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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Enfim, o início.

Agora sim! A Copa propriamente dita finalmente começou!

Depois de uma vitória controversa sobre a Croácia e um empate modorrento contra o México, o Brasil fez 4 a 1 em Camarões e garantiu o primeiro lugar o grupo. 

O Brasil jogou em cima durante toda a partida. O primeiro gol não tardou a sair. Aos 16 minutos, Luiz Gustavo desmarcou na esquerda e cruzou na medida para Neymar só tirar do goleiro. O tento trouxe tranquilidade e alguma desatenção. Aos 25, Matip, livre na área, empatou o confronto.

Daí em diante foi só Brasil novamente. Quase dez minutos depois, Neymar faz o segundo em bela jogada individual. No segundo tempo, Fred e Fernandinho deram números finais ao duelo. 

Aliás, Fernandinho entrou no lugar de Paulinho e arrebentou! Distribuiu passes, mostrou muita garra na marcação, disposição tática e tudo que se espera de um segundo volante participativo e, sobretudo, útil. Fred dessa vez não foi cone. Foi cone artilheiro. Brigou um pouco mais, tentou um pouco mais e foi premiado com mais um lance polêmico. Gol de cabeça irregular no qual depositamos nossas crendices diversas para a quebra da zica que perseguia nosso 9.

O adversário do Brasil será, mais uma vez, o Chile. Tal como em 2010 e 1998, os chilenos cruzam o caminho canarinho justamente nas oitavas. A FIFA já admite transformar este confronto em cláusula pétrea no regulamento da Copa a valer a partir do próximo Mundial. Ah, a tendência é de vitória tranquila nossa. 

Espera-se que o Chile faça aquele já conhecido papel de baranga no final da noite, de ex recente ou de peguete da vez. Apertou, vai lá, liga, chega junto, xaveca bonitinho e rola aquele alívio redentor.

Por mais qualidade que seja essa equipe chilena tenha com Vidal, Alexis Sánchez e Vargas sob a batuta do competente Jorge Sampaoli, não vejo La Roja capaz de - neste momento - superar o maior dos tabus que cerca o confronto: jamais ter vencido o Brasil em solo tupiniquim.

Isso porque o Brasil acorda para a vida no principal momento da Copa. Chegar com confiança nas oitavas é o primeiro passo para começar a superar as etapas seguintes. A equipe se tocou que é preciso mais vibração em campo e tal evolução foi notória. Não somente pelos 4 gols. Salvo aqueles 10-15 minutos de branco súbito, o Brasil se mostrou Brasil.

Já o Chile vem de classificação heroica no grupo B tendo despachado a Espanha. Motivação não falta, óbvio. Contudo, a derrota para a Holanda na última rodada por 2 a 0, mesmo com a equipe já classificada mostra que não tem tanta força quanto parece.

A derrota não muda a respeitável campanha, porém, ressalta que, no frigir dos ovos, o Chile - mesmo com seus méritos próprios - passou por cima de uma Espanha apática, completamente fora do habitualmente visto nos últimos anos. Não tendo sido capaz de superar um adversário mais forte em melhor fase, caso da Holanda. 

A defesa chilena é bem esforçada, ponto. Seu ponto fraco é a bola aérea. Apertou? Chove na área deles pra você ver o deus-nos-acuda! A meia-cancha é obreira, fato que pode trazer alguma dificuldade para o Brasil construir seu jogo a seu bel prazer. O triunfo da Holanda somente foi construído nos últimos 15 minutos de jogo, para se ter uma ideia. O ataque depende muito dos lampejos de Sánchez mesmo tendo um veloz Vargas no setor. Haverá perigo se souberem como explorar as costas de Daniel Alves e Marcelo. 

Em vez de uma vitória elástica, aposto em uma classificação mais na conta do chá. Mas nada que vá infartar brasileiros por aí. Esse duelo com o Chile vem muito a calhar. É um time que vai testar nossos nervos e nossa versatilidade dentro do campo. Um teste de luxo que pode nos dar a perspectiva do que podemos esperar do Brasil nas quartas-de-final. E, a depender dos cruzamentos, já podemos ver mais tangível uma vaga nas semifinais.


