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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Botecadas

LUSA RUMO À C? - O começo de Série B que a Portuguesa faz é realmente espantoso. Tudo bem que o time da Lusa é meio medonho mas daí ter conquistado somente 5 pontos em 8 jogos é assustador. Atualmente na vice-lanterna, a situação da Lusa só não é pior porque o 8º colocado, o América-RN, tem 10 pontos. Ou seja, dá para se salvar e tal. Mas dá pinta de que vai brigar lá embaixo por toda a Segundona.

SANTOS À FRENTE - Após a excelente campanha no Paulista cruelmente vitimada pelo Ituano, o Peixe caiu de produção e desenvolveu um vício perturbador: empatar. No Brasileirão, empatar nem sempre é bom negócio. Pois lá vem o Santos com 8 pontos e 5 empates em 7 jogos. Pouco menos de 6 meses de trabalho e Oswaldo vive um momento de questionamento no Santos, com direito a troca de farpas em público. Bom, o treinador não mexeu substancialmente na estrutura do time. Assim, se a equipe joga mal ou não consegue produzir decentemente no ataque não deve ser culpa exclusiva do treinador. Agora o Santos perde Cícero, peça fundamental para Oswaldo. Dessa bagunça toda transparece o empenho conjunto de comissão técnica, jogadores e diretoria em deixar o Santos inofensivo no meio da tabela para pensarem em 2015 cada um no seu canto. 

RICARDO GARECA - O novo técnico do Verdão é o argentino Ricardo Gareca, ex-Vélez. Fez um trabalho digno por lá. Ajudou a ganhar títulos nacionais, conseguiu formar uma base decente no time argentino. Se considerarmos que nos últimos anos o futebol nacional da Argentina vem conseguindo ser pior que o nosso, Gareca pode dar certo no Palmeiras (entenda-se ganhar alguma coisa). No entanto, não se esqueça que o Palestra teve Muricy Ramalho, Luxemburgo, Felipão e, apesar do Paulistão-08 e da Copa do Brasil-12, conseguiu ser rebaixado. Em suma: deixem o cara lá uns 2-3 anos trabalhando sossegado antes de trocar por outro Kleina da vida.

MUNDIAL DE CLUBES 2014 - Após o milagre realizado pelo Real Madrid na final da Champions é de se esperar que os merengues disputem a final do Mundial de Clubes no final do ano. Agora, pergunto: Contra quem? Se a Libertadores surreal que temos não permite apontarmos um campeão aqui, imagine prever se ele estará na final do Mundial. Bolívar, San Lorenzo, Nacional Querido e Defensor podem ter problemas contra algum Monterrey, Mazembe ou Raja Casablanca da vida. A única certeza é que será um Mundial bem divertido neste aspecto.


quarta-feira, 30 de abril de 2014

Gripe madrilenha varre a Europa

Uma pandemia originária em Madrid foi a responsável por dizimar alemães, ingleses, italianos e também vitimou conterrâneos. Em Lisboa, local destinado a encerrar tal moléstia, conheceremos a última vítima. Ou, se preferirem, o campeão sobrevivente.

Esse mal avassalador ganhou destaque nesta semana pelos requintes de crueldade com o qual deu cabo de fortes alemães e aplicados ingleses.

O Real Madrid nem precisou considerar o suado empate obtido em casa para despachar a sensação Bayern de Munique. Na Alemanha, os merengues aplicaram sonoros 4 a 0 sobre os bávaros. Guardiola foi vencido pela velocidade e qualidade do contra-ataque madrilenho que precisou de meio tempo para acabar com o sonho alemão.

45 minutos jogados, dois gols de Sergio Ramos, ambos de cabeça, e outro de Cristiano Ronaldo eram mais que suficientes para o Real vingar-se do comandante rival, tantas vezes carrasco nos tempos de Barcelona. Porém, CR7 impiedosamente marcou seu segundo gol no jogo dando ares de humilhação à vitória conquistada no território rival.

Mas a fúria madrilenha não parou por aí. 

Mourinho atingia a semi-final pela 4ª vez consecutiva. Dessa vez, na casamata do Chelsea, levava os blues com estratégia semelhante àquela que consagrou a equipe londrina em 2012. Muita marcação e saída contida para o ataque, refém de contra-ataques.

No entanto, do outro lado havia o Atlético de Madrid, que faz uma temporada impressionante. Simeone não abriu mão da forte marcação. Tampouco de tratar a bola com decência quando tinha posse dela.

