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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Gripe madrilenha varre a Europa

Uma pandemia originária em Madrid foi a responsável por dizimar alemães, ingleses, italianos e também vitimou conterrâneos. Em Lisboa, local destinado a encerrar tal moléstia, conheceremos a última vítima. Ou, se preferirem, o campeão sobrevivente.

Esse mal avassalador ganhou destaque nesta semana pelos requintes de crueldade com o qual deu cabo de fortes alemães e aplicados ingleses.

O Real Madrid nem precisou considerar o suado empate obtido em casa para despachar a sensação Bayern de Munique. Na Alemanha, os merengues aplicaram sonoros 4 a 0 sobre os bávaros. Guardiola foi vencido pela velocidade e qualidade do contra-ataque madrilenho que precisou de meio tempo para acabar com o sonho alemão.

45 minutos jogados, dois gols de Sergio Ramos, ambos de cabeça, e outro de Cristiano Ronaldo eram mais que suficientes para o Real vingar-se do comandante rival, tantas vezes carrasco nos tempos de Barcelona. Porém, CR7 impiedosamente marcou seu segundo gol no jogo dando ares de humilhação à vitória conquistada no território rival.

Mas a fúria madrilenha não parou por aí. 

Mourinho atingia a semi-final pela 4ª vez consecutiva. Dessa vez, na casamata do Chelsea, levava os blues com estratégia semelhante àquela que consagrou a equipe londrina em 2012. Muita marcação e saída contida para o ataque, refém de contra-ataques.

No entanto, do outro lado havia o Atlético de Madrid, que faz uma temporada impressionante. Simeone não abriu mão da forte marcação. Tampouco de tratar a bola com decência quando tinha posse dela.

Embora fosse um jogo pegado, chances começaram a brotar. Numa delas, o fator casa pareceu sorrir para o Chelsea. Bola cruzada na área encontrou Fernando Torres. El Niño bate, agradece o desvio na zaga e abre a contagem para os ingleses.

Só que a alegria sequer durou até o intervalo. Jogando com inteligência e tranquilidade, o Atlético empatou com Adrián. Na volta do intervalo, o massacre. Eto'o mal entrava em campo e já cometia pênalti em Diego Costa. Ele mesmo bateu e ampliou a vantagem espanhola. 

Precisando da virada, o Chelsea lançou-se ao ataque. David Luiz carimbou a trave. Stamford Bridge à espera de um milagre. Mas não veio. Pouco depois, Arda Turan cabeceou, tabelou com a trave e empurrou livre para as redes. 3 a 1 ficou barato para Mourinho, morto pela 4ª vez na semi da Champions League.

O reencontro entre Real e Mourinho foi adiado. Ficou pra uma próxima oportunidade. A Champions ganha sua primeira final entre clubes da mesma cidade. Uma decisão apimentada pela rivalidade.

A busca do Real Madrid por La Décima nunca esteve tão perto. Carlo Ancelotti equilibrou a equipe. Pepe, Di María, Bale e Cristiano Ronaldo atravessam excelente fase. Ataque e contra-ataque praticamente infalíveis. Ora, como não apostar tudo nos merengues?

Do outro lado, Simeone armou um esquema de jogo no qual a equipe se defende com eficiência sem abdicar de trabalhar a bola com qualidade até o ataque. O grande destaque talvez seja o ótimo goleiro Courtois. E fico apenas nele pois seria impossível apontar apenas 3-4 grandes jogadores desse time que funciona incrivelmente bem como um todo. 

A excelente temporada de Cristiano Ronaldo, Bale e cia frente-a-frente com um velho inimigo detentor de um conjunto capaz de surpreender.

Minha torcida é pelo Atlético. Todavia, acredito que dê Real Madrid.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

A 90 minutos de qualquer coisa

Após eletrizantes quartas-de-final, muita expectativa se criou em torno das semi-finais da Champions League. Entretanto, as partidas de ida pouco animaram. Espera-se que seja mero acúmulo de emoções para os últimos 90 minutos de cada confronto.

Atlético de Madrid e Chelsea fizeram um jogo bem modorrento. Truncado, com poucas chances, terrível. Os colchoneros abusaram dos chuveirinhos na área abrindo mão de arriscar arremates de fora da área. Pelo lado inglês, Mourinho posicionou cerca de 87 jogadores atrás da linha da bola e travou as investidas espanholas.

Por mais que o Atlético tenha realmente se esforçado e jogado um tanto melhor, o Chelsea fez um trabalho espetacular defensivamente. Inclusive, foi premiado com a benevolência da arbitragem ao não expulsar o meia Lampard. O juiz entendeu que o meia teria colocado o braço propositalmente na bola e deixou de dar o segundo amarelo. 

O empate sem gols não foi de todo mal para nenhum dos dois. Óbvio que o Chelsea leva alguma vantagem por decidir em sua cancha. Contudo, aos colchoneros basta um empate com gols. E se no zero ficar, prorrogação, pênaltis e por aí vai.

