segunda-feira, 9 de abril de 2012

Queda de rendimento deixa Portuguesa em situação de risco


A Portuguesa até o final do ano passado chegou a ser colocada como a “Barcelusa”. Um título criado especialmente pela fortíssima campanha de retomada a Série A do Campeonato Brasileiro. Durante as 38 rodadas do nacional, o time comandado por Jorginho alcançou 23 vitórias durante a Série B. O ataque marcou 82 gols na temporada. O que falar então da conquista de 21 jogos de invencibilidade?? Tudo isso rendeu, logicamente, o título e o retorno a Série A.

O torcedor com certeza planejava um ano de 2012 magnífico e de conquistas. Mas, o que se assiste durante o Campeonato Paulista é uma cena totalmente diferente e que deixa qualquer torcedor preocupado. Jorginho, treinador da equipe lusitana, até alertava no final do ano passado sobre a necessidade de seriedade no ano que iria se iniciar.

“Vamos, em 2012, em busca de mais conquistas para que a Portuguesa continue brigando sempre pelos primeiros lugares. Não será fácil, mas com a mesma seriedade de 2011 poderemos chegar lá”, disse o comandante em entrevista ao site oficial da Portuguesa.


A gente até entende que a campanha de 2011 chamou a atenção de outros clubes e alguns jogadores deixaram a Portuguesa, isso é mais do que natural. O zagueiro Mateus deixou o time do Canindé e foi para o Cruzeiro. Já, o meia Marco Antonio, uma das peças fundamentais do elenco no ano passado, desembarcou Rio Grande do Sul e está no Grêmio. A última baixa, ainda no final de 2011, foi a de Edno, goleador que desencantou na Lusa e pertencia ao Corinthians. Inclusive, os torcedores do Timão se perguntam até hoje, por que Edno não atuou tão bem quando passou pelo time de Parque São Jorge? O atacante atualmente defende o Tigres, do México.

Mas, o Campeonato Paulista está se mostrando um verdadeiro divisor de águas para a Lusa. Alguns jogos estavam praticamente vencidos, mas a equipe não consegue manter o bom desempenho e deixa o adversário ganhar campo de jogo. Situação clara que aconteceu no último final de semana diante do Linense. A Lusa saiu com 2 a 0 no placar e cedeu o empate para o time do interior. O que será que está acontecendo com a Lusa????

  
Será que o temor de demissões ronda a equipe do Canindé??? Digo isso, porque semana passada o “facão” rodou solto e Diego Souza, Maylson, Vandinho, Michael e Gustavo foram dispensados do elenco. Sinceramente, uma decisão um tanto precipitada da diretoria e que acaba gerando desgaste dentro do próprio elenco. Ao invés de motivar, acaba gerando um medo. Com isso, os jogadores entram em campo ansiosos para "mostrar trabalho". Nessas horas, o nervosismo mais atrapalha do que ajuda.

 Edno marcou 13 gols no ano passado e hoje defende o Tigres, do México
Foto: Divulgação/Portuguesa
Uma vitória bastava para dar um pouco de calma e tranquilidade aos torcedores, que aflitos aguardam uma recuperação na última rodada do Campeonato Paulista. Afinal, a Portuguesa está somente a dois pontos da zona do rebaixamento para a Série A2 do Paulista. O time não vence há três rodadas.

Todos nós temos um pouco de apreço pela Portuguesa e torcemos para que a equipe possa reagir no último jogo e que a seriedade dita por Jorginho no final do ano passado retorne também. O destino da Portuguesa está nas mãos do Mirassol, que entra em campo somente para cumprir tabela, já que não tem mais chances de se classificar para as quartas de final do estadual.

domingo, 8 de abril de 2012

Paulistão 12 - Rodada #18

Resistam, amigos! Falta somente uma semana para a última rodada da primeira fase do Paulistão! Finalmente o torneio vai começar de verdade! 

Foi uma rodada produtiva, até. Conhecemos os dois primeiros rebaixados (Comercial e Catanduvense), tivemos a polarização da disputa pela liderança para dois clubes e uma média de 3,4 gols por jogo. 

