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domingo, 13 de maio de 2012

Paulistão 12 - Final (2º jogo - Santos 4 x 2 Guarani)

Missão ingrata a do Guarani. Ter que reverter os 3 a 0 da primeira partida era pouco animador. Ainda mais depois de ver o Peixe aplicar impiedosos 8 a 0 sobre o Bolívar - com o detalhe que tinha perdido o primeiro jogo por 2 a 1. Se servia de estímulo, essa semana tivemos algumas viradas expressivas. Porém, em nenhum caso um time mais modesto era o protagonista do milagre.

Como derrotar o Santos? Como derrotar esse Santos? Atacar, rezar para não sofrer gol e realmente ter um aproveitamento infinito nas finalizações. Basicamente, era isso que o Bugre precisava. Quebrar o equilíbrio dos times de Muricy ou encontrá-los em um dia ruim é bastante raro. Hoje, não foi diferente.

Simplesmente 1 minutos após a bola rolar, 1º ataque do Santos, 1º gol. Neymar serve Elano na direita que cruza para Alan Kardec entrar de carrinho e complicar só mais um bocado as coisas para o Guarani. 

A mil, o Guarani achou o empate 3 minutos mais tarde. Danilo Sacramento invadiu pela esquerda e bateu cruzado. Rafael falhou, soltou nos pés de Fabinho que desviou para as redes. Jogo empatado e ainda tenso para o Bugre.

Apenas quatro minutos após o gol de Fabinho, Paulo César de Oliveira deu sua contribuição desnecessária ao Santos ao ver toque voluntária de mão de Fabio Bahia dentro da área. Pênalti que Neymar, ex-mau cobrador, converteu com categoria. Ao meu ver, por ser curta a distância entre a bola e o braço do jogador, além de não se vislumbrar chance real e concreta de gol, não era caso para reconhecimento da infração. Enfim.

Parênteses: Os últimos pênaltis de Neymar, especialmente os contra São Paulo e Guarani, foram batidos da forma que considero ideal. Sem gracinhas, forte, e no alto. Improvável o goleiro buscar. Enfim, outro fundamento no qual o jovem craque já aprimorou em sua meteórica ascensão. 

Só que o primeiro tempo estava longe de acabar. Mostrando hombridade, o Guarani foi em busca do empate aos 16 minutos. Fabinho cruzou, a zaga vacilou e a bola encontrou Bruno Mendes para tirar de Rafael e igualar o marcador. Não fossem os gols sofridos e podia-se dizer que o Bugre estava quase lá.

Ainda na primeira etapa, o Guarani subiu de produção e perdeu, pelo menos, outras duas boas chances. O Santos ficou mais preso e encontrou alguma dificuldade em atacar. No entanto, defendeu-se bem e superou os apagões defensivos. 

Veio os 45 minutos finais e em vez de notarmos aquele Bugre insinuante e ousado, vimos o Santos voltar como quem diz: "Bom, agora chegou nossa vez de brincar!". E só deu Peixe!

Aos 26 minutos, o golpe fulminante. Juan faz linda jogada pela esquerda e rola para Neymar, artilheiro do Paulistão, soltar o pé para anotar o 3º do Peixe. Explode o Morumbi! O show continua! Jogadas de efeito, 'olé' vindo das arquibancadas e caneco já assegurado.

No último lance da partida, o tiro de misericórdia. Alan Kardec recebe cara-a-cara com Emerson, pedala bonito e fecha a conta: 4 a 2. 

Título justo do melhor time. Melhor time não somente pelo campeonato, mas pela qualidade de cada atleta que entra e não deixa a orquestra destoar. Inclusive, a qualidade do grupo já foi retratada aqui

Neymar? Repito: O Brasil não é mais páreo para ele. Se quiser evoluir, é preciso encarar as forças europeias. Evoluir, ganhar mais corpo e, mais experiente, quem sabe ser na Seleção o craque que é no Santos. 