Na Espanha, o Real Madrid recebeu o Bayern de Munique. Como se espera de qualquer amontoado de jogadores treinados por Pep Guardiola, houve controle integral do jogo pelos alemães. Porém, os madrilenhos fizeram um bom papel lá atrás e esbanjaram qualidade no contra-ataque.

Em um deles, Cristiano Ronaldo ligou Coentrão na esquerda, que passeava ali como um ponta, cruzando na medida para Benzema empurrar. Foi o único gol do jogo, mas os merengues perderam, no mínimo, outras duas grandes chances de ampliar o marcador.

Na segunda etapa o Bayern bem que melhorou mas não foi suficiente para superar a boa jornada da zaga espanhola e de Casillas. 

Bom, não é um placar de outro mundo para ser revertido. É praticamente certo que o Bayern fará pelo menos um gol. É quase impossível esse time passar dois jogos consecutivos em branco. Resta saber se o mesmo acontecerá com Cristiano Ronaldo.

A torcida é por uma final espanhola. Mas cravo meu palpite no reencontro entre Mourinho e Real Madrid.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Emoção à européia

As fases finais da Champions League são sensacionais, não importa quem esteja lá. Grandes jogos, grandes equipes. O único ponto chato é que nos últimos anos é sempre a mesma patota a alcançar as semi-finais. Mas nem por isso a emoção fica comprometida. 

Que o diga o Real Madrid. Tranquilo após ter aberto 3 a 0 no jogo de ida, comeu o pão que o diabo amassou na Alemanha contra o Borussia Dortmund. Deu sopa para o azar, é verdade, quando desperdiçaram pênalti aos 15 minutos de jogo com Di María parando em Weidenfeller. Daí em diante, o rolo compressor amarelo foi acionado. Reus marcou duas vezes ainda no primeiro tempo e incendiou o confronto. O gol que levaria o duelo à prorrogação parecia iminente. Porém, toda pressão do mundo não foi suficiente para superar os espanhóis.

Toda pressão do mundo que deu resultado para o Chelsea. O Paris Saint-Germain resguardava-se na boa vitória conquistada na França por 3 a 1 fato que permitia uma derrota por até um gol. Contudo, os franceses não suportaram a tal pressão. Stamford Bridge e Mourinho trataram de classificar os blues com requintes de mágica e crueldade. Schurrle entrou no lugar de Hazard, machucado, e pouco depois abriu o placar, aos 31 do primeiro tempo. Enquanto a torcida fazia sua parte, Mourinho lançava Fernando Torres na vaga de Oscar e trocava Lampard por Demba Ba. E foi justamente o senegalês que anotou o tento da vitória aos 41 da segunda etapa.

Na Alemanha, o Bayern tinha um protocolo a cumprir diante do Manchester United. Chegou a assustar o universo quando levou um gol dos ingleses. Susto que não afetou o controle emocional dos bávaros, únicos a estabelecer um patamar mínimo para as brincadeiras de mal gosto. Prontamente ligou o modo demolição e atropelou os Diabos Vermelhos por 3 a 1. 

Por fim, o duelo mais esperado. Atlético de Madrid e Barcelona voltavam a se enfrentar após o empate por 1 a 1 na semana passada. E foi um massacre. Quem pensa que Messi, Neymar e cia. deitaram para cima dos colchoneros, muito se engana. Os comandados de Simeone mesmo desfalcados de Diego Costa e Arda Turam acadelaram o Barcelona. 5 minutos bastaram para abrirem o placar. Com 15 minutos, a trave catalã havia sido carimbada 3 vezes. Messi, bizarramente discreto, pouco ajudou. Limitou-se a uma cabeçada e só. O Atlético perdeu uma infinidade de gols e só passou apuros no placar apertado porque quis. No entanto, ao final selou-se a eliminação do Barça e o ingresso do estranho Atlético nas semi-finais.

Temos, pois, Real Madrid, Atlético de Madrid, Chelsea e Atlético de Madrid. O sorteio final reserva uma gama de duelos interessantíssimos. Pode rolar Mourinho x Real Madrid; o dérbi madrilenho entre Real e Atlético; o duelo dos milionários entre Bayern e Chelsea; uma revanche entre Real x Bayern que se pegaram nas semi da UCL de 2012, vencida pelo Chelsea. 

Sim, amigos, há emoção no Velho Continente.


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Vejamos no jogo de volta

Como se esperava, os duelos válidos pelas quartas-de-final da Champions League geraram certo ouriçamento graças às camisas envolvidas nos embates. Pra variar, algumas surpresas. Umas esperadas, outras nem tanto, mas tudo dentro de um senso comum protocolar que pondera com ar filosofal: "vejamos no jogo de volta...".