quinta-feira, 13 de março de 2014

Botecadas

NA CONTA DO CHÁ - Palmeiras e São Paulo estrearam com vitória na Copa do Brasil mas não conseguiram eliminar o jogo de volta. Ambos derrotaram Vilhena e CSA, respectivamente, por 1 a 0. Era mais obrigação do Verdão sair com a vitória por mais de dois gols pela fragilidade óbvia do adversário. Coube a Leandro superar a insalubridade do local de jogo e a truculência exagerada dos mandantes para anotar o tento da vitória a 3 minutos do fim. Embora o CSA tenha lá seu renome e tendo no currículo a eliminação do Santos, em plena Vila Belmiro nos idos de 2009 e Neymar engatinhando, o São Paulo não jogou o suficiente a ponto de fazer jus ao 2º gol, em que pese a boa participação de Pato, que iniciou a jogada do gol de Osvaldo. Os jogos de volta estão previstos no meio da semana entre as duas finais do Paulistão. Ou seja, desgaste à vista.


SEM SURPRESAS, SEM SUSTOS - Barcelona, Paris Saint-Germain e Bayern de Munique confirmaram a vantagem obtida nos jogos de ida e carimbaram passaporte para as quartas-de-final da UEFA Champions League. O Manchester City, mesmo com investimentos infinitos e uma ótima equipe, mais uma vez, não foi longe. Após duas quedas na primeira fase, os citizens morrem nas oitavas para um ainda ótimo Barcelona. PSG bateu o Leverkusen por 2 a 1 e o insano Bayern amarrou um empate com o Arsenal por 1 a 1. 


COM SURPRESA, COM HUMILHAÇÃO - O Atlético de Madri havia batido o Milan, no San Siro, por 1 a 0. Em seus domínios protagonizou um verdadeiro massacre sobre os comandados de Seedorf. Estrondosos 4 a 1, com dois gols de Diego Costa. Os colchoneros seguem muito vivos na Champions e revela-se um adversário complicado para qualquer endinheirado que apareça. Kaká fez o de honra para o Milan.


APRENDE, BRASIL! - O presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness, foi condenado a 3 anos e meio de prisão por sonegar aproximadamente 27 milhões de euros. Sentença cabe recurso, tal, mas a justiça alemã já deu exemplos de que não é de aliviar a barra de figurões tão facilmente. Breno, zagueiro ex-São Paulo, botou fogo na casa e foi para o xilindró sem choro nem vela. Mais um exemplo que o Brasil não vai seguir.



 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Por um futuro melhor

Há anos o torcedor do Palmeiras esperava um Título. É, maiúsculo assim. A lembrança da Libertadores de 1999 e o Paulistão de 2008 apenas atormentavam a ânsia por um triunfo nacional decente. Finalmente, o sofrimento acabou na noite desta quarta-feira. O Palmeiras é campeão da Copa do Brasil de 2012 e carimba presença na Libertadores-2013!

Tal como o rival na Libertadores, o Palmeiras fez uma campanha irretocável nesta Copa do Brasil e terminou a competição invicto. Felipão deu nova demonstração de sua 'copeirice' e conquistou pela 4ª vez o torneio.  

Pobre Coritiba. Novamente fez bela participação, chegou pelo segundo ano consecutivo à final, partida decisiva em casa, fez uma senhora festa e, de novo, foi derrotado por uma equipe que soube aproveitar melhor seus pontos fracos: a defesa e a displicência nas finalizações.

Por toda Copa do Brasil, o Palmeiras foi Palmeiras e, sobretudo, um retrato fiel do que Felipão é capaz de fazer. Tirar de um elenco razoável um bom time, organizado e extremamente competitivo. A Copa do Brasil permite que Scolari faça o que adora: trancar sua equipe atrás, travar o adversário e sair no contra-ataque. 

Durante os 180 minutos desta final, o duelo verde teve o Coritiba no comando ofensivo e um cauteloso Palmeiras aguardando o melhor momento de avançar. A produção do ataque do Coxa impressionava na mesma proporção em que os atletas insistiam em desperdiçar boas chances de gol.

A bola parada, velha e fiel companheira, comprou a briga com o Palmeiras e resolveu agir. Responsável pelos dois gols na partida de ida, ameaçou trair seu mestre Assunção quando Ayrton marcou belo gol de falta e abriu o placar para o Coritiba.

Contudo, Palmeiras é Palmeiras e Felipão é Felipão. Num jogo de pontuais oportunidades de gol, o Coritiba mal teve fôlego para comemorar. Assunção e a bola parada logo se entenderam e eis que a redonda encontra a cabeça do predestinado e tão criticado Betinho. 