Embora fosse um jogo pegado, chances começaram a brotar. Numa delas, o fator casa pareceu sorrir para o Chelsea. Bola cruzada na área encontrou Fernando Torres. El Niño bate, agradece o desvio na zaga e abre a contagem para os ingleses.

Só que a alegria sequer durou até o intervalo. Jogando com inteligência e tranquilidade, o Atlético empatou com Adrián. Na volta do intervalo, o massacre. Eto'o mal entrava em campo e já cometia pênalti em Diego Costa. Ele mesmo bateu e ampliou a vantagem espanhola. 

Precisando da virada, o Chelsea lançou-se ao ataque. David Luiz carimbou a trave. Stamford Bridge à espera de um milagre. Mas não veio. Pouco depois, Arda Turan cabeceou, tabelou com a trave e empurrou livre para as redes. 3 a 1 ficou barato para Mourinho, morto pela 4ª vez na semi da Champions League.

O reencontro entre Real e Mourinho foi adiado. Ficou pra uma próxima oportunidade. A Champions ganha sua primeira final entre clubes da mesma cidade. Uma decisão apimentada pela rivalidade.

A busca do Real Madrid por La Décima nunca esteve tão perto. Carlo Ancelotti equilibrou a equipe. Pepe, Di María, Bale e Cristiano Ronaldo atravessam excelente fase. Ataque e contra-ataque praticamente infalíveis. Ora, como não apostar tudo nos merengues?

Do outro lado, Simeone armou um esquema de jogo no qual a equipe se defende com eficiência sem abdicar de trabalhar a bola com qualidade até o ataque. O grande destaque talvez seja o ótimo goleiro Courtois. E fico apenas nele pois seria impossível apontar apenas 3-4 grandes jogadores desse time que funciona incrivelmente bem como um todo. 

A excelente temporada de Cristiano Ronaldo, Bale e cia frente-a-frente com um velho inimigo detentor de um conjunto capaz de surpreender.

Minha torcida é pelo Atlético. Todavia, acredito que dê Real Madrid.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

A 90 minutos de qualquer coisa

Após eletrizantes quartas-de-final, muita expectativa se criou em torno das semi-finais da Champions League. Entretanto, as partidas de ida pouco animaram. Espera-se que seja mero acúmulo de emoções para os últimos 90 minutos de cada confronto.

Atlético de Madrid e Chelsea fizeram um jogo bem modorrento. Truncado, com poucas chances, terrível. Os colchoneros abusaram dos chuveirinhos na área abrindo mão de arriscar arremates de fora da área. Pelo lado inglês, Mourinho posicionou cerca de 87 jogadores atrás da linha da bola e travou as investidas espanholas.

Por mais que o Atlético tenha realmente se esforçado e jogado um tanto melhor, o Chelsea fez um trabalho espetacular defensivamente. Inclusive, foi premiado com a benevolência da arbitragem ao não expulsar o meia Lampard. O juiz entendeu que o meia teria colocado o braço propositalmente na bola e deixou de dar o segundo amarelo. 

O empate sem gols não foi de todo mal para nenhum dos dois. Óbvio que o Chelsea leva alguma vantagem por decidir em sua cancha. Contudo, aos colchoneros basta um empate com gols. E se no zero ficar, prorrogação, pênaltis e por aí vai.

Na Espanha, o Real Madrid recebeu o Bayern de Munique. Como se espera de qualquer amontoado de jogadores treinados por Pep Guardiola, houve controle integral do jogo pelos alemães. Porém, os madrilenhos fizeram um bom papel lá atrás e esbanjaram qualidade no contra-ataque.

Em um deles, Cristiano Ronaldo ligou Coentrão na esquerda, que passeava ali como um ponta, cruzando na medida para Benzema empurrar. Foi o único gol do jogo, mas os merengues perderam, no mínimo, outras duas grandes chances de ampliar o marcador.

Na segunda etapa o Bayern bem que melhorou mas não foi suficiente para superar a boa jornada da zaga espanhola e de Casillas. 

Bom, não é um placar de outro mundo para ser revertido. É praticamente certo que o Bayern fará pelo menos um gol. É quase impossível esse time passar dois jogos consecutivos em branco. Resta saber se o mesmo acontecerá com Cristiano Ronaldo.