Iniciemos com quem fez o favor de estragar parte da graça em seu duelo. Tinha que ser o Real Madrid de novo! Para chegar à semi-final pela 4ª temporada seguida tinha pela frente o Borussia Dortmund, seu algoz ano passado. A vingança tardou mas não falhou. No Santiago Bernabéu, os merengues enfiaram 3 a 0 nos alemães, gols de Bale, Isco e, ele, Cristiano Ronaldo. Classificação encaminhada e justa. O Real está jogando muito bem, CR7 e Bale atravessam grande fase, e o Borussia perdeu algumas peças que o impedem de ser aquele time baderneiro da temporada passada.

Agora os três jogos que ainda tem traços de emoção à mostra.

A França não vê o título desde o controverso triunfo do Olympique de Marseille em 93. Sendo assim, a pressão sob os ombros do Paris Saint-Germain era proporcional à injeção financeira aplicada na equipe nas últimas temporadas. O adversário também era um nobre endinheirado, o Chelsea. Pois os franceses mostraram a que vieram e venceram por 3 a 1. Lavezzi, David Luiz (contra) e Pastore mantém o sonho da Champions vivo pelos lados da Cidade Luz. Hazard descontou para os ingleses. Graças a este tento fora de casa, os blues precisam de uma vitória por 2 gols para avançar. Possível. Pois o PSG perdeu Ibrahimovic por contusão. E principalmente por contar com Mourinho no banco. 

Premiado com o Bayern de Munique, o Manchester United precisava mostrar um futebol que ainda não mostrou nesta temporada. Em Old Trafford, os ingleses foram dominados pela tortura alemã comandada por Pep Guardiola, porém não saíram em completo prejuízo. O empate por 1 a 1 deixa o Bayern confortável para seguir com sua cartilha de como se dominar uma partida e sufocar o adversário a seu bel prazer. Entretanto, há de se considerar que do outro lado temos um Manchester United com orgulho ferido e em busca de alguma redenção neste final de temporada. 

Por fim, o duelo espanhol entre Barcelona e Atlético de Madrid. Quem queria ver Messi e Diego Costa teve que se contentar com Neymar e Diego-que-não-é-o-Costa. Os ex-Meninos da Vila roubaram a cena no clássico ao anotar os gols do confronto. Em que pese a dominância de praxe da parte catalã, foram os colchoneros quem abriram o placar com o meia predestinado. Com a contusão de Diego Costa, Diego saiu do banco para disparar um tirambaço do meio da rua direto na gaveta de Pinto, calando o Camp Nou. Daí o que dominância virou pressão propriamente dita. Messi, discreto, viu Iniesta furar o ferrolho dos visitantes e encontrar Neymar entrando em diagonal pela esquerda para fuzilar Courtois. Após a igualdade, o goleiro belga ainda protagonizou uma série de grandes intervenções. E foi isso. Atlético foi bem, tem sido um adversário duríssimo e joga pelo 0 a 0 em seus domínios mas possivelmente sem Diego Costa. O Barça tem o super-trunfo Messi, Neymar, Iniesta, e tudo aquilo que sabemos de cor e salteado. Na torcida pelos colchoneros, embora a classificação do Barça seja a aposta mais certeira.


segunda-feira, 31 de março de 2014

Campeão moral

Todo campeonato tem um campeão. É condição sine qua non de todo torneio que se preze. Sem esse papo derrotista de que o importante é competir. Importante mesmo é ser campeão. Seja pontos corridos, seja mata-mata, o melhor sempre ganha, certo? Errado. Ganha o mais competente, não necessariamente o melhor. Como se fosse possível justificar tal paradoxo surge a figura do campeão moral. Nem sempre ele aparece, mas quando aparece... Gera aquela polêmica, aquele choque, aquele sentimento de amor platônico fadado a evaporar e ser eternamente esquecido com o início da nova temporada.  Aquele que deveria ter sido mas não foi. Merecia muito mais o caneco que aquela equipe competente campeã de fato e direito que agora goza os louros, capas, pôsteres e especiais na tevê. A 6 rodadas do término da Premier League já se sabe quem é o campeão moral da vez.

Sem um título nacional desde a temporada 89-90, o Liverpool finalmente tem em suas mãos uma oportunidade tão única de ser campeão inglês que o título em si já não importa. Um clube gigante apequenado ante o insano poderio financeiro dos rivais. Quer dizer, dentro de casa. Não se esqueça que papou a Champions League em 2005 e foi finalista em 2007.

Pela primeira vez em muitas temporadas o Liverpool tem um ótimo time mesmo. Um ataque simplesmente avassalador no tridente formado por Suárez, Sterling e Sturridge. Até aqui foram 88 gols marcados em 32 duelos. O uruguaio Suárez é o artilheiro absoluto do certame com 29 gols seguido de longe por Sturridge, com 20.