A igualdade no placar forçava o Coxa a fazer mais 3 gols. No Palmeiras de Felipão? Impossível! 

Título, vaga na Libertadores e esperança em retomar o gosto pelas conquistas. Paz entre time e torcida. Prêmio ao trabalho de Felipão, que realizou um pequeno milagre e levantou um caneco quando todos mais duvidavam da capacidade do Verdão. 

Daqui em diante o que não pode ocorrer é a acomodação. Deixar a ambição morrer pode transformar o Palestra numa equipe que vive de conquistas-cometas. O clube, entendo eu, tem a obrigação de reduzir a qualquer custo os conflitos políticos internos e, de imediato, convencer Felipão a permanecer no time, no mínimo, até o ano que vem. Libertadores vem aí e o maior inimigo estará lá, tal como em 99 e 2000. Ao meu ver, o treinador é peça fundamental tanto quanto Assunção ou Henrique.

Mas hoje é comemoração. E à parte a festa mais que merecida, o Palmeiras tem nas mãos uma oportunidade única em voltar a se tornar um protagonista no cenário do futebol brasileiro e, quem sabe, internacional. 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Como devia ser

Um dia após mais uma quarta-feira decisiva no futebol brasileiro a sensação era de alívio pois tudo saiu como deveria ter saído. Os deuses do futebol agiram e fizeram justiça com as próprias mãos. Se Muricy consagrou a máxima "a bola pune", ontem não foi bem assim.

No Pacaembu, o jogo que interessava. O Corinthians recebeu o Santos para o segundo duelo pelas semi-finais da Libertadores. A vantagem conquistada na Vila Belmiro era ótima, porém relativamente frágil. Tite, coerente, postou o Timão da velha forma. Atrás, fechadinho e saindo perigosamente no contra-ataque. Avançando só na maciota. Ao Peixe só restava o ataque, claro. Tanto que Muricy tratou de barrar Elano e colocar Borges. 

Como toda partida decisiva, a tensão dirimiu o ritmo do jogo. Ao meu ver, impossível dizer que houve pleno domínio de uma das equipes. Houve bons momentos de ambos lados. O Santos proporcionalmente tomou mais sustos, aliás. Mesmo assim, abriu o placar num gol chorado de Neymar aos 35 minutos do primeiro tempo.

O sonho do tetra ficou mais longe logo aos 2 minutos da segunda etapa. Alex cobrou falta venenosa, a bola encontrou Danilo, o predestinado, que não perdoou. O Mr. Libertadores mais uma vez foi decisivo e calou de uma vez por todas seus ferrenhos críticos. 

Foi um empate assustadoramente justo. O Santos não justificou em nenhum momento por que merecia o segundo gol. O Timão, por seu turno, repetiu a fórmula sólida e precisamente cirúrgica para avançar na Libertadores. Tite, Corinthians e torcida esfregam as mãos. A final vem aí e o título é plenamente tangível. 

Em Curitiba, o jogo de fundo. O São Paulo foi até o Paraná encarar o Curitiba sonhando com a vaga na final e o título inédito da Copa do Brasil. A vitória magra por 1 a 0 conquistada no Morumbi dava ao Tricolor a vantagem do empate.

Só que o Coxa, mais uma vez, mostrou o mesmo futebol envolvente do ano passado quando chegou à final da mesma Copa do Brasil contra o Vasco. Mantida a base, o trabalho de Marcelo Oliveira continua rendendo seus frutos. Quem mostrou toda sua força também foi o Couto Pereira e a torcida, simplesmente fantásticos.

Vale lembrar que o Coritiba terminou a partida no Morumbi com um atleta a menos e jogando melhor que o São Paulo. Perdeu depois de um golaço de Lucas em jogada individual, mas dominou grande parte do jogo.  O inconveniente foi resolvido para a partida de volta. Os deuses não deixaram a injustiça prevalecer novamente e trataram de dar ao Coritiba uma pitada a mais de sorte à sua competência.

Aos 28 minutos do primeiro tempo, Emerson, bom zagueiro, abriu o placar. E aos 16 da etapa complementar explorou a péssima noite do Tricolor para garantir sua vaga sem sustos com um gol de cabaça do "gigante" Everton Ribeiro. Do alto dos seus 1,65 sai a classificação para mais uma final de Copa do Brasil. 

