segunda-feira, 9 de junho de 2014

GRUPO F - Argentina, Bósnia, Irã e Nigéria

O grupo do bilhete premiado. A sorte sorriu para a Argentina de Messi, infelizmente. Os hermanos foram contemplados com um grupo fácil e um cruzamento que, dentro das CNTP, os colocam diretamente nas quartas-de-final.

Nunca é demais lembrar que a Argentina não se resume a Messi. Da volância em diante há um verdadeiro desfile de qualidade. Mascherano, Di María, Agüero, Lavezzi, Higuaín. E olha que Tevez e Pastore não foram lembrados. Ou seja, é inegável que quando eles tiverem a posse de bola todo cuidado do mundo será pouco.

Seus pontos fracos residem na defesa e no gol. Seus defensores, laterais e goleiros não são lá essas coisas. Não há nenhum nome que cause frisson e imponha respeito assim de cara. Dessa forma, a Argentina terá que dobrar sua atenção e esforços defensivos para superar tais deficiências. Raça, como de praxe, não faltará.

Sem dúvida é uma das grandes favoritas ao título. Porém, repito, os flancos e o miolo da zaga podem entregar a rapadura. 

Enquanto os argentinos sorriem à toa, o restante do grupo se coça para conquistar a segunda vaga.

A grande favorita a ir até as oitavas é a Bósnia, do astro Dzeko, centravante do Manchester City.

Dzeko é um atacante de muita presença de área e frieza nas conclusões. Quem divide o protagonismo da Seleção com ele é o meia Pjanic e o atacante Ibsevic. Já os demais perambulam basicamente pelo futebol alemão, italiano e turco.

Não é o fato de ser favorita a uma das vagas que faz da Bósnia um bicho-de-sete-cabeças. Basta lembrar que ela disputa sua classificação com Irã e Nigéria, seleções bem mais inferiores. Todavia, vale registrar que a Bósnia classificou-se em primeiro do seu grupo nas Eliminatórias da UEFA superando a Grécia no saldo de gols: 24 a 8!

Aparentemente é uma equipe que, quando ataca, não se faz de rogada. Entretanto, complicado avaliar a real qualidade de sua defesa. Em se tratando de primeira fase, parece seguro afirmar que tem um conjunto mais sólido que suas demais concorrentes o que a credencia às oitavas-de-final.

Basta saber que uma delas é o Irã. Nem se eles trouxerem armas nucleares e químicas terão um time suficientemente poderoso para alcançar as oitavas-de-final. Para dificultar ainda mais sua empreitada, a maioria esmagadora de seu elenco atua no desconhecido futebol iraniano. Enfim, que desfrutem da viagem ao Brasil e divirtam-se da melhor maneira que puderem.

Já a Nigéria pode se permitir sonhar. Sonhar mas nada além disso. É quem pode, em tese, medir forças com a Bósnia e tentar conquistar uma boquinha na segunda fase.

Contudo, a Nigéria já teve times melhores. Os tempos de Kanu, Amokachi, Babangida, Ikpeba, Okocha e West já foram. A realidade dessa Nigéria-2014 passa por Mikel, Onazi, Moses e só. E esses três nem de longe limpam a chuteira dos ídolos mencionados. 

Ano passado foi possível ver bem o nível do selecionado africano. Na Copa das Confederações de 2013, caiu no grupo de Espanha, Uruguai e Taiti. Fez o desfavor de golear impiedosamente os amadores do Taiti e pagou caro quando confrontou a realidade: derrotas para Espanha e Uruguai e adeus à competição.

Enfim, ainda que passar pelo Irã seja certo, a Nigéria não parece ser forte o suficiente para superar a Bósnia nesse grupo.


PALPITE
1º - Argentina
2º - Bósnia

Para ver os demais grupos, clique:




sexta-feira, 6 de junho de 2014

GRUPO E - Suíça, Equador, França e Honduras

Um grupo skol litrão às avessas. Chama a atenção o fato de que a cabeça-de-chave do grupo é a Suíça e não a França. Isso porque a FIFA se baseia em seu ranking de seleções para definir quem serão os cabeças-de-chave e, à época, a Suíça estava à frente da Seleção Francesa.

Bom, é um grupo de virtual equilíbrio mas sem a roupagem de um grupo da morte. No frigir dos ovos é de se esperar que as equipes europeias triunfem nesse bloco.