Menção honrosa a Glen Johnson muito bem na direita, Coutinho simplesmente impecável na distribuição do jogo, Gerrard capitaneando como um garoto e os improváveis Allen e Henderson dando estabilidade a uma equipe de talento e competência ofensiva ímpar.

Lembremos que na terra da Rainha havia somente 3 grandes. Liverpool, Arsenal e Manchester United. Bom que se diga que até 2011 os Reds eram o maior campeão da Inglaterra. Foi igualado e posteriormente superado pelo Manchester United de Alex Ferguson. Mesmo assim detém 18 troféus, 5 a mais que o Arsenal.

Foi quando alguns sujeitos bem afortunados resolveram apadrinhar umas sub-equipes e iniciar um processo de copeirização delas, casos específicos de Chelsea e Manchester City. Desde a chegada de Abramovich nos blues, o Chelsea levou uma Champions League e três Inglesões. Porém, em sua história tem irrisórios 4 títulos nacionais. Temporada retrasada os citizens levantaram a Premier League, seu terceiro título.

São esses novos ricos que ameaçam evitar que o Liverpool encerre seu brutal jejum de títulos do Inglesão. Com dois jogos ainda por fazer, o Manchester City receberá Sunderland e Aston Villa. Caso vença seus compromissos, assumirá a ponta com 73 pontos, um a mais que os Reds. O Chelsea fica na espreita com 69 pontos.

Entretanto, o Liverpool depende só de suas forças para sagra-se campeão. E se não for agora, sabe-se-lá-quando vai surgir outro esquadrão como este e outra chance de ouro como esta. Isso porque dos 6 jogos que restam os Reds terão pela frente confrontos diretos justamente contra seus rivais riquinhos. Detalhe: ambos jogos em Anfield!

Que se dane o dinheiro, os louros da vitória, os medalhões. O Liverpool de Gerrard, Coutinho e do tridente da morte gastou a bola. Goleou, deu show, trouxe vida a um futebol meramente negocial. A taça é mera perfumaria. O Liverpool já é o campeão.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Fator Manchester tumultua quartas da Champions League

Nas fases finais da Champions League, via de regra, só tem partidas aprazíveis de se acompanhar. Confrontos que valem dar aquele migué no trampo para encostar no boteco e ver o que vai sair das peladas europeias. Após as classificações de Barcelona, Bayern, PSG e Atlético de Madrid, hoje conhecemos os outros classificados. Graças ao fator Manchester, o sorteio da próxima sexta-feira não vai livrar ninguém de um confronto indesejável.

O universo sabia que o Real Madrid já estava classificado. Mesmo assim deu mais um sacode no coitado do Schalke 04 por 3 a 1. A mesma certeza se extraía do Borussia. Depois de golear o Zenit por 4 a 2, deu-se o luxo de perder para os russos por 2 a 1 e seguir viagem Europa adentro.

Era também esperado que o Chelsea classificasse. Levou para Londres um protocolar empate por 1 a 1 contra o Galatasaray com intuito de deixar o mando de campo dar cabo da classificação. E assim foi. Sem sustos, vitória por 2 a 0 e fé no bi. 

Porém, ninguém contava com a intromissão do Manchester United na farra do boi dos grandes. Claro, em condições normais, os Diabos Vermelhos não precisariam de convite formal. No entanto, é de sabença geral a draga maldita que o lado vermelho de Manchester vive nesta temporada, fato que não motivou o clubinho a esperar pela presença do velho companheiro de guerra. 

Pois bem, o Olympiacos ousou bater nos ingleses por 2 a 0 e entrar no Reino Unido podendo empatar ou ser derrotado por um gol de diferença, ou até por dois caso quisesse estabelecer o pandemônio na cidade anotando um tento em Old Trafford.

Subitamente o Manchester United acordou para a vida, ignorou a campanha tosca no Inglesão e resolveu limpar sua honra pelo continente. Sobrou para os gregos. Van Persie marca três vezes e coloca o Manchester nas quartas-de-final.

Significa dizer que ninguém mais vai esfregas as mãos feliz e contente quando a bolinha indicar os gregos como rival. Agora, além de um caminho tortuoso até Lisboa, palco da final, o sorteio só vai colocar adversário indigesto a todos. 

O bom futebol apresentado pelos colchoneros, a presença da camisa de United no bando das quartas  e a ausência de limitações geográficas no sorteio asseguram quatro grandes jogos, sem dúvida nenhuma. 

Aguardemos as peripécias das bolinhas na sexta.


terça-feira, 4 de março de 2014

Cordialidade europeia

Na como a cordialidade europeia. Você chega na casa do cara e se sente à vontade com aquele ambiente tão "hospitalar" (valeu, Zanata!). De tão confortável, que tal praticamente assegurar uma vaga nas quartas-de-final do segundo maior torneio de clubes de futebol no Mundo? Boa, né? Foi isso que seis clubes fizeram na Champions League.