Apático e perdido, o São Paulo foi mais do mesmo. A culpa é plenamente distribuível em partes iguais. Da diretoria ao último reserva o fracasso acumulado ao longo desses últimos 3-4 anos escancara uma crise então tratada veladamente. Reforços, sucessivas trocas de técnico, reformulações e nada fez o Tricolor resgatar um mínimo de raça.

No entanto, o mérito é todo do Coritiba já que não tem nada a ver com isso. Provou por A + B que futebol se ganha no campo e pode conquistar o título que escapou por pouco ano passado. 



sexta-feira, 15 de junho de 2012

São Paulo com um pé na final. Palmeiras virtualmente classificado.

A grande fase do futebol paulista não se reflete somente na Libertadores com Corinthians x Santos disputando uma vaga na final. A Copa do Brasil também pode ter um clássico paulistano em sua final. Palmeiras e São Paulo venceram as partidas de ida e jogam por empates para avançarem à decisão.

Na quarta, o Verdão fez bonito. Foi até o Sul encarar o Grêmio de Luxemburgo e Kleber. Quando a partida encaminhava para um truncado empate sem gols, a estrela palestrina brilhou. Mazinho aos 41 e Barcos aos 45 minutos do segundo tempo decretaram o triunfo por 2 a 0 e praticamente garantiram sua vaga na finalíssima.

Nesta noite, o São Paulo recebeu o perigoso Coritiba e passou apuros. Mais ainda quando Paulo Miranda novamente comprometeu o rendimento da equipe ao ser expulso por uma voadora estúpida aos 13 da segunda etapa. O Coxa era mais organizado e chegava com perigo. Conseguiu até carimbar o travessão de Denis. Mas, Lucas, em linda jogada individual, marcou um golaço aos 44 minutos do segundo tempo e salvou o Tricolor de um tropeço em casa.

Sejamos francos e deixemos um pouco de lado a nem tão batida assim tese de que o "futebol é uma caixinha de surpresas": O Palmeiras praticamente garantiu sua vaga. O São Paulo vai sofrer mais 90 minutos e tende a avançar, dada a vantagem conquistada.

Já vivemos demais sobre o muro em muitos aspectos. Minha proposta aqui é cutucar, arriscar, manifestar minha opinião, meu pensamentos, meus achismos sem ter tanto compromisso com o discurso polido e politicamente correto de quem ama colocar um "e se" em qualquer hipótese.

Óbvio que há situações em que a cautela merece ser levada em conta, como é o caso do Tricolor, que venceu por somente 1 a 0. Leva a vantagem do empate e de não ter sofrido gol em casa. Tratando-se de um clube com a grandeza e qualidade do São Paulo, sem dúvida é uma missão ingrata. Mas o Coritiba, ao meu ver, mesmo mais fraco em relação à campanha que culminou no vice da própria Copa do Brasil em 2011, pelo que apresentou esta noite pode surpreender.

Tivesse um pouco mais de qualidade no ataque, mais capricho na organização ou nas conclusões e o Coxa poderia ter feito, pelo menos, dois gols. Incontáveis vezes finalizou em posição frontal ao gol e falhou. No Couto Pereira, se repetir a atuação de hoje e acertar pequenos detalhes ofensivos, pode vencer, levar o jogo aos penais, ficar com vaga, até.

Bem diferente é a situação do Palmeiras. Derrotou o copeiro Grêmio em pleno Olímpico por uma significativa diferença de 2 gols. E sem levar nenhum. Ou seja, os gaúchos terão que vir arrancar a vaga do colo do Verdão. Pior ainda é ver que no banco está Felipão, que sabe como poucos fazer seu time jogar bem trancadinho e dificultando cada movimento do adversário.

Pela consistência com a qual o Palmeiras atua na Copa do Brasil, ainda que sua defesa não seja aquele paredão intransponível, a vaga está assegurada. No entanto, já não se pode dizer o mesmo do instável São Paulo, que insiste em dar sopa para o azar e brincar com a própria sorte. O magro placar feito em casa reserva emoção aos tricolores.

Por fim, só para não dizer que fiquei no muro quanto a um palpite para a final, cravo o clássico Choque-Rei na decisão!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Agora ou nunca mais?

"Se o Timão não ganhar a Libertadores esse ano, esquece! Nunca mais!" "Olha os times que sobraram! Se o Tricolor não levar essa Copa do Brasil, nunca mais!" O tabu de jamais ter vencido tais torneios faz os torcedores de Corinthians e São Paulo reduzirem suas chances a tais extremismos.

