sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Paulistão 12 - Rodada #6

Ainda que com um dia de atraso, não podemos deixar de dizer quem mereceu uma cerveja gelada e uma quente nesta 6ª rodada do Paulistão-12.


CERVEJA GELADA

GOLEADAS - A média de gols desta 6ª rodada foi de 3,1 gols por partida. Nada mal. Contribuíram para a média elevada a vitória que o Palmeiras conquistou na marra contra o XV de Piracicaba por 3 a 2; a vitória do Mirassol, fora de casa, contra o frágil Guaratinguetá; a derrota do Ituano, em casa, para um Bragantino em ascensão; e o show de Neymar na virada santista por 4 a 1 contra o Botafogo, em Ribeirão Preto.

NEYMAR - Três gols e uma assistência. Comandou com propriedade a virada do Santos contra o Botafogo. Prova que é o grande nome brasileiro no futebol atualmente.

GUARANI - Venceu a ex-Barcelusa por 1 a 0 e encostou na ponta, um pontinho atrás dos líderes. Muito bom ver o Bugre brigando em cima novamente.


CERVEJA QUENTE

CORINTHIANS - Com um a mais durante praticamente o jogo todo, permitiu o empate do Mogi Mirim no finalzinho da partida.

SÃO PAULO - Sofreu gol relâmpago no começo do segundo tempo, permitiu o empate do Comercial e perdeu chance de assumir a liderança isolada.

OESTE - Empatou em casa contra o Linense por 1 a 1 e é forte candidato ao rebaixamento.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Flamengo, ou melhor, Patrícia Amorim aposta em "Efeito Dominó" para o sucesso.

Brigar por título ou brigar para não cair. Time top ou time medíocre. Tranquilidade do paraíso ou o caos da Faixa de Gaza. O Flamengo, clube com maior torcida no país, vive seus altos e baixos no nível mais extremo. Isso nunca foi novidade para ninguém. Mas viver uma crise dessas às vésperas da verdadeira Libertadores é, acima de tudo, descaso com o torcedor.

A crise do Flamengo, na minha opinião, se resume a um surreal "Efeito Dominó". Curioso é perceber que a presidente Patricia Amorim é a principal culpada por derrubar a primeira pedra. E fazer a torcida assistir a tudo isso é brincadeira de mau gosto.

Em linhas bem gerais: Flamengo não paga Ronaldinho, que treina e joga quando quer, que acaba por comprometer o comando de Luxemburgo, que perde o controle do grupo, que rende pouco, e ainda é demitido.

Ainda que Luxemburgo esteja no meio de uma fase crítica da carreira, acumulando insucessos, continua sendo um bom técnico. Pode ser visto com inúmeras ressalvas, mas é sempre respeitado em campo pelos títulos e história à beira das quatro linhas.

Aí o Flamengo acerta com o ótimo Vagner Love, tão boêmio quanto Ronaldinho, mediante pesado investimento. Isso faz outros jogadores processarem o clube para receber seus já vencidos vencimentos, como Deivid.

Para amenizar e apaziguar ânimos, Patrícia chama "Papai" Joel Santana para comandar o Flamengo. Estratégia sensacional a curto-médio prazo. Joel tem carisma e sabe bater o papo boleiro. Só que papo e compreensão não enchem o bolso. Uma hora o elenco vai estourar, limpar o armário e lavar a roupa suja seja na imprensa, seja na Justiça.

Considero Joel um bom treinador. Porém, ao meu ver, está taxado como "técnico carioca". Ou melhor, "técnico para ganhar Campeonato Carioca". É só olhar o currículo do cara, pô! Só no Vasco faturou a confusa Copa João Havelange e a épica Copa Mercosul de 2000. No mais, números medianos.

Enquanto isso, a Libertadores já começou. O Mengão está num grupo relativamente tranquilo com Emelec, Lanús e Olímpia. Só que depois da mamata vem o mata-mata. Joel sabe bem o que é ser eliminado de maneira vexatória do principal torneio continental. 

Na edição de 2008, logo nas oitavas-de-final, o encardido America do México esteve em seu caminho. Espetacular vitória rubro-negra na partida de ida, por QUATRO a DOIS, NO MÉXICO. No Maracanã, sua despedida. Caio Junior nas tribunas. Festa. Emoção. E decepção ao fim. Os mexicanos vieram e derrotaram o Flamengo por TRÊS a ZERO. 