Bom, vamos logo às cervejas da rodada:


CERVEJA GELADA

SÃO PAULO e CORINTHIANS - Com 43 pontos, Tricolor e Timão disputam cabeça-a-cabeça a liderança do Paulistão. De positivo, vale o mando de campo na próxima fase. Contudo, a pontuação continuará contabilizada no mata-mata. Ou seja, foco total na busca pelas vitórias. Enquanto o São Paulo bateu o Mogi Mirim (2 a 0, gols de Casemiro e Fernandinho), o Timão passou pelo Paulista (1 a 0, Willian). Por fim, destaco que a dupla abriu 7 pontos do 3º colocado, o Santos (e Guarani, com a mesma pontuação).

GUARANI - Venceu o Palmeiras por 3 a 1 e saltou para a 4ª colocação, com 36 pontos. Com gols de Neto, Fumagalli, e Bruno Mendes, o Bugre foi muito superior ao Verdão da capital que descontou com Barcos, de pênalti. Grande triunfo do clube campineiro!

SÃO CAETANO e OESTE - Ambos venceram e não vão a lugar nenhum no Paulistão. Porém, o Azulão derrotou os titulares do Santos por 2 a 1, de virada. Jogando em casa, viram Neymar abrir para o Peixe. Mas, no segundo tempo, Geovane e Marcelo Costa trouxeram alguma alegria aos seus adeptos. Já o Oeste goleou o Bragantino, em plena Bragança Paulista. Aplicaram sonoros 4 a 1 e chegaram à 10ª colocação.


CERVEJA QUENTE

BRAGANTINO - Como dito, foi goleado em casa pelo Oeste. Perdeu chance de encostar no Mogi Mirim e sonhar com uma melhor posição na tabela na última rodada. Nada grave, pois já está qualificado à próxima fase.

CATANDUVENSE - Outro time goleado em casa. Contudo, custou caro a derrota. No confronto direto com o Botafogo, os mandantes perderam por 4 a 2 e conquistaram uma vaga na Série A-2 do Paulistão. Se vencessem, o sonho de permanecer na divisão principal seguiria respirando por aparelhos. Enfim, tarde demais...

PORTUGUESA - A grande decepção do Paulistão-12 vencia o Linense por 2 a 0. Tudo corria bem até os visitantes surpreenderem a Lusa em pleno Canindé e empatarem o jogo. O empate agravou a crise do clube e, pior que isso, deixou o clube ameaçado pela degola. Caso perca para o Mirassol, terá que torcer por tropeços de XV de Piracicaba e Botafogo. Não creio no rebaixamento, mas não é impossível de acontecer...


O mesmo Leão. Um velho novo São Paulo.

Ultrapassado, turrão, limitado taticamente. Em outubro de 2011 pouco se lembrou de positivo daquele treinador que estava por trás da geração de Diego e Robinho campeã brasileira de 2002. Só se falava em motivador para lá, vaidoso pra cá, e morria ai. Porém, o velho Leão novamente deu uma nova cara ao São Paulo. A mesma que deu em 04-05. Ou seja, o conservador técnico está mais na moda do que nunca.

Voltemos a 2004. Leão herdava um São Paulo emocionalmente em frangalhos. O time acumulava fracassos em decisões e ainda lutava para apagar a sofrida eliminação nas semi-finais da Libertadores daquele ano, no último lance da partida contra o Once Caldas. E tem mais. Desde a Taça Rio-SP de 2001 o clube não erguia um título minimamente decente. (Superpaulistão 2002, sim, está sumariamente descartado)

Com um elenco muito limitado, Leão tratou de proteger a equipe e instaurou o sistema que futuramente reconquistou a América, o Mundo e o Brasil: lembram-se do 3-5-2 e de como se falou que nunca mais o São Paulo conseguiria adaptar-se a outra formação? Pois é. Além disso, incrustou no elenco o espírito guerreiro, de luta, entrega. Transformaram-se em "cascudos".

Sete anos mais tarde, Leão retorna. Mais experiente ainda, ostentando um ar mais tranquilo, um semblante menos nebuloso o técnico mostra-se reciclado mas sem abandonar seu estilo militar no comando do grupo. Sem títulos desde 2008 e com um elenco visivelmente acomodado, o Tricolor buscou no velho Leão a fórmula para tirar seus atletas da zona de conforto e querer algo a mais da vida. 

