segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

As melhores propagandas esportivas

Uma boa propaganda deve ser clara e transmitir uma mensagem impactante a quem assiste. E, após um papo sobre comerciais com uns amigos, escolhi as cinco propagandas mais bacanas de esporte que já vi para compartilhar com os amigos.

Não vai ter tartaruguinha fazendo embaixadinha, nem gozação barata com argentinos. Mas quem quiser protestar por sua propaganda favorita não ter entrado nessas cinco, pode deixar registro nos comentários.

Vale destacar que a criatividade e o patriotismo dos hermanos em fazer comerciais realmente empolgantes são sensacionais.


















Paulistão 12 - Rodada #3

Mais uma rodada do Paulistão se vai e aqui estamos para distribuir as cervejas aos campeões da rodada. Vamos a eles:


CERVEJA GELADA

LUCAS - Mais uma boa partida do meia do São Paulo. A jovem promessa vem amadurecendo bastante e tem decidido alguns jogos, como o deste sábado. Na vitória sobre o São Caetano por 2 a 1, foi dele o triunfo salvador da equipe do Morumbi. Claro que ainda precisa mostrar um pouco mais, decidir jogos realmente decisivos, mas o bom começo de temporada merece uma cerveja gelada.

FERNANDÃO - O limitado e criticado atacante do Palmeiras salvou o Verdão de um vexame em Catanduva. Foi dele o gol que decretou o empate por 1 a 1 contra o Catanduvense e amenizou a sofrível tarde palestrina. 

COMERCIAL - Bateu o Botafogo por 2 a 1 no saudoso clássico do "Come-Fogo", que há 26 anos não era disputado na divisão principal do Paulistão. 


CERVEJA QUENTE

MARCELO ROGÉRIO - Novamente a arbitragem sentando à mesa para uma cerveja quente. Desta vez, o árbitro de Corinthians 1 x 0 Linense prejudicou feio os visitantes. No primeiro tempo, com o placar ainda empatado, o juiz anulou gol legal do Linense. Fabão completou de cabeça o escanteio batido da esquerda, a bola caprichosamente bate na trave, nas costas de Julio Cesar e entra. Não fosse uma falta que só o árbitro viu e o Linense poderia ter complicado um pouco mais a vida do Timão.

LEANDRO AMARO - O pênalti cometido pelo zagueiro do Palmeiras passa longe do infantil. É difícil escolher a palavra exata. Surreal, estúpido, iditota, estapafúrdio, escolham a que quiserem. 

GUARATINGUETÁ - 3 jogos, 3 derrotas e degolou Roberto Fernandes. Em três rodadas conquistou grandes chances de rebaixamento e jogou no lixo o planejamento até o momento. 

domingo, 29 de janeiro de 2012

Que jogo!

Tive a oportunidade e o prazer de presenciar um dos melhores jogos de tênis da minha vida. Novak Djokovic e Rafael Nadal batalharam por quase 6 horas na final do Australian Open. O sérvio conseguiu levar o caneco mas, sinceramente, isso é um mero detalhe.  Houve um momento em que até os comentaristas da transmissão de tv diziam que o troféu deveria ser partido ao meio, tamanha a entrega e o merecimentos desses dois gigantes do esporte.

Em qualquer esporte é muito comum que a nostalgia marque presença. "Ah...antes é que era melhor! Hoje não se fazem mais jogadores como antigamente...". No caso do tênis, acredito que presenciamos neste momento uma das melhores gerações da história. Além de Nadal e Djoko, não podemos nos esquecer da existência de Roger Federer, o melhor que vi jogar em minha vida.


Nada como começar um domingo com um jogo desses...


                                   Eis o vencedor. Foto: Getty Images.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Paulistão 12 - Rodada #2

E lá vamos nós para o nosso prêmio que será entregue em todas as rodadas do Campeonato Paulista.


CERVEJA GELADA

EMERSON LEÃO - Apesar da vitória do Tricolor, o técnico fez questão de destacar que o rendimento da equipe esteve abaixo do esperado, corrigindo inclusive o posicionamento de Lucas, grande destaque do jogo. Por que ele merece uma gelada? Oras...ele está cumprindo o seu papel. A única pessoa que não pode ficar vislumbrada pelo bom momento de seu time é o treinador.

PONTE PRETA - A Macaca conseguiu recuperar-se da derrota na primeira rodada em grande estilo, fazendo 5 gols no Bragantino, que ainda não pontuou no campeonato.