Sempre favorita, a França terá a baixa do craque feioso Ribéry. Além dele, Nasri, meia habilidoso do Manchester City, não foi convocado pelo técnico Didier Deschamps. A ausência desses dois atletas já indica uma equipe com déficit considerável no setor ofensivo.

Para compensar tal carência, a Seleção Francesa aposta alto nos gols de Benzema, centroavante do Real Madrid. Além disso, investe pesado no meio-campo que conta com Pogba, Cabaye e Matuidi. A defesa também merece respeito. Os jovens Varane e Mangala aliados à experiência de Evra e Sagna garantem que os Bleus seguirão uma pedra no sapato de quem cruzar seu caminho.

Outra Seleção chatinha de se encarar é a Suíça. Antes de tudo, uma curiosidade. A Suíça já conseguiu o feito surreal de ter sido eliminada de uma Copa sem levar nenhum gol. Em 2006, a equipe se classificou em primeiro lugar com 4 gols marcados e nenhum sofrido. Aliás, por coincidência, também tinha a França naquele grupo. Nas oitavas, foi eliminada pela Ucrânia nos pênaltis, após empate por 0-0 no tempo normal e prorrogação.

Em 2010 novamente se classificou para a Copa. Contudo, caiu na primeira fase. Nem por isso o desempenho defensivo deixou de ser destaque. Só levou um gol.

Ou seja, o ataque pode não ser lá essas coisas, porém é inegável que é um time que sabe como se defender. Liderada por Lichtsteiner e Senderos, a Suíça concentra seus jogadores basicamente entre Itália e Alemanha, como Behrami (Napoli) e o veloz Shaqiri (Bayern de Munique).

Vale dizer que esse time chato bateu o Brasil ano passado em amistoso realizado na Basileia por 1 a 0, gol contra da Daniel Alves. Creio que tá mais que mostrado como é que eles devem se apresentar em campo.

Nadando contra a maré vem o Equador. 

É muito complicado apostar no Equador como eventual surpresa porque o time não é lá essas coisas. Quer dizer, em se tratando de América do Sul o Equador vira-e-mexe emplaca uma campanha razoável e se classifica para a Copa. Para este ano, contou com a ausência do Brasil e fase ridícula do Paraguai para assegurar sua vaga.

Para se ter uma noção, o zagueiro Erazo mal figura no banco de reservas do Flamengo e tá lá convocadinho da Silva, percebem? O grande nome dessa Seleção é Antonio Valencia, meia-atacante do Manchester United. De resto, é só a nata da desconhecida boleiragem equatoriana.

Pior ainda é tentar dizer alguma coisa sobre Honduras. Não adianta tentar defender o pobre catado hondurenho usando como desculpa a Copa América de 2001 quando eliminaram uma tal Seleção Brasileira por humilhantes 2 a 0. É um time ruim e ponto.

Entre atletas escondidos pelo submundo do futebol (tipo o paraguaio e o norte-americano), Figueroa, García, Espinoza e Palacios atuam em modestas equipes do futebol inglês. Ou seja, tal como a Costa Rica, vai ser a mãe do grupo.


PALPITE:
1° - França
2° - Suíça

Para ver os demais grupos, basta clicar:

Não esqueçam de seguir o blog no twitter: @botecoesportivo
E curtir a página no Facebook: facebook.com/obotecoesportivo

quarta-feira, 4 de junho de 2014

GRUPO D - Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália

Grupo D. O autêntico Grupo da Morte. Aqui é onde o filho chora e o Mundo inteiro vê. A composição desse grupo leva três seleções que já foram campeãs da Copa. A parte mais interessante vem agora: Daqui possivelmente sairá o adversário do Brasil nas quartas-de-final.

Há o choque entre seleções tradicionais, duras na queda e detentoras de 7 títulos ao todo. Serão partidas muito interessantes e todos tem o dever cívico de acompanhar esse grupo de perto.

A primeira regra para definir quem vai às oitavas passa pela moribunda Costa Rica. Quem realmente quiser seguir vivo na Copa tem a obrigação de vencer seu duelo com essa seleção. A explicação é simples: a Costa Rica perto dessas outras tem nível parecido de um time participante da Copa Kaiser (tradicional torneio de futebol amador).