Semana passada nós bem vimos o que houve. Faltou apenas lembrar que o Paris Saint-Germain foi visitar o Bayer Leverkusen e enfiou logo quatro bolas nas redes germânicas. Nesta semana, apenas um time teve culhão suficiente de vencer em casa. E logo quem menos se esperava.

O guerreiro Olympiacos explorou o fator casa e o apoio dos deuses mitológicos para esfregar a desgraça na cara do Manchester United, que vive um terror em sua primeira jornada sem Alex Ferguson. Um 6º lugar no Inglesão não soa de todo mal, porém uma derrota para o franco atirador grego colocam os Diabos Vermelhos em alerta para o futuro. Ou David Moyes vira a partida e tenta encerrar a temporada de maneira honrosa ou pode ser o primeiro degolado da nova era do United.

Tirando o Galatasaray, que empatou com o Chelsea, os demais mandantes foram verdadeiras mães.

Russos e alemães abandonaram a frieza que lhes são peculiares para trazer um pouco de calor aos adversários. O Zenit, de Hulk, que fez um de pênalti, não segurou a artilharia pesada de Lewandowski, Reus e cia. Vice-campeão ano passado, o Borussia venceu por 4 a 2 e estará no bololô da Champions novamente.

Por fim, ninguém fez mais que o Schalke 04. Recebeu o Real Madrid e foi humilhado por impiedosos e inapeláveis 6 a 1. Huntelaar fez um golaço, justo o de honra. Depois de ver o trio Benzema, Bale e Cristiano Ronaldo anotarem dois belos gols cada.

Vejamos se a cordialidade será recíproca em algumas semanas.


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Seleção, Mundial e Sul-Americana

Para buscar a retomada da velha rotina e ao hobby de repartir um pouco o que penso sobre futebol, deixo umas pinceladas sobre alguns temas que surgiram esses dias:


CAI MANO, ENTRA FELIPÃO?

É possível que haja essa confirmação nesta quinta-feira. Felipão vem de trabalhos medianos. No Chelsea, foi esmagado. Nos cafundós-do-Judas nem vale a pena relevar, mas no Palmeiras conquistou uma Copa do Brasil com um time bom (ao meu ver) cujo elenco se mostrava bastante frágil. Abandonou o clube em meio a uma crise, deixou clima ruim nos vestiários e desmotivou grande parte do grupo. E ainda por cima vai ganhar a vaga de treinador da Seleção.

Há quem defenda que, às vésperas da Copa, o ideal é mesmo contar com algum treinador experiente e ciente de como as coisas funcionam no futebol brasileiro. Por isso Felipão derrubou todos os demais concorrentes de maneira tão fácil. Ganhará o apoio do também "macaco velho" Parreira, na coordenação técnica. Enfim, Abelão e Tite, em momento infinitamente melhor, deverão aguardar. Ou melhor, manter-se no topo por mais tempo. (Afinal, Muricy já teve dias melhores e pouco se lembrou dele em razão da oscilação de seu Santos).

Eu entendo que futebol, apesar de gerência, bastidores e tudo mais ainda é decidido dentro das quatro linhas. Logo, indispensável a contratação de um treinador de ponta e capaz de fazer a Seleção desempenhar-se bem. Melhor ainda se estiver em bom momento. Tite, Abelão, Guardiola, qualquer um. Mas Felipão, não.


CORINTHIANS X CHELSEA

Evidente que a lógica indica que este será o duelo na final do Mundial. Mesmo em péssima fase e sob nova direção, o Chelsea merece algum esboço de respeito. Idem Rafa Benítez. O treinador vivia bom momento no Liverpool quando perdeu o Mundial para o São Paulo. E estava na corda bamba quando venceu o torneio com a Internazionale em 2010. 

No entanto, o grande momento de Tite e do Corinthians pesam no otimismo. E com razão. Paulinho está jogando muita bola, Guerrero vai se firmando como centroavante e mesmo descompromissado o Timão quase chegou entre os 4 primeiros. 

Não acredito que o Chelsea será essa baba toda. Nem mesmo uma subliminar aversão que os europeus tem em relação a esse tipo de competição, uma vez que a partida terá projeção mundial, creio que os ingleses entrarão dispostos a apagar a imagem negativa que paira sobre a atual campeã da Champions League, virtualmente eliminada na edição desta temporada. Aliás, pode ser a primeira vez que um campeão é eliminado ainda na fase de grupos na temporada seguinte. 

Em suma, menos oba-oba e mais pés-no-chão para o Timão.


SÃO PAULO NA FINAL DA SUL-AMERICANA

A semi-final da Sul-Americana foi tensa para o São Paulo. No jogo de ida, empate por 1 a 1. Ainda há pouco, um novo empate no Morumbi - dessa vez sem gols - decretou a classificação do Tricolor para a final. 