CORINTHIANS - Obteve sólida vitória sobre o Guaratinguetá e assume a ponta da tabela, juntamente com o São Paulo, Paulista e Mogi.


CERVEJA QUENTE

ESTÁDIO DARIO RODRIGUES LEITE - O campo do Guaratinguetá não apresentava nenhuma condição de receber um jogo profissional de futebol. Além de prejudicar o espetáculo, o estado do gramado poderia ter provocado sérias lesões nos jogadores. E a Federação preocupada em vetar os estádios que não têm estrutura para uma transmissão televisiva.

MOGI MIRIM - O Sapão obteve sua segunda vitória e ainda não levou nenhum gol. Apresenta-se como candidato a ficar com uma das 8 vagas para as quartas-de-final.

PALMEIRAS x PORTUGUESA - Péssima apresentação das duas equipes. O empate mais justo seria o de 0x0. A Portuguesa precisa voltar a presentar o futebol vistoso que propiciou na temporada passada. E o Palmeiras...bem...nada muito diferente dos últimos tempos.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Clássicos marcantes de São Paulo

Hoje é aniversário da Cidade de São Paulo. Para celebrar seu 458º ano de vida, seleciono os clássicos mais marcantes que acompanhei envolvendo seus três principais clubes.


PALMEIRAS x CORINTHIANS: 
Palmeiras 3 (5) x (4) 2 Corinthians - Semi-final da Copa Libertadores de 2000. Simplesmente impossível não mencionar. Na partida de ida, vitória do Timão por eletrizantes 4 a 3. Na volta, o Verdão deu o troco e, pela igualdade no saldo de gols, o jogo foi para os pênaltis. E aí o mito de São Marcos começou a surgir. Na última cobrança, Marcos defende o tiro de Marcelinho e classifica o Palmeiras para a decisão.   

Corinthians 2 x 2 Palmeiras - Final do Campeonato Paulista de 1999 - Outro jogo marcado na história pelas "embaixadinhas do Edílson". No primeiro jogo, Timão passeia por 3 a 0. Na finalíssima, o empate garantia o título, quando Edílson teve a "brilhante" ideia de fazer umas embaixadinhas na lateral e colocar a bola atrás do pescoço. Confusão generalizada e taça para o Timão.


SÃO PAULO x CORINTHIANS: 
São Paulo 3 x 1 Corinthians - Final do Campeonato Paulista de 1998 - O São Paulo havia perdido o primeiro jogo por 2 a 1. Para a partida de volta, contou com o retorno de Raí, que mal treinou com o time e foi para o campo. Resultado: vitória tricolor com dois gols do meia.

Corinthians 3 x 2 São Paulo - Semi-final do Campeonato Brasileiro de 1999 - No primeiro jogo das semi-finais do Brasileirão-99, o Timão se vinga de Raí. Dida defende dois pênaltis batidos pelo eterno camisa 10 do Morumbi. Na partida seguinte, um empate selou a classificação do Timão, futuro campeão.


PALMEIRAS x SÃO PAULO
São Paulo 2 x 1 Palmeiras - Oitavas-de-final da Copa Libertadores de 2006 - O São Paulo vencia a partida por 1 a 0 e encaminhava sua classificação, pois empatou o primeiro jogo por 1 a 1. Contudo, o Verdão igualou e cresceu no jogo com a expulsão de Leandro (SPFC). Só que o improvável aconteceu. Foi marcado um pênalti para o São Paulo que foi convertido por Rogério Ceni. Detalhe: teve que cobrar duas vezes por causa de uma paradinha.

Palmeiras 2 x 0 São Paulo - Semi-final do Campeonato Paulista de 2008 - Uma semi-final bastante farta em detalhes surreais. No primeiro jogo, vitória do São Paulo por 2 a 1, com um gol de Adriano. Tudo normal não fosse o detalhe que foi de mão. Precisando reverter o quadro, o Verdão fez o resultado, eliminou o Tricolor e seguiu firme na campanha do título. No intervalo deste jogo, um misterioso gás teria sido espalhado no vestiário do São Paulo, atrapalhando o desempenho dos atletas na segunda etapa. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Obsessão

A Copa Libertadores é a febre de todos os clubes sul-americanos. No entanto, a cobiça é tanta que muitos clubes depositam nela sua razão de viver. Reconquistá-la remete ao prazer único de ser o dono da América Latina, de ir ao Mundial medir forças com o campeão europeu, à soberba no papo de bar. Um sentimento doce e sublime de uma glória que perdura ao longo dos tempos. Conquistá-la é o objetivo de quem busca conhecer essa sensação. E na obsessão pela glória eterna, perdem a cabeça. O Corinthians se encaixa justamente aqui.