O Timão teve boas chances em 2003, o quinteto Carlos Alberto-Roger-Ricardinho-Tevez-Nilmar em 2006, Ronaldo em 2010-2011. Resultado: Duas eliminações para o River Plate,  uma para o Flamengo e outra para o Tolima.

Já o São Paulo foi eliminado pelo Corinthians em 2002, que faria uma final "tranquila" contra um desconhecido Brasiliense. No ano seguinte, caiu para o Goiás nas quartas-de-final. Após sete anos disputando a Libertadores, caiu para o Avaí na edição 2011 também nas quartas.

Coincidentemente, ambas competições encontram-se nas quartas-de-final. Enquanto o Timão recebe o Vasco precisando de uma vitória simples para avançar em razão do empate sem gols conquistado em São Januário. Por seu turno, o Tricolor abriu 2 a 0 frente o Goiás e decide a vaga no Serra Dourada.

As circunstâncias parecem favoráveis para ambos. O Corinthians tem um time extremamente organizado e experiente. Tem plenas condições de fazer, pelo menos, dois gols e se dar o luxo de sofrer um. E o São Paulo pode até perder por um gol de diferença que estará classificado. Sem contar que, se encontrar um gol na casa do adversário, obrigará o Esmeraldino a fazer 4 gols para sonhar com classificação.

O problema é a sequência. O destino do Timão passa por Santos, talvez Vélez ou até mesmo Libertad ou Universidad de Chile. O panorama ideal é sonhar com as eliminações de Fluminense e Santos e aguardar Libertad ou Universidad de Chile, teoricamente mais fracos, para ter um argentino na final: Vélez ou Boca, pois o cruzamento argentino seria direcionado nas semi-finais.

Tendo-se em conta que a Copa do Brasil invariavelmente degola favoritos, o São Paulo, virtual favorito em seu lado da chave do mata-mata, terá pela frente Coritiba ou Vitória. Sem dúvida, equipes mais modestas. Mas só no papel. São bastante aguerridas e dispostas ofensivamente. Projetando eventual final, a probabilidade é que Grêmio ou Palmeiras disputem uma vaga na decisão.

Mas, na prática, a teoria é outra.

Independente de cruzamentos, uma coisa é certa e beira o clichê: futebol só se resolve nas quatro linhas. Óbvio que o Corinthians tem um grande time para sonhar com o título. Da mesma forma o São Paulo, mesmo com suas limitações defensivas. Só que do outro lado sempre haverá outra equipe tão competente quanto.

Esse reducionismo a 8 ou 80 apenas contribui para inflar os nervos da torcida, e desta para o time, gerando uma eterna pressão sobre o clube durante essa competição.

A expectativa e a ansiedade em erguer um título inédito é natural. Entretanto, a forma como Corinthians e São Paulo as alimentam durante a Copa Libertadores e a Copa do Brasil, respectivamente, influencia diretamente suas pretensões no torneio.

Enquanto durar essa pressão doentia em torno desses campeonatos a torcida pode tirar o cavalo da chuva e desencanar do caneco. Para quem acredita em energia negativa, eu tenho lá minhas crenças que tamanha expectativa pode até virar contra o time, transformar-se em algo extremamente prejudicial. O apoio jamais deve transcender e desaguar em neura, obsessão.

Título jamais será obrigação. É decorrência de trabalho, competência, comprometimento. E uma pitada de sorte, claro.





sábado, 19 de maio de 2012

Botequeiros falam sobre Libertadores, Copa do Brasil e Champions League

Fala Galera!!!!

Gravamos um podcast especial com os botequeiros de plantão Gabriel Casaqui e Luis Cesar para falarmos dos campeonatos nacionais e internacionais que rolaram durante a semana e os nossos palpites sobre Bayern e Chelsea. Será que alguém acertou no "chutometro" quem iria vencer a partida e conquistar o título???? Essa edição também contou com a participação especial da nossa orientadora no curso de locução do Senac Santana, Fabianna Ribeiro, locutora e apresentadora da Jovem Pan FM.

Entrem e ouçam os nossos comentários. Vocês concordam com o que falamos durante o nosso podcast??? Participe conosco e deixem seus comentários....


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Corinthians e São Paulo vivos.

Nesta fria quarta-feira, Corinthians e São Paulo entraram em campo para exorcizar o fantasma da eliminação do Paulistão. Enquanto o Tricolor enfrentou o algoz do Timão, a Ponte Preta, o Corinthians foi até o Equador encarar o Emelec.