É um tanto óbvio que quem conseguir a proeza de não vencer a Costa Rica, vai acabar eliminado. Mas há outro detalhe: o saldo de gols. Não basta ganhar da Costa Rica. Tem que enfiar uma tonelada de gols. 5, 6, 8, infinitos gols. Afinal, dada a dificuldade que Itália, Inglaterra e Uruguai terão nos confrontos entre si, o saldo de gols pode ser determinante para classificar às oitavas.

O Uruguai, protagonista do tal Maracanazzo em 1950 que lhe valeu seu segundo título, tem um time extremamente encardido. O espírito aguerrido não se confunde com seguidos chutões e botinadas. Basta lembrar que a Celeste terminou em 4º lugar na Copa em 2010 e conquistou a Copa América em 2011.

Falemos da qualidade dessa equipe. Sobra experiência já que o Uruguai manteve parte considerável do elenco participante das campanhas mencionadas acima. Qualidade também não falta. Óscar Tabárez montou uma equipe bem equilibrada que se defende com decência e trata a pelota com respeito na frente.

A defesa conta com Godín, ótimo zagueiro e parceiro do Miranda no Atlético de Madrid, além de Lugano. Há também jogadores versáteis que podem auxiliar a volância como Maxi Pereira e Álvaro Pereira. Entretanto, os principais destaques dessa equipe não vivem grande momento. O trio formado por Forlán, Suárez e Cavani preocupa. Forlán, veterano, não está no seus melhores dias. Suárez fez uma temporada espetacular com o Liverpool mas ainda se recupera de lesão. Já Cavani foi bem na França embora tenha vivido à sombra de Ibrahimovic no Paris Saint-Germain. 

Bom, se todos estiverem 100%, o Uruguai tem boas chances de fazer um belo fuzuê nesse grupo.

Enquanto isso, a Itália chega para essa Copa em uma eterna reformulação e ainda em busca de reencontrar sua identidade perdida em 2006, ano do seu tetracampeonato. Em 2010, conseguiu ser eliminada ainda na fase de grupos. Detalhe: não era um grupo com dificuldade semelhante a este. Sucumbiu diante de Paraguai, Nova Zelândia e Eslovênia. Simplesmente ridículo.

Mas chegou 2014. Ano novo, Copa nova e alguns velhos conhecidos. Um repertório de veteranos e demais jogadores na casa dos 30 vem ao Brasil tentar recolocar a Itália nos eixos neste Mundial. No gol, Buffon segue titular absoluto. A defesa conta com uma trinca de zagueiros da Juventus: Barzagli, Bonucci e Chiellini. A meia-cancha terá os marcadores De Rossi e Thiago Motta (brasileiro naturalizado italiano) e Pirlo para organizar o rodízio de pancadas e distribuir a redonda pelo campo, além de ser peça fundamental na bola parada. No ataque, a esperança se resume a Balotelli. 

Resumindo, a Itália sempre leva pra Copa um time experiente que joga um futebol mais pegado, de marcação mais firme. Só que esse ano a Azzurra está refém de seus volantes. Não há um meia como era Totti, que fazia o elo com o ataque decentemente. Sequer há um segundo atacante mais espertinho que quebre um galho e ajude na armação. Fato é que o setor ofensivo italiano vive uma entressafra. Não há nessa geração atletas que podem gerar alguma euforia na torcida e preocupação nos adversários.

Portanto, a Itália chega com camisa, tradição, marcação, Balotelli e pronta para um deus-nos-acuda miserável para não repetir o vexame da Copa passada.

Para apimentar o caldeirão do bloco D, temos a Inglaterra.

O futebol inglês rivaliza com o espanhol qual é o mais bacana de ser ver no momento. A Terra da Rainha proporciona uma rivalidade e uma concentração financeira que deixa a Premier League mais interessante. Em La Liga, tudo acaba se resumindo a Barcelona e Real Madrid, salvo uma ou duas vezes na década quando surge um Atlético de Madrid da vida a mudar esse cenário previsível.

Mas vamos ao que interessa. A Inglaterra tem um time muito bom e muito equilibrado. Há alguma deficiência nos flancos e alguma incerteza com relação à zaga. No entanto, do meio pra frente é um time a se observar com carinho.