O Timão sofre a sina de ser o único time grande de São Paulo que ainda não conquistou o campeonato mais importante da América. Com isso, a cada participação do clube no torneio, aumentam as expectativas em torno daquilo que pode ser o maior marco em sua história. Feito mais marcante, talvez, que o título paulista de 77, para os saudosistas. E a cada fracasso aumenta o desejo em tê-lo.

Após a eliminação para o Flamengo em 2010, em pleno Pacaembu, e o "Tolimazzo" em 2011, novamente o Corinthians está classificado para a sonhada Copa. Para tentar realizar o sonho do título, manteve a base campeã brasileira e não trouxe nenhum reforço de peso. Estratégia ousada.

Porém, não acredito que 2012 seja o ano da redenção corinthiana no torneio. E baseio minha opinião em três linhas básicas de argumentação: concorrência/elenco, vivência do clube e ansiedade. 

Sabe-se que a Libertadores é um torneio bastante atípico que permite o time mais aguerrido bater a equipe mais técnica, até aí nenhuma novidade. Porém, não vejo o conjunto do Corinthians melhor que os demais postulantes brasileiros ao título. Em comparação com Fluminense, Santos e Inter, vejo o Timão um degrau abaixo, mesmo tendo um time muito bom.

Notem que eu utilizei a expressão "time" e não "elenco". Não considero o elenco do Corinthians essa maravilha como gostam de pintar. Considero apenas o ataque um diferencial. No mais, elenco numeroso que tem lá sua qualidade, mas nada de espetacular. Ou Morais, Moradei e Vitor Júnior são ótimo reservas que seriam titulares em qualquer equipe do país? Nenhum deles substitui Alex, Danilo, Willian ou quem quer que seja à altura. O rendimento do time sempre cai consideravelmente quando perde uns dois titulares, disparidade que não deveria ficar tão evidente. 

A partir do elenco faço o gancho com a ansiedade. Embora conte com jogadores vividos, somente três jogadores do atual grupo sabem o que é conquistar a América: Alex, Danilo e Fabio Santos. Ou seja, por mais experientes que sejam, a ansiedade pode tomar conta de quem não venceu o torneio ou não está habituado a disputá-lo.

E quando digo "vivência do clube" é a forma como a equipe disputa a Libertadores. Da atual edição, Santos e Inter realmente respiram a alma da Copa, da postura em campo até o apoio da torcida. Vasco e Flamengo já a conquistaram e esperam reacender a chama do torneio em seus adeptos. Já Fluminense e Corinthians se desesperam a cada edição seja em campo, seja nas arquibancadas. Sequer é incomum as manifestações impacientes da torcida logo no intervalo. 

Por mais que a Libertadores exija atenção diferenciada, não pode ser tratada como o anel do "Senhor dos Anéis". Pregar aqui a tranquilidade seria dizer o cúmulo do óbvio. Não se trata de calma. É ter em mente que disposição e atenção são as chaves para o sucesso. Nunca que uma Libertadores será tranquila. "Libertar" a América é guerra. Cruzar a América Latina requer nervos de aço contra todo tipo de adversário: estádios precários, torcida rente ao campo, juízes pressionados, pedradas no ônibus...

Para mim, o segredo para suportar tudo isso é simples: manter o foco, a atenção. Reverter o nervosismo da situação em oportunidades de gol e marcar bem o adversário. Em todas as eliminações do Corinthians, principalmente as derrotas no Pacaembu, ou o nervosismo tomou conta ou faltou atenção. Tô mentindo? Resta esperar para saber se o Timão finalmente aprendeu a lição.






segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Se o duelo Rogério Ceni x Emerson Leão existe, o vencedor pode ser o SPFC.

O post de 23.01.12 do Blog do Perrone aborda algo que já foi ventilado internet adentro: uma rixa subliminar envolvendo o treinador Emerson Leão e o goleiro Rogério Ceni. Aliás, há quem diga que ela vem desde 2004-2005.