Nos dois jogos a superioridade do São Paulo foi esmagadora. E nas duas partidas o Tricolor abusou das chances perdidas e brincou com a sorte. No Chile, marcou apenas 1 e levou outro em falha generalizada da zaga. No Morumbi, sucessivos erros de finalização e falta de tranquilidade nas conclusões quase comprometeram a classificação do time.

Agora, o Tricolor aguarda Tigre ou Millonarios. E acende uma vela para os argentinos. Pois assim foge dos colombianos, algozes de Palmeiras e Grêmio, e pode realizar a segunda partida da decisão em casa.

Contudo, não obstante a euforia da classificação, o desempenho da equipe contra LDU Loja e Universidad Católica no Morumbi deixou uma pulga atrás da orelha.

 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Quarenta milhões de euros

Semanas atrás saiu uma notícia que passou meio despercebida e só agora parei para refletir um bocado nela. "Juvenal Juvêncio recusa proposta de 40 milhões de euros do Chelsea por Lucas". Pô, hoje, quem se dá o luxo de recusar QUARENTA MILHÕES DE EUROS? Vou apimentar: 40 milhões de EUROS, HOJE, pelo Lucas? O São Paulo já deveria ter vendido e contratado uns dois ou três reforços de ponta para zaga, meio-campo e ataque!

Em tempo: Vários portais circularam mas vou relacionar somente o link da ESPN porque a maioria das informações esportivas que tomo conhecimento invariavelmente chegam por seus colaboradores (ler aqui). 

Quarenta milhões de euros é tanto dinheiro que é impossível não ficar repetindo esse valor feito um mantra até que ele invada nossa própria conta bancária. Pode não parecer tanto assim para um clube, só que para um jogador é. E muito. Considero nociva essa irrealidade em convencionar valores estratosféricos para atletas, principalmente em tempos de crise. 

O próprio Chelsea vai investir 38 milhões de Libras, o equivalente a 118,5 milhões de reais, em Hulk, atualmente no Porto e figura frequente nas convocações de Mano Menezes. É um bom jogador, mas, caramba, ele vale tudo isso? (ver aqui) É preciso ter em mente, inclusive, que transações envolvendo valores desse nível para jogadores em atividade no Brasil são casos esparsos. Denílson, Robinho e Pato são os principais exemplos de transferências milionárias.

À parte meu inconformismo quanto a números, no caso específico de Lucas vou além. Fossem 40 milhões de euros no Neymar, ainda que a quantia seja surreal, seria compreensível. A título de constatação, o craque santista tem multa estipulada em 65 milhões de euros. Neymar, 20 anos, é tricampeão paulista, campeão da Libertadores, campeão da Copa do Brasil, maior artilheiro do Santos pós-Pelé, além de principal jogador brasileiro em território nacional e titular da Seleção. 

Objeto de desejo de grandes potências do universo, o jovem craque quer ficar no Brasil até a Copa porque tira seus 3 milhõezinhos mensais, bate sua bola com alegria e ousadia, faz chover, é aclamado e paparicado por onde passa e seu futebol fala por si só. Está amadurecendo sua presença na Seleção e tem reais condições de se tornar um ícone histórico do futebol mundial.

Agora, 40 milhões de euros em um meia promissor, rápido, habilidoso, com cacoetes individualistas, preterido na Seleção para Hulk, Oscar ou Ganso, e sem títulos de expressão cuja multa rescisória é exatamente o DOBRO da proposta recebida que, curiosamente, é ainda maior que a de Neymar? São Paulo Futebol Clube, isso se chama bênção!

Ao meu ver, das duas, uma: ou o São Paulo acredita piamente que vai baixar o santo no Lucas e ele vai engatar uma sequência arrasadora de títulos como protagonista da equipe e consolidar-se como jogador indispensável na meia-cancha da Seleção ou Juvenal blefou. Diante da ascensão meteórica de Neymar, o mandatário tricolor não quis que seu patrimônio desvalorizasse tanto ou ficasse tão atrás do principal talento brasileiro.

Astuto, Juvenal pode ter ido além e quis que sua declaração soasse como um pedido: "peloamordedeus, apareçam com essa grana AGORA que vocês até levam o Paulo Miranda de brinde!" Tudo bem, que não fosse tão desesperado, mas que tivesse cara de recado direto a interessados: "só vendo por um bom dinheiro, não me venham com ninharias". 

Enfim, resguardo-me o direito de achar insano a aplicação de tanto dinheiro sobre um atleta. Mais insano ainda quem se dispõe a recusar tal oferta. E o cúmulo do surreal é mobilizar tamanho investimento em quem não provou absolutamente NADA no futebol. Se a proposta foi real, eu no lugar do Abramovich demitia o gerente de futebol na hora! E por justa causa!

