura da vida o técnico vai se meter a criar polêmica justamente com o maior nome do clube? Coincidentemente no que pode ser sua última oportunidade em uma grande equipe? Nem a pau, Juvenal! (trocadilho cretino II, o retorno)

Agora, a polêmica que gira em torno da eventual cirurgia no ombro do capitão, que insiste em querer resolver a contusão pela fisioterapia. Bom, sejamos francos, o REFFIS do Tricolor que deu margem para Rogério querer a todo custo evitar a cirurgia. Isso deve ter sua origem com os seguidos equívocos no tratamento de Luís Fabiano ano passado.

E novamente pergunto: Cadê o problema? Rogério não é médico e sabe que se voltar correndo riscos, vai atrapalhar mais que ajudar. Ao mesmo tempo, ciente da sua importância, quer estar a postos o quanto antes. Se a alternativa de cura pode estar a curto prazo, por que não tentar? Se o tratamento não funcionar, opera. Simples. Onde está a polêmica, meu caros?!

A matéria ainda indica que a assessoria de imprensa de Rogério "diz que o goleiro gosta do treinador por causa de seu estilo franco, de falar diretamente o que pensa para os atletas". Pronto. Pega a fofoca, faz o carnaval e passa um pano para amenizar, buscar o contato politicamente correto das partes envolvidas.

Se há tensão entre ambos, não importa. Ao meu ver, o que realmente interessa ficou demonstrado. Por mais que não estejam 100% concordes, se respeitam e se toleram. E é essa a postura disciplinar que pode fazer o São Paulo retomar o caminho dos títulos. 

Para acabar, Rogério diz que só renovaria o contrato (finda em dezembro/2012) e repensaria a aposentadoria se o São Paulo tivesse um time competitivo e brigasse por títulos. Bom, nessas circunstâncias, será que Rogério preferiria a tranquilidade de Ricardo Gomes, a inexperiência de Sérgio Baresi, as implicâncias de Carpegiani, ou o "incrível" Adilson Batista? Hein...?