Os veteranos e excelentes meias Gerrard e Lampard terão a ajuda de uma meninada bem disposta na organização do meio-campo, como Wilshere e Milner. O ataque fica sob responsabilidade de Rooney, claro. Felizmente, dessa vez o dublê de Shrek terá Sterling e Sturridge, dupla de avantes do Liverpool, para auxiliá-lo com a devida competência.

O English Team certamente será um páreo duro como sempre foi. Um time bem consciente na ocupação dos espaços com saída rápida para o ataque. 

Levo em conta uma série de pequenos fatores para dar meu palpite. Não creio que o Uruguai vá repetir a excelente forma que apresentou 4 anos atrás. Além disso, a condição física duvidosa de Forlán e Suárez e a qualidade questionável de seus suplentes não me fazem crer que a Celeste tumultuará as bancas de apostas. Também duvido que a Itália repetirá o desempenho medonho da última Copa. Um fracasso retumbante é perdoável, já o segundo em sequência me soa demasiado surreal. Por fim, a Inglaterra tem um time mais arredondado, um ataque explosivo e costuma ser figurinha carimbada nos mata-matas.


PALPITE
1º - Inglaterra
2º - Itália

Clique para ver os outros grupos:

Não esqueça de seguir o blog do Twitter: @botecoesportivo
E de curtir a página no Facebook: facebook.com/obotecoesportivo

terça-feira, 3 de junho de 2014

Grupo C - Colômbia, Grécia, Costa do Marfim e Japão

Eis o grupo mais skol litrão da Copa. O preciso conceito consagrado pelo ex-meia e hoje filósofo da bola Perdigão (ex-Inter e Corinthians) sintetiza bem o que esperar desse grupo tão surreal.

A cabeça-de-chave foi a Colômbia (2ª colocada nas Eliminatórias). Ter o selecionado cafetero na posição 1 do grupo abre com chave de ouro a caixa de Pandora presente na ala C da Copa do Mundo. Na sequência, Grécia, Costa do Marfim e Japão. Todas essas Seleções colecionam participações em Copas do Mundo sempre na condição de coadjuvante e nada além disso. Aliás, estão mais para figurantes de Malhação. 

No entanto, essa Copa permitirá que duas delas avancem até as oitavas sob a famigerada condição de zebra que lhes conferem o direito de tentar chocar o Mundo. Afinal, seus respectivos adversários virão do grupo D, ainda a ser visto de perto, mas, já adianto, se alguma Seleção do grupo C chegar às quartas-de-final será uma surpresa e tanto.

Tenho comigo alguma certeza de que, ao final do sorteio dos grupos, Valderrama teria se esbaldado de sambar. A Colômbia tem uma equipe bastante interessante revestida de traços de alegria e ousadia no ataque.

A grande baixa é Falcao García. O centroavante não se recuperou de lesão e está cortado do Mundial. Mesmo assim, os cafeteros contam com um conjunto respeitável e experiente. Na ausência de seu matador, os nomes a serem vistos de perto atendem por Guarín, Cuadrado, James Rodríguez, Jackson Martínez. O elenco ainda conta com o irreverente Pablo Armero, ex-lateral do Palmeiras (clique para lembrar dele).

Assim, a Colômbia chega com uma zaga rodada, uma meia-cancha obreira e um ataque bastante rápido. Ao meu ver, deve ser o bastante para obter uma das duas vagas às oitavas.

Restam, portanto, outras 3 equipes para mais uma vaga.

Minha favorita é a Costa do Marfim. O futebol africano pode ser resumido a muita força e velocidade. Todavia, no time da Costa do Marfim é possível vislumbrar alguma qualidade graças à presença de jogadores diferenciados e experientes.

O veterano artilheiro Drogba merece respeito. Assim como Yaya Touré, um dos melhores meias em atividade. Além deles, Gervinho, Kalou e Kolo Touré são outras peças que acrescentam algum diferencial em relação aos rivais de grupo.

Mesmo tendo sido abençoadas com um grupo relativamente nivelado que permite almejar a classificação, considero Grécia e Japão os azarões dos azarões nesse bloco e não acredito que irão adiante na Copa.