A escolha por Joel, a contratação de Love e a tentativa em aliviar a pressão em prol de um semestre glorioso deu às decisões da contestada Patricia Amorim um peso astronômico. Se der certo, é um mito de dirigente, que peitou Luxemburgo, que superou picuinhas internas, etc e tal. Se der errado, vai - e deve - arcar com os ônus de ter derrubado a primeira pedra do dominó.

Esse cacoete que o Flamengo tem em colocar panos quentes em tudo e resolver tudo de qualquer vai custar caro um dia. Mas, ao que parece, o time precisa desse tipo de clima para ser o "Mengão da Superação". Talvez essa seja a aposta de Patrícia. Turbulência, salários atrasados, contratação milionária, técnico folclórico e boa praça, imprensa sedenta por polêmica, enfim, tudo para criar um clima de...redenção.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Super Bowl XLVI - New York Giants 21 x 17 New England Patriots

Tenho comigo que final é final e a palavra final resume bem toda a carga emocional que o evento carrega consigo. Final do campeonatinho de video game, de botão, do Mundial de Não-sei-o-que, não sei o que lá...enfim, por mais chato que o jogo esteja, por mais duro que pareça ficar inerte na frente da televisão, final é final.

No caso do futebol americano, eu vejo níveis diferentes de emoção. Vai além de um simples cruzamento na área no último minuto. Em cada troca de posse de bola, o jogo varia. Cria-se uma situação ou uma sensação diferente. Um time com grande vantagem parece se apequenar, outro virtualmente derrotado parece cada vez mais frágil.

Bom, fato é que o evento Super Bowl é insano. O show do intervalo - que neste ano teve Madonna - o hino, a torcida, o clima...os americanos realmente sabem fazer um grande espetáculo. 

E nessa turbilhão de emoções, um ingrediente a mais: revanche. Como dito no outro post, Giants e Patriots se enfrentaram no SB42 (SB XLII) com vitória de NY por 17 a 14, em grande noite de Eli Manning. Mal sabia ele que naquela noite seria o pior pesadelo de Brady.

Num começo inspirado, os Giants, abriram 9 a 0. Dois pontos conquistados após um safety ao forçar um intentional grounding de Brady na ending zone, e um TD anotado por Cruz. 

Bastou o placar adverso para Brady mostrar por que detém 3 títulos. Comandou a reação de New England e, no final do primeiro tempo, viraram a partida para 10 a 9, fruto de um field goal e um touchdown.

Mal começa o segundo tempo e novo TD para os Patriots anotado por Hernandez. Foi o último brilho de Brady na partida e de toda a equipe de New England. 

Com dois FG, os Giants encostaram no placar em 15-17. Deu tempo para Brady ser interceptado. Mas a defesa dos Patriots seguraram a pressão até o final do terceiro quarto. Pensando bem, aqui foi o último brilho dos Patriots, que logo mais sabotariam mais ainda a noite de seu estimado QB.

As defesas trabalhavam bem no último e decisivo quarto. O relógio, para variar, era aliado e vilão ao mesmo tempo. Então, a estrela dos Giants brilhou. Faltavam 4 minutos para o final. Brady lança.  Wes Welker, livre, livre, livre, bola na mão, mão na bola, era pegar e sair correndo para a alegria. Mas deixou cair. 

Não foi essa jogada que matou a noite de New England. O que realmente fulminou a sorte dos Patriots foi o milagre que Mario Manningham operou. Ele recebeu um passe de 40 jardas, na lateral, quase fora, quase o fim do sonho, quase tudo. Fato é que essa bola definiu o jogo.

Eli Manning e pouco tempo no relógio. Era tudo que Brady mais temia (tendo inclusive assumido em coletiva). O sangue Manning falou mais alto em mais uma decisão. Com exatos 57 segundos, TD para os Giants. A campanha foi formidável até a recepção de Manningham. Dali para frente, os Patriots foram obrigados a arrumar um jeito de fazer o relógio correr a seu favor. Permitiram o TD e apostaram tudo no último minuto do Super Bowl.

Dois ótimos passes e, praticamente do meio do campo, Brady lançaria para a ending zone. Menos de 10 segundos. Brady, bola, Brady, lança...a bola viaja...tem endereço certo na ending zone. Mas a defesa dos Giants conseguem atrapalhar a jogada, a bola cai e os Giants levam o Super Bowl!

Não foi lá aqueeeeeela final. Só que, como se vê, teve grandes doses de emoção. Brady não pode ser culpado pelo fracasso. Fez o que se esperava dele. Apenas contou com a péssima noite de seus wide receivers. Já Eli entra definitivamente para o rol dos principais quarterbacks em atividade com dois títulos em dois Bowls.