Inicialmente o susto não teve o efeito esperado. Contudo, mesmo fora da Libertadores, São Paulo e Leão permitiram-se uma segunda chance. Com o elenco devidamente reformado, aos poucos foi dando liga. A previsão do técnico concretizou-se. De fato, em abril o time estaria mais compacto, entrosado. Profeta? Não. Competente.

Esqueceu o 3-5-2 e apostou nas modernas variações do 4-3-3, 4-2-3-1, enfim, um time ofensivo, que joga para ganhar e não se entrega nas adversidades. As atuações contra Palmeiras (leia aqui) e Santos (leia aqui) mostram bem a evolução do trabalho do então obsoleto treinador, que mexe e remexe no time sem medo de ser feliz.

Na noite deste sábado, o São Paulo alcançou a 10ª vitória consecutiva, fato que não ocorria desde 2002. Os 2 a 0 sobre o Mogi Mirim na Arena Barueri foram construídos com a mesma solidez e pragmatismo dos times dirigidos por Emerson Leão. Pouco importa se Luís Fabiano e Lucas estiveram apagados, se Fabrício novamente estourou, se Casemiro entrou, fez gol e foi expulso, se Fernandinho marcou novamente e novamente desperdiçou algumas dezenas de gols. Importa o resultado. Hoje, tudo que o torcedor tricolor quer ou exige são resultados positivos. 

Apertou a saudade de Muricy, que blindava o time e conquistava vitórias das formas mais frias e feias possíveis. Mas vencia! E sem o querido treinador, a torcida volta seu carinho àquele velho turrão que sabe como poucos colocar seu time nos trilhos. Ainda que o time ainda não empolgue, passa segurança, determinação e vontade, tudo que a torcida minimamente espera. Claro que também quer títulos. Porém, é inegável que o trabalho do velho Leão, novamente, já está muito bem feito pelas bandas do Morumbi.  


sexta-feira, 6 de abril de 2012

Análise de Elenco - Internacional

Quis o acaso - e a ordem alfabética - que o Internacional seja o próximo time a ser posto na mesa d'O Boteco. Após o lado azul, vamos ao lado vermelho do Rio Grande do Sul.

Lembrando que o Inter segue vivo na luta por uma vaga na Libertadores e, a exemplo do maior rival, também busca superação no 2º turno do Campeonato Gaúcho. Tem um dos melhores elencos um dos técnicos mais cobiçados do país.

Vamos logo ao que interessa, eis o elenco colorado para o Brasileirão-12:


GOLEIROS - Renan, Muriel, Agenor, Alisson - Médios. Coincidentemente, todos formados na base do clube. Coincidentemente, todos razoáveis. Renan despontou como grande promessa mostrando um talento incrível sob as traves, sobretudo pela segurança que passava em suas atuações. No entanto, após ser negociado com o Valencia, perdeu espaço, foi repassado ao Xerez e retornou ao Inter muito abaixo de quando saiu. Instável e falhando muito, o gol do Inter passou a ser um grande ponto de interrogação desde a saída de Clemer. Muriel e Agenor curtem a onda de instabilidade e brigam em pé de igualdade com a ex-promessa. Muriel tem se dado melhor. Porém, não é um grande goleiro. Tem lá seu valor, mas está longe de passar segurança e ser uma unanimidade na torcida. Agenor não está longe dos rivais de posição. Ou seja, setor meramente mediano.

ZAGUEIROS - Bolívar, Índio, Rodrigo Moledo, Dalton, Romário - Boas opções. Bolívar e Índio são os mais experientes do grupo. Mais lentos, primam pela disposição e raça ao combater os avantes adversários. Alternam a titularidade conforme a situação. Embora não estejam na melhor forma, Índio ainda está em alta com a torcida. Bolívar não repetiu as boas atuações que o consagraram no bicampeonato da América (06-10) e já entrou na mira da torcida pelas fracas atuações. Ao meu ver, ainda assim é bom zagueiro e compõe bem o grupo. Moledo é outro monstro na zaga. Alto, forte e firme nos desarmes. Bom posicionamento e no jogo aéreo. Dalton e Romário são zagueiros promissores com passagens pelas Seleções de base. Podem ser úteis.