A torcida é por uma final espanhola. Mas cravo meu palpite no reencontro entre Mourinho e Real Madrid.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Emoção à européia

As fases finais da Champions League são sensacionais, não importa quem esteja lá. Grandes jogos, grandes equipes. O único ponto chato é que nos últimos anos é sempre a mesma patota a alcançar as semi-finais. Mas nem por isso a emoção fica comprometida. 

Que o diga o Real Madrid. Tranquilo após ter aberto 3 a 0 no jogo de ida, comeu o pão que o diabo amassou na Alemanha contra o Borussia Dortmund. Deu sopa para o azar, é verdade, quando desperdiçaram pênalti aos 15 minutos de jogo com Di María parando em Weidenfeller. Daí em diante, o rolo compressor amarelo foi acionado. Reus marcou duas vezes ainda no primeiro tempo e incendiou o confronto. O gol que levaria o duelo à prorrogação parecia iminente. Porém, toda pressão do mundo não foi suficiente para superar os espanhóis.

Toda pressão do mundo que deu resultado para o Chelsea. O Paris Saint-Germain resguardava-se na boa vitória conquistada na França por 3 a 1 fato que permitia uma derrota por até um gol. Contudo, os franceses não suportaram a tal pressão. Stamford Bridge e Mourinho trataram de classificar os blues com requintes de mágica e crueldade. Schurrle entrou no lugar de Hazard, machucado, e pouco depois abriu o placar, aos 31 do primeiro tempo. Enquanto a torcida fazia sua parte, Mourinho lançava Fernando Torres na vaga de Oscar e trocava Lampard por Demba Ba. E foi justamente o senegalês que anotou o tento da vitória aos 41 da segunda etapa.

Na Alemanha, o Bayern tinha um protocolo a cumprir diante do Manchester United. Chegou a assustar o universo quando levou um gol dos ingleses. Susto que não afetou o controle emocional dos bávaros, únicos a estabelecer um patamar mínimo para as brincadeiras de mal gosto. Prontamente ligou o modo demolição e atropelou os Diabos Vermelhos por 3 a 1. 

Por fim, o duelo mais esperado. Atlético de Madrid e Barcelona voltavam a se enfrentar após o empate por 1 a 1 na semana passada. E foi um massacre. Quem pensa que Messi, Neymar e cia. deitaram para cima dos colchoneros, muito se engana. Os comandados de Simeone mesmo desfalcados de Diego Costa e Arda Turam acadelaram o Barcelona. 5 minutos bastaram para abrirem o placar. Com 15 minutos, a trave catalã havia sido carimbada 3 vezes. Messi, bizarramente discreto, pouco ajudou. Limitou-se a uma cabeçada e só. O Atlético perdeu uma infinidade de gols e só passou apuros no placar apertado porque quis. No entanto, ao final selou-se a eliminação do Barça e o ingresso do estranho Atlético nas semi-finais.

Temos, pois, Real Madrid, Atlético de Madrid, Chelsea e Atlético de Madrid. O sorteio final reserva uma gama de duelos interessantíssimos. Pode rolar Mourinho x Real Madrid; o dérbi madrilenho entre Real e Atlético; o duelo dos milionários entre Bayern e Chelsea; uma revanche entre Real x Bayern que se pegaram nas semi da UCL de 2012, vencida pelo Chelsea. 

Sim, amigos, há emoção no Velho Continente.


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Vejamos no jogo de volta

Como se esperava, os duelos válidos pelas quartas-de-final da Champions League geraram certo ouriçamento graças às camisas envolvidas nos embates. Pra variar, algumas surpresas. Umas esperadas, outras nem tanto, mas tudo dentro de um senso comum protocolar que pondera com ar filosofal: "vejamos no jogo de volta...".

Iniciemos com quem fez o favor de estragar parte da graça em seu duelo. Tinha que ser o Real Madrid de novo! Para chegar à semi-final pela 4ª temporada seguida tinha pela frente o Borussia Dortmund, seu algoz ano passado. A vingança tardou mas não falhou. No Santiago Bernabéu, os merengues enfiaram 3 a 0 nos alemães, gols de Bale, Isco e, ele, Cristiano Ronaldo. Classificação encaminhada e justa. O Real está jogando muito bem, CR7 e Bale atravessam grande fase, e o Borussia perdeu algumas peças que o impedem de ser aquele time baderneiro da temporada passada.