De cara, vou descartar a possibilidade de que tenha sido uma matéria sensacionalista, tumultuadora. Como em qualquer ambiente de trabalho, divergências acontecem. A mídia toma uma situação, dá a devida roupagem e faz dela seu ganha-pão. Por isso, não há motivo para fazer tempestade em copo d'água toda vez que jogador, treinador ou dirigente baterem de frente em suas declarações.

Contudo, creio ser importante observar mais atentamente alguns pontos dos envolvidos:

Leão estava na geladeira há um bom tempo. Carrega a fama de ultrapassado, técnico que faz seu trabalho a curto prazo pautado na motivação, sem variações táticas complexas, impondo seu rigor militar aos atletas. No final de 2011, o São Paulo lhe estendeu a mão. Precisava do seu estilo pulso-firme para combater a acomodação do elenco Tricolor. Apostou no técnico que criou a mentalidade vencedora do esquadrão campeão da América e do Mundo em 2005.

2012 começa com reforços bem ao seu estilo: os tais "cascudos". Jogadores sem muita grife, que se destacam por fazer do feijão-com-arroz a fórmula para seu sucesso. Negociados os "acomodados", Leão agora tem que traduzir em títulos a confiança depositada. Experiente, sabe como lidar nos bastidores do futebol e, em se tratando de São Paulo Futebol Clube, isso significa "ter o apoio de Rogério Ceni".

Dotado de personalidade tão forte quanto a do comandante, Rogério Ceni é o São Paulo. O estilo workaholic e perfeccionista engrandece ainda mais o ídolo máximo do clube. Contudo, como jogador, por mais experiente que seja - e mereça ser ouvido mais de perto - ainda deve um mínimo de subordinação sem fazer disso uma picuinha pessoal.

Os exemplos dados pelo Blog do Perrone permeiam a partida entre Vasco x São Paulo pelo Brasileirão-11. Leão teria vetado o retorno de Ceni por considerar precipitado. Ok. Cadê o problema? Denis fez uma partida espetacular, diga-se. Logo em seguida, Ceni retorna e pronto. Leão não é burro, por mais cretino que o trocadilho soe, e sabe que o posto é de Rogério e de mais ninguém. 

Entretanto, por mais ídolo que seja, Rogério sempre será menor que o São Paulo. Neste aspecto, Leão não faz nada mais que sua obrigação: preservar os interesses do time e da instituição. A essa altura da vida o técnico vai se meter a criar polêmica justamente com o maior nome do clube? Coincidentemente no que pode ser sua última oportunidade em uma grande equipe? Nem a pau, Juvenal! (trocadilho cretino II, o retorno)

Agora, a polêmica que gira em torno da eventual cirurgia no ombro do capitão, que insiste em querer resolver a contusão pela fisioterapia. Bom, sejamos francos, o REFFIS do Tricolor que deu margem para Rogério querer a todo custo evitar a cirurgia. Isso deve ter sua origem com os seguidos equívocos no tratamento de Luís Fabiano ano passado.

E novamente pergunto: Cadê o problema? Rogério não é médico e sabe que se voltar correndo riscos, vai atrapalhar mais que ajudar. Ao mesmo tempo, ciente da sua importância, quer estar a postos o quanto antes. Se a alternativa de cura pode estar a curto prazo, por que não tentar? Se o tratamento não funcionar, opera. Simples. Onde está a polêmica, meu caros?!

A matéria ainda indica que a assessoria de imprensa de Rogério "diz que o goleiro gosta do treinador por causa de seu estilo franco, de falar diretamente o que pensa para os atletas". Pronto. Pega a fofoca, faz o carnaval e passa um pano para amenizar, buscar o contato politicamente correto das partes envolvidas.

Se há tensão entre ambos, não importa. Ao meu ver, o que realmente interessa ficou demonstrado. Por mais que não estejam 100% concordes, se respeitam e se toleram. E é essa a postura disciplinar que pode fazer o São Paulo retomar o caminho dos títulos. 

Para acabar, Rogério diz que só renovaria o contrato (finda em dezembro/2012) e repensaria a aposentadoria se o São Paulo tivesse um time competitivo e brigasse por títulos. Bom, nessas circunstâncias, será que Rogério preferiria a tranquilidade de Ricardo Gomes, a inexperiência de Sérgio Baresi, as implicâncias de Carpegiani, ou o "incrível" Adilson Batista? Hein...?