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domingo, 7 de outubro de 2012

Messi 2 x 2 Cristiano Ronaldo

Barcelona e Real Madrid. Em qualquer lista de grandes times da atualidade, os eternos rivais sempre encabeçam qualquer início de resposta. Com relação aos melhores jogadores, algo semelhante ocorre. Messi, indiscutívelmente em primeiro, e logo depois Cristiano Ronaldo. Aí vem Xavi, Iniesta, Benzema, Di María e por aí vai. No clássico espanhol de hoje, ambos fizeram jus aos holofotes que recebem.

Nem sempre o equilíbrio prevalece nas partidas entre Barça e Real. A história recente mostra uma superioridade avassaladora dos catalães sobre os merengues. No entanto, nota-se que nos últimos duelos o Real Madrid tem conseguido ao menos equilibrar forças com o rival. 

Na partida de hoje, ficou provado porque se diz "o Barcelona de Messi" e o "Real Madrid de Cristiano Ronaldo". Ambos projetam seu futebol de uma forma esplêndida. No Camp Nou, empate por 2 a 2 com gols somente marcados pelos craques. 

São espetaculares. Provavelmente, Messi é o melhor jogador que já vi. Melhor que Ronaldo ou Romário. Ainda que eu defenda algum tipo de critério objetivo para determinar quem são os melhores de todos os tempos como se pudesse existir uma espécie de escala, Messi é incrível. Suas arrancadas, passes e arremates precisos seja com a bola rolando ou parada desafiam leis físicas e metafísicas.

Cristiano Ronaldo é veloz, habilidoso e, ao meu ver, tem um quê mais matador que o argentino. Gosto do seu estilo, embora não o veja melhor que a dupla brasileira mencionada. Por explorar demais sua imagem, ostentar alguma soberba, ganha a antipatia de alguns críticos. Mas é inegável que joga muita bola. Enquanto o português traduz seu talento em gols, gols e mais gols, eventualmente um passe aqui, uma jogada ali, Messi faz do conjunto da obra sua maior propaganda.

Não quero levantar aqui a bandeira em prol de um em detrimento de outro. Pode-se preferir um ao outro, sugerir que um esteja um patamar acima. Como eu mesmo acho que Messi realmente é "mais craque" que Cristiano Ronaldo. Contudo, amar um não implica em odiar o concorrente. 

Essa pressão da imprensa em idolatrar Messi e, invariavelmente, desmerecer o futebol do português sob um tosco argumento de que o gajo seria mais um "fruto do marketing" do que do futebol me parece um tanto injusta uma vez que Cristiano Ronaldo é o principal nome de uma das principais equipes do Mundo e justifica tal investimento.

Nesta tarde, o futebol me brindou com 90 minutos de uma rivalidade de excelente nível técnico. De equipes, de atletas e até de ideologias. Vi dois dos melhores jogadores que já acompanhei mostrarem do que são capazes. A única coisa que espero depois disso tudo é que continue assim e, se possível, com ambos em campo por muito tempo.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Só falta a Copa, Messi.

Para falar de Messi não é preciso muito. Seus números, recordes e títulos falam por si. Com apenas 24 anos o craque argentino já é um dos melhores jogadores da história. Infinitas virtudes e nenhuma fraqueza, fato. Acabou de tomar a artilharia máxima do Barcelona em jogos oficiais: 314 jogos/234 gols, média de 0,74 gol/jogo. Vem muito mais por aí, sem sombra de dúvida. Mas a polêmica é inevitável: e a Copa do Mundo? 

É impossível fechar os olhos para o brilhantismo de Messi, certamente um dos melhores jogadores que eu já vi em minha vida. Contudo, para classificar onde o jovem mito se encaixa atualmente não há outra saída senão trazer à baila a velha discussão sobre uma conquista de Mundial.

Na minha opinião, por mais que Messi vença 10 vezes a Champions League, o Mundial de Clubes da FIFA, faça mais 200-300-500 gols, uma Copa do Mundo é determinante para consagrar um mito. O que seria de Ronaldo sem as duas Copas e a artilharia histórica do torneio? Ou Romário sem a taça de 94? 

E a cara de frustração de quem lembra de Zico, Sócrates, Careca, Falcão e Cia.? Os escretes derrotados em 82 e 86 carregarão eternamente o fardo do ótimo futebol perdedor, infelizmente. Cruyff, a Laranja Mecânica e outro punhado de feras holandesas são outros exemplos com asterisco na história.

Ninguém põe em xeque a qualidade de grandes craques que tiveram a oportunidade de vencer uma Copa do Mundo. Entendo que para entrar no hall da fama supremo é necessário levar a taça máxima para seu país. Se nivelarmos todos pelo talento, a comparação dos mitos perde objetividade. Basta lembrar de George Weah, da Libéria, melhor jogador do Mundo em 1995. Ele realmente merece entrar na "vala comum" dos craques?

Creio ser necessário arbitrar alguns critérios para apontarmos sem generalizações exageradas quem foram efetivamente os melhores, quem realmente fez a diferença no campo, quem conquistou mais. No campo das conquistas, sendo o futebol um esporte essencialmente coletivo, ficam em segundo plano as conquistas pessoais, por mais sensacionais que sejam. Portanto, a Copa do Mundo torna-se o principal critério de desempate. Ou melhor, o primeiro critério para separar "os craques-craques" dos "craques comuns".

Messi terá, por baixo, mais uns 10 anos de carreira e 3 Copas pela frente. Ou seja, tem mais três chances de calar parte do planeta que insiste em apontar uma falha em seu currículo e entrar definitivamente no espaço reservado às lendas. Ninguém mandou ser tão perfeito, Messi. Agora aguenta...