Agora os três jogos que ainda tem traços de emoção à mostra.

A França não vê o título desde o controverso triunfo do Olympique de Marseille em 93. Sendo assim, a pressão sob os ombros do Paris Saint-Germain era proporcional à injeção financeira aplicada na equipe nas últimas temporadas. O adversário também era um nobre endinheirado, o Chelsea. Pois os franceses mostraram a que vieram e venceram por 3 a 1. Lavezzi, David Luiz (contra) e Pastore mantém o sonho da Champions vivo pelos lados da Cidade Luz. Hazard descontou para os ingleses. Graças a este tento fora de casa, os blues precisam de uma vitória por 2 gols para avançar. Possível. Pois o PSG perdeu Ibrahimovic por contusão. E principalmente por contar com Mourinho no banco. 

Premiado com o Bayern de Munique, o Manchester United precisava mostrar um futebol que ainda não mostrou nesta temporada. Em Old Trafford, os ingleses foram dominados pela tortura alemã comandada por Pep Guardiola, porém não saíram em completo prejuízo. O empate por 1 a 1 deixa o Bayern confortável para seguir com sua cartilha de como se dominar uma partida e sufocar o adversário a seu bel prazer. Entretanto, há de se considerar que do outro lado temos um Manchester United com orgulho ferido e em busca de alguma redenção neste final de temporada. 

Por fim, o duelo espanhol entre Barcelona e Atlético de Madrid. Quem queria ver Messi e Diego Costa teve que se contentar com Neymar e Diego-que-não-é-o-Costa. Os ex-Meninos da Vila roubaram a cena no clássico ao anotar os gols do confronto. Em que pese a dominância de praxe da parte catalã, foram os colchoneros quem abriram o placar com o meia predestinado. Com a contusão de Diego Costa, Diego saiu do banco para disparar um tirambaço do meio da rua direto na gaveta de Pinto, calando o Camp Nou. Daí o que dominância virou pressão propriamente dita. Messi, discreto, viu Iniesta furar o ferrolho dos visitantes e encontrar Neymar entrando em diagonal pela esquerda para fuzilar Courtois. Após a igualdade, o goleiro belga ainda protagonizou uma série de grandes intervenções. E foi isso. Atlético foi bem, tem sido um adversário duríssimo e joga pelo 0 a 0 em seus domínios mas possivelmente sem Diego Costa. O Barça tem o super-trunfo Messi, Neymar, Iniesta, e tudo aquilo que sabemos de cor e salteado. Na torcida pelos colchoneros, embora a classificação do Barça seja a aposta mais certeira.


quarta-feira, 19 de março de 2014

Fator Manchester tumultua quartas da Champions League

Nas fases finais da Champions League, via de regra, só tem partidas aprazíveis de se acompanhar. Confrontos que valem dar aquele migué no trampo para encostar no boteco e ver o que vai sair das peladas europeias. Após as classificações de Barcelona, Bayern, PSG e Atlético de Madrid, hoje conhecemos os outros classificados. Graças ao fator Manchester, o sorteio da próxima sexta-feira não vai livrar ninguém de um confronto indesejável.

O universo sabia que o Real Madrid já estava classificado. Mesmo assim deu mais um sacode no coitado do Schalke 04 por 3 a 1. A mesma certeza se extraía do Borussia. Depois de golear o Zenit por 4 a 2, deu-se o luxo de perder para os russos por 2 a 1 e seguir viagem Europa adentro.

Era também esperado que o Chelsea classificasse. Levou para Londres um protocolar empate por 1 a 1 contra o Galatasaray com intuito de deixar o mando de campo dar cabo da classificação. E assim foi. Sem sustos, vitória por 2 a 0 e fé no bi. 

Porém, ninguém contava com a intromissão do Manchester United na farra do boi dos grandes. Claro, em condições normais, os Diabos Vermelhos não precisariam de convite formal. No entanto, é de sabença geral a draga maldita que o lado vermelho de Manchester vive nesta temporada, fato que não motivou o clubinho a esperar pela presença do velho companheiro de guerra. 

Pois bem, o Olympiacos ousou bater nos ingleses por 2 a 0 e entrar no Reino Unido podendo empatar ou ser derrotado por um gol de diferença, ou até por dois caso quisesse estabelecer o pandemônio na cidade anotando um tento em Old Trafford.

