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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Enfim, o início.

Agora sim! A Copa propriamente dita finalmente começou!

Depois de uma vitória controversa sobre a Croácia e um empate modorrento contra o México, o Brasil fez 4 a 1 em Camarões e garantiu o primeiro lugar o grupo. 

O Brasil jogou em cima durante toda a partida. O primeiro gol não tardou a sair. Aos 16 minutos, Luiz Gustavo desmarcou na esquerda e cruzou na medida para Neymar só tirar do goleiro. O tento trouxe tranquilidade e alguma desatenção. Aos 25, Matip, livre na área, empatou o confronto.

Daí em diante foi só Brasil novamente. Quase dez minutos depois, Neymar faz o segundo em bela jogada individual. No segundo tempo, Fred e Fernandinho deram números finais ao duelo. 

Aliás, Fernandinho entrou no lugar de Paulinho e arrebentou! Distribuiu passes, mostrou muita garra na marcação, disposição tática e tudo que se espera de um segundo volante participativo e, sobretudo, útil. Fred dessa vez não foi cone. Foi cone artilheiro. Brigou um pouco mais, tentou um pouco mais e foi premiado com mais um lance polêmico. Gol de cabeça irregular no qual depositamos nossas crendices diversas para a quebra da zica que perseguia nosso 9.

O adversário do Brasil será, mais uma vez, o Chile. Tal como em 2010 e 1998, os chilenos cruzam o caminho canarinho justamente nas oitavas. A FIFA já admite transformar este confronto em cláusula pétrea no regulamento da Copa a valer a partir do próximo Mundial. Ah, a tendência é de vitória tranquila nossa. 

Espera-se que o Chile faça aquele já conhecido papel de baranga no final da noite, de ex recente ou de peguete da vez. Apertou, vai lá, liga, chega junto, xaveca bonitinho e rola aquele alívio redentor.

Por mais qualidade que seja essa equipe chilena tenha com Vidal, Alexis Sánchez e Vargas sob a batuta do competente Jorge Sampaoli, não vejo La Roja capaz de - neste momento - superar o maior dos tabus que cerca o confronto: jamais ter vencido o Brasil em solo tupiniquim.

Isso porque o Brasil acorda para a vida no principal momento da Copa. Chegar com confiança nas oitavas é o primeiro passo para começar a superar as etapas seguintes. A equipe se tocou que é preciso mais vibração em campo e tal evolução foi notória. Não somente pelos 4 gols. Salvo aqueles 10-15 minutos de branco súbito, o Brasil se mostrou Brasil.

Já o Chile vem de classificação heroica no grupo B tendo despachado a Espanha. Motivação não falta, óbvio. Contudo, a derrota para a Holanda na última rodada por 2 a 0, mesmo com a equipe já classificada mostra que não tem tanta força quanto parece.

A derrota não muda a respeitável campanha, porém, ressalta que, no frigir dos ovos, o Chile - mesmo com seus méritos próprios - passou por cima de uma Espanha apática, completamente fora do habitualmente visto nos últimos anos. Não tendo sido capaz de superar um adversário mais forte em melhor fase, caso da Holanda. 

A defesa chilena é bem esforçada, ponto. Seu ponto fraco é a bola aérea. Apertou? Chove na área deles pra você ver o deus-nos-acuda! A meia-cancha é obreira, fato que pode trazer alguma dificuldade para o Brasil construir seu jogo a seu bel prazer. O triunfo da Holanda somente foi construído nos últimos 15 minutos de jogo, para se ter uma ideia. O ataque depende muito dos lampejos de Sánchez mesmo tendo um veloz Vargas no setor. Haverá perigo se souberem como explorar as costas de Daniel Alves e Marcelo. 

Em vez de uma vitória elástica, aposto em uma classificação mais na conta do chá. Mas nada que vá infartar brasileiros por aí. Esse duelo com o Chile vem muito a calhar. É um time que vai testar nossos nervos e nossa versatilidade dentro do campo. Um teste de luxo que pode nos dar a perspectiva do que podemos esperar do Brasil nas quartas-de-final. E, a depender dos cruzamentos, já podemos ver mais tangível uma vaga nas semifinais.


domingo, 1 de junho de 2014

GRUPO A - Brasil, Croácia, Camarões e México

Passada a euforia do sorteio e já com a convocação em mãos é hora de ver o que esperar de cada grupo.