A Seleção Grega não preza pela ofensividade. É uma equipe de clara vocação defensiva destinada a explorar contra-ataques com qualidade discutível. Nas Eliminatórias, ficaram em segundo de seu grupo, empatados com a Bósnia. Em 10 jogos, 8 vitórias, 1 empate e 1 derrota. Porém, chama a atenção os 12 gols marcados e apenas 4 sofridos.

Mesmo tendo atuado diante de equipes bem mais modestas (ou medíocres, como preferirem) é um dado a ser relevado. Enfim, na repescagem os gregos bateram a Romênia pelo placar agregado (jogo de ida + jogo de volta) de 4 a 2. 

A merecerem algum destaque, fiquemos com o zagueiro Sokratis, o veteraníssimo meia Karagounis e Samaras e Mitroglou para o ataque.

Acho pouco provável que esse ferrolho espartano venha a segurar o ataque de Colômbia ou Costa do Marfim.

Da mesma forma que reputo improvável que o Japão surpreenda. A menos que tragam alguma engenhoca tecnológica que transformem seus atletas em verdadeiros transformers boleiros.

É indiscutível que o futebol japonês evoluiu consideravelmente. Basta notar que, embora grande parte dos 23 convocados atue em casa, uma boa meia-dúzia perambula pela Europa, especialmente no disputado futebol alemão.

Contudo, não é o bastante para credenciar o Japão a uma das duas vagas. Em que pese ter uns dois ou três talentos na parte ofensiva, como Honda, Kagawa e Okazaki, o sistema defensivo deixa a desejar. Prova disso foi o desempenho na Copa das Confederações ano passado. Por mais que tenha tido lapsos e equiparado forças em alguns momentos nos jogos contra México e Itália, não resistiu. Voltou para casa com 3 derrotas na mala. 

Após bater nos Samurais Azuis, assopro. Tem mais chances de eventualmente ficar com uma vaga que a Grécia.


PALPITE:
1º - Colômbia
2º - Costa do Marfim

Clique nos links para ver os outros grupos:

Siga o blog no Twitter: @botecoesportivo
E não deixe de curtir a página no Facebook: facebook.com/obotecoesportivo






segunda-feira, 2 de junho de 2014

GRUPO B - Espanha, Holanda, Chile e Austrália

É um grupo da Morte. Quando usarem essa expressão para referirem-se ao grupo D, podem encher a boca pra falar que aqui no bloco B há um esconderijo da dita-cuja, pronta a levar precocemente algum descuidado. Sabemos que a Morte tem diversas facetas. Alerto sobre isso nos posts da Libertadores. Assim, um campeonato com uma fase curta de grupos e um mata-mata frenético potencializa as chances da foice cantar solta desde o início. 

De cara, uma observação. Daqui sai o rival do Brasil nas oitavas-de-final. Tendo-se em conta que o Brasil deve ser o 1º colocado no seu grupo, seu adversário nas oitavas será o segundo colocado desta chave. Anotem isso.

Comecemos então pela Espanha. Todo mundo sabe quem ela é. Ganhou a Copa do Mundo em 2010 e tomou um baile nosso na final da Copa das Confederações ano passado. Isso não significa que a Fúria virou uma teta. Pelo contrário, a Espanha segue forte e favorita ao bicampeonato.

A Espanha construiu uma equipe sólida cuja base vem desde 2008, quando levantou a Eurocopa. Em 2012, já campeã do Mundo, revalidou o caneco europeu. Em linhas gerais, só faltou a Copa das Confederações para essa geração espanhola multicampeã.

Pois bem, tanto os 11 iniciais quanto os suplentes são praticamente os mesmos que levantaram a taça 4 anos atrás. Uma equipe perigosíssima e, acima de tudo, entrosada. 

O tal Diego Costa, centroavante brasileiro naturalizado espanhol, foi convocado. Terminou a temporada baleado e está fazendo tratamento para chegar inteiro para a Copa. Se estiver 100%, puta atacante. Melhor que o Fred e o Jô juntos, fácil.

A patota do Barcelona segue presente no selecionado espanhol. Conta com Piqué (isso, o marido da Shakira) na zaga, Xavi, Iniesta (autor do gol do título em 2010) e Cesc Fábregas (responsável por shows, festas e eventos culturais na concentração. Sim, a piada era um mau necessário).