Subitamente o Manchester United acordou para a vida, ignorou a campanha tosca no Inglesão e resolveu limpar sua honra pelo continente. Sobrou para os gregos. Van Persie marca três vezes e coloca o Manchester nas quartas-de-final.

Significa dizer que ninguém mais vai esfregas as mãos feliz e contente quando a bolinha indicar os gregos como rival. Agora, além de um caminho tortuoso até Lisboa, palco da final, o sorteio só vai colocar adversário indigesto a todos. 

O bom futebol apresentado pelos colchoneros, a presença da camisa de United no bando das quartas  e a ausência de limitações geográficas no sorteio asseguram quatro grandes jogos, sem dúvida nenhuma. 

Aguardemos as peripécias das bolinhas na sexta.


terça-feira, 4 de março de 2014

Cordialidade europeia

Na como a cordialidade europeia. Você chega na casa do cara e se sente à vontade com aquele ambiente tão "hospitalar" (valeu, Zanata!). De tão confortável, que tal praticamente assegurar uma vaga nas quartas-de-final do segundo maior torneio de clubes de futebol no Mundo? Boa, né? Foi isso que seis clubes fizeram na Champions League.

Semana passada nós bem vimos o que houve. Faltou apenas lembrar que o Paris Saint-Germain foi visitar o Bayer Leverkusen e enfiou logo quatro bolas nas redes germânicas. Nesta semana, apenas um time teve culhão suficiente de vencer em casa. E logo quem menos se esperava.

O guerreiro Olympiacos explorou o fator casa e o apoio dos deuses mitológicos para esfregar a desgraça na cara do Manchester United, que vive um terror em sua primeira jornada sem Alex Ferguson. Um 6º lugar no Inglesão não soa de todo mal, porém uma derrota para o franco atirador grego colocam os Diabos Vermelhos em alerta para o futuro. Ou David Moyes vira a partida e tenta encerrar a temporada de maneira honrosa ou pode ser o primeiro degolado da nova era do United.

Tirando o Galatasaray, que empatou com o Chelsea, os demais mandantes foram verdadeiras mães.

Russos e alemães abandonaram a frieza que lhes são peculiares para trazer um pouco de calor aos adversários. O Zenit, de Hulk, que fez um de pênalti, não segurou a artilharia pesada de Lewandowski, Reus e cia. Vice-campeão ano passado, o Borussia venceu por 4 a 2 e estará no bololô da Champions novamente.

Por fim, ninguém fez mais que o Schalke 04. Recebeu o Real Madrid e foi humilhado por impiedosos e inapeláveis 6 a 1. Huntelaar fez um golaço, justo o de honra. Depois de ver o trio Benzema, Bale e Cristiano Ronaldo anotarem dois belos gols cada.

Vejamos se a cordialidade será recíproca em algumas semanas.


domingo, 7 de outubro de 2012

Messi 2 x 2 Cristiano Ronaldo

Barcelona e Real Madrid. Em qualquer lista de grandes times da atualidade, os eternos rivais sempre encabeçam qualquer início de resposta. Com relação aos melhores jogadores, algo semelhante ocorre. Messi, indiscutívelmente em primeiro, e logo depois Cristiano Ronaldo. Aí vem Xavi, Iniesta, Benzema, Di María e por aí vai. No clássico espanhol de hoje, ambos fizeram jus aos holofotes que recebem.

Nem sempre o equilíbrio prevalece nas partidas entre Barça e Real. A história recente mostra uma superioridade avassaladora dos catalães sobre os merengues. No entanto, nota-se que nos últimos duelos o Real Madrid tem conseguido ao menos equilibrar forças com o rival. 

Na partida de hoje, ficou provado porque se diz "o Barcelona de Messi" e o "Real Madrid de Cristiano Ronaldo". Ambos projetam seu futebol de uma forma esplêndida. No Camp Nou, empate por 2 a 2 com gols somente marcados pelos craques. 

São espetaculares. Provavelmente, Messi é o melhor jogador que já vi. Melhor que Ronaldo ou Romário. Ainda que eu defenda algum tipo de critério objetivo para determinar quem são os melhores de todos os tempos como se pudesse existir uma espécie de escala, Messi é incrível. Suas arrancadas, passes e arremates precisos seja com a bola rolando ou parada desafiam leis físicas e metafísicas.