Por fim, defendo que as comparações com Pelé a respeito de sua permanência no Santos é injusta visto que desproporcionais. Com 20 anos, Pelé já tinha decidido uma Copa para o Brasil. Em seu tempo, o futebol era mais bruto, mais emocional e a qualidade das equipes eram superiores. Mesmo as menores. Então, sendo Neymar um jovem craque, deve ser encarado como tal. Jamais equiparado a Pelé. E, por enquanto, sequer comparável a Messi. 








domingo, 6 de maio de 2012

Paulistão 12 - Final (1º jogo - Guarani 0 x 3 Santos)

Domingo de final no Paulistão e em muitos estaduais Brasil adentro. 

Guarani e Santos foram os mais competentes este ano e chegaram para uma inesperada final. Inesperada por parte do Bugre, claro. Mas, sobretudo, uma final justa. Quer dizer, justa até a página dois. Afinal, a decisão da FPF em colocar ambas partidas no Morumbi tirou força considerável principalmente do Guarani em buscar equilibrar o confronto. 

Bom, a julgar pelo potencial de cada clube o triunfo santista era questão de tempo. Otimistas pregavam que o Bugre poderia complicar a vida do Peixe em ambos jogos. Já os mais xiitas apostavam que o Santos já colocaria uma mão na taça hoje. 

Infelizmente, foi o que aconteceu. O placar é incontestável. O suposto domínio campineiro em meados do primeiro tempo sucumbiu com o tiro de Ganso aos 42 minutos da primeira etapa. Até o gol, a única grande jogada de perigo criada pelo Santos foi em cobrança de falta de Elano aos 2 minutos de bola rolando que encontrou o travessão.

A primeira etapa, em tese, foi do Guarani. Marcou bem, anulava as ações ofensivas do Peixe e vinha para o ataque como dava. Sentiu demais a ausência da Oziel na direita e Fumagalli na articulação. Para piorar, perdeu o zagueiro Neto, um dos destaques do time, também lesionado. Tivesse um pouco mais de qualidade e tranquilidade poderia ter aberto o placar com Medina, aos 15 minutos.

No mais, o Bugre era muito coração, muita correria para pouca organização. Tranquilo, o Santos defendia-se de maneira competente e avançava sem afobação. Foi assim que chegou ao gol. Neymar escapa pela esquerda e toca para o meio. Arouca protege e Ganso, da entrada da área, começa a reger o show.

O segundo tempo reservava mais Santos, mais Neymar e menos Guarani. A sina do Bugre estava selada e foi facilmente possível perceber isso logo no primeiro lance. Bruno Recife recebe na esquerda e solta o pé. Aranha salta, defende com um braço, faz que vai no canto e...na trave! Pronto. Azedou de vez.

Elano bate outra falta no capricho e Emerson manda para escanteio. Pressão do Santos. Guarani passa a errar passes bobos e não se encontra ofensivamente. Era a deixa que o Peixe queria. Aos 20, Juan dá passe açucarado para Ganso, que invade a área e é desarmado pelo bote do goleiro Emerson. Mas a estrela de Neymar começou a brilhar. No rebote, o craque bate cruzado e amplia: 2 a 0.

Pane em Campinas, festa na Baixada. Perdido em campo, o Guarani não conseguia ameaçar Aranha nem em sonho. E viu o campeonato cair no colo do Santos no finalzinho da partida. Aos 46, Neymar novamente recebe na esquerda, limpa dois marcadores e fulmina alto, sem chances para Emerson. 

Três a zero. Três vezes Santos, o virtual tricampeão paulista.


(Ainda sobre o Santos, você pode conferir a 'Análise de Elenco' do Peixe clicando aqui. Confira!)




 

domingo, 29 de abril de 2012

Paulistão 12 - Semi-finais

Domingo nublado, chuvoso. Dia feio que seria agraciado com dois clássicos para definição dos finalistas do melhor estadual do país. O mais competitivo, claro. Pois o formato...

Bom, como no outro post, resenha das partidas e palpite para a grande final. A título de curiosidade e descontração, vale dizer que acertamos os palpites cravados (hehe). 


SÃO PAULO 1 x 3 SANTOS

Mais um San-são eletrizante. Outro show de Neymar. O Santos não tomou conhecimento do São Paulo e atropelou o Tricolor em pleno Morumbi. O resultado foi justo e traduziu a competência e eficiência do melhor time. 