LATERAIS - Kleber, Fabrício, Lima, Nei - Nei é o dono da lateral-direita sem reserva à altura. Não é mau lateral, muito pelo contrário. Diante da escassez de bons nomes, Nei faz do Inter um privilegiado em contar com um especialista na posição. Rápido, ótima na bola parada e nos cruzamentos, Nei apoia bem e defende na mesma proporção. Pode não ter nível de seleção, mas também não compromete. Kleber reina do lado esquerdo. Cruzamentos sempre venenosos, prima pela qualidade no apoio ao ataque. Passa bem a bola e participa bem nas tramas ofensivas. Não marca tão bem, embora componha bem o setor defensivamente. Fabrício, que veio da Portuguesa, é bom reserva para Kleber. Muito veloz e perigoso no ataque, peca pela qualidade defensiva, funcionamento melhor como ala.

VOLANTES - Bolatti, Elton, Fransérgio, Guiñazu, Josimar, Sandro Silva - Pegadores. Bolatti veio da Fiorentina para unir-se aos hermanos D'alessandro, Guiñazu e Dátolo (recém-contratado). Marcação e posicionamento ótimos à frente da área e não faz feio na distribuição do jogo. Guiñazu, mesmo aos 33 anos, esbanja raça e disposição na marcação. Um leão no meio-campo colorado. Fransérgio chegou do Atlético-PR e, embora seja mais limitado, não é mau jogador. Elton tem aparecido bem e mostrado qualidade para compor o grupo. Sandro Silva, ex-Palmeiras, veio do Málaga ano passado. Considero-o ótima opção seja para os 11 iniciais, seja como reserva imediato. Além de marcar com qualidade, usa seu vigor físico para comparecer bem no ataque. Faz o feijão-com-arroz que todo técnico gosta e a torcida aprova.

MEIAS - D'Alessandro, Dátolo, Jajá, João Paulo, Oscar, Tinga, Zé Mário - Simplesmente ótimos. D'Alessandro, 'enjoado' meia argentino, habilidoso e catimbeiro, arma e finaliza como poucos. É o termômetro da equipe na criação. Dátolo chega para melhorar - e como! - o passe na meia-cancha. Fecha bem na marcação e também participa ativamente das tramas ofensivas. Tinga, experiente ídolo colorado, já não tem a mesma disposição para atuar como volante. Tem jogado mais avançado, mais próximo ao ataque. A qualidade no passe e nos deslocamentos continuam acima da média. Mesmo sem o vigor físico que o consagrou em 2006 na campanha do 1º título da Libertadores, Tinga ainda é peça de qualidade no meio-campo. Oscar é um meia incrivelmente talentoso com passagens pela Seleções de base. Dono de ótimo passe, visão de jogo apurada e remates certeiros, vive o imbróglio jurídico decorrente da sua saída do São Paulo. Faz imensa falta na armação. Por fim, Jajá, aos 26 anos já é um cigano da bola. Coleciona passagens por diversos clubes no exterior e este no Flamengo em 2007. Alto, mostrou ser rápido, ágil e muito bom nas conclusões. Boa contratação!

ATACANTES - Dagoberto, Gilberto, Marcos Aurélio, Leandro Damião, Jô - Dagoberto chegou do São Paulo esta temporada. Rápido e habilidoso, Dagoberto é um jogador de ciclos. Alterna grandes fases com direito a gols, assistências e ser protagonista do time, com períodos de forte descaso e comodismo na equipe. Parece que joga quando quer. Dá indícios de que é um talento desperdiçado. Ao mesmo tempo que é bom jogador, é relapso. Leandro Damião é o homem-gol colorado. Ótimo posicionamento e faro de gol apurado, Damião tem sido constantemente convocado para a Seleção Brasileira. Apesar de centroavante, desloca-se com facilidade e faz um bom pivô, boas tabelas pela área. Jô despontou no Corinthians e chegou como opção para o banco de Damião. Limitado, atualmente enfrenta alguns problemas disciplinares. O Inter venceu a concorrência do Corinthians e trouxe Gilberto, destaque do Santa Cruz. É um bom jogador. Rápido, arremata bem. É boa opção para o grupo. Marcos Aurélio fez seu nome no Coritiba. Rápido e inteligente, participa ativamente no ataque. Finaliza bem e arma bem o jogo. Atualmente está encostado, embora, na minha opinião, seja mais interessante tê-lo no banco do que Gilberto ou Jô.