Cristiano Ronaldo é veloz, habilidoso e, ao meu ver, tem um quê mais matador que o argentino. Gosto do seu estilo, embora não o veja melhor que a dupla brasileira mencionada. Por explorar demais sua imagem, ostentar alguma soberba, ganha a antipatia de alguns críticos. Mas é inegável que joga muita bola. Enquanto o português traduz seu talento em gols, gols e mais gols, eventualmente um passe aqui, uma jogada ali, Messi faz do conjunto da obra sua maior propaganda.

Não quero levantar aqui a bandeira em prol de um em detrimento de outro. Pode-se preferir um ao outro, sugerir que um esteja um patamar acima. Como eu mesmo acho que Messi realmente é "mais craque" que Cristiano Ronaldo. Contudo, amar um não implica em odiar o concorrente. 

Essa pressão da imprensa em idolatrar Messi e, invariavelmente, desmerecer o futebol do português sob um tosco argumento de que o gajo seria mais um "fruto do marketing" do que do futebol me parece um tanto injusta uma vez que Cristiano Ronaldo é o principal nome de uma das principais equipes do Mundo e justifica tal investimento.

Nesta tarde, o futebol me brindou com 90 minutos de uma rivalidade de excelente nível técnico. De equipes, de atletas e até de ideologias. Vi dois dos melhores jogadores que já acompanhei mostrarem do que são capazes. A única coisa que espero depois disso tudo é que continue assim e, se possível, com ambos em campo por muito tempo.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Bayern joga contra lógica e para salvar o futebol alemão.

Tudo que o mundo clamava não acontecerá. Não bastasse a justa eliminação do Barcelona ontem para o Chelsea e hoje o Real Madrid também sucumbiu diante do Bayern de Munique. A vitória merengue por 2 a 1 levou a decisão para os pênaltis, após a insistência do placar durante a prorrogação. Porém, os galáticos falharam nas cobranças, pararam em Neuer, e também dão adeus ao torneio.

Cristiano Ronaldo, autor dos gols merengues, deu sua contribuição para a eliminação ao desperdiçar sua cobrança. Kaká, que entrou no segundo tempo, provou porque é banco no time e é ignorado por Mano Menezes. Detalhe: também errou seu pênalti. Sérgio Ramos imitou Elano e isolou. O festival de pênaltis perdidos também teve duas cobranças alemãs.

Não vou repetir o quanto eu considero ridículo perder pênalti. Prefiro focar no fato de que no final o Bayern foi mais competente. Neuer, um verdadeiro paredão, credencia-se a ser um novo Oliver Kahn. A forma como defendeu os tiros de CR7 e Kaká mostram muito talento, frieza, reflexo. 

Importa dizer que tal como Chelsea, o Bayern não se abalou - mesmo dois gols atrás - fez seu golzinho precioso com Robben e seguiu brigando de igual para igual. Por vezes foi até superior. 

A chance que o Bayern tem nas mãos é única, rara. É uma oportunidade não só de novamente erguer o título mais cobiçado da Europa, mas de lavar a honra do futebol alemão. 

Desde 2002 a Alemanha coleciona alguns fracassos consideráveis. É elogiada, paparicada, endeusada pelo futebol apresentado, qualidade do time, isso e aquilo e, na hora do vamos-ver, pipocava. Vice na Copa 2002, 3º lugar nas Copas 2006 (em casa) e 2010. Vice da Eurocopa 2008. O próprio Bayern perdeu a Champions League 09-10 para a Inter de Milão.

Ou seja, novamente o futebol alemão terá uma chance de se projetar no cenário mundial e tirar parte dos holofotes que insistem em apontar para a Espanha. E com isso não quero focar somente em Real Madrid e Barcelona. Basta dar uma olhadinha na Liga Europa e ver quais clubes estão nas semi-finais.

Quanto à final, vislumbro um duelo semelhante ao de 2010 contra a Inter. Enquanto os italianos, dirigidos por Mourinho, jogavam fechadinho e exploravam o contra-ataque, o Chelsea deve seguir a estratégia usada contra Benfica e Barcelona. Os 4 a 1 sobre o Napoli nas oitavas-de-final fogem à regra pelas circunstâncias. Os ingleses precisavam reverter 1-3 no placar. Além disso, terá 4 desfalques importantes para a decisão: Ivanovic, Terry, Ramires e Raul Meireles. 