Não tardou para a instável defesa do São Paulo deixar o torcedor com o coração na boca e comprometer o desempenho do time. Desta vez, na primeira descida logo a 1-2 minutos de jogo,  Paulo Miranda novamente cometeu um pênalti infantil à direita do ataque santista. O carrinho imprudente e desnecessário em Alan Kardec foi a senha para o 100º gol de Neymar com a camisa do Peixe. E o prelúdio de outro espetáculo do craque.

A princípio, o São Paulo não sentiu o gol. Dominou o meio-campo e passou a ditar o rumo da partida. Pouco produziu e abriu o contra-ataque, é verdade, mas não fazia uma má partida. Só que o Santos tinha Neymar. E o São Paulo, Paulo Miranda. Ganso recebeu e acionou Neymar. O atabalhoado zagueiro saiu mal no bote, perdeu o tempo da bola, Neymar passou como quis e tocou na saída de Denis. 2 a 0.

Atrás no placar, o segundo tempo reservava mais emoção. Na volta do intervalo, Leão saca Jadson e Piris para as entradas de Fernandinho e Rodrigo Caio. Ao meu ver, acertou parcialmente. Jadson não fazia uma má partida e virou referência nas bolas paradas. Cícero estava mal e já tinha cartão. Piris, também amarelado, novamente foi mal e foi bem substituído.

Mal começa a segunda etapa e quase o São Paulo iguala. Paulo Miranda fura cruzamento venenoso. No troco, Denis rebate bola nos pés de Neymar que manda na trava, quase sozinho. Enquanto o SPFC sai desesperado para o ataque, o Santos deita e rola nos contra-ataques, jogo franco.

Então a arbitragem começou a se complicar. Aos 12 minutos, Ganso escora de cabeça para a área. A bola encontra Kardec que manda para as redes. Contudo, o juiz pegou uma falta (ao meu ver, inexistente) de Edu Dracena em Paulo Miranda na jogada. Pouco depois, aos 18, Casemiro encontra Willian José impedido. O centroavante tricolor limpa a marcação e bate no canto de Aranha (entrou no lugar de Rafael, machucado) : 2 a 1.

A pressão do São Paulo não foi suficiente para parar Neymar, impossível esta tarde. Aos 32 minutos, o atacante santista arrisca da entrada da área, Denis erra a espalmada e a bola morre macia no gol tricolor. Vale ressaltar que Denis, embora jovem, não é mais garoto. É capaz de grandes defesas e falhas bestas, tanto nas vitórias como nas derrotas. Hoje, não foi diferente. Tal como contra o Palmeiras, Denis deu sua contribuição ao placar num clássico.

Cumpre destacar inclusive o equilíbrio do Santos ao longo da partida. O aproveitamento ofensivo e a tarde inspiradíssima de Neymar roubam grande parte dos holofotes que o sistema defensivo merecia. Arouca e Adriano protegeram bem a zaga e deram contribuição fundamental para Ganso e Elano organizarem o ataque ao seu bel prazer. Elano mais apagado, é verdade.

O gol esfriou o ímpeto tricolor. Os ânimos se exaltaram. Deu tempo para Cícero levar o segundo amarelo e ser expulso. Lucas? Correu, tentou e lembrou aquele fominha que Leão tanto pegou no pé. Muito individualista, perdeu boas chances de distribuir melhor o jogo. Neymar? O Brasil não é mais páreo para ele. Sim, é o momento de sair. Encarar novas zagas, evoluir e, quem sabe, ser na Seleção o craque que é no Santos. 


GUARANI 3 x 1 PONTE PRETA

Um dérbi de arrepiar! A Ponte Preta, recém-promovida à Série-A, foi visitar o eterno rival Guarani após eliminar o Corinthians em pleno Pacaembu. Já o Bugre fez a 4ª melhor campanha do Paulistão e eliminou o Palmeiras nas quartas-de-final. Vive bom momento sob comando de Vadão.

Acima de tudo, foi um resultado justo. O Guarani dominou a partida desde o começo. A proposta da Macaca foi parecida com a da partida contra o Timão. Bem retrancada, apostava nos contra-ataques e no toque de bola para conquistar seu espaço.