TÉCNICO - Dorival Junior - Bom técnico. Dorival viveu a melhor fase de sua carreira até o momento no Santos em 2010 quando montou uma das equipes mais ofensivas e produtivas do Brasil. Levou o Paulistão e a Copa do Brasil daquele ano. Arma bem suas equipes, não teme em fazer alterações e não tem tiques retranqueiros. Mais experiente, pode encontrar no Inter a evolução que precisa para ser um técnico de ponta no cenário nacional.

ANÁLISE GERAL - Entendo que o Inter, ao lado do Corinthians, tem as melhores opções para o meio-campo do Brasil. Todo o elenco é equilibrado à exceção do gol. Zaga sólida, laterais equilibradas, meio pegador e criativo, ataque produtivo. Diante de tantos times "médios", o Inter pode encontrar na regularidade e qualidade do seu grupo o trunfo para, finalmente, triunfar no Brasileirão.

RESULTADO - Os colorados podem comemorar, pois a fase continua melhor que a do eterno rival. Vai brigar pelo título.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Pinceladas

INTERNACIONAL 1-1 SANTOS - Ficou barato pelas circunstâncias. Muriel teve uma noite inspirada e salvou o Inter de um resultado pior. Os colorados marcaram de falta com Nei e dominaram todo o primeiro tempo. O Santos melhorou no segundo tempo. Muricy brilhou ao trocar Fucile por Alan Kardec, que empatou o jogo. Por pouco não virou o placar. Ganso e Damião foram discretos. Neymar conseguiu expulsar Moledo e infernizou a zaga colorada. Pode perder a segunda posição do grupo para o The Strongest e, caso isso aconteça, além de vencer o Juan Aurich, fora de casa, vai precisar de uma mãozinha do Peixe para avançar. 

(Palpite: vai classificar porque o Santos vai vencer o The Strongest para conseguir uma posição melhor dentre os primeiros colocados)


EMELEC 3-2 FLAMENGO - Há uma semana analisamos o elenco do Flamengo para o Brasileirão (veja aqui) e novamente o rubro-negro insiste em querer contrariar nosso prognóstico. O culpado tem culpa: Joel Santana. A falta de tato para a Libertadores não devia ser tão latente no experiente e folclórico treinador. Novamente a defesa apresentou graves falhas principalmente nas bolas alçadas na área. Foram dois gols por este expediente e um de pênalti, aos 45 do segundo tempo. Contudo, quando o placar ainda anotava 1-2 para o Flamengo, Joel teve a brilhante ideia de sacar Deivid e colocar o zagueiro Gustavo. O resto é história. Agora, o Flamengo depende de um pequeno milagre. Tem que vencer o Lanús e torcer por um empate entre Olimpia x Emelec.

(Palpite: A "sorte" do Flamengo é que o Emelec chega ao Paraguai para enfrentar o Olimpia também sonhando com a classificação, o que pode criar problemas para os mandantes no último jogo. Sinceramente, eu acredito nesse milagre.)


HORIZONTE 1-3 PALMEIRAS - O Verdão tomou um susto ao sair atrás no placar mas virou e carimbou vaga para as oitavas-de-final da Copa do Brasil. Leandro Amaro fez dois e Maikon Leite, que entrou no decorrer da partida, salvaram o Palmeiras do mico de ter que fazer o jogo de volta. Barcos esteve apagado e foi substituído. Wesley também não fez nada que justificasse o investimento em seu futebol. Mas mais importante que tudo isso é o pulso de Felipão no time. Troca sem medo de ser feliz e aposta alto na busca pelo melhor resultado. Pode não fazer o Palmeiras ser visto como a menina dos olhos, mas faz com que a equipe chegue, no mínimo, devidamente respeitada.


KAKÁ - Titular do Real Madrid no duelo de volta pelas quartas-de-final contra o Apoel, Kaká foi bem novamente. Depois de decidir o primeiro jogo ao entrar, fazer gol e dar passe, o meia novamente fez bom jogo e ainda marcou um golaço na goleada por 5 a 2. Pouco a pouco Kaká recondiciona o preparo físico e mostra no campo que pode ser útil à Seleção. De fato, há uma vaga em aberto no meio-campo. Pode aproveitar a irregularidade de Ganso e o descaso de Ronaldinho para crescer com Mano. Ao meu ver, é a dose de cadência, experiência e lucidez que o meio-campo canarinho precisa.



quarta-feira, 4 de abril de 2012

Análise de Elenco - Grêmio

Agora no Boteco iremos checar o lado azul do Rio Grande do Sul. O Grêmio não fez uma boa Taça Piratini (1º turno do Campeonato Gaúcho) e caiu nas semi-finais para o Caxias. Enquanto encaminha sua classificação para as finais da Taça Farroupilha, também move forças para voltar à Libertadores via Copa do Brasil. O próximo adversário na competição é o Ipatinga.