Não foram grandes partidas. Mas tiveram suas doses de emoção.

O Corinthians travou um duelo contra os próprios nervos. Suportou o esforçado catado equatoriano sem se expor tanto. Poderia até ter arriscado mais. 

Motivado pela torcida, o Emelec atacava como podia. Deu ótima contribuição para testar Cássio, novo titular da meta corinthiana. É bem verdade que carimbou o travessão do clube paulista. E que o Timão voltou nervoso para o segundo tempo. Que o diga Jorge Henrique, expulso. 

Só que os equatorianos são muuuuito limitados. A partida de volta tem tudo para ser tranquila. Com Pacaembu lotado, Cássio mais leve em relação à estreia e os pés de Liédson calibrados o Corinthians atropela e fica na espreita para ver quem sai de Vasco x Lanús (vitória cruz-maltina por 2 a 1, em São Januário, com direito a golaço de Diego Souza).

A impressão que ficou da partida morna de hoje é que o Corinthians deu sopa para o azar. Deixou um time infinitamente inferior gostar do jogo. Parecia preguiça em impor seu ritmo cadenciado, trabalhar as jogadas com calma. Tivesse o adversário um tiquinho assim a mais de qualidade e o Timão poderia ter cavado a própria cova.

Após a expulsão de Jorge Henrique era rezar para o jogo acabar logo e resolver em São Paulo. Deu certo. Todavia, grande parte dos pequenos sustos de hoje são evitáveis e os vejo atrelados muito mais ao nervosismo do que à displicência propriamente dita. Como dito em outros posts, atenção!

E o Tricolor foi até Campinas encarar a Ponte Preta. 

Horas antes da partida, a diretoria comunica o afastamento do então titular e intocável Paulo Miranda. Ficou um clima azedo no ar, uma espécie de mal entendido. A princípio, não se esperava uma reação negativa por parte do elenco. De Leão, talvez. 

Depois de um primeiro tempo bastante movimentado, com chances e bolas na trave de ambos os lados, com ligeiro domínio tricolor, a Ponte acordou. A Macaca simplesmente dominou a segunda etapa e chegou ao gol com Roger. 

Visivelmente abalados, abatidos o time do São Paulo não encontrou forças para esboçar reação. Poucas chances criadas, um pênalti não marcado em Luis Fabiano, muito nervosismo e pouco futebol. Aliás, após a partida, Fabuloso disse que o grupo sentiu o baque do afastamento do zagueiro e reconheceu a má atuação. Dica para o desempenho relapso desta noite?

Na coletiva, Leão sutilmente mostrou sua insatisfação, no entanto, sem fazer estardalhaço. Por fim, preferiu fazer o discurso otimista de que é possível reverter o resultado.


Ao meu ver, a missão do Corinthians é mais tranquila. Caldeirão, vitória simples garante, ou seja, vivinho da silva. Basta controlar a ansiedade e o nervosismo, chaves para quem quer chegar longe na Libertadores.

Já a parada do São Paulo é mais ingrata. Precisa de dois gols para avançar, não pode sofrer gol, precisa controlar os problemas internos e a pressão de também correr atrás de um título inédito. Ainda que no caso do São Paulo a pressão seja por uma conquista qualquer, pois não dá as caras desde 2008.

Terminarão como o ditado "entre mortos e feridos todos se salvaram"?




quinta-feira, 5 de abril de 2012

Pinceladas

INTERNACIONAL 1-1 SANTOS - Ficou barato pelas circunstâncias. Muriel teve uma noite inspirada e salvou o Inter de um resultado pior. Os colorados marcaram de falta com Nei e dominaram todo o primeiro tempo. O Santos melhorou no segundo tempo. Muricy brilhou ao trocar Fucile por Alan Kardec, que empatou o jogo. Por pouco não virou o placar. Ganso e Damião foram discretos. Neymar conseguiu expulsar Moledo e infernizou a zaga colorada. Pode perder a segunda posição do grupo para o The Strongest e, caso isso aconteça, além de vencer o Juan Aurich, fora de casa, vai precisar de uma mãozinha do Peixe para avançar. 