Enquanto o Guarani produzia grandes oportunidades, Bruno Fuso dava início à boa atuação desta noite. Com boas intervenções, salvou a pátria da Ponte Preta em vários lances de perigo. Sem Fumagalli, que saiu machucado aos 28 do primeiro tempo, o Guarani caiu um pouco de produção. Foi a deixa para a Ponte arriscar-se no ataque. Aos 39, Caio recebe, limpa a marcação, fuzila cruzado e faz a festa dos visitantes: 0 a 1. 

No segundo tempo, o Bugre foi em busca o resultado. A Macaca voltou à estratégia anterior de defender-se e sair cautelosamente. Após o milagre de Neto, goleiro do Guarani, o Bugre mandou no jogo. Aos 8, linda trama pela esquerda resultou no cruzamento de Fabinho para Fabio Bahia igualar o placar. Um minuto depois, Fabinho carimba a trave após bela defesa de Bruno.

O Guarani sentiu o bom momento e seguiu mandando na partida. Tanto que o gol da virada não tardou. Aos 23 minutos, Danilo Sacramento encontra Medina, que entrou no lugar de Fumagalli, para bater firme no canto e botar o Bugre em vantagem.

A Macaca sentiu o gol e a pressão em ter que buscar o gol que levaria a partida aos pênaltis. Desequilibrada, não foi sombra da equipe bem postada que eliminou o Corinthians. E quem estava com a Macaca era Medina. Aos 40 minutos, completou de cabeça cruzamento perfeito de Oziel e decretou a classificação do Guarani. 3 a 1 e festa no Brinco de Ouro!



PALPITE: Santos x Guarani - O Santos é infinitamente superior ao Guarani. A decisão ser em dois jogos também deixa todo o favoritismo ao lado do Peixe. O Bugre, que já foi campeão brasileiro em 78 e vice em 86, não ostenta a grandeza de outrora. Envolto à crise financeira e problemas administrativos, a superação é  o combustível desta aguerrida equipe.

Infelizmente, o Guarani já fez um milagre ao alcançar a grande final e terá que se contentar em ter surpreendido São Paulo ao menos por uma temporada. Quem sabe o bom trabalho de Vadão também não se repete na campanha da Série-B do Brasileirão? 

Parabéns, Guarani. Mas vai dar Santos.   


sábado, 28 de abril de 2012

Final do Paulistão se decide amanhã



Depois de três meses de jogos incessantes finalmente neste domingo sai os dois finalistas do Paulistão. O clássico entre São Paulo e Santos, no Morumbi, já rende algumas polêmicas antes mesmo do apito inicial. O time da Vila Belmiro viajou e jogou na altitude da Bolívia, sofreu com a mudança de clima e com o mau comportamento da torcida adversária, fora as pancadas em campo.

Emerson Leão, treinador do São Paulo, afirmou durante a semana que as duas equipes poderiam entrar em campo amanhã um pouco desgastadas. O tricolor do Morumbi tinha compromisso no meio de semana contra a Ponte Preta, em Campinas, mas a chuva caiu violentamente na cidade do interior, o que impossibilitou a realização do confronto pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Nesse casso, acredito que a arbitragem e os representantes da Federação Paulista agiram de forma correta, o campo do Moises Lucarrelli estava encharcado, diversas poças de água. Ainda falam que nós somos o país da Copa. A culpa também não é do time da Ponte Preta, mas daqueles que cuidam dos fundos financeiros. Quem sabe com uma verba extra e com ajuda também da Federação, a macaca não poderia reformar o estádio.

Aproveitando que estamos falando do interior, o outro finalista do Paulistão sai do jogo entre Ponte Preta e Guarani. Ambos eliminaram na semana passada os grandes de São Paulo, Corinthians e Palmeiras. Isso mostra que o futebol do interior ainda tem forças. O derby campineiro tem tudo para ser um ótimo jogo, mas seria completo com uma divisão de 50% dos ingressos para cada time, o que infelizmente nos dias de hoje é impraticável. Essa carga de ingressos só voltará a ser dividido pela metade quando realmente houver uma vontade política para a implantação de um sistema de registro do torcedor. Torcemos para que para o bem do futebol isso aconteça nos próximos anos. Vamos aguardar.....

domingo, 22 de abril de 2012

Paulistão 12 - Quartas-de-final

Finalmente o Paulistão começou! Começou e, para alguns, já terminou.