Até a próxima temporada!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Paulistão 12 - Rodada #5

Mais uma rodada do Paulistão que se vai e aqui estamos para distribuir as cervejas mais desejadas da internet. Vamos a elas!


CERVEJA GELADA

SÃO PAULO - Com dois gols de Willian José e um de Lucas, o Tricolor bateu a Ponte Preta em Campinas e assumiu a liderança do Paulistão pelos gols marcados (na pontuação, Paulista e Corinthians seguem na cola, com os mesmo 13 pontos). Esta partida marcou a estreia de Jadson pelo São Paulo. que teve atuação discreta.

PALMEIRAS - Sensacional virada sobre o Santos! A partida estava morna (entenda-se chata) até o gol de Neymar, aos 24 minutos do segundo tempo. Foi o 100º gol do jovem atacante que completava 20 anos. Mas aos 43, após cobrança de escanteio, Fernandão escorou e empatou a partida. Quatro minutos mais tarde, Juninho cruza, Maranhão erra o corte, engana Rafael e marca contra. Com o resultado, o Verdão é o 4º colocado, apenas 2 pontos atrás dos líderes.

PAULISTA - Mais uma vez garantindo sua cerveja gelada ao vencer o Catanduvense por 3 a 1. É o virtual segundo colocado (dois gols marcados a menos que o São Paulo) e, aparentemente, estará entre os 8 melhores colocados.


CERVEJA QUENTE

OESTE e CATANDUVENSE - Lanternas do Paulistão com apenas dois pontos, nenhuma vitória para as equipes do interior. Sérias candidatas ao rebaixamento.

SÃO CAETANO - Perdeu em casa para o Guarani e não é sombra do Azulão dos últimos anos. Não deve cair, a menos que se esforce um pouquinho mais para tanto.

SANTOS - Permitiu a reação palestrina nos minutos finais de partida e entregou um jogo praticamente ganho. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Paulistão 12 - Rodada #4

Sem delongas:


CERVEJA GELADA

CORINTHIANS - Bateu o Ituano em Itu e assumiu a liderança isolada do Paulistão. O tento foi anotado por Paulinho.

MARCOS ASSUNÇÃO - Fez dois belos gols de falta no triunfo sobre o Mogi Mirim. Impressiona a qualidade de sua bola parada. Parece que quanto mais o passa o tempo, mais perigosos ficam seus chutes.

PAULISTA - Com a vitória fora de casa sobre o Mirassol chegou aos 10 pontos e divide a vice-liderança com o São Paulo. Começo empolgante dos comandados de Sergio Baresi!


CERVEJA QUENTE

PALMEIRAS - Venceu. Mas continua dependente demais de Marcos Assunção.

SANSÃO - A dupla Santos e São Paulo decepcionaram suas torcidas e ficaram no empate contra Oeste e Guarani, respectivamente.

PORTUGUESA - 4 jogos, 1 vitória, 1 derrota e 2 empates. Cadê a Barcelusa?!

O São Paulo e a dificuldade em evoluir.

Quando o São Paulo anunciou Leão como treinador tinha um pensamento básico em mente: tirar os jogadores da zona de conforto. Banir aquele clima de resort dos treinos, acirrar a briga pela titularidade e renovar o brio de uma equipe, digamos, insensível.

O Tricolor fechou o ano com a sensação de que com uma boa pré-temporada poderia entrar nos eixos. Começa o Paulistão e o time alavanca 3 vitórias. Em termos de resultado, não quer dizer muito. Afinal, é o Paulistão, oras.

Mas o empate com o Guarani nesta 4ª rodada escancara alguns problemas que Leão terá que sanar - e rápido - para que o time possa dar um passo à frente e efetivamente credenciar-se aos títulos que disputar:

Liderança: Sem Rogério e sem Luís Fabiano não havia um líder. Ou melhor, alguém para agitar a equipe e deixá-la com perfil um pouco mais aguerrido. 

Zaga: Na partida de hoje, deu muitos sustos. Principalmente o estreante Paulo Miranda. No primeiro lance do jogo, gol do Guarani em falha generalizada do setor da direita à esquerda. Cortez salvou a noite ruim por ter participado efetivamente das tramas ofensivas. 

Meio: Wellington é ótimo marcador e tem um fôlego impressionante. Contudo, NÃO ACERTA UM PASSE. Como se sabe, é impossível ter um bom meio campo sem volantes que desarmem bem e saibam minimamente passar/distribuir a bola. Cícero alterna bons jogos com participações nulas. Casemiro idem. Denílson idem. Maicon entrou pouco, não quero tirar conclusões precipitadas. 