(Palpite: vai classificar porque o Santos vai vencer o The Strongest para conseguir uma posição melhor dentre os primeiros colocados)


EMELEC 3-2 FLAMENGO - Há uma semana analisamos o elenco do Flamengo para o Brasileirão (veja aqui) e novamente o rubro-negro insiste em querer contrariar nosso prognóstico. O culpado tem culpa: Joel Santana. A falta de tato para a Libertadores não devia ser tão latente no experiente e folclórico treinador. Novamente a defesa apresentou graves falhas principalmente nas bolas alçadas na área. Foram dois gols por este expediente e um de pênalti, aos 45 do segundo tempo. Contudo, quando o placar ainda anotava 1-2 para o Flamengo, Joel teve a brilhante ideia de sacar Deivid e colocar o zagueiro Gustavo. O resto é história. Agora, o Flamengo depende de um pequeno milagre. Tem que vencer o Lanús e torcer por um empate entre Olimpia x Emelec.

(Palpite: A "sorte" do Flamengo é que o Emelec chega ao Paraguai para enfrentar o Olimpia também sonhando com a classificação, o que pode criar problemas para os mandantes no último jogo. Sinceramente, eu acredito nesse milagre.)


HORIZONTE 1-3 PALMEIRAS - O Verdão tomou um susto ao sair atrás no placar mas virou e carimbou vaga para as oitavas-de-final da Copa do Brasil. Leandro Amaro fez dois e Maikon Leite, que entrou no decorrer da partida, salvaram o Palmeiras do mico de ter que fazer o jogo de volta. Barcos esteve apagado e foi substituído. Wesley também não fez nada que justificasse o investimento em seu futebol. Mas mais importante que tudo isso é o pulso de Felipão no time. Troca sem medo de ser feliz e aposta alto na busca pelo melhor resultado. Pode não fazer o Palmeiras ser visto como a menina dos olhos, mas faz com que a equipe chegue, no mínimo, devidamente respeitada.


KAKÁ - Titular do Real Madrid no duelo de volta pelas quartas-de-final contra o Apoel, Kaká foi bem novamente. Depois de decidir o primeiro jogo ao entrar, fazer gol e dar passe, o meia novamente fez bom jogo e ainda marcou um golaço na goleada por 5 a 2. Pouco a pouco Kaká recondiciona o preparo físico e mostra no campo que pode ser útil à Seleção. De fato, há uma vaga em aberto no meio-campo. Pode aproveitar a irregularidade de Ganso e o descaso de Ronaldinho para crescer com Mano. Ao meu ver, é a dose de cadência, experiência e lucidez que o meio-campo canarinho precisa.



quinta-feira, 15 de março de 2012

5 vitórias consecutivas, 1 gol sofrido e 1 dívida.

Vencer o Independente do Pará é obrigação para qualquer time das Séries A e B. OBRIGAÇÃO, nada mais que isso. Quando o São Paulo derrotou a equipe em questão semana passada lá no Norte por simbólicos 1 a 0, cumpriu seu papel. Mal, mas cumpriu.

Nesta quarta-feira, ao golear o mesmo Independente no Morumbi, o único destaque que realmente merece tal denominação é Luís Fabiano, autor dos 4 gols do triunfo tricolor. E vamos combinar que, tirando aquele no qual Fabuloso recebe, dribla o goleiro e manda para as redes, os outros 3 gols foram verdadeiras bizarrices da tosca zaga do atual campeão paraense. Sim, acredite se quiser, eu disse "campeão".

Após empatar com o Palmeiras na 10ª rodada, o São Paulo acumula 5 vitórias: Independente (2x), Guaratinguetá, XV de Piracicaba e Portuguesa. Sofreu um gol apenas. Justamente para a equipe melhorzinha, a Lusa. E, mesmo diante deste favorável histórico recente, não consigo aceitar numa boa a ideia de que houve uma baita evolução no plano de jogo tricolor.

Apesar de ter sido vazado somente uma vez em 5 partidas, o meio-campo ainda não inspira confiança. Tanto que o gol sofrido foi logo para um time atualmente mediano. Fosse a Barcelusa-11 e eu queria ver como terminaria aquele jogo. Há muitos buracos, muito espaço para o adversário chegar. O sistema defensivo sobrevive graças à muita reza e secadas da arquibancada. Já do meio para frente, tudo maravilha. Poxa, ilusão é achar que o futebol se limita a fazer gols. Evitá-los também faz parte do jogo, caramba! Se é para defender, que defenda direito!