Após exaustivas 19 rodadas, a fase do "mata" começou. Mata porque as quartas-de-final e as semi-finais do Paulistão são decididas em somente uma partida. Como toda decisão de partida única, a zebra sempre fica a postos querendo aparecer. Neste Paulistão ela deu o ar da graça e tirou logo dois dos grandes favoritos ao título. 

Vale dizer que a moda de termos gols nos minutos finais foi seguida. Nas partidas deste domingo, 4 gols marcados nos últimos 5 minutos.

Enfim, abaixo uma breve resenha sobre os quatro confrontos, quem pega quem nas semi-finais do torneio e o palpite do blog:


CORINTHIANS 2 x 3 PONTE PRETA - Olha a zebra aí. Ou melhor, a macaca. A Ponte aprontou para cima do favorito Corinthians e eliminou o Timão em pleno Pacaembu. Foi uma partida madura da Macaca. Ocupou bem os espaços, travou as investidas do Timão e armou a equipe para explorar os contra-ataques. A proposta escancaradamente defensiva deu certo. Porém, contou com a colaboração direta do goleiro Julio César. Willian Magrão abriu o placar após cobrar falta de longe e o arqueiro aceitar o tiro. A bola passou no curto espaço que havia entre ele e a trave. Falha feia nº 1. Quando o Timão melhorava na partida, veio a ducha de água fria. Uendel recebeu na esquerda e mandou a área. Roger antecipou-se à marcação e desviou fora do alcance de Julio César. No segundo tempo só deu Corinthians. Na base da pressão, Willian diminuiu aos 29 minutos em chute cruzado. Porém, novamente Julio César contribuiu com o adversário. Depois de bater mal um tiro de meta, Rodrigo Pimpão foi lançado na esquerda. Enquanto o goleiro saía desesperado, Pimpão bateu por baixo e só não morreu na rede porque Ralf tentou afastar. Em vão. Já havia ultrapassado a risca e a Ponte ganhava fôlego para suportar os últimos minutos. Até parece. No minuto seguinte, Alex recebeu de frente para o gol e mandou no ângulo de Bruno. A bola bateu na trave direita e entrou sem chances para o bom goleiro da Ponte. A dramática partida terminou com a heroica classificação da Ponte que, embora não tenha tido maior volume de jogo, seguiu seu roteiro à risca de maneira muito competente. Aproveitou as oportunidades que teve e, mesmo sofrendo 2 gols, defendeu-se bem. O revés acende parcialmente a luz amarela no Timão. Ainda que esta derrota seja mais uma a ser colocada na conta de seu goleiro mediano, joga na cara da equipe que é preciso mais atenção a detalhes em jogos decisivos.


GUARANI 3 x 2 PALMEIRAS - O confronto mais parelho das quartas-de-final terminou com a classificação também homérica do Guarani. O Palmeiras contava com o retorno de Luan e deixava Valdívia no banco. Nada que significasse maior poderio ofensivo. Depois de um primeiro tempo bastante truncado com chances perdidas dos dois lados, a segunda etapa naturalmente ganhou emoção visto que a igualdade levava aos pênaltis. E põe emoção nisso! Apenas 9 minutos após a bola voltar a rolar 3 gols foram marcados. Aos 6, Fumagalli fez um golaço. Olímpico. Simples assim. Bateu o córner da esquerda, a bola bate no 2º pau e morreu na rede. No lance seguinte, escapada de Oziel pela direita que cruzou para Fabinho só empurrar para o gol. A resposta do Palmeiras foi imediata. Luan bate cruzado e Marcos Assunção completa o rebote. 2 a 1 e dá-lhe drama! A partida continuou lá e cá, ambos times com suas chances de gol. O Verdão da capital pressionava enquanto o Bugre era mais comedido no avanço. Contudo, o Palmeiras não conseguiu vencer o relógio e o nervosismo. Aos 45 minutos, bola boba perdida pelo lado esquerdo sobrou para Oziel orquestrar outro contra-ataque pela direita. O cruzamento atravessou a área e encontrou Fabinho, sozinho, que deu a vaga ao Bugre. Deu tempo para Henrique diminuir para o Palmeiras e dar números finais ao placar: 3 a 2. Apesar da insistência no jogo pelos flancos e nas bolas cruzadas, Vadão conseguiu bloquear bem a criação palestrina e levou o Bugre às semi-finais. O Palmeiras mostrou sérios problemas defensivos e limitação no meio-campo. As laterais tão elogiadas, foram o calcanhar de aquiles de equipe. Juninho teve uma noite para esquecer. O miolo de zaga deixou os atacantes do Bugre invadirem sem incômodo. Felipão terá trabalho para o Brasileirão...