Neste caso, o torcedor respira aliviado ao lembrar que Fabrício e Jadson vão entrar no time. E Lucas é diferenciado, fato.

Ataque: O setor mais emblemático. Sinceramente, sem Luís Fabiano, é um dos piores dentre os times grandes. Hoje, Fernandinho deu demonstrações das suas três maiores virtudes: habilidade, velocidade e déficit intelectual. A capacidade que tem em passar pelos adversários e estragar contra-ataques, jogadas, desperdiçar finalizações é preocupante para quem é o virtual titular ao lado de Fabuloso. Osvaldo, ao meu ver, não é tão melhor que Fernandinho. Willian desencantou mas também não é um bom substituto. 

Observações: Ademílson é jovem, tem lá sua qualidade mas não merece ser avaliado tão a fundo quanto os demais do elenco. Rafinha entrou hoje e foi mal. Errou passes, perdeu bolas bobas...enfim, uma noite terrível para o São Paulo que, literalmente, achou o empate.

Leão: Sim, o próprio treinador precisa tomar cuidado em algumas alterações, especialmente quando se trata de um time desfalcado de suas principais peças. Contra o Bugre, mexeu mal. Sacou Willian e perdeu referência na frente. Depois tirou Fernandinho, que bem ou mal, era quem ditava o rumo do ataque. Enfim, comprometeu a reação da equipe e sobrou o empate. Uma leitura equivocada na Copa do Brasil pode custar classificação ou título...

Enfim, essas são minhas considerações sobre o São Paulo após o jogo contra o Guarani. No papel, um belo time, um ótimo elenco. Na realidade, um aproveitamento discutível, duvidoso e ilusório até certo ponto. 

No próximo post, como de praxe, os prêmios Cerveja Gelada e Cerveja Quente serão devidamente entregues.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

73 mortos no Egito. E vem mais por ai...

Final da Champions League de 1984. Roma. Roma x Liverpool. Vitória inglesa nos pênaltis. Derrota inglesa na violência que sofreu em terras italianas.

Final da Champions League de 1985. Hysel. Liverpool x Juventus. Vitória italiana por 1 a 0. Derrota italiana nas arquibancadas no episódio conhecido como "Tragédia de Hysel". Para os hooligans, valeu a revanche.

Campeonato Egípcio 2012. Port Said. Al Masry x Al Ahly. Os visitantes estavam invictos no torneio. Resultado: Masry 3 x 1 Ahly, 73 mortos e mais de mil feridos (de acordo com o portal globo.com). 

Sinceramente, não sei sob quais circunstâncias essa partida se deu. As informações que colhi em sites e blogs dizem que a partida ganhou proporções preocupantes após a negligência policial no estádio, bem como às declarações afiadas de dirigentes e jogadores do Al Masry.

Só sei de uma coisa: Isso não vai ficar por isso mesmo. Sim, cedo ou tarde vai ter troco. 

Aqui no Brasil é desnecessário mencionar os problemas que os clássicos geram. A estratégia capitaneada pelo São Paulo em reduzir a cota de ingressos aos visitantes ao mínimo de 10% não tem nada a ver em reduzir a violência. 

Todavia, acredito que tal medida ameniza os conflitos em torno do estádio. Só que as organizadas agendam seus tumultos em outros pontos da cidade e descarregam sua selvageria no que estiver ao redor. Nem é preciso falar em revanche. Os confrontos parecem inerentes às "instituições".

Por essa sensação de guerra civil em cada clássico é que nunca vivenciei um in loco. Só tevê, bar, rádio. No campo? Nem em sonho. No fundo, até prefiro ir a jogos menores, como aqueles contra times toscos do Paulistão para levar o filhão de 6 anos ver o time vencer e aumentar a empatia pelo clube. 

Há quem diga que só briga quem quer. Não é bem o que parece. Cada vez mais é comum ver demonstrações mais estúpidas envolvendo a paixão por futebol. Enquanto a violência no futebol for uma triste realidade cultural tupiniquim não acredito que o número de vítimas decorrentes dos clássicos irá diminuir. 

Claro, envolve uma mudança de mentalidade das torcidas, empenho e investimento na educação do torcedor como cidadão, além da colaboração eficiente da Polícia. 

Mas enquanto o mundo ideal não chega, restar rezar para que eventos lamentáveis como esses não se repitam.