Nomes como Xabi Alonso, Sérgio Ramos, Javi Martínez e David Silva agregam valor a essa Seleção, franca favorita ao título. Eu não levo muita fé nos reservas para o ataque. Villa tá velho, Pedro é um eterno talismã mas nunca uma solução e Fernando Torres, bem, o próprio nome indica sua função.

Quem divide o favoritismo da chave ao lado da Fúria é a Holanda, vice-campeã em 2010 e nossa carrasca nas quartas-de-final daquela Copa.

A Laranja Mecânica fez uma campanha soberba nas Eliminatórias. Classificou-se em primeiro com 9 vitórias e um empate em um grupo cujos rivais mais complicados atendiam por Turquia e Romênia. A mamata que pegou nas Eliminatórias teve seu preço na Euro-12. Foi eliminada ainda na primeira fase após 3 derrotas para Dinamarca, Alemanha e Portugal.

É uma Holanda bastante mudada com relação ao selecionado do Mundial passado, principalmente do meio para trás. A estrutura defensiva passa por jogadores que atuam no próprio futebol holandês e um ou outro a perambular pelo submundo do futebol inglês.

Os grandes destaques dessa versão 2014 da Holanda são o carniceiro De Jong (se esqueceu, clique para lembrar) tá no time juntamente com os experientes Sneijder, Robben e Van Persie. Do meio para a frente mantém a tradição de ser um time perigoso, só essa defesa que não aspira muita confiança. É uma Holanda bem mais apagada em relação aos times que apresentaram em 94, 98 e até 2010.

Cabe ao Chile aproveitar essa geração mais modesta dos holandeses.

A Morte pode encontrar no Chile um refúgio para degolar uma virutal favorita européia, senão vejamos:

Sob o comando de Jorge Sampaoli, o Chile vai levar alguns conhecidos nossos, a saber: Mena (Santos), Aránguiz (Internacional), Valdívia (Palmeiras). O treinador também convocou Johnny Herrera, o Super-Boy, aquela goleiro ridículo que jogou no Corinthians em 2006. Pois é, pelo que consta o arqueiro da Universidad de Chile vive fase boa o bastante para figurar no grupo da Roja para essa Copa.

A defesa não é lá essas coisas, porém a meia-cancha e o ataque não bastante explosivos. Grande parte do elenco atua na Europa, especialmente na Itália e Espanha. Implica dizer que estão acostumados a atuar sob forte marcação, além de sair para o jogo em velocidade. 

Uma boa exibição da seleção chilena passa basicamente por 4 jogadores: Vidal, ótimo volante da Juventus recupera-se de lesão e gera alguma apreensão quanto ao seu físico no Mundial; Aránguiz, outro volante obreiro capaz de correr o campo todo, marcar e aparecer lá na frente para dar uma força; Vargas, atacante com passagem recente pelo Grêmio, preza pela velocidade e habilidade mas não necessariamente pela eficiência; e do bom centroavante do Barcelona Alexis Sánchez.

O Chile tem um time engraçadinho e briga forte com a Holanda por essa segunda vaga. A favor dos chilenos há a mística de estarem fadados a encarar o Brasil nas oitavas (vide 98 e 2010, por exemplo). Entretanto, apesar da torcida pela seleção sul-americana creio que os europeus avançam.

Correndo por fora vem a Austrália. 

Deixou de disputar as eliminatórias da Oceania porque, convenhamos, não dava graça. Não havia rivais interessantes. Apenas para situar, o campeão das eliminatórias da Oceania disputa uma vaga na Copa contra o pior classificado de algum outro continente a ser definido por sorteio.

Não há dúvida que perto das 3 é a mais fraca. Os intermináveis Tim Cahill e Mark Bresciano foram convocados e de conhecidos mesmo são só esses. Se jogassem com cangurus talvez levassem mais perigo e tivessem mais chances de surpreender. 


Palpite:
1º - Espanha
2º - Holanda

Clique para ver o Grupo A
Siga o blog no twitter: @botecoesportivo
E curta a página no Facebook: facebook.com/obotecoesportivo

Brasileirão-14 - Rodada #9

9 rodadas e 27 pontos disputados depois chegou a hora de dar um tempo no Brasileirão para respirar Copa do Mundo. Em homenagem ao melhor campeonato nacional da galáxia, um carregamento especial de cervejas geladas e quentes com o que aconteceu de melhor nessa rodada e no torneio até o momento.

Saquem só!