O Bayern também terá desfalques: Alaba, Badstuber e o bom Luiz Gustavo. No entanto, contará com campo, torcida, apoio...óbvio que o favoritismo é todo alemão. Diria até que o Bayern tem a obrigação cívica de ser campeão. Uma análise fria induz a essa estranha lógica.

Mas como enxergar o virtual campeão quando ele sequer estaria na final, não é mesmo?





terça-feira, 17 de abril de 2012

A final está traçada.

Nesta terça tivemos o primeiro duelo das semi-finais da Champions League 11-12. Bayern de Munique e Real Madrid se enfrentaram no palco da decisão e os mandantes se deram melhor: 2-1. 

Por certo é o placar ideal para alimentar todas as expectativas possíveis para o jogo da volta. Enquanto os alemães jogam pelo empate, os merengues fizeram um golzinho precioso fora de casa o que permite avançar caso vença por um simples 1 a 0. 

Mourinho optou por um time mais conservador. Marcelo, infinitamente melhor que Coentrão, ficou no banco e entrou no lugar de Özil. Não colocou Kaká. E só colocou Higuaín na troca por Benzema. Sofreu o gol da derrota nos instantes finais, após uma pane geral da marcação e da defesa. 

Já o Bayern apostou no que tem de melhor. O meio compacto e a velocidade infernal de Robben e Ribéry deixaram o espanhóis no lucro após o revés por somente um gol de diferença. 

Sem ficar no muro, aposto em Real Madrid na final. E mais: contra o Barcelona.

Ao meu ver, Mourinho superestimou o Bayern. Não que não mereçam respeito. Óbvio que se trata de um grande time e conta com destaques da Seleção Alemã. Entendo que escalou bem, mas equivocou-se nas alterações e deu azar ao sofrer o gol no final. Pelas circunstâncias da partida, dificilmente vai errar novamente nas trocas. A começar por Marcelo titular.

Há de ressaltar ainda o leque ofensivo que Mourinho tem às mãos: Benzema, Cristiano Ronaldo, Dí Maria, Higuaín, Kaká, Özil. Um gol vai sair. Dois gols também não são nenhum absurdo. Ou seja, o fator casa pode garantir a força do ataque. Um ajuste aqui, outro ali, um pouco mais de competência acolá e basta a defesa cumprir minimamente seu papel que a viagem à Munique está garantida.

Contudo, baseio meu palpite em algo maior. Uma força "extra campo" que, infelizmente, pode interferir na disputa dentro das quatro linhas: o peso de uma final Barcelona x Real Madrid. 

O apelo de se ter uma final entre Bayern, que atuaria em casa, contra Barça ou Chelsea não teria o mesmo peso do clássico espanhol. Essa rivalidade anda tão à flor da pele ultimamente que o mundo anseia por esta final. O embate supremo entre o extraordinário Barcelona contra os eternos galáticos do Real Madrid. Quem não quer ver este jogo?

Posso estar errado? Sim. O Bayern pode vir e bater no Real novamente? Claro. O Chelsea pode se vingar da eliminação nas semi-finais de 2009, ora. Porém, vejo os astros - e os bastidores - ao lado do Real. E do Barça também.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Real Madrid Campeão Espanhol 11-12 com 16 rodadas de antecedência.

Estamos na 22ª rodada do Campeonato Espanhol. No sábado, o Barcelona perdeu para o Osasuna por 3 a 2. Resultado anormal, lógico. O mando de campo é irrelevante quando se trata de Barcelona. No domingo, no Santiago Bernabéu, o Real Madrid derrotou o Levante por 4 a 2. Grande coisa, né? Não. A 'grande coisa' está na tabela. Restando 16 rodadas para o final do campeonato, o Real Madrid abre 10 pontos de diferença para o vice-líder Barcelona. Ou seja, é o virtual campeão.

Pode parecer temerária tal afirmação mas, em se tratando de Campeonato Espanhol, não é. Qualquer um sabe que na Espanha o torneio é disputado por Real e Barça ano a ano. Ora se alternam, ora vencem alguns consecutivos. Um ano aqui outro ali vai ter um time Zé Graça para quebrar o protocolo (hoje, leia-se e entenda-se Valencia).

Uma breve pesquisa no Google-Wikipédia demonstra este fato. O último título de um time que não era Real ou Barça foi em 03-04 com o Valencia, ou seja, 8 anos/temporadas atrás. Aliás, o Valencia venceu também na temporada 01-02. O La Coruña aprontou na temporada 99-00. Antes disso, o Atletico de Madrid levou a taça na temporada 95-96. Estão vendo os lapsos temporais? Até este título do Atletico, a última equipe a levar a Liga foi o Athletic Bilbao em 83-84!