Evidente que Lucas merece entrar na mira dos olheiros europeus pela qualidade que tem com a redonda nos pés. Entretanto, o investimento deveria ser compatível com sua atual condição. Quem acena com a possibilidade de pagar 40 milhões de euros nele pode até manjar de futebol. Quem recusa, perde boa oportunidade de equilibrar a saúde financeira do clube. Mas, nesse caso, ambos não entendem nada de economia. 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Pipoca, Who?

Dias depois da final da UEFA Champions League ainda busco algo interessante a dizer sobre a partida. É difícil encontrar palavras ou pontos cruciais que culminaram no título do Chelsea sobre o virtual favorito Bayern de Munique. E, mesmo depois de muito pensar, a única coisa que me vem à tona é uma sigela pergunta: Quem é o pipoca agora?

O Chelsea era um chato coadjuvante até a aparição de Roman Abramovich em sua vida. Comprou o clube em 2003 e transformou o Blues em uma das grandes potências do futebol mundial. Entretanto, em que pese sempre ter formado esquadrões respeitáveis, as conquistas ainda ficavam restritas à Inglaterra. Por incontáveis vezes colecionou eliminações. Na temporada 07-08 o título escorreu pelos seus pés ao perder para o Manchester United nos pênaltis.

Quando o universo conspirava contra o Chelsea e sua eterna sina de amarelão no âmbito internacional, a sorte lhe sorriu. A temporada irregular culminou com a demissão de André Villas-Boas. Roberto di Matteo assume com a ingrata missão de reverter dolorosos 3 a 1 sofridos contra o Napoli, no jogo de ida pelas oitavas-de-final.

Veio a superação. Virada sobre os italianos por 4 a 1. Daí em diante despacharam o Benfica e o poderoso Barcelona. O estilo pragmático do futebol de resultado, de muita marcação, contra-ataques e bolas paradas eram a receita básica e primitiva da equipe.

Na final, o Bayern. Dono do palco da final, do ataque mais insinuante, das grandes promessas do futebol alemão, da velocidade, da precisão. No duelo dos desfalques, o Chelsea realmente acabou com sua zaga seriamente comprometida. Sem contar perder Ramires, o motorzinho da meia-cancha. O Bayern nem tanto, mas o ataque sempre foi seu diferencial.

A partida foi exatamente o que todos esperavam: ataque x defesa. E os goleiros, Cech e Neuer, foram do céu ao inferno. Quando Müller abriu o placar aos 38 minutos para o Bayern, os discursos e rótulos de pipoca estavam prontos a serem distribuídos. Cech errou o tempo da bola, da defesa e aceitou a cabeçada de Müller. Para o chão, a bola quica e encobre o monstro tcheco de 1,97.

Terry, que perdeu o pênalti que poderia ter dado o título em 2008, vacilou feio e foi expulso contra o Barcelona. Quase sabotou a classificação para a final e, por estar fora do duelo, sua parcela de culpa também estava reservada. E Drogba? Perdeu pênaltis decisivos pela Costa do Marfim e fazia uma partida discreta até os 44 do segundo tempo, quando resolveu se tornar o grande protagonista de decisão.

Escanteio certeiro, cabeçada certeira e Neuer, com a mão um tanto mole, não consegue defender o tiro do atacante. Empate dramático e o filme da pipoca continua. A briga pelo indesejável troféu segue acirrada. Disputa estranha.

Na prorrogação, Drogba roubou a cena novamente: comete pênalti infantil em Ribéry. Robben foi para a bola com o peso de já ter convertido contra o Real. E ter perdido outros tantos decisivos. Como contra o Borussia ou contra o Liverpool quando vestia a camisa do Chelsea. Pois é, o holandês partiu e Cech  redimiu-se da falha no gol de Müller e defendeu. Drogba curtiu isso.

O futebol alemão que sofre sucessivas derrotas desde 2002, inclusive com o próprio Bayern na final da Liga em 2010, apagou. Vieram os pênaltis. Neuer fez sua parte. Defendeu o tiro de Mata e converteu uma cobrança. Cech defendeu a cobrança de Olic e viu Schweinsteiger mandar na trave. Então, quis o destino que Drogba, perdedor de tantos pênaltis decisivos, acertasse um tiro seco no canto para dar ao Chelsea o tão sonhado título europeu.

Resumo da ópera, o Chelsea perde a virgindade e conquista sua primeira Champions League. A vitória do pragmatismo sobre o show. Uma lição de futebol principalmente no âmbito tático. Finda o estigma de pipoqueiro e, definitivamente, começa a ser respeitado internacionalmente.

Sobrou para o Bayern e para o futebol alemão a dor de mais uma perda. Mais uma. Bayer Leverkusen em 2002, Bayern em 2010 e 2012, Seleção Alemã vice no Mundial de 02 e 3º em 06 e 2010. Vice da Euro-08. Por mais tradicional que seja, a frieza abandonou a Alemanha, crucificada em tantas decisões.  