Ao meu ver, acompanhar um jogo do São Paulo hoje é alternar da euforia à raiva em poucos instantes. Enquanto o ataque faz seu papel, o sistema defensivo prega susto atrás de susto. Aquele lado direito com Piris e Paulo Miranda é de chorar de desespero. Improvisar um volante da base não vai tranquilizar. A ausência de um camisa 5 à frente da zaga com cara de mau para distribuir uns pontapés, roubar a bola e proteger efetivamente o time contribui para a falta de credibilidade/combatividade da meia-cancha tricolor.


Entretanto, o que mais falta a este São Paulo é uma grande partida. Por mais que os números soem animadores, falta aquele jogo que traga o torcedor para perto, que o faça vibrar, ter orgulho, que o faça acreditar. Poderia ser contra o Corinthians, mas perdeu. Contra o Palmeiras, um jogaço, mas empatou. Contra o Santos, no domingo? Só se vierem com os titulares. Do contrário, nem de parâmetro deve servir.

Em vez de cobrar publicamente seus jogadores, Leão deveria conscientizar cada atleta do seu elenco disso. "Estamos devendo, não necessariamente evoluindo". Afinal, nos jogos que "realmente valiam" o São Paulo deixou a desejar, fato. 

Infelizmente, num Paulistão repleto de times abaixo da crítica, sobram os clássicos para medir a equipe. No mais, a Copa do Brasil faria esse papel, porém, nesta primeira fase não colocou o potencial do time à prova. Resta esperar para acompanhar o desempenho nos mata-matas do Estadual.

Parece fácil receber tudo isso que acabo de despejar acima como uma simples cornetada. Só que é muito mais difícil reconhecer uma dívida.


quarta-feira, 7 de março de 2012

A traiçoeira Copa do Brasil

Finalmente o ano vai começar para os clubes que não tiveram o privilégio (competência) para obterem uma vaga na Libertadores. No entanto, os grandes clubes que tirem seus cavalinhos da chuva pois, se os Estaduais só servem para criar um clima de euforia e tensão na torcida para o Brasileirão, um tombo na Copa do Brasil pode comprometer toda a temporada.

Todo ano é a mesma coisa. Já que os times X, Y, Z estão na Libertadores, a Copa do Brasil deve ficar com A, B ou C. Contudo, esse simplório pensamento esbarra em um animalzinho muito famoso que prega suas peças pelo Mundo do Futebol: a zebra.

Ano sim, ano sim tem sempre um time do além a figurar manchetes jornal afora com seu feito estampado: "ILUSTRE TIME PEQUENO ELIMINA TIME GRANDE" ou "EQUIPE MODESTA ELIMINA FAVORITO". Invariavelmente o campeão da Copa do Brasil é uma surpresa.

Exemplos não faltam! Para demonstrar, vejamos os 4 semi-finalistas e os respectivos campeões das últimas 10 temporadas. Wikipédia neles!

2001: Coritiba x Grêmio / Corinthians x Ponte Preta. Campeão: Grêmio.
2002: Corinthians x São Paulo / Atlético-MG x Brasiliense. Campeão: Corinthians.
2003: Goiás x Cruzeiro / Sport x Flamengo. Campeão: Cruzeiro.
2004: Santo André x 15 de Novembro / Flamengo x Vitória. Campeão: Santo André.
2005: Fluminense x Ceará / Paulista x Cruzeiro. Campeão: Paulista.
2006: Flamengo x Ipatinga / Vasco x Fluminense. Campeão: Flamengo.
2007: Brasiliense x Fluminense / Figueirense x Botafogo. Campeão: Fluminense.
2008: Corinthians x Botafogo / Sport x Vasco. Campeão: Sport.
2009: Vasco x Corinthians / Coritiba x Internacional. Campeão: Corinthians.
2010: Vitória x Atlético-GO / Grêmio x Santos. Campeão: Santos.
2011: Ceará x Coritiba / Vasco x Avaí. Campeão: Vasco.

Viram? Pior cego é aquele que não quer ver. Salvo um ano aqui, outro ali, tanto o campeão como os semi-finalistas são equipes que jamais são sequer citadas como postulantes ao título.

O segredo é fazer da Copa do Brasil sua Libertadores. Empata fora, ganha em casa, empata fora ganha em casa...e assim garimpar o caminho do almejado triunfo.

No mais, torcedores de São Paulo, Palmeiras, Grêmio, Atlético Mineiro, Botafogo, Cruzeiro e tantos outros  podem se prevenir e já separar um punhado de pedras para atirar no elenco, na diretoria, no técnico porque, com certeza, alguém vai acabar dançando com a mais feia neste campeonato.