Do bloco A, destinado ao país-sede, coube o Brasil o privilégio de encarar seleções nada além de esforçadas. Ou seja, o escrete canarinho tem uma bela teta pela frente. 

É evidente que o Brasil vai avançar. E em primeiro. E qualquer outra combinação senão esta é zebra. Não tem discussão. As três seleções que fazem número no grupo que se matem pela outra vaga. Aliás, podiam tirar a segunda vaga desse grupo e dar para alguém lá no grupo B ou D.

Importante levar em conta que torcida, cancha, país-sede e política são elementos a serem considerados para ter uma ideia até onde determinada seleção vai. Abre parênteses: Por isso o Brasil deve chegar, no mínimo do mínimo, até as quartas-de-final e só morre nessa fase se baixar um santo em algum desalmado do grupo D. Entendo ser praticamente certo que estará entre os 4 melhores. Fecha parênteses.

A Croácia conquistou sua classificação na repescagem. Após terminar em segundo no seu grupo das Eliminatórias (1º lugar para a Bélgica), tirou a sorte grande de ter pela frente a Islândia. Empatou o primeiro jogo, venceu o segundo por 2 a 0 e ganhou a passagem para o Brasil. Só que não é um time lá essas coisas.

Vá lá que nesse grupo ninguém é lá essas coisas, mas a Croácia só teve a Bélgica e Sérvia como páreos duros nas Eliminatórias. Prosperar somente diante da Sérvia e ter despachado a Islândia não parece muito animador.

De destaque, trará Modric, meia do Real Madrid, e os avantes Olic (ex-Bayern) e Mandzukit (atualmente 9 do Bayern). No mais, conta com atletas experientes e atuantes nos principais centros boleiros da Europa. O trio mencionado a ser usado nesse grupo tal como se apresenta pode ser suficiente para avançar. Aliás, é minha aposta.

Obs: Mandzukit não joga a estreia contra o Brasil.

Curioso é que o nível dessas outras seleções não destoa tanto assim da minha virtual favorita. Mais curioso ainda, ambos já derrotaram o Brasil nos Jogos Olímpicos, adiando o sonho dourado canarinho.

Comecemos pelo México. Ganhou notoriedade por ser um carrasco tupiniquim contemporâneo. Dos triunfos mais recentes e impactantes, fiquemos com a final olímpica em Londres-12. Mas agora estamos no Brasil, caramba! Clima de Copa e tudo mais! Acho pouco provável que os mexicanos aprontem gracinhas quaisquer em nossos domínios. Exceto Chaves. Essa é a única gracinha permitida aqui ad eternum.

Pois bem. Eles tem o Chicharito Hernández e o (muito) Peralta no ataque. Giovani dos Santos para a ligação. Sem contar um amontoado bem organizado deveras chato de se enfrentar, que ataca bem e preenche os espaços com alguma inteligência. Apesar da escola latina, não sei se é bom o suficiente para agarrar a segunda vaga.

Sei lá, falta um Blanco na meia, um Borghetti ou um Hernández nesse ataque.  Por mais que o México tenha tomado corpo como vimos nos últimos embates com o Brasil, não acredito que irá avançar. Pode surpreender, claro, mas já dei meu palpite e não vou mudar.

Sobra Camarões. Que tem Eto'o e só. Ele e mais 10. Ou 22, no caso. Camarões já foi asa negra do Brasil nas Olimpíadas de 2000. Em contrapartida, se serve de bom presságio, Camarões esteve em nosso grupo na campanha do tetra em 1994.

Camarões se resume a Eto'o e ponto. Não adianta enganar aqui falando que jogam assim, assado, cozido ou frito. Futebol africano é essencialmente força e velocidade. O resto é mais do mesmo. Deve ser a mãe do grupo, a menos que brotem uns outros 2 ou três Eto'os na equipe capazes de fazê-los jogar tão bem a ponto de bagunçar o grupo.

Palpite:
1º - Brasil
2º - Croácia

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