Outro ponto: o nível dos inimigos mortais. Merengues e catalães possuem duas das melhores equipes do Mundo. Eu disse MUNDO. Embora o Barcelona tenha um time, um conjunto melhor, vejo o Real com um elenco mais interessante, com mais peças de reposição de alto nível. Se dá o luxo de ter Kaká na reserva "absoluta", Benzema e Higuaín se revesando na titularidade, Coentrão e Marcelo para a lateral-esquerda. Enfim, é uma discussão eterna na qual a única conclusão é: ambos tem times fantásticos.

Enquanto isso, os adversários estão uma escada abaixo de ambos.

Villarreal, Sevilla, Atlético de Madrid e Valencia, os "melhorzinhos" não conseguem impor resistência. Em outras palavras, quatro ou cinco tropeços dos Merengues são improváveis mesmo diante dos times menos piores. Sem contar que o Barcelona teria que contar com rodadas perfeitas, vencendo praticamente todas as suas partidas até o final do campeonato.

Aliás, os times espanhóis pequenos e médios são verdadeiras lástimas. Aqui, Portuguesa, Sport, Coritiba não devem nada para Levante, Osasuna, Mallorca. Isso só comprova quão difícil é o Brasileirão. Sempre um Atlético Goianiense da vida tira pontos preciosos de Flamengo, Cruzeiro, Palmeiras...

E atesta a falta de atrativo no Campeonato Espanhol. Vale a pena somente para ver Cristiano Ronaldo e Messi darem seus shows em equipes que parecem terem saído direto da várzea. Não há equilíbrio. As surpresas são raras. Exceção da exceção é essa série de tropeços surreais do Barça que fulminaram o sonho do tetra consecutivo.

Diante de adversários que mal funcionam como sparrings, os dez pontos de vantagem dão ao Real Madrid uma margem segura para direcionar esforços na conquista da Champions League. Por seu turno, resta ao Barcelona somente a defesa do título europeu. Afinal, a Inês espanhola já é morta.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Chega né?

Árdua foi a batalha para conseguir ver o grande clássico Real Madrid x Barcelona. De um lado, um fanático por futebol. Do outro, uma conexão de internet duvidosa e transmissões de qualidade discutível (ah, maldito streaming!). Mesmo assim foi possível ver boa parte do jogo. Reclamações à parte, vamos "directo al grano", como diriam na minha terra.

"Dirigentes do Real cogitam pedir a proibição da posse de bola do Barcelona no clássico"

É uma boa manchete, não? Certamente isso deve passar pela cabeça de muitos madridistas. 2x1 para o Barça (e poderia ter sido muito mais).

Mourinho tentou montar uma equipe baseada totalmente no contra-ataque, com pelo menos 8 jogadores esperando o adversário no campo de defesa. Tática perigosa, pois demanda um esforço físico muito grande e, consequentemente, o desgaste aparece.

Não deu outra: no primeiro tempo os merengues conseguiram abrir o placar em bela jogada de Cristiano Ronaldo (único jogador que tentou algo ofensivamente pelo seu time). No segundo tempo, aos 9 minutos, Puyol conseguiu empatar o jogo de cabeça (grande calcanhar de Aquiles do Real, há algum tempo), numa falha clamorosa de Pepe.  Aos 30, Messi (que estava discreto - para os padrões dele, claro) deu um passe magistral para Abidal selar a vitória do time que foi infinitamente superior ao seu rival na etapa final.

Ficou claro também que a equipe de Madrid não sabe perder. Pepe foi o símbolo disso. Bateu o jogo inteiro e teve a covardia de pisar na mão de Messi enquanto ele estava no chão. O árbitro fez que não viu e o zagueiro saiu no lucro. Tais atitudes são equivalentes a de uma criança birrenta, dona da bola, que a leva embora quando a situação não é favorável. Claro que os caras devem estar cheios de aguentar esse insuportável time catalão, mas nada justifica isso.


Não resta outra alternativa ao Real a não ser continuar tentando. Condições de vencer existem. Se pararem de assumir o clássico como uma batalha contra um inimigo mortal, fica mais fácil.


Fotógrafo flagrou o momento em que Pepe chegava ao vestiário.