Semi-final: Guarani x Ponte Preta. 

Palpite: O dérbi campineiro promete. Ao derrubarem o dérbi da capital, Guarani e Ponte atraem os holofotes para uma semi-final digna de anos 70-80. O Bugre leva ligeira vantagem por jogar em casa. Vadão faz um trabalho excepcional no Guarani e conta com lado direito muito bom, além da experiência de Fumagalli e do oportunista Fabinho. Nome a nome, a Ponte tem um time mais interessante. Tanto que foi recém-promovida à Série-A do Brasileirão e terá o São Paulo pela frente na Copa do Brasil. Ambos estão em momento ótimo, mas apostarei no fator momento e no diferencial do mando de campo: Guarani. 

OBS: A expectativa que envolve o dérbi campineiro tem uma preocupação por trás: violência. Invariavelmente o clássico maior de Campinas é repleto de violência, mortes e incidentes entre as torcidas. Esperamos que a partida transcorra normalmente, com a devida segurança.


SÃO PAULO 4 x 1 BRAGANTINO - No sábado, o São Paulo inaugurou as quartas-de-final e classificou-se sem sustos. A goleada sobre o Bragantino foi construída na base de muita velocidade e bom aproveitamento nas finalizações. O grande destaque da partida foi Luis Fabiano, autor de dois gols, sendo um deles numa primorosa cobrança de falta. Além disso, o matador tricolor perdeu um pênalti e tomou um bobo cartão amarelo que o suspende para o confronto das semi-finais. Fernandinho e Osvaldo fecharam a conta. Destaque para as assistências de Jadson para Fernandinho e de Casemiro para o segundo gol de Fabuloso. Passes precisos para as finalizações. No mais, não há muito que se alongar. O resultado traduz a superioridade do São Paulo no duelo. No entanto, o gol do Bragantino nasceu em bola alçada na área. O Tricolor precisa ter mais atenção nesse tipo de lance. 


SANTOS 2 x 0 MOGI MIRIM - Passeio discreto do Santos. Foi uma partida burocrata, sem qualquer ameaça à superioridade do Peixe. Logo aos 22 da primeira etapa, Neymar fez lindo lançamento que encontrou a cabeça de Maranhão na entrada da área. O cabeceio cruzado enganou o goleiro e fez a alegria do Peixe. No segundo tempo, Neymar fez das suas. Recebeu pela direita, driblou a zaga do Mogi como quis e tocou no canto para fechar o placar. Agora, antes de decidir uma vaga na final, encara o Bolívar na altitude no duelo de ida válido pelas oitavas-de-final da Libertadores.


Semi-final: São Paulo x Santos.
Palpite: O Tricolor não terá Luis Fabiano. O Peixe irá à Bolívia encarar a altitude pela Libertadores. Será o duelo de um São Paulo desfalcado contra um Santos possivelmente baleado pela desgastante viagem. Ao meu ver, mesmo ciente da falta que Fabuloso faz ao ataque do São Paulo, vale ressaltar que o time baseia seu ataque na velocidade. Fernandinho, Osvaldo e Lucas podem infernizar a zaga do Santos, não tão veloz. E tem Willian José, que não é a mesma coisa, mas já anotou 10 gols no Paulistão. Do outro lado, há Neymar, Ganso, Muricy e Cia., a força do conjunto, do entrosamento, enfim, indiscutivelmente fazem a diferença. Bom, já que clássico é clássico e vice-versa, ainda que Leão faça um bom trabalho no comando do SPFC, os vacilos defensivos não serão perdoados. Santos avança.


Enquanto aguardamos ansiosamente o próximo domingo, recomendo a seção "Análise de Elenco" na qual já passaram os seguintes clubes: Corinthians, Palmeiras, Ponte Preta.