Mal começou o ano e o Tricolor Imortal já trocou de treinador (relembre aqui). Luxemburgo assume o posto deixado por Caio Junior e procura, além de colocar o Grêmio nos eixos, reencontrar os títulos que o consagraram como um dos melhores técnicos do Brasil.

Antes de analisar a equipe gremista, dedicamos o post de hoje ao ex-zagueiro Airton Pavilhão, um dos maiores ídolos do clube, que faleceu na tarde desta terça-feira. 


GOLEIROS - Busatto, Victor, Marcelo Grohe, Matheus - Victor, titular, já colecionou algumas convocações para a Seleção, porém, perdeu espaço no grupo canarinho. É bom goleiro, passa bastante segurança. Contudo, recentemente tem falhado com alguma frequência. Fase ruim à parte, cumpre bem seu papel. Tem potencial para projetar-se novamente como um dos principais goleiros do país. Grohe, reserva imediato, segue a tônica da maioria dos suplentes de qualquer time brasileiro. Não tem a mesma qualidade do camisa 1, mas não deixa a desejar. Busatto e Matheus, jovens, tem talento e podem despontar em breve.

LATERAIS - Edilson, Gabriel, Pará, Mario Fernandes, Julio Cesar - Bons nomes. A começar por Mário Fernandes, grande talento da lateral-direta, também pode atuar como zagueiro-central. É ótimo jogador! Marca bem, tem bom posicionamento e, mesmo não sendo seu forte, comparece relativamente bem no apoio. Gabriel não é mau jogador, porém tem sofrido com a falta de ritmo e sucessivas lesões. Peca na marcação mas apoia bem. Pela esquerda, Julio Cesar reina na posição. Rápido e habilidoso, rende melhor como ala, pois também tem alguma deficiência na marcação. Pará pode atuar em ambas laterais e até improvisado no meio-campo como volante. É limitado e esforçado. No Grêmio, sua disposição pode cativar alguns adeptos.

ZAGUEIROS - Grolli, Vilson, Saimon, Naldo, Pablo, Werley - Já foi melhor. Há poucos anos a zaga gremista tinha Réver, Léo, Rafael Marques. Hoje, é um setor mais fragilizado e irregular. Por vezes, Gilberto Silva é deslocado da cabeça-da-área para dar mais qualidade à posição. Muitos testes tem sido feitos para encontrar o miolo ideal. Naldo, ex-Cruzeiro, ao meu ver, é o melhor disparado. E olha que chovem críticas sobre ele! Vilson e Saimon são úteis, entretanto, como todo o setor, alternam bons jogos com alguns vacilos. Werley tem sido testado e não tem empolgado. Complicado apontar se é uma falha individual dos beques ou do sistema defensivo como um todo. Preocupa bastante.

VOLANTES - Fernando, Gilberto Silva, Leo Gago, Souza, Felipe Guedes - Carente. Dos principais nomes, Fernando, jovem promessa, é um leão na marcação. Realmente o menino joga muita bola. Desarmes e disposição ímpares. O veterano Gilberto Silva não é mais o mesmo, mas ainda dá um banho em quem está no grupo. Inclusive vai quebrar um galho na zaga. Líder, faz da experiência e da regularidade as plataformas para manter-se no time. Leo Gago veio do Coritiba e considero bom jogador. Voluntarioso e dono de um potente chute, pode surpreender nos tiros de fora de área e nas bolas paradas. Marca bem e distribui bem o jogo. Faz o feijão-com-arroz sem mais nem menos. 