CERVEJA GELADA


CRUZEIRO - Vai descansar líder absoluto do Brasileirão. 19 pontos conquistados, 3 pontos a mais que os vices. Cartel de 6 vitórias, 1 empate e 2 derrotas, com 18 gols marcados, 10 sofridos, Ricardo Goulart e Marcelo Moreno dividem a artilharia com 5 gols cada. Neste fim de semana, precisou de somente 45 para debulhar o Flamengo por 3 a 0. Ou seja, a máquina cruzeirense tem grandes chances de revalidar o título esta temporada. 

SÃO PAULO - Venceu o Atlético Mineiro da maneira mais insólita possível. Aos 44 do segundo tempo, Pabón bateu falta de longe e o goleiro Giovanni aceitou. Um frangaço que valeu o triunfo tricolor por 2 a 1. O São Paulo entra novamente no G-4 e divide a virtual vice-liderança com Fluminense, Corinthians e Internacional, todos com 16 pontos.

SANTOS - Após muito empatar, o Peixe emplacou sua segunda vitória consecutiva e entra no bololô intermediário à espreita de uma chance de beliscar uma vaga no G-4. A vitória sossegada contra o Criciúma por 2 a 0 deixa o Santos na 9ª posição com 14 pontos mantendo vivo o sonho por alguma coisa nesse Brasileirão.

CAOS - O Brasileirão está interessante porque se organiza no caos. Em um intervalo de 3 pontos pode acontecer qualquer coisa. Consagrar um novo lider, mudar significativamente o Z-4 e até bagunçar legal a tábua de classificação. Com apenas uma vitória é possível subir, olha, brincando, brincando, umas 4 posições. Isso mostra que ainda não está exatamente claro onde está aquele corte que define quem briga lá em cima e lá embaixo.


CERVEJA QUENTE


CORINTHIANS - De novo. Outro evento teste lá no Itaquerão. Estava o Corinthians no seu lugar. Veio o Botafogo lhe fazer mal. O resto da música todo mundo já sabe de cor e salteado. O Timão anotou o primeiro tento na nova casa com Jadson. "Um baita gol, diga-se de passagem" NETO, "Craque". Mas daí o Corinthians entregou-se àquele acadelamento que lhe é peculiar e permitiu o empate do Botafogo. Amargo 1 a 1 em nova decepção no seu novo campo. Pelo menos ainda se segura lá no G-4 nessa parada para a Copa.

FIGUEIRENSE - É impossível não servir uma cerveja quente e não pensar no Figueirense. Mais uma derrota em casa. O baile no Orlando Scarpelli foi comandado por Douglas Coutinho, autor dos 3 gols da vitória do Atlético Paranaense por 3 a 1. Lanterna absoluto do Brasileirão com apenas 4 pontos, o Figueira já pode começar a pensar na Série B em 2015 porque tá na cara que vai cair.

GRÊMIO 0 x 0 PALMEIRAS - Foi um festival de finalizações grotescas. Pior que isso, só a arbitragem que anulou gol legal de Diogo. Pode ser que o árbitro tenha se assustado com o fato de Diogo estar fazendo um gol já que isso por si só configura um motivo razoável para encontrar alguma irregularidade no universo. Mas o gol era legal e o Verdão poderia estar melhor nesta segunda-feira. Assim como o Grêmio, que perdeu pontos preciosos em casa e vai ter que se contentar ficar na cola do Inter durante todo o recesso.

Z-4 - Vitória, Coritiba e Flamengo dividem os mesmos 7 pontos que lhe credenciariam a passagem para a Segundona ano que vem, caso o Brasileirão acabasse hoje. O Flamengo pediu para estar na zona da degola já que trocou Jayme de Almeida por Ney Franco no momento mais inadequado possível, posto que o treinador não leva culpa exclusiva pelo time carioca ser incrivelmente limitado. Coritiba e Vitória pagam o preço de seus times mais ou menos. Embora conte com Alex e um punhado de jogadores mais experimentados, o Coxa padece de Zé Love, Keirrison e um esforçado Julio Cesar no ataque e Celso Roth na casamata. Nada animador, portanto. Já o Vitória tem um time bem estranho. Faz jogo duro mas não vence. Ganhou apenas uma e empatou outras 4. Parece certo que vai brigar por aí durante todo o certame.


domingo, 1 de junho de 2014

GRUPO A - Brasil, Croácia, Camarões e México

Passada a euforia do sorteio e já com a convocação em mãos é hora de ver o que esperar de cada grupo.