A Euro-12 e a Copa do Mundo no Brasil em 2014 são os próximos desafios. Sinceramente? Por já ter chegado tão perto tantas vezes, creio que o azar deve bater mais cedo ainda em sua porta e amargar um jejum ainda maior. É, Alemanha...quem te viu, quem te vê...

sábado, 19 de maio de 2012

Botequeiros falam sobre Libertadores, Copa do Brasil e Champions League

Fala Galera!!!!

Gravamos um podcast especial com os botequeiros de plantão Gabriel Casaqui e Luis Cesar para falarmos dos campeonatos nacionais e internacionais que rolaram durante a semana e os nossos palpites sobre Bayern e Chelsea. Será que alguém acertou no "chutometro" quem iria vencer a partida e conquistar o título???? Essa edição também contou com a participação especial da nossa orientadora no curso de locução do Senac Santana, Fabianna Ribeiro, locutora e apresentadora da Jovem Pan FM.

Entrem e ouçam os nossos comentários. Vocês concordam com o que falamos durante o nosso podcast??? Participe conosco e deixem seus comentários....


terça-feira, 24 de abril de 2012

Chelsea, o "competente".

Horas após o apito final e ainda tenho dificuldades em compreender exatamente o que significou a eliminação do Barcelona da Champions League. Quando o universo conspirava por uma final espanhola - eu inclusive - tinha um Chelsea no meio do caminho. 

Seria cômodo adotar o discurso piegas que os defensores do futebol-arte vão bradar daqui até o próximo título do Barcelona: "A eliminação não foi do Barça. Foi do futebol". Balela! Como se futebol ficasse restrito àquele praticado pela escola de Telê Santana, Santos de Pelé, dentre outros. Parreira e o tetracampeonato mandaram um abraço.

Voltando ao ocorrido desta tarde, esclareço que minha torcida para o Barcelona limitava-se a querer ver uma final Real x Barça. Esse jogo lindo e perfeito que os catalães praticam por vezes fere meus olhos, tão acostumados a ver pragmáticas equipes brasileiras (como o Corinthians de Tite e o São Paulo de Muricy) ou o truncado e limitado futebol sul-americano. 

Por natureza, sempre fui um defensor do futebol de resultado. Aquele sublime futebol que conquista suas vitórias (entenda-se títulos) seja na base do show, seja na base da burocracia. Não importa o modo. O importante é caneco na prateleira, foto no pôster do jornal, faixa na parede do quarto. 

E mais. Justiça é bola na rede. Competência decorre do resultado do placar. Se relevarmos a cada jogo o conceito de "merecimento", se as discussões cada vez mais recaírem sobre quem merecia ganhar, acabemos com os placares. Simples. Perde-se a essência do jogo que é determinar o vencedor pelo maior número de bolas que conseguir guardar nas redes do adversário.

Pô, eu fiquei pasmo de TENTAR contar quantas chances CLARAS de gol o Barcelona teve ao longo dos fatídicos 180 minutos. Principalmente na partida de ida na Inglaterra. Fosse aqui no Brasil, o ataque inteiro seria ameaçado de agressão por organizada, ia passar o resto da temporada treinando finalização, treinador seria degolado, viraria polêmica em programa esportivo durante a semana toda. 

Que o Chelsea venceu por seus próprios méritos isso é cristalino. Com um a menos, não se afobou. Encontrou, verdade seja dita, o gol de Ramires quando tudo indicava que sairia o terceiro do Barça, e defendeu-se incrivelmente bem até o apagar das luzes quando Fernando Torres recebeu uma bola espírita e transformou no tento que coroaria a vaga.

Entretanto, ao meu ver, neste caso especificamente, a competência inglesa decorre diretamente do desleixo catalão. O excesso de capricho nas tramas ofensivas e a falta de pontaria na finalização trouxeram a classificação do Chelsea numa bandeja. Vou colocar as bolas na trave e o pênalti perdido na conta do azar porque foram lances isolados perto de tantos gols perdidos. Também não pretendo minimizar as ótimas intervenções de Cech, excepcional goleiro.

Mas simplesmente estou inconformado com a facilidade na qual o Barcelona constrói suas jogadas e é capaz de destruí-las com um arremate mal calculado, mal pensado, pensado demais, seja como for. É uma semi-final de Champions League, caramba! Aqui, por muito menos, se crucifica duas ou três chances perdidas numa partida besta qualquer! Duas-três eles perderam em 10-15 minutos de jogo! Por isso eu não consigo aceitar tranquilamente que "o Chelsea foi melhor" ou que "o Barça merecia ganhar". O escambau! Põe o pé na forma, desgraça! 

Bom, repito: O Chelsea mereceu, sim. O desempenho defensivo e o placar agregado provam que, durante as duas partidas, foi melhor. Ocorre que o diferencial é a bola no barbante, não há como fugir disso. Só que sirva de lição para todo e qualquer time envolvido num mata-mata. Calibrem seus malditos pés para não chorarem depois.