MEIAS - Marco Antonio, Marquinhos, Bertoglio, Felipe Nunes - Faltam opções melhores. Marco Antonio, cria do São Paulo, fez uma boa temporada 2011 pela "Barcelusa". Chegou no Grêmio para melhorar a criação e a distribuição do jogo no meio-campo Imortal. Ainda não justificou sua contratação, apesar de ter um bom passe e também pegar bem na bola. O experiente Marquinhos nunca foi "aquele" protagonista por onde passou. Ainda assim é uma das peças mais lúcidas e interessantes da meia-cancha. Considero-o tão irregular quanto Marco Antonio, embora tenha mais "estrela" que o recém-chegado e consiga decidir um jogo aqui outro ali. Bertoglio, por fim, mal desembarcou no Olímpico e já conquistou os torcedores. Seu estilo rápido e aguerrido aliado às boas atuações logo conquistaram a torcida.

ATACANTES - André Lima, Kléber, Miralles, Marcelo Moreno, Leandro - Bom setor. Uma fatalidade tirou Kléber dos gramados por cerca de 4 meses. O tornozelo quebrado interrompeu uma série de boa atuações do Gladiador com a camisa Tricolor. Esbanjava seu estilo brigador e anotava seus gols. Perdia outros tantos, é verdade, mas o ataque ficava em evidência. Grande contratação e grande perda. Marcelo Moreno foi outra contratação cirúrgica para o setor. Rápido e oportunista, o boliviano deixou o ataque mais leve e mais perigoso. Com o retiro forçado de Kléber, é o principal nome do ataque. André Lima já viveu melhores dias. Centroavante médio, não chega a ser medíocre, mas está longe de ser um matador espetacular. Reserva razoável. Miralles não está longe de André Lima. Leandro, promessa, é veloz e sabe abrir espaços na zaga adversária. Boa alternativa para contra-ataques. 

TÉCNICO - Vanderlei Luxemburgo - Um dos melhores técnicos que o Brasil já viu não atravessa bom momento. Acumulou alguns fracassos e polêmicas por onde passou. Bem verdade, tem vivido os Estaduais conquistados, especialmente o Mineiro com o Galo em 2010 e o Carioca com o Flamengo em 2011***. Pode-se ver pelo lado positivo e dizer que foi o último tricampeão Paulista, tendo em vista que também levantou o caneco com o Santos em 2006 e 2007, e Palmeiras em 2008. Não fosse uma tendência a querer atacar de 'manager' e Luxemburgo não teria se sabotado tanto. Mesmo assim, ainda o considero um treinador acima da média. No entanto, não vejo liga entre seu estilo e a escola do Grêmio.

ANÁLISE GERAL - O time é mediano. Minto. O elenco é mediano. É possível fazer um time bastante competitivo. A zaga e o sistema defensivo como um todo é fraco, precisa de reforços e reparos urgentes. O meio-campo também precisa de ajustes para acertar a criação. Só o ataque e a lateral equilibrada escapam da chuva de críticas. Luxemburgo não tem muito material humano para fazer o torcedor sonhar tão alto.

RESULTADO - Diante de tantas limitações, ou o Grêmio se reforça - e bem - para o Brasileirão ou vai ficar pela zona intermediária, palpite aqui do blog. 

***corrigido após a intervenção providencial de Douglas Nacif.

Para acompanhar mais Análises de Elenco basta clicar aqui. Lembrando que a seção está sendo elaborada em ordem alfabética.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Na mesa d'O Boteco - Champions League 11-12 - Quartas-de-final

Salve, salve, amigos d'O Boteco Esportivo!

Hoje teremos um post especial, fruto de muitos testes, debates e risadas.

Para celebrar a reta final de Champions League que terá os jogos de volta das quartas-de-final entre terça e quarta, em vez daqueles textos imensos sobre as partidas promovemos um breve debate em áudio.

É a nossa primeira experiência explorando as maravilhas do skype, da teoria geral da edição, dos gravadores e da locução. Portanto, quanto mais críticas/dicas/sugestões vocês despejarem aqui, melhor.   

Na falta de nome melhor, o quadro levou o nome de "Na mesa d'O Boteco". Nele, Rodrigo, Gabriel e Eu conversamos a respeito dos confrontos e do caminho rumo a grande final em Munique.

Teve cutucada no Bayern, elogios ao Apoel, palpites para Barcelona x Milan e como deveria ser a final da Liga. Simplesmente imperdível. 

Então, pessoal, curtam nosso podcast e sigam acompanhando nosso blog!

Não esqueçam que agora também estamos no twitter: @botecoesportivo.

Vamos ao que interessa: boteco, cerveja e futebol.