Do bloco A, destinado ao país-sede, coube o Brasil o privilégio de encarar seleções nada além de esforçadas. Ou seja, o escrete canarinho tem uma bela teta pela frente. 

É evidente que o Brasil vai avançar. E em primeiro. E qualquer outra combinação senão esta é zebra. Não tem discussão. As três seleções que fazem número no grupo que se matem pela outra vaga. Aliás, podiam tirar a segunda vaga desse grupo e dar para alguém lá no grupo B ou D.

Importante levar em conta que torcida, cancha, país-sede e política são elementos a serem considerados para ter uma ideia até onde determinada seleção vai. Abre parênteses: Por isso o Brasil deve chegar, no mínimo do mínimo, até as quartas-de-final e só morre nessa fase se baixar um santo em algum desalmado do grupo D. Entendo ser praticamente certo que estará entre os 4 melhores. Fecha parênteses.

A Croácia conquistou sua classificação na repescagem. Após terminar em segundo no seu grupo das Eliminatórias (1º lugar para a Bélgica), tirou a sorte grande de ter pela frente a Islândia. Empatou o primeiro jogo, venceu o segundo por 2 a 0 e ganhou a passagem para o Brasil. Só que não é um time lá essas coisas.

Vá lá que nesse grupo ninguém é lá essas coisas, mas a Croácia só teve a Bélgica e Sérvia como páreos duros nas Eliminatórias. Prosperar somente diante da Sérvia e ter despachado a Islândia não parece muito animador.

De destaque, trará Modric, meia do Real Madrid, e os avantes Olic (ex-Bayern) e Mandzukit (atualmente 9 do Bayern). No mais, conta com atletas experientes e atuantes nos principais centros boleiros da Europa. O trio mencionado a ser usado nesse grupo tal como se apresenta pode ser suficiente para avançar. Aliás, é minha aposta.

Obs: Mandzukit não joga a estreia contra o Brasil.

Curioso é que o nível dessas outras seleções não destoa tanto assim da minha virtual favorita. Mais curioso ainda, ambos já derrotaram o Brasil nos Jogos Olímpicos, adiando o sonho dourado canarinho.

Comecemos pelo México. Ganhou notoriedade por ser um carrasco tupiniquim contemporâneo. Dos triunfos mais recentes e impactantes, fiquemos com a final olímpica em Londres-12. Mas agora estamos no Brasil, caramba! Clima de Copa e tudo mais! Acho pouco provável que os mexicanos aprontem gracinhas quaisquer em nossos domínios. Exceto Chaves. Essa é a única gracinha permitida aqui ad eternum.

Pois bem. Eles tem o Chicharito Hernández e o (muito) Peralta no ataque. Giovani dos Santos para a ligação. Sem contar um amontoado bem organizado deveras chato de se enfrentar, que ataca bem e preenche os espaços com alguma inteligência. Apesar da escola latina, não sei se é bom o suficiente para agarrar a segunda vaga.

Sei lá, falta um Blanco na meia, um Borghetti ou um Hernández nesse ataque.  Por mais que o México tenha tomado corpo como vimos nos últimos embates com o Brasil, não acredito que irá avançar. Pode surpreender, claro, mas já dei meu palpite e não vou mudar.

Sobra Camarões. Que tem Eto'o e só. Ele e mais 10. Ou 22, no caso. Camarões já foi asa negra do Brasil nas Olimpíadas de 2000. Em contrapartida, se serve de bom presságio, Camarões esteve em nosso grupo na campanha do tetra em 1994.

Camarões se resume a Eto'o e ponto. Não adianta enganar aqui falando que jogam assim, assado, cozido ou frito. Futebol africano é essencialmente força e velocidade. O resto é mais do mesmo. Deve ser a mãe do grupo, a menos que brotem uns outros 2 ou três Eto'os na equipe capazes de fazê-los jogar tão bem a ponto de bagunçar o grupo.

Palpite:
1º - Brasil
2º - Croácia

Siga o blog no twitter: @botecoesportivo
E curta a página no facebook: facebook.com/obotecoesportivo